Domingo, 20 de Setembro de 2009

O PODER DA MENTE



O PODER DA MENTE

Na atualidade, tem-se muito discutido o problema da mente, seu conceito, seus reflexos, e seu poder de alcance, tanto com respeito às coisas boas quanto às ruins que são os que mais se ver hoje em dia, porém o mais interessante é a concretização desses atos idealizados mentalmente. Observando os diversos discursos que são feitos sobre a questão da mente, é que se intenta investigar este objeto tão enigmático, e tão poderoso com alguns resultados já comprovados pela ciência, como também pelas religiões que estudam os seus poderes intrínsecos. O poder da mente é tão grande que o próprio JESUS teria dito: não pequeis por pensamentos, palavras, e obras, segundo a tradição dos relatos religiosos, que se pode tomar como verdadeiros, porque os séculos têm ratificado todos estes legados do Mestre Maior.

Ao procurar definição o seja mente, tem-se que seu conceito mais singelo é que ela é um conjunto de todo complexo participativo da inteligência, tais como: raciocínio, saber, lógica, pensar, e sapiência que o ser humano carrega em seu processo das múltiplas existências, ou erraticidade. Para a filosofia, a mente significa intelecto, alma, espírito. Todavia, mente é função biológica do organismo, cuja origem vem do latim mens, que não tem um emprego concreto e seguro de que ela seja isso ou aquilo claramente, porém, o que se pode ter objetivamente são simulações acerca do termo. Pode-se até dizer que a mente é o processo de vibração entre um ser em as suas diversas direções, isto é, pessoa para pessoa, pessoa para espírito, espírito para espírito, espírito para pessoa, e tudo isto com a natureza, fechando o círculo de vibração.


Um filósofo antigo já dizia que mens sana in corpore sano (Juvenal), isto significa dizer que tudo que acontece com o corpo, nada mais é do que reflexo da mente que captou energias boas ou más e jogou para o corpo, causando sensações de libertação ou de escravisamento, assim como de má qualidade, ou de retrocesso espiritual. As coisas boas aparecem com um bem-estar que se sente com aquela vontade de viver, de amar, de sentir a vida, e de sempre se sentir útil para a humanidade que precisa conhecer o caminho da verdade e da vida. Por outro lado, as vibrações más aparecem com as doenças e o mal-estar que são notórios por todo o corpo, surgindo as enfermidades que muitas vezes matam, tipo aids, câncer, ebola, e muitas outras formas de doenças que aparecem como doenças do século, refletindo a inferioridade humana.

Em tempos modernos são muitas as teorias que tentam explicar o poder da mente, os seus efeitos, ao indicar a força destrutiva que ela tem, frente a um mundo de tanta inferioridade e incompreensão de sua própria realidade cósmica, mesmo com o avanço da ciência do século vinte e um. Com isto, pode-se dizer que a mente pode ser vista pelo prisma do dualismo de DESCARTE (1637), a visão reducionista dos materialistas, com o entendimento quântico de BONH (1642-1727) & PLANK (1857-1947), a mensagem espírita de RIVAIL (1856), e algumas outras formas de enxergar a problemática da mente. Para tal dualismo, tem-se que aí aparece a dupla corpo e alma que para o reducionismo; verifica-se aí questão da relação físico-química, cujo holismo diz respeito a um todo universal, e o espiritismo já vê-la como a caixa de vibração com transmissão e recepção energética.


Adentrando um pouco mais na questão da mente, pode-se verificar que ela é um fio condutor e receptor de imagens e palavras que são enviadas por um indivíduo que distante, entra na faixa de vibração que começa a emiti-la para o espaço e, daí, consegue-se uma sintonia com bastante facilidade. O mais importante é que esta sintonia não precisa ser com a espiritualidade, mas até mesmo com os homens que ainda se encontram vivendo em um corpo físico, perfeitamente materializado, partilhando as coisas da lida comum nos seres vivos. Assim sendo, pode haver uma comunicação com maior facilidade entre pessoas que vivem no Japão, na Inglaterra, nos Estados Unidos, ou com outras em qualquer parte do mundo, basta que haja condições de acesso à vibração àqueles que procuram se comunicar.

Com este tipo de raciocínio, claramente verifica-se que uma tese pode ser escrita na Argentina, cujo autor verdadeiro pode estar escrevendo o mesmo trabalho na Alemanha, daí surgir a idéia de plágio que constitui crime contra o seu autor verdadeiro ou vice-versa, que deve ter sido mentalizado de um outro ponto qualquer. Frente a isto, alguém se arvora de criador de algo que não lhe pertence, nem tão pouco a um outro, mas a um quarto ou quinto criador intelectual, assim como pode ser de alguém que se encontre no mundo espiritual, e tenha sido grande cientista encarnado. Nisto, pode-se ver que a intelectualidade de alguém é muito relativa, todavia, o mais importante é a sapiência que é uma acumulação de intelectualismo e experiência de vida concreta, com os erros e acertos que se passam em todos os instantes da vida.

Quanto ao funcionamento da mente individual, ela atua de maneira tal que todo tipo de pensamento reflete na parte física de qualquer pessoa que emite este tipo de vibração, se boa melhora o sentimento pessoal; se ruim, existe a alimentação de doenças que ficam marcadas no perispírito que, com o perpassar do tempo começa a aparecer. Disto se tem que uma pessoa quando morre de câncer, ou de aids, costuma sempre comentar: aquele senhor era uma pessoa tão boa, isto não acontece com aquele fulano que não tem um pingo de moral e estar por aí fazendo e desfazendo sempre. Entretanto, não se sabe que aquele que ficou acometido de tal doença, já praticou a sua delinqüência em algum tempo atrás, ou em outras vidas que agora está sentindo os efeitos de sua ignorância em ser uma pessoa correta e amável, como deve ser, porém respondendo ao princípio de causa e efeito.

É fundamental que se entenda que a mente exerce influência frente a uma outra, isto dentro do ponto de vista de pessoa humana para uma outra pessoa humana, de espírito para espírito, de pessoa humana para espírito, e o mesmo também acontecendo de maneira inversa. De pessoa humana para pessoa humana, já se tem alguma noção pelo que foi comentado em algum momento atrás, pois de pessoa para espírito é muito comum, mas pouco entendido como tal fato acontece, deixando para os espíritas compreenderem tal situação, onde isto pertence a todos. Exemplos mais comuns são os entes queridos que morreram (desencarnaram), cujos parentes ficam mentalizando-os fervorosamente, impedindo que eles consigam dar prosseguimento a sua trajetória de evolução que é necessária à vida eterna.

A influência da mente também se exerce até mesmo sobre os elementos naturais do planeta, como se pode citar a título de exemplo, as pessoas que têm a faculdade de movimentar objetos, quebrar copos e garrafas, atear fogo em colchões, fazer uma planta murchar, e muitos outros exemplos que existem no dia a dia. O poder da mente com respeito a esta questão é muito forte, causando efeitos que talvez não quisesse que tal evento acontecesse; especialmente, quando se origina de pessoas que não têm conhecimentos do que ela pode causar frente à sociedade. É por isso que todo cuidado é necessário e não suficiente quanto ao se utilizar a mente, quer queira de maneira consciente ou não, visto que rogar pragas, desejar mau a alguém, jurar que determinada maldade chegue até cicrano é um problema muito sério e prejudicial a alguém.

Normalmente se pensa que somente os espíritos exercem influência sobre as pessoas humanas, com as chamadas obsessões que debilitam o obsedado, com dores físicas, problemas mentais, algum defeito no corpo, ou algumas outras formas de influir na vida particular de alguém. Sem sombra de dúvida, os espíritos também exercem suas influências sobre os outros espíritos, causando alguns transtornos para com aqueles que ainda não conseguiram compreender o caminho que verdadeiramente deve seguir, e aí está o poder da mente. Por todos os ângulos, a mente humana exerce grandes reflexos no cotidiano de cada um, ou de muitos, com a maneira de emitir vibrações deletérias sobre a atmosfera, sendo causa direta das quedas de muitos que se locupletam na maldade e inferioridade.

Uma maneira de como evitar tal problema é buscar o auto conhecimento individual quer seja espírito, ou pessoa comum que ainda perdura na matéria, usufruindo e alimentando toda inferioridade e maledicência que tem, pois somente o bem faz eliminar as maldades inferiores. Esta inferioridade será banida do perispírito de um ser ou espírito, quando se buscar nas preces e orações, a sua amiga inseparável, porque é desta forma que se limpa da ignorância que está dentro de cada um que não sentiu a lei do amor. A convivência com esta lei, compreendendo o nível evolutivo de cada ser humano, bem como da espiritualidade, é que se imiscui da interferência dos espíritos malfeitores e ignorantes que necessitam reconhecer, que não é este o caminho verdadeiro a seguir.


Finalmente, o poder da mente é muito grande e precisa de uma compreensão de seu titular para que se possa usá-lo sempre para o bem de todos, para o progresso da humanidade, e para que todos, indiscriminadamente, possam participar do reino celestial aqui no planeta terra. Controlar a mente é utilizar o aforismo de SÓCRATES (séc. V a.C.) que legou à humanidade, cujo princípio diz: "conhece-te a ti mesmo" (nosce te ipsum) que é justamente o conhecer o seu próprio interior, e assim poder controlar os seus impulsos de inferioridade e maledicência. Portanto, conclui-se que a mente é o órgão de doação e recepção que todos têm dentro de si, necessitando sempre de burilá-la para que as coisas boas perdurem e as energias maléficas que lhe são agregadas possam ser dissipadas para uma convivência pacífica entre todos.

Que Oxalá ilumine a todos nós
Emidio de Ogum
publicado por espadadeogum às 08:50
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