Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Dicionário da Umbanda



Escrevemos este pequeno dicionário da Umbanda com intenção de transmitir um pouco dos ensinamentos básicos das palavras mais populares da nossa querida religião.


Leia mais em Mais Informações:





A   

  Abaré:
 Médium já desenvolvido.

  Abaré-Guassu: Grande trabalho.

  Abaré-Mirim: Médium em início de desenvolvimento.

  Alguidar: Vasilha de barro onde se coloca comida votiva.

  Aldeia: Terreiro; Templo; É o conjunto de pessoas nele contida (caboclo).  

  Amassi ou Amaci:
 Líquido preparado de folhas sagradas, maceradas em água...  É destinado a 
  banhar a cabeça dos médiuns.  

  Amarrado: Estado do indivíduo atingido por vibrações maléficas, que prejudicam sua vida, seus
  negócios.

  Amuleto: Objeto com finalidade protetora (poder passivo), que se traz pendurado ao pescoço,
  consigo na roupa, guardado no bolso, na bolsa ou em casa.  Considera-se que tenha o poder de
  afastar os maus fluídos que trazem doenças, má sorte, morte, etc.  Pode ser medalha, figura,
  inscrição ou objetos, dentro de um saquinho ou qualquer objeto “preparado”, para defesa, de
  qualquer material: pedra, marfim, madeira, metal, pano, etc.
  Aparelho: Designa a pessoa que serve de suporte para a “descida” do orixá ou da entidade do médium. 

Aruanda: 
Céu; lugar onde mora os orixás e as entidades superiores.

Ajeum: Nome dado para as comidas votivas servidas dentro do terreiro.
 

 B 

Babá:
 Termo que entra em grande número de palavras, com diferentes significados.  No sentido de pai, compõe o nome de diferentes sacerdotes: Babalorixá; Babaojê; Babalaô; Babalossain; etc.  Chefe feminino nos templos de umbanda; títulos de Orixá nos candomblés.

Babalorixá: Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de candomblé; ou de umbanda (a umbanda também o usa = Babalaô).  Denominado popularmente “pai-de-santo”, dirige tanto o corpo administrativo como o sacerdotal...  Orienta a vida espiritual da comunidade religiosa.

Baixar: possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.

Banda: Lugar de origem de entidade.

Breve: Espécie de patuá; pequeno envelope de pano ou couro, contendo uma oração ou imagem de santo.  Usado como proteção.

Burro: Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium.
 

 C  

Cabeça Maior
: Pessoa de alta hierarquia no templo.

Cabeça de Legião: Exus batizados e que controlam os mais atrasados.

Calunga Grande: Mar; oceano.

Calunga Pequena: Cemitério.

Capangueiro: Termo usado no sentido de companheiro.

Caricó: Templo, Terreiro.

Carregado: Pessoa que está com má vibrações espirituais, o que é demonstrado por mal-estar, medo sem causa, etc.

Caruruto: Charuto.

Casa das Almas: Pequeno cômodo com velas, cruzes.  Alguns templos colocam a imagem de Obaluaiê.

Casa Limpa: Templo livre de más influências e de demandas.

Catimbozeiro: Termo para chefe de catimbó...

Cavalo: Pessoa que serve de suporte para os orixás ou entidades.  É o médium.

Cera dos Três Reinos: 1: Carnaúba; 2: Abelha; 3: Parafina.  São empregadas para trabalhos de umbanda.  1: Reino Vegetal; 2: Reino Animal; 3 Reino Mineral.

Chefe de Cabeça: Entidade guia protetora do médium.  Chefe de Falange: entidade espiritual muito evoluída.  Já livre de reencarnação. Que serve como guia a um conjunto de espíritos também adiantados e vibrantes em uma mesma corrente espiritual.

Chefe de Terreiro: O mesmo que dirigente espiritual.

Chefe de Legião: Entidade de grande evolução espiritual, que “descem” nos terreiros representando orixás, dentro de suas linhas ou correntes vibratórias.

Choque de Retorno: Ação de voltarem as más vibrações de um feitiço. Atingindo quem o fez ou encomendou.

Coité: Fruto do coitezeiro – seco ou partido com o meio pintado por dentro e por fora (cuia).  Alguns usam coco, outros cabaça.

Compadre: Designação para Exu.

Consulta: Cerimônia dos clientes para resolver seus problemas.

Cazuá: Terreiro, Templo, Local.
 

 D  

Dar Firmeza ao Terreiro:
 Riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar, cantar pontos, etc.  São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.

Dar Passagem: Ato do guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.

Dar passes: Através do médium incorporado, emitir vibrações que anulem as más influências sofridas pelos clientes, através de feitiço, olho gordo, inveja, etc.  E que abrem os caminhos.

Demanda: Desentendimento, lutas entre orixás ou entidades, entre terreiros, entre pessoas de um terreiro.

Descarga: Ação de afastar do corpo de alguém ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de banhos, passes, defumação, queima ou pólvora.

Descarregar: Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.

Descer: Ato da entidade incorporar.

Desencarnar: Ato do espírito da pessoa deixar o corpo – morrer.

Desenvolvimento: Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades.  Não cair no chão, controlar o transe, etc.

Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelas entidades – guias, os restos de oferendas.

Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.

Despacho: Oferenda feita a exu com a finalidade de enviá-lo como mensageiro aos orixás e de conseguir sua boa vontade, para que a cerimônia a ser feita, não seja perturbada... Oferenda a exu com finalidade de desfazer trabalhos maléficos.  Colocação no mato, nos rios, etc. das oferendas votivas trocadas no templo por outras novas.
 

 E   

Encarnação: Ato de vir um espírito à vida terrestre, tomando um corpo, ou voltar num corpo novo e continuar sua evolução espiritual.

Encosto: Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.

Encruza: Ritual realizado pelo dirigente espiritual antes do início das sessões e que consiste em traçar cruzes com pemba na testa, nunca no peito.

Encruza: Local onde habitam os exus; é o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc.

Engira: O mesmo que gira – trabalho – sessão.

Entidades: Seres espirituais na umbanda.

Escora: Pessoas que suporta os atabaques de espíritos obsessores sem ser prejudicados.

Espírito de Luz: Espírito muito desenvolvido, é superior, é puro.

Espírito sem Luz: Espírito inferior, pouco evoluído, apegado ainda à matéria.

Espíritos Obsessores: Espíritos sem nenhum desenvolvimento espiritual, que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes, prejudicando-as em todos os sentidos.
 

 F   

Falange:
 O mesmo que legião, conjunto de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente (linha).  Subdivisão das linhas de umbanda, cada uma com suas funções definidas e dirigidas por um “chefe” – espírito superior.

Fechar a Gira: Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória.

Fechar a Tronqueira: Fechar o terreiro às más vibrações dos quiumbas, por meio de defumação e aspersão de aguardente nos quatro cantos do local onde se realizará o culto.

Feitiço: Irradiação de forças negativas, maléficas contra alguém, despacho, objeto que contém vibrações maléficas
para atingir a quem tocar.
(O
utra definição: Feitiço é você trabalhar em prol de um objetivo com elementos que alteram sua consciência e que te dão referências de que aquilo que você está fazendo vai dar certo. É claro que uma simples reza à luz de vela pode também ser considerada um feitiço. Não importa o que você usa, e sim como você usa o que você tem no momento. Objetos materiais são simples referências para dizer "estou fazendo um feitiço". Mas o que faz funcioná-lo é o modo como você trabalha a sua mente (é por isso que os grandes milagres na igreja acontecem. Orações e novenas, causam efeito porque a mente está em um trabalho contínuo em prol de um objetivo).  Ter fé no que você faz é manter um pensamento positivo a acreditar em seus potencias.Copyright © 2001 Aengus Mac ind Óg).

Filho de Fé: Designação do médium iniciante ou não.

Firmar: Concentrar-se para a incorporação.

Firmar Porteira: Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada, firmar = dar segurança.

Firmar Anjo da Guarda: Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.

Firmar Ponto: Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual.

Firmeza: O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.

Fluídos: Emanações positivas ou negativas, das forças cósmicas que podem ser manejadas por agentes espirituais para o bem ou para o mal.

Força Espiritual: Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.

Fundamentos: Leis de umbanda, suas crenças.

Fundanga: Pólvora.
 

 G   

Gira: Sessão religiosa, com cânticos e danças para cultuar as entidades espirituais.

Gira de Caboclo: Sessão religiosa, o mesmo que gira; só que voltada única e exclusivamente para a linha de caboclo.

Guia: Colar ritualístico especial para cada entidade.  Entidade espiritual, espírito superior.  Alguns são o guia protetor do templo, outros do médium.  Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do templo.

Guia de Cabeça: Orixá ou entidade principal do médium, seu protetor.

Guia de frente: O mesmo que guia de cabeça.
 

 H   

Homem das Encruzilhadas: Exu. 

Homem de Rua:
 Exu.
 

 I   

Incorporação: Transe, possessão mediúnica.

Incorporar: Entrar em transe “receber” a entidade.
 

 L  

Legião: Exercício de seres espirituais, o mesmo que falange.  Conjunto de seres espirituais de grande evolução, conjunto de espíritos elementares (exus) em evolução.

Lei da Umbanda: A crença da umbanda e seus rituais.

Linha: Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual.  Um orixá também chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa.  Conjunto de falanges e que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da semana), etc.; de cada orixá ou entidade.  Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo.  Ex. linha de umbanda, linha branca, etc.

Linha Branca: Ritual visando unicamente o bem.

Linha Cruzada: Ritual com influência de duas ou mais procedências.

Linha das Almas: Corrente vibratória que congrega os espíritos evoluídos de antigos escravos africanos.

Linha de Cura: Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual do adepto, do que com o culto às divindades.

Linha do Oriente: Congrega espíritos que viveram em povos do oriente.
 

 M 

Macaia: Folhas sagradas.  Local das matas onde se reúnem os terreiros.

Macumba: Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros.  Nome que os leigos usam para denegrir a umbanda.  Nome que os leigos usam para designar “despacho” de rua (pejorativo).

Madrinha: O mesmo que dirigente espiritual, Mãe de Santo, Babá sacerdotisa.  Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.

Mandinga: Feitiço, encantamento, também praga rogada em voz alta.

Manifestação: Incorporação, transe mediúnico.

Manifestar: Ato do ser espiritual incorporar-se em alguém, tomar conta do corpo de alguém.

Marafo: Aguardente, termo muito usado pelos exus.

Matéria: Corpo, Parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.

Médium: Pessoa que tem a Faculdade Especial de servir de intermediário entre o mundo físico e espiritual.  Termo do espiritismo, adotado pela umbanda.

Mesa Branca: Denominação dada as sessões de espiritismo Kardecistas.

Mironga: Segredo, mistério.
 

 O 

Orixá Cruzado: Entidade pertencente à duas linhas.

Orixá de Cabeça: Orixá principal do médium.

Orixá de Frente: O mesmo que orixá de cabeça.
 

 P  

Padrinho: dirigente espiritual, chefe de terreiro.  Pai de Santo. Babalorixá.  Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.
  
Parati: Aguardente (Exu).

Patuá: Amuleto que se leva pendurado ao pescoço ou pregado na roupa.  Antigamente eram saquinhos de couro ou de pano, com boca amarrada com cordão metálico, junto a uma conta de vidro da cor da divindade protetora.  Atualmente são de forma quadrada ou retangular, em couro natural ou sintético, mas cores rituais, contendo Figas de Guiné, Búzio, Estrela de Salomão, etc; ou pedaços de ervas as vezes orações.  PA =erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir (viver, sem doenças).

Perna de Calça: Significado homem na linguagem de exu e pretos velhos.

Pito: Cachimbo (pretos-velhos).

Ponteiro: Pequeno punhal utilizado em magias e diversos rituais.

Ponto Cantado: Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade.  É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais, homenageá-las.  Quando chegam e despedi-las quando devem partir.  Assim os pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante determinadas cerimônias.

Ponto de Abertura: Cântico de abertura de uma sessão.

Ponto de Chamada: Cântico que invoca as entidades para virem aos templos.

Ponto de Defumação: Cantado enquanto é feita a defumação do ambiente e dos presentes.

Ponto Riscado: Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado pelo médium incorporado identifica a entidade.
Porteira: Entrada do templo.

Povo da Encruza: Exus.

Povo de Rua: Exus.

Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.

Puxar o Ponto: Iniciar um cântico. É geralmente feito por um ogã.
 

 Q 

Quartinha: Vasilha de barro. Com alças é para feminino, sem abas orixá masculino.

Quebrar as Forças: Neutralizar o poder de qualquer feitiço, seja para o bem ou para o mal.

Quimbanda: A Quimbanda, influenciada mais diretamente pelos negros Bantus, Angolas, Cambindas, Benguelas, Congos, Moçambiques, etc. Cultua os mesmos orixás e entidades que a umbanda “branca” mas trabalha principalmente com exus que são considerados espíritos desencarnados. Havendo entre eles os exus em evolução e os quiumbas, mediante encomenda, realizam ou desmancham feitiços.  Visando favorecer ou prejudicar determinadas pessoas, geralmente os terreiros de quimbanda chamada macumba para os leigos tem as mesmas características dos da linha de umbanda.  Há congas com imagens de santos católicos representativos de orixás, imagens de caboclos e de pretos velhos tendo os exus (ou o exu chefe do terreiro) altar à parte, dentro do salão.  As giras de exu são freqüentes na linha da umbanda  são raras.  Realizadas a partir da meia noite de 6a. feira.  Exus e pombas giras danças, fumam charutos ou cigarrilhas, bebem marafo, dizem  gentilezas ou palavrões aos assistentes e dão consultas, sobre saúde ou problemas pessoais.  A cortina do conga fica fechada.  A quimbanda cultua muito Omolu, orixá ligado a terra e à morte.  No cemitério é feita uma parte da iniciação de muitos quimbandeiros, devendo o iniciado, deitar algumas  horas sobre um túmulo entre velas e cantigas do dirigente e iniciados do terreiro, tendo de cumprir antes e depois diversas obrigações, as roupas em geral são as mesmas da linha da umbanda, havendo porém muito uso do vermelho e preto, cores de Exu e de Omolu.  São muitos usados em trabalho com pólvora, pós e ervas  mágicas, galos e galinhas pretas.  Os despachos são colocados em encruzilhadas em cruz (machos), ou em T (fêmea) com velas, flores e fitas vermelhas em alguidares.  Não sendo negativos todos os despachos de rua.   Há caboclos e pretos velhos que incorporam na quimbanda, dando consultas em giras separadas dos Exus.

Quiumbas: Espíritos atrasadíssimos. São obsessores apossam-se dos humanos ou “encostam-se” neles, dando-lhes idéias obsedantes de doença, males suicídios, etc.  São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”, estão no sétimo e último plano da hierarquia espiritual sendo vigiados e controlados pelos exus.
 

 R  

Rabo de Saia:
 Mulher na linguagem dos pretos velhos e exus. Receber: Dar informação a entidade espiritual, entrar em transe.

Receber Irradiação do Guia: Entrar em meio transe ou comunicar-se de algum modo com uma entidade superior.

Riscar Ponto: Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.
 

 S   

Sacatrapo:
 Charuto.

Sessão de Umbanda: Cerimônia, rituais geralmente com a finalidade de cura física e espiritual.  Por meio de guias, após dança e toques, com o uso do ponto cantado e riscado, pólvora, aguardente, defumações.  Também sessão de desenvolvimento, de aprendizado e aperfeiçoamento dos médiuns, sessões festivas, públicas, com toque de atabaque e danças.
 

 T  

Tomar Passe: Receber das Mãos dos médiuns em transe vibrações da entidade, as quais retiram do corpo da pessoa os males provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado, encosto, castigo das entidades, etc.  Tuia: Pólvora.
 



Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 20:15
link do post | comentar | favorito
|

Dicionário da Umbanda



Escrevemos este pequeno dicionário da Umbanda com intenção de transmitir um pouco dos ensinamentos básicos das palavras mais populares da nossa querida religião.


Leia mais em Mais Informações:





A   

  Abaré:
 Médium já desenvolvido.

  Abaré-Guassu: Grande trabalho.

  Abaré-Mirim: Médium em início de desenvolvimento.

  Alguidar: Vasilha de barro onde se coloca comida votiva.

  Aldeia: Terreiro; Templo; É o conjunto de pessoas nele contida (caboclo).  

  Amassi ou Amaci:
 Líquido preparado de folhas sagradas, maceradas em água...  É destinado a 
  banhar a cabeça dos médiuns.  

  Amarrado: Estado do indivíduo atingido por vibrações maléficas, que prejudicam sua vida, seus
  negócios.

  Amuleto: Objeto com finalidade protetora (poder passivo), que se traz pendurado ao pescoço,
  consigo na roupa, guardado no bolso, na bolsa ou em casa.  Considera-se que tenha o poder de
  afastar os maus fluídos que trazem doenças, má sorte, morte, etc.  Pode ser medalha, figura,
  inscrição ou objetos, dentro de um saquinho ou qualquer objeto “preparado”, para defesa, de
  qualquer material: pedra, marfim, madeira, metal, pano, etc.
  Aparelho: Designa a pessoa que serve de suporte para a “descida” do orixá ou da entidade do médium. 

Aruanda: 
Céu; lugar onde mora os orixás e as entidades superiores.

Ajeum: Nome dado para as comidas votivas servidas dentro do terreiro.
 

 B 

Babá:
 Termo que entra em grande número de palavras, com diferentes significados.  No sentido de pai, compõe o nome de diferentes sacerdotes: Babalorixá; Babaojê; Babalaô; Babalossain; etc.  Chefe feminino nos templos de umbanda; títulos de Orixá nos candomblés.

Babalorixá: Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de candomblé; ou de umbanda (a umbanda também o usa = Babalaô).  Denominado popularmente “pai-de-santo”, dirige tanto o corpo administrativo como o sacerdotal...  Orienta a vida espiritual da comunidade religiosa.

Baixar: possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.

Banda: Lugar de origem de entidade.

Breve: Espécie de patuá; pequeno envelope de pano ou couro, contendo uma oração ou imagem de santo.  Usado como proteção.

Burro: Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium.
 

 C  

Cabeça Maior
: Pessoa de alta hierarquia no templo.

Cabeça de Legião: Exus batizados e que controlam os mais atrasados.

Calunga Grande: Mar; oceano.

Calunga Pequena: Cemitério.

Capangueiro: Termo usado no sentido de companheiro.

Caricó: Templo, Terreiro.

Carregado: Pessoa que está com má vibrações espirituais, o que é demonstrado por mal-estar, medo sem causa, etc.

Caruruto: Charuto.

Casa das Almas: Pequeno cômodo com velas, cruzes.  Alguns templos colocam a imagem de Obaluaiê.

Casa Limpa: Templo livre de más influências e de demandas.

Catimbozeiro: Termo para chefe de catimbó...

Cavalo: Pessoa que serve de suporte para os orixás ou entidades.  É o médium.

Cera dos Três Reinos: 1: Carnaúba; 2: Abelha; 3: Parafina.  São empregadas para trabalhos de umbanda.  1: Reino Vegetal; 2: Reino Animal; 3 Reino Mineral.

Chefe de Cabeça: Entidade guia protetora do médium.  Chefe de Falange: entidade espiritual muito evoluída.  Já livre de reencarnação. Que serve como guia a um conjunto de espíritos também adiantados e vibrantes em uma mesma corrente espiritual.

Chefe de Terreiro: O mesmo que dirigente espiritual.

Chefe de Legião: Entidade de grande evolução espiritual, que “descem” nos terreiros representando orixás, dentro de suas linhas ou correntes vibratórias.

Choque de Retorno: Ação de voltarem as más vibrações de um feitiço. Atingindo quem o fez ou encomendou.

Coité: Fruto do coitezeiro – seco ou partido com o meio pintado por dentro e por fora (cuia).  Alguns usam coco, outros cabaça.

Compadre: Designação para Exu.

Consulta: Cerimônia dos clientes para resolver seus problemas.

Cazuá: Terreiro, Templo, Local.
 

 D  

Dar Firmeza ao Terreiro:
 Riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar, cantar pontos, etc.  São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.

Dar Passagem: Ato do guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.

Dar passes: Através do médium incorporado, emitir vibrações que anulem as más influências sofridas pelos clientes, através de feitiço, olho gordo, inveja, etc.  E que abrem os caminhos.

Demanda: Desentendimento, lutas entre orixás ou entidades, entre terreiros, entre pessoas de um terreiro.

Descarga: Ação de afastar do corpo de alguém ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de banhos, passes, defumação, queima ou pólvora.

Descarregar: Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.

Descer: Ato da entidade incorporar.

Desencarnar: Ato do espírito da pessoa deixar o corpo – morrer.

Desenvolvimento: Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades.  Não cair no chão, controlar o transe, etc.

Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelas entidades – guias, os restos de oferendas.

Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.

Despacho: Oferenda feita a exu com a finalidade de enviá-lo como mensageiro aos orixás e de conseguir sua boa vontade, para que a cerimônia a ser feita, não seja perturbada... Oferenda a exu com finalidade de desfazer trabalhos maléficos.  Colocação no mato, nos rios, etc. das oferendas votivas trocadas no templo por outras novas.
 

 E   

Encarnação: Ato de vir um espírito à vida terrestre, tomando um corpo, ou voltar num corpo novo e continuar sua evolução espiritual.

Encosto: Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.

Encruza: Ritual realizado pelo dirigente espiritual antes do início das sessões e que consiste em traçar cruzes com pemba na testa, nunca no peito.

Encruza: Local onde habitam os exus; é o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc.

Engira: O mesmo que gira – trabalho – sessão.

Entidades: Seres espirituais na umbanda.

Escora: Pessoas que suporta os atabaques de espíritos obsessores sem ser prejudicados.

Espírito de Luz: Espírito muito desenvolvido, é superior, é puro.

Espírito sem Luz: Espírito inferior, pouco evoluído, apegado ainda à matéria.

Espíritos Obsessores: Espíritos sem nenhum desenvolvimento espiritual, que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes, prejudicando-as em todos os sentidos.
 

 F   

Falange:
 O mesmo que legião, conjunto de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente (linha).  Subdivisão das linhas de umbanda, cada uma com suas funções definidas e dirigidas por um “chefe” – espírito superior.

Fechar a Gira: Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória.

Fechar a Tronqueira: Fechar o terreiro às más vibrações dos quiumbas, por meio de defumação e aspersão de aguardente nos quatro cantos do local onde se realizará o culto.

Feitiço: Irradiação de forças negativas, maléficas contra alguém, despacho, objeto que contém vibrações maléficas
para atingir a quem tocar.
(O
utra definição: Feitiço é você trabalhar em prol de um objetivo com elementos que alteram sua consciência e que te dão referências de que aquilo que você está fazendo vai dar certo. É claro que uma simples reza à luz de vela pode também ser considerada um feitiço. Não importa o que você usa, e sim como você usa o que você tem no momento. Objetos materiais são simples referências para dizer "estou fazendo um feitiço". Mas o que faz funcioná-lo é o modo como você trabalha a sua mente (é por isso que os grandes milagres na igreja acontecem. Orações e novenas, causam efeito porque a mente está em um trabalho contínuo em prol de um objetivo).  Ter fé no que você faz é manter um pensamento positivo a acreditar em seus potencias.Copyright © 2001 Aengus Mac ind Óg).

Filho de Fé: Designação do médium iniciante ou não.

Firmar: Concentrar-se para a incorporação.

Firmar Porteira: Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada, firmar = dar segurança.

Firmar Anjo da Guarda: Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.

Firmar Ponto: Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual.

Firmeza: O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.

Fluídos: Emanações positivas ou negativas, das forças cósmicas que podem ser manejadas por agentes espirituais para o bem ou para o mal.

Força Espiritual: Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.

Fundamentos: Leis de umbanda, suas crenças.

Fundanga: Pólvora.
 

 G   

Gira: Sessão religiosa, com cânticos e danças para cultuar as entidades espirituais.

Gira de Caboclo: Sessão religiosa, o mesmo que gira; só que voltada única e exclusivamente para a linha de caboclo.

Guia: Colar ritualístico especial para cada entidade.  Entidade espiritual, espírito superior.  Alguns são o guia protetor do templo, outros do médium.  Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do templo.

Guia de Cabeça: Orixá ou entidade principal do médium, seu protetor.

Guia de frente: O mesmo que guia de cabeça.
 

 H   

Homem das Encruzilhadas: Exu. 

Homem de Rua:
 Exu.
 

 I   

Incorporação: Transe, possessão mediúnica.

Incorporar: Entrar em transe “receber” a entidade.
 

 L  

Legião: Exercício de seres espirituais, o mesmo que falange.  Conjunto de seres espirituais de grande evolução, conjunto de espíritos elementares (exus) em evolução.

Lei da Umbanda: A crença da umbanda e seus rituais.

Linha: Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual.  Um orixá também chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa.  Conjunto de falanges e que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da semana), etc.; de cada orixá ou entidade.  Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo.  Ex. linha de umbanda, linha branca, etc.

Linha Branca: Ritual visando unicamente o bem.

Linha Cruzada: Ritual com influência de duas ou mais procedências.

Linha das Almas: Corrente vibratória que congrega os espíritos evoluídos de antigos escravos africanos.

Linha de Cura: Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual do adepto, do que com o culto às divindades.

Linha do Oriente: Congrega espíritos que viveram em povos do oriente.
 

 M 

Macaia: Folhas sagradas.  Local das matas onde se reúnem os terreiros.

Macumba: Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros.  Nome que os leigos usam para denegrir a umbanda.  Nome que os leigos usam para designar “despacho” de rua (pejorativo).

Madrinha: O mesmo que dirigente espiritual, Mãe de Santo, Babá sacerdotisa.  Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.

Mandinga: Feitiço, encantamento, também praga rogada em voz alta.

Manifestação: Incorporação, transe mediúnico.

Manifestar: Ato do ser espiritual incorporar-se em alguém, tomar conta do corpo de alguém.

Marafo: Aguardente, termo muito usado pelos exus.

Matéria: Corpo, Parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.

Médium: Pessoa que tem a Faculdade Especial de servir de intermediário entre o mundo físico e espiritual.  Termo do espiritismo, adotado pela umbanda.

Mesa Branca: Denominação dada as sessões de espiritismo Kardecistas.

Mironga: Segredo, mistério.
 

 O 

Orixá Cruzado: Entidade pertencente à duas linhas.

Orixá de Cabeça: Orixá principal do médium.

Orixá de Frente: O mesmo que orixá de cabeça.
 

 P  

Padrinho: dirigente espiritual, chefe de terreiro.  Pai de Santo. Babalorixá.  Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.
  
Parati: Aguardente (Exu).

Patuá: Amuleto que se leva pendurado ao pescoço ou pregado na roupa.  Antigamente eram saquinhos de couro ou de pano, com boca amarrada com cordão metálico, junto a uma conta de vidro da cor da divindade protetora.  Atualmente são de forma quadrada ou retangular, em couro natural ou sintético, mas cores rituais, contendo Figas de Guiné, Búzio, Estrela de Salomão, etc; ou pedaços de ervas as vezes orações.  PA =erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir (viver, sem doenças).

Perna de Calça: Significado homem na linguagem de exu e pretos velhos.

Pito: Cachimbo (pretos-velhos).

Ponteiro: Pequeno punhal utilizado em magias e diversos rituais.

Ponto Cantado: Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade.  É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais, homenageá-las.  Quando chegam e despedi-las quando devem partir.  Assim os pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante determinadas cerimônias.

Ponto de Abertura: Cântico de abertura de uma sessão.

Ponto de Chamada: Cântico que invoca as entidades para virem aos templos.

Ponto de Defumação: Cantado enquanto é feita a defumação do ambiente e dos presentes.

Ponto Riscado: Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado pelo médium incorporado identifica a entidade.
Porteira: Entrada do templo.

Povo da Encruza: Exus.

Povo de Rua: Exus.

Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.

Puxar o Ponto: Iniciar um cântico. É geralmente feito por um ogã.
 

 Q 

Quartinha: Vasilha de barro. Com alças é para feminino, sem abas orixá masculino.

Quebrar as Forças: Neutralizar o poder de qualquer feitiço, seja para o bem ou para o mal.

Quimbanda: A Quimbanda, influenciada mais diretamente pelos negros Bantus, Angolas, Cambindas, Benguelas, Congos, Moçambiques, etc. Cultua os mesmos orixás e entidades que a umbanda “branca” mas trabalha principalmente com exus que são considerados espíritos desencarnados. Havendo entre eles os exus em evolução e os quiumbas, mediante encomenda, realizam ou desmancham feitiços.  Visando favorecer ou prejudicar determinadas pessoas, geralmente os terreiros de quimbanda chamada macumba para os leigos tem as mesmas características dos da linha de umbanda.  Há congas com imagens de santos católicos representativos de orixás, imagens de caboclos e de pretos velhos tendo os exus (ou o exu chefe do terreiro) altar à parte, dentro do salão.  As giras de exu são freqüentes na linha da umbanda  são raras.  Realizadas a partir da meia noite de 6a. feira.  Exus e pombas giras danças, fumam charutos ou cigarrilhas, bebem marafo, dizem  gentilezas ou palavrões aos assistentes e dão consultas, sobre saúde ou problemas pessoais.  A cortina do conga fica fechada.  A quimbanda cultua muito Omolu, orixá ligado a terra e à morte.  No cemitério é feita uma parte da iniciação de muitos quimbandeiros, devendo o iniciado, deitar algumas  horas sobre um túmulo entre velas e cantigas do dirigente e iniciados do terreiro, tendo de cumprir antes e depois diversas obrigações, as roupas em geral são as mesmas da linha da umbanda, havendo porém muito uso do vermelho e preto, cores de Exu e de Omolu.  São muitos usados em trabalho com pólvora, pós e ervas  mágicas, galos e galinhas pretas.  Os despachos são colocados em encruzilhadas em cruz (machos), ou em T (fêmea) com velas, flores e fitas vermelhas em alguidares.  Não sendo negativos todos os despachos de rua.   Há caboclos e pretos velhos que incorporam na quimbanda, dando consultas em giras separadas dos Exus.

Quiumbas: Espíritos atrasadíssimos. São obsessores apossam-se dos humanos ou “encostam-se” neles, dando-lhes idéias obsedantes de doença, males suicídios, etc.  São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”, estão no sétimo e último plano da hierarquia espiritual sendo vigiados e controlados pelos exus.
 

 R  

Rabo de Saia:
 Mulher na linguagem dos pretos velhos e exus. Receber: Dar informação a entidade espiritual, entrar em transe.

Receber Irradiação do Guia: Entrar em meio transe ou comunicar-se de algum modo com uma entidade superior.

Riscar Ponto: Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.
 

 S   

Sacatrapo:
 Charuto.

Sessão de Umbanda: Cerimônia, rituais geralmente com a finalidade de cura física e espiritual.  Por meio de guias, após dança e toques, com o uso do ponto cantado e riscado, pólvora, aguardente, defumações.  Também sessão de desenvolvimento, de aprendizado e aperfeiçoamento dos médiuns, sessões festivas, públicas, com toque de atabaque e danças.
 

 T  

Tomar Passe: Receber das Mãos dos médiuns em transe vibrações da entidade, as quais retiram do corpo da pessoa os males provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado, encosto, castigo das entidades, etc.  Tuia: Pólvora.
 



Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 20:15
link do post | comentar | favorito
|

Dicionário da Umbanda



Escrevemos este pequeno dicionário da Umbanda com intenção de transmitir um pouco dos ensinamentos básicos das palavras mais populares da nossa querida religião.


Leia mais em Mais Informações:





A   

  Abaré:
 Médium já desenvolvido.

  Abaré-Guassu: Grande trabalho.

  Abaré-Mirim: Médium em início de desenvolvimento.

  Alguidar: Vasilha de barro onde se coloca comida votiva.

  Aldeia: Terreiro; Templo; É o conjunto de pessoas nele contida (caboclo).  

  Amassi ou Amaci:
 Líquido preparado de folhas sagradas, maceradas em água...  É destinado a 
  banhar a cabeça dos médiuns.  

  Amarrado: Estado do indivíduo atingido por vibrações maléficas, que prejudicam sua vida, seus
  negócios.

  Amuleto: Objeto com finalidade protetora (poder passivo), que se traz pendurado ao pescoço,
  consigo na roupa, guardado no bolso, na bolsa ou em casa.  Considera-se que tenha o poder de
  afastar os maus fluídos que trazem doenças, má sorte, morte, etc.  Pode ser medalha, figura,
  inscrição ou objetos, dentro de um saquinho ou qualquer objeto “preparado”, para defesa, de
  qualquer material: pedra, marfim, madeira, metal, pano, etc.
  Aparelho: Designa a pessoa que serve de suporte para a “descida” do orixá ou da entidade do médium. 

Aruanda: 
Céu; lugar onde mora os orixás e as entidades superiores.

Ajeum: Nome dado para as comidas votivas servidas dentro do terreiro.
 

 B 

Babá:
 Termo que entra em grande número de palavras, com diferentes significados.  No sentido de pai, compõe o nome de diferentes sacerdotes: Babalorixá; Babaojê; Babalaô; Babalossain; etc.  Chefe feminino nos templos de umbanda; títulos de Orixá nos candomblés.

Babalorixá: Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de candomblé; ou de umbanda (a umbanda também o usa = Babalaô).  Denominado popularmente “pai-de-santo”, dirige tanto o corpo administrativo como o sacerdotal...  Orienta a vida espiritual da comunidade religiosa.

Baixar: possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.

Banda: Lugar de origem de entidade.

Breve: Espécie de patuá; pequeno envelope de pano ou couro, contendo uma oração ou imagem de santo.  Usado como proteção.

Burro: Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium.
 

 C  

Cabeça Maior
: Pessoa de alta hierarquia no templo.

Cabeça de Legião: Exus batizados e que controlam os mais atrasados.

Calunga Grande: Mar; oceano.

Calunga Pequena: Cemitério.

Capangueiro: Termo usado no sentido de companheiro.

Caricó: Templo, Terreiro.

Carregado: Pessoa que está com má vibrações espirituais, o que é demonstrado por mal-estar, medo sem causa, etc.

Caruruto: Charuto.

Casa das Almas: Pequeno cômodo com velas, cruzes.  Alguns templos colocam a imagem de Obaluaiê.

Casa Limpa: Templo livre de más influências e de demandas.

Catimbozeiro: Termo para chefe de catimbó...

Cavalo: Pessoa que serve de suporte para os orixás ou entidades.  É o médium.

Cera dos Três Reinos: 1: Carnaúba; 2: Abelha; 3: Parafina.  São empregadas para trabalhos de umbanda.  1: Reino Vegetal; 2: Reino Animal; 3 Reino Mineral.

Chefe de Cabeça: Entidade guia protetora do médium.  Chefe de Falange: entidade espiritual muito evoluída.  Já livre de reencarnação. Que serve como guia a um conjunto de espíritos também adiantados e vibrantes em uma mesma corrente espiritual.

Chefe de Terreiro: O mesmo que dirigente espiritual.

Chefe de Legião: Entidade de grande evolução espiritual, que “descem” nos terreiros representando orixás, dentro de suas linhas ou correntes vibratórias.

Choque de Retorno: Ação de voltarem as más vibrações de um feitiço. Atingindo quem o fez ou encomendou.

Coité: Fruto do coitezeiro – seco ou partido com o meio pintado por dentro e por fora (cuia).  Alguns usam coco, outros cabaça.

Compadre: Designação para Exu.

Consulta: Cerimônia dos clientes para resolver seus problemas.

Cazuá: Terreiro, Templo, Local.
 

 D  

Dar Firmeza ao Terreiro:
 Riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar, cantar pontos, etc.  São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.

Dar Passagem: Ato do guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.

Dar passes: Através do médium incorporado, emitir vibrações que anulem as más influências sofridas pelos clientes, através de feitiço, olho gordo, inveja, etc.  E que abrem os caminhos.

Demanda: Desentendimento, lutas entre orixás ou entidades, entre terreiros, entre pessoas de um terreiro.

Descarga: Ação de afastar do corpo de alguém ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de banhos, passes, defumação, queima ou pólvora.

Descarregar: Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.

Descer: Ato da entidade incorporar.

Desencarnar: Ato do espírito da pessoa deixar o corpo – morrer.

Desenvolvimento: Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades.  Não cair no chão, controlar o transe, etc.

Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelas entidades – guias, os restos de oferendas.

Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.

Despacho: Oferenda feita a exu com a finalidade de enviá-lo como mensageiro aos orixás e de conseguir sua boa vontade, para que a cerimônia a ser feita, não seja perturbada... Oferenda a exu com finalidade de desfazer trabalhos maléficos.  Colocação no mato, nos rios, etc. das oferendas votivas trocadas no templo por outras novas.
 

 E   

Encarnação: Ato de vir um espírito à vida terrestre, tomando um corpo, ou voltar num corpo novo e continuar sua evolução espiritual.

Encosto: Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.

Encruza: Ritual realizado pelo dirigente espiritual antes do início das sessões e que consiste em traçar cruzes com pemba na testa, nunca no peito.

Encruza: Local onde habitam os exus; é o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc.

Engira: O mesmo que gira – trabalho – sessão.

Entidades: Seres espirituais na umbanda.

Escora: Pessoas que suporta os atabaques de espíritos obsessores sem ser prejudicados.

Espírito de Luz: Espírito muito desenvolvido, é superior, é puro.

Espírito sem Luz: Espírito inferior, pouco evoluído, apegado ainda à matéria.

Espíritos Obsessores: Espíritos sem nenhum desenvolvimento espiritual, que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes, prejudicando-as em todos os sentidos.
 

 F   

Falange:
 O mesmo que legião, conjunto de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente (linha).  Subdivisão das linhas de umbanda, cada uma com suas funções definidas e dirigidas por um “chefe” – espírito superior.

Fechar a Gira: Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória.

Fechar a Tronqueira: Fechar o terreiro às más vibrações dos quiumbas, por meio de defumação e aspersão de aguardente nos quatro cantos do local onde se realizará o culto.

Feitiço: Irradiação de forças negativas, maléficas contra alguém, despacho, objeto que contém vibrações maléficas
para atingir a quem tocar.
(O
utra definição: Feitiço é você trabalhar em prol de um objetivo com elementos que alteram sua consciência e que te dão referências de que aquilo que você está fazendo vai dar certo. É claro que uma simples reza à luz de vela pode também ser considerada um feitiço. Não importa o que você usa, e sim como você usa o que você tem no momento. Objetos materiais são simples referências para dizer "estou fazendo um feitiço". Mas o que faz funcioná-lo é o modo como você trabalha a sua mente (é por isso que os grandes milagres na igreja acontecem. Orações e novenas, causam efeito porque a mente está em um trabalho contínuo em prol de um objetivo).  Ter fé no que você faz é manter um pensamento positivo a acreditar em seus potencias.Copyright © 2001 Aengus Mac ind Óg).

Filho de Fé: Designação do médium iniciante ou não.

Firmar: Concentrar-se para a incorporação.

Firmar Porteira: Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada, firmar = dar segurança.

Firmar Anjo da Guarda: Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.

Firmar Ponto: Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual.

Firmeza: O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.

Fluídos: Emanações positivas ou negativas, das forças cósmicas que podem ser manejadas por agentes espirituais para o bem ou para o mal.

Força Espiritual: Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.

Fundamentos: Leis de umbanda, suas crenças.

Fundanga: Pólvora.
 

 G   

Gira: Sessão religiosa, com cânticos e danças para cultuar as entidades espirituais.

Gira de Caboclo: Sessão religiosa, o mesmo que gira; só que voltada única e exclusivamente para a linha de caboclo.

Guia: Colar ritualístico especial para cada entidade.  Entidade espiritual, espírito superior.  Alguns são o guia protetor do templo, outros do médium.  Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do templo.

Guia de Cabeça: Orixá ou entidade principal do médium, seu protetor.

Guia de frente: O mesmo que guia de cabeça.
 

 H   

Homem das Encruzilhadas: Exu. 

Homem de Rua:
 Exu.
 

 I   

Incorporação: Transe, possessão mediúnica.

Incorporar: Entrar em transe “receber” a entidade.
 

 L  

Legião: Exercício de seres espirituais, o mesmo que falange.  Conjunto de seres espirituais de grande evolução, conjunto de espíritos elementares (exus) em evolução.

Lei da Umbanda: A crença da umbanda e seus rituais.

Linha: Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual.  Um orixá também chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa.  Conjunto de falanges e que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da semana), etc.; de cada orixá ou entidade.  Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo.  Ex. linha de umbanda, linha branca, etc.

Linha Branca: Ritual visando unicamente o bem.

Linha Cruzada: Ritual com influência de duas ou mais procedências.

Linha das Almas: Corrente vibratória que congrega os espíritos evoluídos de antigos escravos africanos.

Linha de Cura: Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual do adepto, do que com o culto às divindades.

Linha do Oriente: Congrega espíritos que viveram em povos do oriente.
 

 M 

Macaia: Folhas sagradas.  Local das matas onde se reúnem os terreiros.

Macumba: Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros.  Nome que os leigos usam para denegrir a umbanda.  Nome que os leigos usam para designar “despacho” de rua (pejorativo).

Madrinha: O mesmo que dirigente espiritual, Mãe de Santo, Babá sacerdotisa.  Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.

Mandinga: Feitiço, encantamento, também praga rogada em voz alta.

Manifestação: Incorporação, transe mediúnico.

Manifestar: Ato do ser espiritual incorporar-se em alguém, tomar conta do corpo de alguém.

Marafo: Aguardente, termo muito usado pelos exus.

Matéria: Corpo, Parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.

Médium: Pessoa que tem a Faculdade Especial de servir de intermediário entre o mundo físico e espiritual.  Termo do espiritismo, adotado pela umbanda.

Mesa Branca: Denominação dada as sessões de espiritismo Kardecistas.

Mironga: Segredo, mistério.
 

 O 

Orixá Cruzado: Entidade pertencente à duas linhas.

Orixá de Cabeça: Orixá principal do médium.

Orixá de Frente: O mesmo que orixá de cabeça.
 

 P  

Padrinho: dirigente espiritual, chefe de terreiro.  Pai de Santo. Babalorixá.  Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.
  
Parati: Aguardente (Exu).

Patuá: Amuleto que se leva pendurado ao pescoço ou pregado na roupa.  Antigamente eram saquinhos de couro ou de pano, com boca amarrada com cordão metálico, junto a uma conta de vidro da cor da divindade protetora.  Atualmente são de forma quadrada ou retangular, em couro natural ou sintético, mas cores rituais, contendo Figas de Guiné, Búzio, Estrela de Salomão, etc; ou pedaços de ervas as vezes orações.  PA =erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir (viver, sem doenças).

Perna de Calça: Significado homem na linguagem de exu e pretos velhos.

Pito: Cachimbo (pretos-velhos).

Ponteiro: Pequeno punhal utilizado em magias e diversos rituais.

Ponto Cantado: Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade.  É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais, homenageá-las.  Quando chegam e despedi-las quando devem partir.  Assim os pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante determinadas cerimônias.

Ponto de Abertura: Cântico de abertura de uma sessão.

Ponto de Chamada: Cântico que invoca as entidades para virem aos templos.

Ponto de Defumação: Cantado enquanto é feita a defumação do ambiente e dos presentes.

Ponto Riscado: Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado pelo médium incorporado identifica a entidade.
Porteira: Entrada do templo.

Povo da Encruza: Exus.

Povo de Rua: Exus.

Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.

Puxar o Ponto: Iniciar um cântico. É geralmente feito por um ogã.
 

 Q 

Quartinha: Vasilha de barro. Com alças é para feminino, sem abas orixá masculino.

Quebrar as Forças: Neutralizar o poder de qualquer feitiço, seja para o bem ou para o mal.

Quimbanda: A Quimbanda, influenciada mais diretamente pelos negros Bantus, Angolas, Cambindas, Benguelas, Congos, Moçambiques, etc. Cultua os mesmos orixás e entidades que a umbanda “branca” mas trabalha principalmente com exus que são considerados espíritos desencarnados. Havendo entre eles os exus em evolução e os quiumbas, mediante encomenda, realizam ou desmancham feitiços.  Visando favorecer ou prejudicar determinadas pessoas, geralmente os terreiros de quimbanda chamada macumba para os leigos tem as mesmas características dos da linha de umbanda.  Há congas com imagens de santos católicos representativos de orixás, imagens de caboclos e de pretos velhos tendo os exus (ou o exu chefe do terreiro) altar à parte, dentro do salão.  As giras de exu são freqüentes na linha da umbanda  são raras.  Realizadas a partir da meia noite de 6a. feira.  Exus e pombas giras danças, fumam charutos ou cigarrilhas, bebem marafo, dizem  gentilezas ou palavrões aos assistentes e dão consultas, sobre saúde ou problemas pessoais.  A cortina do conga fica fechada.  A quimbanda cultua muito Omolu, orixá ligado a terra e à morte.  No cemitério é feita uma parte da iniciação de muitos quimbandeiros, devendo o iniciado, deitar algumas  horas sobre um túmulo entre velas e cantigas do dirigente e iniciados do terreiro, tendo de cumprir antes e depois diversas obrigações, as roupas em geral são as mesmas da linha da umbanda, havendo porém muito uso do vermelho e preto, cores de Exu e de Omolu.  São muitos usados em trabalho com pólvora, pós e ervas  mágicas, galos e galinhas pretas.  Os despachos são colocados em encruzilhadas em cruz (machos), ou em T (fêmea) com velas, flores e fitas vermelhas em alguidares.  Não sendo negativos todos os despachos de rua.   Há caboclos e pretos velhos que incorporam na quimbanda, dando consultas em giras separadas dos Exus.

Quiumbas: Espíritos atrasadíssimos. São obsessores apossam-se dos humanos ou “encostam-se” neles, dando-lhes idéias obsedantes de doença, males suicídios, etc.  São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”, estão no sétimo e último plano da hierarquia espiritual sendo vigiados e controlados pelos exus.
 

 R  

Rabo de Saia:
 Mulher na linguagem dos pretos velhos e exus. Receber: Dar informação a entidade espiritual, entrar em transe.

Receber Irradiação do Guia: Entrar em meio transe ou comunicar-se de algum modo com uma entidade superior.

Riscar Ponto: Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.
 

 S   

Sacatrapo:
 Charuto.

Sessão de Umbanda: Cerimônia, rituais geralmente com a finalidade de cura física e espiritual.  Por meio de guias, após dança e toques, com o uso do ponto cantado e riscado, pólvora, aguardente, defumações.  Também sessão de desenvolvimento, de aprendizado e aperfeiçoamento dos médiuns, sessões festivas, públicas, com toque de atabaque e danças.
 

 T  

Tomar Passe: Receber das Mãos dos médiuns em transe vibrações da entidade, as quais retiram do corpo da pessoa os males provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado, encosto, castigo das entidades, etc.  Tuia: Pólvora.
 



Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 20:15
link do post | comentar | favorito
|

Dicionário da Umbanda



Escrevemos este pequeno dicionário da Umbanda com intenção de transmitir um pouco dos ensinamentos básicos das palavras mais populares da nossa querida religião.


Leia mais em Mais Informações:





A   

  Abaré:
 Médium já desenvolvido.

  Abaré-Guassu: Grande trabalho.

  Abaré-Mirim: Médium em início de desenvolvimento.

  Alguidar: Vasilha de barro onde se coloca comida votiva.

  Aldeia: Terreiro; Templo; É o conjunto de pessoas nele contida (caboclo).  

  Amassi ou Amaci:
 Líquido preparado de folhas sagradas, maceradas em água...  É destinado a 
  banhar a cabeça dos médiuns.  

  Amarrado: Estado do indivíduo atingido por vibrações maléficas, que prejudicam sua vida, seus
  negócios.

  Amuleto: Objeto com finalidade protetora (poder passivo), que se traz pendurado ao pescoço,
  consigo na roupa, guardado no bolso, na bolsa ou em casa.  Considera-se que tenha o poder de
  afastar os maus fluídos que trazem doenças, má sorte, morte, etc.  Pode ser medalha, figura,
  inscrição ou objetos, dentro de um saquinho ou qualquer objeto “preparado”, para defesa, de
  qualquer material: pedra, marfim, madeira, metal, pano, etc.
  Aparelho: Designa a pessoa que serve de suporte para a “descida” do orixá ou da entidade do médium. 

Aruanda: 
Céu; lugar onde mora os orixás e as entidades superiores.

Ajeum: Nome dado para as comidas votivas servidas dentro do terreiro.
 

 B 

Babá:
 Termo que entra em grande número de palavras, com diferentes significados.  No sentido de pai, compõe o nome de diferentes sacerdotes: Babalorixá; Babaojê; Babalaô; Babalossain; etc.  Chefe feminino nos templos de umbanda; títulos de Orixá nos candomblés.

Babalorixá: Chefe masculino de terreiro; Sacerdote de candomblé; ou de umbanda (a umbanda também o usa = Babalaô).  Denominado popularmente “pai-de-santo”, dirige tanto o corpo administrativo como o sacerdotal...  Orienta a vida espiritual da comunidade religiosa.

Baixar: possuir por parte do orixá ou entidade, o corpo de um filho ou filha de santo.

Banda: Lugar de origem de entidade.

Breve: Espécie de patuá; pequeno envelope de pano ou couro, contendo uma oração ou imagem de santo.  Usado como proteção.

Burro: Termo usado pelos exus incorporados para designar o médium.
 

 C  

Cabeça Maior
: Pessoa de alta hierarquia no templo.

Cabeça de Legião: Exus batizados e que controlam os mais atrasados.

Calunga Grande: Mar; oceano.

Calunga Pequena: Cemitério.

Capangueiro: Termo usado no sentido de companheiro.

Caricó: Templo, Terreiro.

Carregado: Pessoa que está com má vibrações espirituais, o que é demonstrado por mal-estar, medo sem causa, etc.

Caruruto: Charuto.

Casa das Almas: Pequeno cômodo com velas, cruzes.  Alguns templos colocam a imagem de Obaluaiê.

Casa Limpa: Templo livre de más influências e de demandas.

Catimbozeiro: Termo para chefe de catimbó...

Cavalo: Pessoa que serve de suporte para os orixás ou entidades.  É o médium.

Cera dos Três Reinos: 1: Carnaúba; 2: Abelha; 3: Parafina.  São empregadas para trabalhos de umbanda.  1: Reino Vegetal; 2: Reino Animal; 3 Reino Mineral.

Chefe de Cabeça: Entidade guia protetora do médium.  Chefe de Falange: entidade espiritual muito evoluída.  Já livre de reencarnação. Que serve como guia a um conjunto de espíritos também adiantados e vibrantes em uma mesma corrente espiritual.

Chefe de Terreiro: O mesmo que dirigente espiritual.

Chefe de Legião: Entidade de grande evolução espiritual, que “descem” nos terreiros representando orixás, dentro de suas linhas ou correntes vibratórias.

Choque de Retorno: Ação de voltarem as más vibrações de um feitiço. Atingindo quem o fez ou encomendou.

Coité: Fruto do coitezeiro – seco ou partido com o meio pintado por dentro e por fora (cuia).  Alguns usam coco, outros cabaça.

Compadre: Designação para Exu.

Consulta: Cerimônia dos clientes para resolver seus problemas.

Cazuá: Terreiro, Templo, Local.
 

 D  

Dar Firmeza ao Terreiro:
 Riscar ponto na porteira, sob o altar, defumar, cantar pontos, etc.  São feitas antes de uma sessão, para afastar ou impedir a entrada de más influências espirituais.

Dar Passagem: Ato do guia deixar o médium para que outra entidade nele se incorpore.

Dar passes: Através do médium incorporado, emitir vibrações que anulem as más influências sofridas pelos clientes, através de feitiço, olho gordo, inveja, etc.  E que abrem os caminhos.

Demanda: Desentendimento, lutas entre orixás ou entidades, entre terreiros, entre pessoas de um terreiro.

Descarga: Ação de afastar do corpo de alguém ou de um ambiente, vibrações negativas ou maléficas por meio de banhos, passes, defumação, queima ou pólvora.

Descarregar: Livrar alguém de vibrações maléficas ou negativas.

Descer: Ato da entidade incorporar.

Desencarnar: Ato do espírito da pessoa deixar o corpo – morrer.

Desenvolvimento: Aprendizado dos iniciados para melhoria de sua capacidade mediúnica; com a finalidade de incorporação de entidades.  Não cair no chão, controlar o transe, etc.

Despachar: Colocar, arriar em local determinado pelas entidades – guias, os restos de oferendas.

Despachar Exu: Enviar exu por meio de oferendas (de bebidas, comidas, cânticos e sacrifício animal), para impedir de perturbar a cerimônia.

Despacho: Oferenda feita a exu com a finalidade de enviá-lo como mensageiro aos orixás e de conseguir sua boa vontade, para que a cerimônia a ser feita, não seja perturbada... Oferenda a exu com finalidade de desfazer trabalhos maléficos.  Colocação no mato, nos rios, etc. das oferendas votivas trocadas no templo por outras novas.
 

 E   

Encarnação: Ato de vir um espírito à vida terrestre, tomando um corpo, ou voltar num corpo novo e continuar sua evolução espiritual.

Encosto: Espírito de pessoas mortas. Que se junta a uma pessoa viva, conscientemente ou não, prejudicando-a com suas vibrações negativas.

Encruza: Ritual realizado pelo dirigente espiritual antes do início das sessões e que consiste em traçar cruzes com pemba na testa, nunca no peito.

Encruza: Local onde habitam os exus; é o cruzamento dos caminhos, vias férreas, ruas, etc.

Engira: O mesmo que gira – trabalho – sessão.

Entidades: Seres espirituais na umbanda.

Escora: Pessoas que suporta os atabaques de espíritos obsessores sem ser prejudicados.

Espírito de Luz: Espírito muito desenvolvido, é superior, é puro.

Espírito sem Luz: Espírito inferior, pouco evoluído, apegado ainda à matéria.

Espíritos Obsessores: Espíritos sem nenhum desenvolvimento espiritual, que se apossam das pessoas, fazendo-as sentirem doentes, prejudicando-as em todos os sentidos.
 

 F   

Falange:
 O mesmo que legião, conjunto de seres espirituais que trabalham dentro de uma mesma corrente (linha).  Subdivisão das linhas de umbanda, cada uma com suas funções definidas e dirigidas por um “chefe” – espírito superior.

Fechar a Gira: Encerrar uma sessão ou uma cerimônia em que tenha havido formação de corrente vibratória.

Fechar a Tronqueira: Fechar o terreiro às más vibrações dos quiumbas, por meio de defumação e aspersão de aguardente nos quatro cantos do local onde se realizará o culto.

Feitiço: Irradiação de forças negativas, maléficas contra alguém, despacho, objeto que contém vibrações maléficas
para atingir a quem tocar.
(O
utra definição: Feitiço é você trabalhar em prol de um objetivo com elementos que alteram sua consciência e que te dão referências de que aquilo que você está fazendo vai dar certo. É claro que uma simples reza à luz de vela pode também ser considerada um feitiço. Não importa o que você usa, e sim como você usa o que você tem no momento. Objetos materiais são simples referências para dizer "estou fazendo um feitiço". Mas o que faz funcioná-lo é o modo como você trabalha a sua mente (é por isso que os grandes milagres na igreja acontecem. Orações e novenas, causam efeito porque a mente está em um trabalho contínuo em prol de um objetivo).  Ter fé no que você faz é manter um pensamento positivo a acreditar em seus potencias.Copyright © 2001 Aengus Mac ind Óg).

Filho de Fé: Designação do médium iniciante ou não.

Firmar: Concentrar-se para a incorporação.

Firmar Porteira: Riscar a entrada do templo, um ponto especial para protegê-lo de más influências ou fazer defumação na entrada, firmar = dar segurança.

Firmar Anjo da Guarda: Fortalecer por meio de rituais especiais e oferendas de comida votivas e orixá patrono do médium.

Firmar Ponto: Cantar coletivamente o ponto (cântico) determinado pela entidade que vai dirigir os trabalhos para conseguir uma concentração da corrente espiritual.

Firmeza: O mesmo que segurança, conjunto de objetos com força mística (axé); que enterrados no chão protegem um terreiro e constituem sua base espiritual.

Fluídos: Emanações positivas ou negativas, das forças cósmicas que podem ser manejadas por agentes espirituais para o bem ou para o mal.

Força Espiritual: Poderes e conhecimento que um médium tem quando em transe e quando as entidades que o protege têm. Grande poder, são fortes e importante no mundo astral.

Fundamentos: Leis de umbanda, suas crenças.

Fundanga: Pólvora.
 

 G   

Gira: Sessão religiosa, com cânticos e danças para cultuar as entidades espirituais.

Gira de Caboclo: Sessão religiosa, o mesmo que gira; só que voltada única e exclusivamente para a linha de caboclo.

Guia: Colar ritualístico especial para cada entidade.  Entidade espiritual, espírito superior.  Alguns são o guia protetor do templo, outros do médium.  Geralmente o guia do terreiro incorpora no dirigente espiritual do templo.

Guia de Cabeça: Orixá ou entidade principal do médium, seu protetor.

Guia de frente: O mesmo que guia de cabeça.
 

 H   

Homem das Encruzilhadas: Exu. 

Homem de Rua:
 Exu.
 

 I   

Incorporação: Transe, possessão mediúnica.

Incorporar: Entrar em transe “receber” a entidade.
 

 L  

Legião: Exercício de seres espirituais, o mesmo que falange.  Conjunto de seres espirituais de grande evolução, conjunto de espíritos elementares (exus) em evolução.

Lei da Umbanda: A crença da umbanda e seus rituais.

Linha: Faixa de vibração, dentro da corrente vibratória espiritual.  Um orixá também chamado protetor e que é chefe dos seres que vibram e atuam nessa faixa.  Conjunto de falanges e que se subdivide uma faixa vibratória. Conjunto de representações (corporal, dança, cores, símbolos) e rituais (comidas, bebidas, dia da semana), etc.; de cada orixá ou entidade.  Conjunto de cerimônias rituais de determinado tipo.  Ex. linha de umbanda, linha branca, etc.

Linha Branca: Ritual visando unicamente o bem.

Linha Cruzada: Ritual com influência de duas ou mais procedências.

Linha das Almas: Corrente vibratória que congrega os espíritos evoluídos de antigos escravos africanos.

Linha de Cura: Ritual que se ocupa mais com a cura física e espiritual do adepto, do que com o culto às divindades.

Linha do Oriente: Congrega espíritos que viveram em povos do oriente.
 

 M 

Macaia: Folhas sagradas.  Local das matas onde se reúnem os terreiros.

Macumba: Antigo instrumento musical usado outrora nos terreiros afro-brasileiros.  Nome que os leigos usam para denegrir a umbanda.  Nome que os leigos usam para designar “despacho” de rua (pejorativo).

Madrinha: O mesmo que dirigente espiritual, Mãe de Santo, Babá sacerdotisa.  Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.

Mandinga: Feitiço, encantamento, também praga rogada em voz alta.

Manifestação: Incorporação, transe mediúnico.

Manifestar: Ato do ser espiritual incorporar-se em alguém, tomar conta do corpo de alguém.

Marafo: Aguardente, termo muito usado pelos exus.

Matéria: Corpo, Parte material do homem, a mais afastada da pureza espiritual.

Médium: Pessoa que tem a Faculdade Especial de servir de intermediário entre o mundo físico e espiritual.  Termo do espiritismo, adotado pela umbanda.

Mesa Branca: Denominação dada as sessões de espiritismo Kardecistas.

Mironga: Segredo, mistério.
 

 O 

Orixá Cruzado: Entidade pertencente à duas linhas.

Orixá de Cabeça: Orixá principal do médium.

Orixá de Frente: O mesmo que orixá de cabeça.
 

 P  

Padrinho: dirigente espiritual, chefe de terreiro.  Pai de Santo. Babalorixá.  Termo utilizado na Umbanda para designar à Entidade Espiritual e/ou Médium que foi escolhido por um Filho de Fé para batizá-lo.
  
Parati: Aguardente (Exu).

Patuá: Amuleto que se leva pendurado ao pescoço ou pregado na roupa.  Antigamente eram saquinhos de couro ou de pano, com boca amarrada com cordão metálico, junto a uma conta de vidro da cor da divindade protetora.  Atualmente são de forma quadrada ou retangular, em couro natural ou sintético, mas cores rituais, contendo Figas de Guiné, Búzio, Estrela de Salomão, etc; ou pedaços de ervas as vezes orações.  PA =erradicar doenças, antídoto, TU = propiciar, WA = viver, existir (viver, sem doenças).

Perna de Calça: Significado homem na linguagem de exu e pretos velhos.

Pito: Cachimbo (pretos-velhos).

Ponteiro: Pequeno punhal utilizado em magias e diversos rituais.

Ponto Cantado: Letra e melodia de cântico sagrado, diferente para cada entidade.  É uma prece evocativa cantada que tem por finalidade atrair as entidades espirituais, homenageá-las.  Quando chegam e despedi-las quando devem partir.  Assim os pontos podem ser apenas de louvor ou cantados com finalidades rituais durante determinadas cerimônias.

Ponto de Abertura: Cântico de abertura de uma sessão.

Ponto de Chamada: Cântico que invoca as entidades para virem aos templos.

Ponto de Defumação: Cantado enquanto é feita a defumação do ambiente e dos presentes.

Ponto Riscado: Desenho formado por um conjunto de sinais cabalísticos, que riscado com pemba ajuda a chamar a entidade ao mundo terreno. Quando riscado pelo médium incorporado identifica a entidade.
Porteira: Entrada do templo.

Povo da Encruza: Exus.

Povo de Rua: Exus.

Preceito: Determinação. Prescrição feita para ser cumprida pelos fiéis.

Puxar o Ponto: Iniciar um cântico. É geralmente feito por um ogã.
 

 Q 

Quartinha: Vasilha de barro. Com alças é para feminino, sem abas orixá masculino.

Quebrar as Forças: Neutralizar o poder de qualquer feitiço, seja para o bem ou para o mal.

Quimbanda: A Quimbanda, influenciada mais diretamente pelos negros Bantus, Angolas, Cambindas, Benguelas, Congos, Moçambiques, etc. Cultua os mesmos orixás e entidades que a umbanda “branca” mas trabalha principalmente com exus que são considerados espíritos desencarnados. Havendo entre eles os exus em evolução e os quiumbas, mediante encomenda, realizam ou desmancham feitiços.  Visando favorecer ou prejudicar determinadas pessoas, geralmente os terreiros de quimbanda chamada macumba para os leigos tem as mesmas características dos da linha de umbanda.  Há congas com imagens de santos católicos representativos de orixás, imagens de caboclos e de pretos velhos tendo os exus (ou o exu chefe do terreiro) altar à parte, dentro do salão.  As giras de exu são freqüentes na linha da umbanda  são raras.  Realizadas a partir da meia noite de 6a. feira.  Exus e pombas giras danças, fumam charutos ou cigarrilhas, bebem marafo, dizem  gentilezas ou palavrões aos assistentes e dão consultas, sobre saúde ou problemas pessoais.  A cortina do conga fica fechada.  A quimbanda cultua muito Omolu, orixá ligado a terra e à morte.  No cemitério é feita uma parte da iniciação de muitos quimbandeiros, devendo o iniciado, deitar algumas  horas sobre um túmulo entre velas e cantigas do dirigente e iniciados do terreiro, tendo de cumprir antes e depois diversas obrigações, as roupas em geral são as mesmas da linha da umbanda, havendo porém muito uso do vermelho e preto, cores de Exu e de Omolu.  São muitos usados em trabalho com pólvora, pós e ervas  mágicas, galos e galinhas pretas.  Os despachos são colocados em encruzilhadas em cruz (machos), ou em T (fêmea) com velas, flores e fitas vermelhas em alguidares.  Não sendo negativos todos os despachos de rua.   Há caboclos e pretos velhos que incorporam na quimbanda, dando consultas em giras separadas dos Exus.

Quiumbas: Espíritos atrasadíssimos. São obsessores apossam-se dos humanos ou “encostam-se” neles, dando-lhes idéias obsedantes de doença, males suicídios, etc.  São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”, estão no sétimo e último plano da hierarquia espiritual sendo vigiados e controlados pelos exus.
 

 R  

Rabo de Saia:
 Mulher na linguagem dos pretos velhos e exus. Receber: Dar informação a entidade espiritual, entrar em transe.

Receber Irradiação do Guia: Entrar em meio transe ou comunicar-se de algum modo com uma entidade superior.

Riscar Ponto: Fazer desenhos de sinais cabalísticos que representam determinadas entidades espirituais e que possuem poderes de chamamento das mesmas ou lhe servem de identificação.
 

 S   

Sacatrapo:
 Charuto.

Sessão de Umbanda: Cerimônia, rituais geralmente com a finalidade de cura física e espiritual.  Por meio de guias, após dança e toques, com o uso do ponto cantado e riscado, pólvora, aguardente, defumações.  Também sessão de desenvolvimento, de aprendizado e aperfeiçoamento dos médiuns, sessões festivas, públicas, com toque de atabaque e danças.
 

 T  

Tomar Passe: Receber das Mãos dos médiuns em transe vibrações da entidade, as quais retiram do corpo da pessoa os males provocados por vibrações negativas, provenientes de mau olhado, encosto, castigo das entidades, etc.  Tuia: Pólvora.
 



Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 20:15
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 17 de Junho de 2010

Os Yorubás como vivem e suas origens


A cultura YorubáO conceito de família Iorubá


Falado principalmente na Nigéria, o idioma yorubá é complexo e arraigado em tradições. É o segundo maior idioma da Nigéria, é falado em várias seitas difundidas pelo mundo, entre estes estão a República do Benin, Cuba, Brasil, Trinidad, e Estados Unidos.

A origem deste idioma é obscura, e não existe nenhuma evidencia conclusiva provando onde exactamente se originou. A quem diga que o idioma yorubá provém dos Egípcios, à centenas de anos atrás, evidenciados no facto de que um vasto número de palavras yorubás serem bem parecidas com as Egípcias, porém realmente, não existe nenhuma explicação formal de como surgiu o idioma na Nigéria.

A mulher na religião

 

Quem são os Yorubás


Os Yorubás são um dos mais importantes grupos étnicos da Nigéria, apreciam uma história e cultura muito rica. Existem várias teorias sobre a origem do povo yorubá, estas informações se agrupam cuidadosamente nas declarações via tradição oral.

Este povo parece ter se originado de Lamurudu, um dos reis de Mecca (na actual Arábia Saudita). Lamurudu teve um filho chamado Oduduwa, que é amplamente conhecido como o fundador das tribos yorubás. Durante o reinado de seu pai, Oduduwa era muito influente a atraiu vários seguidores, transformou as mesquitas, em templos para a adoração de ídolos, com a ajuda de um sacerdote chamado Asara.

Asara teve um filho, Braima, que foi educado como muçulmano, e se ressentiu da adoração obrigada de ídolos.

Por influência de Oduduwa, todos os homens da cidade, eram ordenados em uma expedição de caça, que durava três dias, em preparação para honra e culto de seus deuses. Braima aproveitou a oportunidade da ausência dos homens e tomou a cidade. Ele destruiu tudo, inclusive os ídolos, deixando um machado no pescoço do ídolo mais importante. Na volta da expedição, se deram com a cidade destruída, e foram atrás de Braima para queimá-lo vivo. Neste momento começou uma revolta que desencadeou uma guerra civil.

Lamurudu foi morto e seus filhos expulsos de Mecca. Oduduwa e seus seguidores conseguiram escapar, com dois ídolos, para Ilê Ifé (ainda ilê ifé na Nigéria moderna). Oduduwa e seus filhos juraram se vingar; mas Oduduwa morreu em Ilê Ifé, antes de ser poderoso suficiente para lutar contra os muçulmanos de seu país. Seu primogénito Okanbi, chamado de Idekoseroke, também morreu em Ilê Ifé. Oduduwa deixou sete príncipes e princesas. Destes originaram-se várias tribos yorubás. A primeira era uma princesa que se casou com um sacerdote e se tornou mãe de Olowu, que se tornou rei de Egbá. A segunda princesa se tornou mãe de Alaketu, progenitor do povo de ketu; o terceiro se tornou rei do povo de Benin; o quarto Orangun, se tornou rei de Ila; o quinto Onisabe, se tornou rei de Savé, e o sexto se tornou rei dos Popos. O sétimo e último a nascer era Oranyan (odede) , que se tornou progenitor dos yorubás; ele era o mais jovem, mas eventualmente se tornou o mais rico. Ele construiu a cidade de Oyó Ajaka, hoje Oyó.

De Ilê Ifé, os descendentes de Oduduwa espalharam-se por outras zonas da região yorubá; entre os estados que fundaram estão Ijesha (Ijexá), Ekiti e Ondo a leste; ketu, Sabe e Egbado a oeste; Oyó a norte, e Ijebu a sul.

Oranyan, fundou a dinastia de Oyó, que veio a ser o mais conhecido dos estados yorubás, em virtude de seu domínio político-militar sobre grande parte do sudoeste da Nigéria e da área que é hoje a República de Benin. Estas estruturas políticas e militares tem sido muitas vezes citadas como modelos de organização, onde figurava o Alafin ou rei, considerado como um chefe cuja posição na terra era comparável à do ser Supremo no Paraíso. O Alafin governava com a ajuda de seus poderosos conselheiros, os Oyó Mesi, que eram numericamente sete e que tinham também a seu cargo a escolha do novo Alafin, de entre os filhos do rei anterior. O chefe dos Oyó Mesi, o Basorun, tinha como funções às de chefe de estado e de conselheiro principal do Alafin, enquanto que o exército de Oyó era chefiado durante uma guerra por um grupo de nobres conhecidos por Eso, o chefe dos quais era o Are-Onakakanfo ou o generalíssimo do exército.

 

A Religião dos Yorubás

A religião tradicional yorubá envolve adoração e respeito a Olorun ou Olòdùmarè, o criador, dos Orichas e dos antepassados, e adoram 401 divindades; a maior parte desses Orichas são figuras antropomorfas, que também são associadas com características naturais. As pessoas rezam e fazem sacrifícios, de acordo com as suas necessidades e situação. Cada divindade tem as suas regras, rituais e sacrifícios próprios. Os yorubás rezam para que os Orichasintervenham nas suas vidas.

Olorun (o dono do céu), ou Olódùmare é o Deus supremo dos yorubás, ele é o criador, é invocado em bênções e em certas obrigações, mas nenhum santuário existe para ele, nenhum sacerdócio organizado.

Os yorubás, também, crêem que os antepassados interfiram diariamente nos eventos da terra. Em algumas cidades são feitos, anualmente festivais, onde cada Egungun dança, e é festejado. Como já vimos os yorubás, são um povo com uma cultura muito rica. Eles superaram muitos obstáculos para alcançar o ponto que estão hoje. A sua cultura e história podem ser vista ao longo do mundo, especialmente as convicções religiosas, em outras palavras, os yorubás são dos mais influentes povos do mundo.

Outra explicação que se faz a respeito do aparecimento das divindades seria que Oxalá ou Obatalá, deus da criação instalou o seu reino em Ifé, lugar sagrado dos yorubás. Fala-se que Obatalá tinha um irmão mais novo chamado Oduduwa, que ambicionava executar as tarefas que Olódùmare confiou a Obatalá e, para tanto, fez um ebó, contando com a colaboração de Eshu (Exu), que armou uma cilada, provocando muita sede em Obatalá, que se encontrava bastante cansado da viagem. Ao se aproximar de uma palmeira, usando seu cajado, furou a dita palmeira e bebeu o emu (vinho de palma) que jorrava. Exausto embriagou-se rapidamente e ali mesmo deitou e adormeceu. Oduduwa que vinha de espreita na retaguarda, passou em sua frente, tornou-se fundador dos povos yorubás.

 

Olodumaré

Poucos sacerdotes falam de Olòdùmarè, pois não existe nenhum altar, nenhum assentamento dedicado a ele e nenhum filho ou filha lhe é consagrado. A religião é parte essencial da cultura dos povos africanos, e acreditam que Olódùmare seja o ser supremo, é o Obá Orum, rei do céu. É ele acima de tudo; omnipresente, ele é Olorun Alagbara, o Deus Poderoso.

Diz a mitologia yorubá que Olòdùmarè, junto com a criação do céu e da terra , trouxe para a existência as outras divindades Orichas, para ajudar a administrar sua criação, e a importância de cada divindade depende da posição dentro do panteão yorubá. Olódùmare é o Deus Supremo dos yorubás, merecedor de grande reverência, e o seu status de supremacia é absoluto.

Ele é omnipotente - tão omnipotente que para Olòdùmarè nada é impossível, ele é o rei cujos trabalhos são feitos para a perfeição. Ele é imortal - Oloddumare nunca morre, os yorubás crêem que seja inimaginável para Elemi (o dono da vida) morrer. Ele é Omnisciente - Oloddumare sabe tudo, não existe nada que possa se esconder dele; ele é sábio, tudo está ao seu alcance. Alguns estudiosos dizem que a religião yorubá, é a religião monoteísta mais antiga da humanidade.

 

Cronologia Real Yorubana

1 - Oduduwa
2 - Oranyan
3 - Ajaka
4 - Sango
5 - Ajaka
6 - Aganjú
7 - Kori
8 - Oluaso
9 - Onigbogi
10 - Ofiran
11 - Eguguojo
12 - Orompoto
13 - Ajiboyede
14 - Abipa
15 - Obalokun
16 - Oluodo
17 - Ajagbo
18 - Odarawu
19 - Kanran
20 - Jayin
21 - Ayibi
22 - Osiyago
23 - Ojigi
24 - Gberu
25 - Amuniwaiye
26 - Onisile
27 - Labisi
28 - Awonbioju
29 - Agboluaje
30 - Majeogbe
31 - Abiodun
32 - Awole Arogangan
33 - Adebo
34 - Maku
35 - Majotu
36 - Amodo
37 - Oluewu
38 - Atiba Atobatele
39 - Adelu
40 - Adeyemi eu Alowolodu

 

Nos dias de hoje, o rei (Obá ou Oòni) de Ilê Ifé, seria como o Papa negro, é o homem que representa toda cultura negra iniciada por Oduduwa. É o líder espiritual da cultura yorubana, e a sua coroa representa a autoridade dos Obás. Todos os demais Obás (reis) dependem e curvam-se a seus conselhos. Em seu palácio em Ilê Ifé estão guardados os oráculos oficiais de Oduduwa, fundador de Ilê Ifé e bisavô de Xangô. Presume-se que Oduduwa tenha vivido de 2.180 a 1.800 A.C.

O Alafin de Oyó, (rei de oyó) é o líder político da cultura yorubana, na realidade é o líder dos yorubás. Senta no mesmo trono que seu ancestral Changô ocupou. Representa o poder ancestral dos conquistadores desta raça.

 

Nascimento dos Yorubás

Outra formalidade importante yorubá é o nascimento de uma pessoa. Dar nome a um filho envolve a comunidade inteira, que participa dando boas vindas ao recém nascido, felicitando os pais e fazendo pedidos em conjunto para que o filho tenha um futuro feliz e afortunado.

A família, primeiramente, escolhe o nome apropriado ao filho; o nome geralmente é escolhido de acordo com as circunstancias do nascimento da criança, observando as tradições de família e até fenómenos naturais que aconteceram em torno da nascimento do bebé. Depois do nome seleccionado, o pai ou um parente mais velho anuncia o dia de dar o nome que é chamado Ikomojade. Tradicionalmente, para meninos é um dia após o nascimento, para meninas é no sétimo dia e para gémeos de ambos os sexos, no oitavo dia de nascimento. Hoje em dia a prática é feita no oitavo dia para todos os recém nascidos.

A cerimónia acontece ao ar livre, a criança deve estar com os pés descalços, e  a primeira vez que ela tem contacto com os pés na terra, é a primeira vez que o filho sai fora de casa. Todos os parentes e membros da comunidade têm interesse em dar boas vindas ao recém nascido, cada pessoa trará dinheiro, roupas e outros presentes tanto para o filho quanto para aos pais. As mulheres entregam os presentes à mãe e os homens dão os presentes ao pai. Depois de todos os presentes à mãe entrega o filho a um ancião, que exercerá os rituais; é apropriado que um velho ancião seja o primeiro a guiar o filho.

Tudo começa quando um jarro de água é jogado sobre o telhado, de forma que o recém nascido é seguro de baixo e recebe no corpo a água que cairá de volta. Se o filho se manifesta gritando é considerado de bom sinal, isto indica que ele veio para ficar. A água é o primeiro dos muitos itens cerimoniais, e o seu uso reflecte a importância do filho para a família. Após o filho ser borrifado com água o ancião sussurra o nome do recém nascido em seu ouvido; e molha seu dedo na água e toca a fronte do bebé, e anuncia o nome escolhido em voz alta para que todos ouçam. São colocadas as vasilhas contendo os ingredientes necessários para continuação da formalidade; cada ingrediente tendo um significado especial. A primeira vasilha consiste em pimenta vermelha da qual o ancião dá uma prova ao pequeno filho. A pimenta simboliza que o bebé será resoluto e terá comando acima das forças da natureza. A pimenta então é distribuída para o gosto da assembleia inteira; depois da pimenta o recém nascido experimenta água, significando a pureza de corpo e espírito, que o deixará livre das doenças; logo o ancião oferece sal ao bebé, que simboliza a sabedoria, a inteligência; deseja-se que nunca lhe falte o sal, mas que sua vida não seja salgada, que ele tenha felicidade e doçura na vida, que tenha uma vida sem amargura; depois é oferecido óleo de palma (epô) que é tocado com os dedos nos lábios do bebé, num desejo de potência e saúde. O filho então saboreia mel, e o ancião pede que ele seja tão doce quanto mel, para a família e para a comunidade, que tenha felicidade. Depois é oferecido vinho, para que o filho tenha fartura e prosperidade na vida; e finalmente o bebé recebe uma prova de noz de kola, simbolizando o desejo para boa fortuna do filho. O ancião, ou particularmente o pai da criança, pode adicionar mais ingredientes para fazer parte da formalidade, pode ser objectos que representam as divindades que a família adora, como por exemplo se a divindade da família é Ogun, o pai exige que uma faca ou espada seja usada na formalidade, e assim por diante.

O nascimento mais importante é de gémeos (Ibejis), o nome do primeiro nascido será Táíwo, e o segundo a nascer será chamado de Kéhìndé.

E o filho nascido depois de gémeos será chamado de Idowu, este nascimento é cercado de superstições. Depois do item final ser distribuído para a comunidade, começam as festividades, e todos comem e dançam numa grande alegria que durará até a madrugada.

 

Os Yorubás e a morte

Os yorubás e muitos outros grupos africanos acreditam que a vida e a morte alternam-se em ciclos, de tal modo que o morto volta ao mundo dos vivos, reencarnando-se num novo membro da própria família. São muitos os nomes yorubás que exprimem exactamente esse retorno, como Babatundê, que quer dizer "o pai renasceu".

Para os yorubás, o mundo em que vivem os seres humanos em contacto com a natureza, chama-se de aiê, e um mundo sobrenatural, onde estão os Orichas, outras divindades e espíritos, é chamado de orum (céus). Quando alguém morre, seu espírito ou parte dele vai para o orum, de onde pode retornar ao aiê nascendo de novo.

Alguns espíritos são adorados e se manifestam nos festivais de egungum no corpo de sacerdotes que se dedicam a esta parte do ritual africano, comandados pelo sacerdote chefe chamado Babansìkù; nesta ocasião transitam entre os humanos, julgando as suas faltas, dando conselhos e resolvendo contendas e pendências de interesse da comunidade. Assim como a sociedade egungum adora os antepassados masculinos do grupo, outra sociedade de mascarados, a sociedade Gèlédé, se dedica a homenagear as mães ancestrais (as Iya Nla).

Na concepção yorubá, existe a ideia do corpo material, que chamam de ara, o qual se decompõe com a morte e é reintegrado a natureza, por este motivo os sacerdotes antigos não gostavam da ideia de serem enterrados, pós-morte, em outro lugar a não ser directo na terra. A parte espiritual é formada de várias unidades reunidas:


1º Emi essência vital de cada pessoa que independente do seu corpo físico e que sobrevive a morte deste.

2º O Ori que é a personalidade-destino, espécie de portão espiritual para o culto, é no ori que reside a força principal de captação e re-emissão do aché, é nesta região que se determina qualquer tipo de comportamento, onde se pode reproduzir o conjunto de atitudes que correspondem às características psicológicas de um oricha. É consequentemente no ori que se manifesta a personalidade que cada pessoa possui na natureza, o seu tipo de comportamental cujas características advêm da humanização de uma energia da natureza.

3º Elemi ou Eledá, a identidade sobrenatural ou identidade de origem que liga a pessoa à natureza, ou seja, o Orichapessoal.

4º O espírito propriamente dito ou Egun.

 

Cada parte destas precisa ser integrada no todo que forma a pessoa durante a vida, tendo cada um destino diferente após a morte. O emi, sopro vital que vem de Olorum, que está representado pela respiração, abandona o corpo material na hora da morte, sendo reincorporado à massa colectiva que contém o principio genérico e inesgotável da vida, força vital cósmica do deus-primordial Olódùmarè. O emi nunca se perde e é constantemente reutilizado. O ori, que nós chamamos de cabeça e que contém a individualidade e o destino, desaparece com a morte, pois é único e pessoal, de modo que ninguém herda o destino do outro. Cada vida será diferente, mesmo com a reencarnação. O Oricha individual, que define a origem mítica de cada pessoa, retorna com a morte ao Oricha geral, do qual faz parte. Finalmente o Egun, que é a própria memória do vivo em sua passagem pelo aiê, vai para o Orum, podendo daí retornar, renascendo no seio da própria família biológica. No caso do egun, os vivos podem adorar a sua memória, que pode ser invocada através de um altar ou assentamento, assim como se faz para os Orichas ou outras entidades espirituais. Sacrifícios votivos são oferecidos ao egum que integra a linhagem dos ancestrais da família ou da comunidade mais ampla. Representam as raízes daquele grupo.

Na religião de origem africana, a morte de um iniciado implica na realização de rituais funerários. O rito fúnebre é denominado Itutu (ritrual dos mortos) tendo como principal fim, despachar o egun do morto, para que ele deixe o mundo terreno e vá para o mundo espiritual. Como cada iniciado passa por rituais e etapas iniciativas ao longo de toda a vida, os rituais funerários serão tão mais complexos quanto mais tempo de iniciação o morto tiver. O rito funerário é, pois, o desfazer de laços e compromissos e a liberação das partes espirituais que constituem a pessoa. Nesta cerimónia os objectos sagrados do morto são desfeitos, desagregados, quebrados, partidos e despachados, cortando qualquer possibilidade de vínculo do egun com o mundo terreno. Nestas obrigações, há cantos específicos e danças, sacrifícios e oferendas variadas ao egun e os Orichas ligados ritualmente ao morto, várias divindades participam activamente do ritual funerário através de transe. Nos rituais funerários da nação Ijexá, costuma-se velar o corpo em casa, ou seja, no terreiro, onde há toques de tambores, danças e cantigas apropriadas. A primeira providencia a ser tomada pós-morte é despachar os Barás que pertenciam ao irúmòle do falecido. O ponto culminante do ritual, é o èrìssùn, que acontece no sétimo dia. Estes rituais variam de terreiro para terreiro, de nação para nação.

 

A Fé

Esta é a parte mais importante na feitura de qualquer trabalho, seja este para amor, negócios ou saúde, tem os que fazer com muita fé, confiar no poder dos Orichas, fazer com o coração aberto, sem dúvidas da respostaA fé é "meio trabalho", muitas vezes não precisa de grandes oferendas, damos uma vela com fé e recebemos a graça desejada, é claro que em seguida damos uma oferta maior para agradecer os Orichas, nós precisamos desta força interior. E há casos em que desejamos determinados acontecimentos, e o objectivo não é alcançado, neste caso, não devemos ficar irados com os Orichas, nem sempre aquilo que queremos servirá para nos fazer feliz, pode ser bem ao contrario, não devemos perder tempo com ilusões, só virá até nossas mãos aquilo que merecemos, eles não nos darão um fardo maior do que possamos carregar.

Todos sacerdotes de Oricha, também precisam se descarregar, de vez enquanto fazer uma boa limpeza, uma boa descarga para clarear a aura, os que vivem para ajudar, também precisam de ajuda, e seria melhor preservada a nossa religião se estes que ainda detêm um pouco da sabedoria dos cultos, passassem a diante, é tão bom quando se precisa de auxilio e ele esta próximo, se não passarmos os segredos do culto, como ficará no futuro a nossa raiz?

Já perdemos muito e o que resta tem que ter continuidade, peço aos meus irmãos de culto que pensem nisto, não querer ensinar é egoísmo, se recebemos podemos dar, claro que temos que ver para quem estamos passando os rituais sagrados dos Orichas, não dá para entregar na mão de qualquer um, mas, se olharmos a nossa volta sempre terá um ou outro que seguirá a risca o que lhe for delegado, os Orichas sempre irão por descendência na religião, porém, ninguém nasce sabendo.

Falando ainda na preservação dos cultos, tem muito pai e mãe de santo perdido, acham que sabem tudo, e as vezes se deparam com situações difíceis, e não sabem para que lado correr, por que será? É por que não perguntam quando tem dúvidas, não querem ser humildes e pedir explicações para quem sabe, acabam fazendo errado aquilo que seria tão prático, pedir auxílio; o médico quando não tem certeza do que fazer, num caso raro, pede ajuda de seus companheiros, fazem uma junta médica, e isto está faltando no culto, nós vamos morrer e não vamos ver tudo, não vamos saber de tudo, sempre tem um que sabe um pouco mais. Tem sacerdote aí que só quer aprender a fazer maldade, fazem mil assentamentos desnecessários, não se contentam só com Orichas que devem fazer parte da sua feitura, querem ter "coisas" que nem pertencem a sua raiz (sua nação religiosa), estes sempre acabam sem saída, temos que compreender que, o que é nosso ninguém nos tira, não é tendo um "cemitério" em casa que me fará seguro; sempre tem uma arma para "matar" uma pomba voadora, e muitas vezes só com nossos humildes "santinhos", conseguimos dar largos passos.



Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 17:33
link do post | comentar | favorito
|

Os Yorubás como vivem e suas origens


A cultura YorubáO conceito de família Iorubá


Falado principalmente na Nigéria, o idioma yorubá é complexo e arraigado em tradições. É o segundo maior idioma da Nigéria, é falado em várias seitas difundidas pelo mundo, entre estes estão a República do Benin, Cuba, Brasil, Trinidad, e Estados Unidos.

A origem deste idioma é obscura, e não existe nenhuma evidencia conclusiva provando onde exactamente se originou. A quem diga que o idioma yorubá provém dos Egípcios, à centenas de anos atrás, evidenciados no facto de que um vasto número de palavras yorubás serem bem parecidas com as Egípcias, porém realmente, não existe nenhuma explicação formal de como surgiu o idioma na Nigéria.

A mulher na religião

 

Quem são os Yorubás


Os Yorubás são um dos mais importantes grupos étnicos da Nigéria, apreciam uma história e cultura muito rica. Existem várias teorias sobre a origem do povo yorubá, estas informações se agrupam cuidadosamente nas declarações via tradição oral.

Este povo parece ter se originado de Lamurudu, um dos reis de Mecca (na actual Arábia Saudita). Lamurudu teve um filho chamado Oduduwa, que é amplamente conhecido como o fundador das tribos yorubás. Durante o reinado de seu pai, Oduduwa era muito influente a atraiu vários seguidores, transformou as mesquitas, em templos para a adoração de ídolos, com a ajuda de um sacerdote chamado Asara.

Asara teve um filho, Braima, que foi educado como muçulmano, e se ressentiu da adoração obrigada de ídolos.

Por influência de Oduduwa, todos os homens da cidade, eram ordenados em uma expedição de caça, que durava três dias, em preparação para honra e culto de seus deuses. Braima aproveitou a oportunidade da ausência dos homens e tomou a cidade. Ele destruiu tudo, inclusive os ídolos, deixando um machado no pescoço do ídolo mais importante. Na volta da expedição, se deram com a cidade destruída, e foram atrás de Braima para queimá-lo vivo. Neste momento começou uma revolta que desencadeou uma guerra civil.

Lamurudu foi morto e seus filhos expulsos de Mecca. Oduduwa e seus seguidores conseguiram escapar, com dois ídolos, para Ilê Ifé (ainda ilê ifé na Nigéria moderna). Oduduwa e seus filhos juraram se vingar; mas Oduduwa morreu em Ilê Ifé, antes de ser poderoso suficiente para lutar contra os muçulmanos de seu país. Seu primogénito Okanbi, chamado de Idekoseroke, também morreu em Ilê Ifé. Oduduwa deixou sete príncipes e princesas. Destes originaram-se várias tribos yorubás. A primeira era uma princesa que se casou com um sacerdote e se tornou mãe de Olowu, que se tornou rei de Egbá. A segunda princesa se tornou mãe de Alaketu, progenitor do povo de ketu; o terceiro se tornou rei do povo de Benin; o quarto Orangun, se tornou rei de Ila; o quinto Onisabe, se tornou rei de Savé, e o sexto se tornou rei dos Popos. O sétimo e último a nascer era Oranyan (odede) , que se tornou progenitor dos yorubás; ele era o mais jovem, mas eventualmente se tornou o mais rico. Ele construiu a cidade de Oyó Ajaka, hoje Oyó.

De Ilê Ifé, os descendentes de Oduduwa espalharam-se por outras zonas da região yorubá; entre os estados que fundaram estão Ijesha (Ijexá), Ekiti e Ondo a leste; ketu, Sabe e Egbado a oeste; Oyó a norte, e Ijebu a sul.

Oranyan, fundou a dinastia de Oyó, que veio a ser o mais conhecido dos estados yorubás, em virtude de seu domínio político-militar sobre grande parte do sudoeste da Nigéria e da área que é hoje a República de Benin. Estas estruturas políticas e militares tem sido muitas vezes citadas como modelos de organização, onde figurava o Alafin ou rei, considerado como um chefe cuja posição na terra era comparável à do ser Supremo no Paraíso. O Alafin governava com a ajuda de seus poderosos conselheiros, os Oyó Mesi, que eram numericamente sete e que tinham também a seu cargo a escolha do novo Alafin, de entre os filhos do rei anterior. O chefe dos Oyó Mesi, o Basorun, tinha como funções às de chefe de estado e de conselheiro principal do Alafin, enquanto que o exército de Oyó era chefiado durante uma guerra por um grupo de nobres conhecidos por Eso, o chefe dos quais era o Are-Onakakanfo ou o generalíssimo do exército.

 

A Religião dos Yorubás

A religião tradicional yorubá envolve adoração e respeito a Olorun ou Olòdùmarè, o criador, dos Orichas e dos antepassados, e adoram 401 divindades; a maior parte desses Orichas são figuras antropomorfas, que também são associadas com características naturais. As pessoas rezam e fazem sacrifícios, de acordo com as suas necessidades e situação. Cada divindade tem as suas regras, rituais e sacrifícios próprios. Os yorubás rezam para que os Orichasintervenham nas suas vidas.

Olorun (o dono do céu), ou Olódùmare é o Deus supremo dos yorubás, ele é o criador, é invocado em bênções e em certas obrigações, mas nenhum santuário existe para ele, nenhum sacerdócio organizado.

Os yorubás, também, crêem que os antepassados interfiram diariamente nos eventos da terra. Em algumas cidades são feitos, anualmente festivais, onde cada Egungun dança, e é festejado. Como já vimos os yorubás, são um povo com uma cultura muito rica. Eles superaram muitos obstáculos para alcançar o ponto que estão hoje. A sua cultura e história podem ser vista ao longo do mundo, especialmente as convicções religiosas, em outras palavras, os yorubás são dos mais influentes povos do mundo.

Outra explicação que se faz a respeito do aparecimento das divindades seria que Oxalá ou Obatalá, deus da criação instalou o seu reino em Ifé, lugar sagrado dos yorubás. Fala-se que Obatalá tinha um irmão mais novo chamado Oduduwa, que ambicionava executar as tarefas que Olódùmare confiou a Obatalá e, para tanto, fez um ebó, contando com a colaboração de Eshu (Exu), que armou uma cilada, provocando muita sede em Obatalá, que se encontrava bastante cansado da viagem. Ao se aproximar de uma palmeira, usando seu cajado, furou a dita palmeira e bebeu o emu (vinho de palma) que jorrava. Exausto embriagou-se rapidamente e ali mesmo deitou e adormeceu. Oduduwa que vinha de espreita na retaguarda, passou em sua frente, tornou-se fundador dos povos yorubás.

 

Olodumaré

Poucos sacerdotes falam de Olòdùmarè, pois não existe nenhum altar, nenhum assentamento dedicado a ele e nenhum filho ou filha lhe é consagrado. A religião é parte essencial da cultura dos povos africanos, e acreditam que Olódùmare seja o ser supremo, é o Obá Orum, rei do céu. É ele acima de tudo; omnipresente, ele é Olorun Alagbara, o Deus Poderoso.

Diz a mitologia yorubá que Olòdùmarè, junto com a criação do céu e da terra , trouxe para a existência as outras divindades Orichas, para ajudar a administrar sua criação, e a importância de cada divindade depende da posição dentro do panteão yorubá. Olódùmare é o Deus Supremo dos yorubás, merecedor de grande reverência, e o seu status de supremacia é absoluto.

Ele é omnipotente - tão omnipotente que para Olòdùmarè nada é impossível, ele é o rei cujos trabalhos são feitos para a perfeição. Ele é imortal - Oloddumare nunca morre, os yorubás crêem que seja inimaginável para Elemi (o dono da vida) morrer. Ele é Omnisciente - Oloddumare sabe tudo, não existe nada que possa se esconder dele; ele é sábio, tudo está ao seu alcance. Alguns estudiosos dizem que a religião yorubá, é a religião monoteísta mais antiga da humanidade.

 

Cronologia Real Yorubana

1 - Oduduwa
2 - Oranyan
3 - Ajaka
4 - Sango
5 - Ajaka
6 - Aganjú
7 - Kori
8 - Oluaso
9 - Onigbogi
10 - Ofiran
11 - Eguguojo
12 - Orompoto
13 - Ajiboyede
14 - Abipa
15 - Obalokun
16 - Oluodo
17 - Ajagbo
18 - Odarawu
19 - Kanran
20 - Jayin
21 - Ayibi
22 - Osiyago
23 - Ojigi
24 - Gberu
25 - Amuniwaiye
26 - Onisile
27 - Labisi
28 - Awonbioju
29 - Agboluaje
30 - Majeogbe
31 - Abiodun
32 - Awole Arogangan
33 - Adebo
34 - Maku
35 - Majotu
36 - Amodo
37 - Oluewu
38 - Atiba Atobatele
39 - Adelu
40 - Adeyemi eu Alowolodu

 

Nos dias de hoje, o rei (Obá ou Oòni) de Ilê Ifé, seria como o Papa negro, é o homem que representa toda cultura negra iniciada por Oduduwa. É o líder espiritual da cultura yorubana, e a sua coroa representa a autoridade dos Obás. Todos os demais Obás (reis) dependem e curvam-se a seus conselhos. Em seu palácio em Ilê Ifé estão guardados os oráculos oficiais de Oduduwa, fundador de Ilê Ifé e bisavô de Xangô. Presume-se que Oduduwa tenha vivido de 2.180 a 1.800 A.C.

O Alafin de Oyó, (rei de oyó) é o líder político da cultura yorubana, na realidade é o líder dos yorubás. Senta no mesmo trono que seu ancestral Changô ocupou. Representa o poder ancestral dos conquistadores desta raça.

 

Nascimento dos Yorubás

Outra formalidade importante yorubá é o nascimento de uma pessoa. Dar nome a um filho envolve a comunidade inteira, que participa dando boas vindas ao recém nascido, felicitando os pais e fazendo pedidos em conjunto para que o filho tenha um futuro feliz e afortunado.

A família, primeiramente, escolhe o nome apropriado ao filho; o nome geralmente é escolhido de acordo com as circunstancias do nascimento da criança, observando as tradições de família e até fenómenos naturais que aconteceram em torno da nascimento do bebé. Depois do nome seleccionado, o pai ou um parente mais velho anuncia o dia de dar o nome que é chamado Ikomojade. Tradicionalmente, para meninos é um dia após o nascimento, para meninas é no sétimo dia e para gémeos de ambos os sexos, no oitavo dia de nascimento. Hoje em dia a prática é feita no oitavo dia para todos os recém nascidos.

A cerimónia acontece ao ar livre, a criança deve estar com os pés descalços, e  a primeira vez que ela tem contacto com os pés na terra, é a primeira vez que o filho sai fora de casa. Todos os parentes e membros da comunidade têm interesse em dar boas vindas ao recém nascido, cada pessoa trará dinheiro, roupas e outros presentes tanto para o filho quanto para aos pais. As mulheres entregam os presentes à mãe e os homens dão os presentes ao pai. Depois de todos os presentes à mãe entrega o filho a um ancião, que exercerá os rituais; é apropriado que um velho ancião seja o primeiro a guiar o filho.

Tudo começa quando um jarro de água é jogado sobre o telhado, de forma que o recém nascido é seguro de baixo e recebe no corpo a água que cairá de volta. Se o filho se manifesta gritando é considerado de bom sinal, isto indica que ele veio para ficar. A água é o primeiro dos muitos itens cerimoniais, e o seu uso reflecte a importância do filho para a família. Após o filho ser borrifado com água o ancião sussurra o nome do recém nascido em seu ouvido; e molha seu dedo na água e toca a fronte do bebé, e anuncia o nome escolhido em voz alta para que todos ouçam. São colocadas as vasilhas contendo os ingredientes necessários para continuação da formalidade; cada ingrediente tendo um significado especial. A primeira vasilha consiste em pimenta vermelha da qual o ancião dá uma prova ao pequeno filho. A pimenta simboliza que o bebé será resoluto e terá comando acima das forças da natureza. A pimenta então é distribuída para o gosto da assembleia inteira; depois da pimenta o recém nascido experimenta água, significando a pureza de corpo e espírito, que o deixará livre das doenças; logo o ancião oferece sal ao bebé, que simboliza a sabedoria, a inteligência; deseja-se que nunca lhe falte o sal, mas que sua vida não seja salgada, que ele tenha felicidade e doçura na vida, que tenha uma vida sem amargura; depois é oferecido óleo de palma (epô) que é tocado com os dedos nos lábios do bebé, num desejo de potência e saúde. O filho então saboreia mel, e o ancião pede que ele seja tão doce quanto mel, para a família e para a comunidade, que tenha felicidade. Depois é oferecido vinho, para que o filho tenha fartura e prosperidade na vida; e finalmente o bebé recebe uma prova de noz de kola, simbolizando o desejo para boa fortuna do filho. O ancião, ou particularmente o pai da criança, pode adicionar mais ingredientes para fazer parte da formalidade, pode ser objectos que representam as divindades que a família adora, como por exemplo se a divindade da família é Ogun, o pai exige que uma faca ou espada seja usada na formalidade, e assim por diante.

O nascimento mais importante é de gémeos (Ibejis), o nome do primeiro nascido será Táíwo, e o segundo a nascer será chamado de Kéhìndé.

E o filho nascido depois de gémeos será chamado de Idowu, este nascimento é cercado de superstições. Depois do item final ser distribuído para a comunidade, começam as festividades, e todos comem e dançam numa grande alegria que durará até a madrugada.

 

Os Yorubás e a morte

Os yorubás e muitos outros grupos africanos acreditam que a vida e a morte alternam-se em ciclos, de tal modo que o morto volta ao mundo dos vivos, reencarnando-se num novo membro da própria família. São muitos os nomes yorubás que exprimem exactamente esse retorno, como Babatundê, que quer dizer "o pai renasceu".

Para os yorubás, o mundo em que vivem os seres humanos em contacto com a natureza, chama-se de aiê, e um mundo sobrenatural, onde estão os Orichas, outras divindades e espíritos, é chamado de orum (céus). Quando alguém morre, seu espírito ou parte dele vai para o orum, de onde pode retornar ao aiê nascendo de novo.

Alguns espíritos são adorados e se manifestam nos festivais de egungum no corpo de sacerdotes que se dedicam a esta parte do ritual africano, comandados pelo sacerdote chefe chamado Babansìkù; nesta ocasião transitam entre os humanos, julgando as suas faltas, dando conselhos e resolvendo contendas e pendências de interesse da comunidade. Assim como a sociedade egungum adora os antepassados masculinos do grupo, outra sociedade de mascarados, a sociedade Gèlédé, se dedica a homenagear as mães ancestrais (as Iya Nla).

Na concepção yorubá, existe a ideia do corpo material, que chamam de ara, o qual se decompõe com a morte e é reintegrado a natureza, por este motivo os sacerdotes antigos não gostavam da ideia de serem enterrados, pós-morte, em outro lugar a não ser directo na terra. A parte espiritual é formada de várias unidades reunidas:


1º Emi essência vital de cada pessoa que independente do seu corpo físico e que sobrevive a morte deste.

2º O Ori que é a personalidade-destino, espécie de portão espiritual para o culto, é no ori que reside a força principal de captação e re-emissão do aché, é nesta região que se determina qualquer tipo de comportamento, onde se pode reproduzir o conjunto de atitudes que correspondem às características psicológicas de um oricha. É consequentemente no ori que se manifesta a personalidade que cada pessoa possui na natureza, o seu tipo de comportamental cujas características advêm da humanização de uma energia da natureza.

3º Elemi ou Eledá, a identidade sobrenatural ou identidade de origem que liga a pessoa à natureza, ou seja, o Orichapessoal.

4º O espírito propriamente dito ou Egun.

 

Cada parte destas precisa ser integrada no todo que forma a pessoa durante a vida, tendo cada um destino diferente após a morte. O emi, sopro vital que vem de Olorum, que está representado pela respiração, abandona o corpo material na hora da morte, sendo reincorporado à massa colectiva que contém o principio genérico e inesgotável da vida, força vital cósmica do deus-primordial Olódùmarè. O emi nunca se perde e é constantemente reutilizado. O ori, que nós chamamos de cabeça e que contém a individualidade e o destino, desaparece com a morte, pois é único e pessoal, de modo que ninguém herda o destino do outro. Cada vida será diferente, mesmo com a reencarnação. O Oricha individual, que define a origem mítica de cada pessoa, retorna com a morte ao Oricha geral, do qual faz parte. Finalmente o Egun, que é a própria memória do vivo em sua passagem pelo aiê, vai para o Orum, podendo daí retornar, renascendo no seio da própria família biológica. No caso do egun, os vivos podem adorar a sua memória, que pode ser invocada através de um altar ou assentamento, assim como se faz para os Orichas ou outras entidades espirituais. Sacrifícios votivos são oferecidos ao egum que integra a linhagem dos ancestrais da família ou da comunidade mais ampla. Representam as raízes daquele grupo.

Na religião de origem africana, a morte de um iniciado implica na realização de rituais funerários. O rito fúnebre é denominado Itutu (ritrual dos mortos) tendo como principal fim, despachar o egun do morto, para que ele deixe o mundo terreno e vá para o mundo espiritual. Como cada iniciado passa por rituais e etapas iniciativas ao longo de toda a vida, os rituais funerários serão tão mais complexos quanto mais tempo de iniciação o morto tiver. O rito funerário é, pois, o desfazer de laços e compromissos e a liberação das partes espirituais que constituem a pessoa. Nesta cerimónia os objectos sagrados do morto são desfeitos, desagregados, quebrados, partidos e despachados, cortando qualquer possibilidade de vínculo do egun com o mundo terreno. Nestas obrigações, há cantos específicos e danças, sacrifícios e oferendas variadas ao egun e os Orichas ligados ritualmente ao morto, várias divindades participam activamente do ritual funerário através de transe. Nos rituais funerários da nação Ijexá, costuma-se velar o corpo em casa, ou seja, no terreiro, onde há toques de tambores, danças e cantigas apropriadas. A primeira providencia a ser tomada pós-morte é despachar os Barás que pertenciam ao irúmòle do falecido. O ponto culminante do ritual, é o èrìssùn, que acontece no sétimo dia. Estes rituais variam de terreiro para terreiro, de nação para nação.

 

A Fé

Esta é a parte mais importante na feitura de qualquer trabalho, seja este para amor, negócios ou saúde, tem os que fazer com muita fé, confiar no poder dos Orichas, fazer com o coração aberto, sem dúvidas da respostaA fé é "meio trabalho", muitas vezes não precisa de grandes oferendas, damos uma vela com fé e recebemos a graça desejada, é claro que em seguida damos uma oferta maior para agradecer os Orichas, nós precisamos desta força interior. E há casos em que desejamos determinados acontecimentos, e o objectivo não é alcançado, neste caso, não devemos ficar irados com os Orichas, nem sempre aquilo que queremos servirá para nos fazer feliz, pode ser bem ao contrario, não devemos perder tempo com ilusões, só virá até nossas mãos aquilo que merecemos, eles não nos darão um fardo maior do que possamos carregar.

Todos sacerdotes de Oricha, também precisam se descarregar, de vez enquanto fazer uma boa limpeza, uma boa descarga para clarear a aura, os que vivem para ajudar, também precisam de ajuda, e seria melhor preservada a nossa religião se estes que ainda detêm um pouco da sabedoria dos cultos, passassem a diante, é tão bom quando se precisa de auxilio e ele esta próximo, se não passarmos os segredos do culto, como ficará no futuro a nossa raiz?

Já perdemos muito e o que resta tem que ter continuidade, peço aos meus irmãos de culto que pensem nisto, não querer ensinar é egoísmo, se recebemos podemos dar, claro que temos que ver para quem estamos passando os rituais sagrados dos Orichas, não dá para entregar na mão de qualquer um, mas, se olharmos a nossa volta sempre terá um ou outro que seguirá a risca o que lhe for delegado, os Orichas sempre irão por descendência na religião, porém, ninguém nasce sabendo.

Falando ainda na preservação dos cultos, tem muito pai e mãe de santo perdido, acham que sabem tudo, e as vezes se deparam com situações difíceis, e não sabem para que lado correr, por que será? É por que não perguntam quando tem dúvidas, não querem ser humildes e pedir explicações para quem sabe, acabam fazendo errado aquilo que seria tão prático, pedir auxílio; o médico quando não tem certeza do que fazer, num caso raro, pede ajuda de seus companheiros, fazem uma junta médica, e isto está faltando no culto, nós vamos morrer e não vamos ver tudo, não vamos saber de tudo, sempre tem um que sabe um pouco mais. Tem sacerdote aí que só quer aprender a fazer maldade, fazem mil assentamentos desnecessários, não se contentam só com Orichas que devem fazer parte da sua feitura, querem ter "coisas" que nem pertencem a sua raiz (sua nação religiosa), estes sempre acabam sem saída, temos que compreender que, o que é nosso ninguém nos tira, não é tendo um "cemitério" em casa que me fará seguro; sempre tem uma arma para "matar" uma pomba voadora, e muitas vezes só com nossos humildes "santinhos", conseguimos dar largos passos.



Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 17:33
link do post | comentar | favorito
|

Os Yorubás como vivem e suas origens


A cultura YorubáO conceito de família Iorubá


Falado principalmente na Nigéria, o idioma yorubá é complexo e arraigado em tradições. É o segundo maior idioma da Nigéria, é falado em várias seitas difundidas pelo mundo, entre estes estão a República do Benin, Cuba, Brasil, Trinidad, e Estados Unidos.

A origem deste idioma é obscura, e não existe nenhuma evidencia conclusiva provando onde exactamente se originou. A quem diga que o idioma yorubá provém dos Egípcios, à centenas de anos atrás, evidenciados no facto de que um vasto número de palavras yorubás serem bem parecidas com as Egípcias, porém realmente, não existe nenhuma explicação formal de como surgiu o idioma na Nigéria.

A mulher na religião

 

Quem são os Yorubás


Os Yorubás são um dos mais importantes grupos étnicos da Nigéria, apreciam uma história e cultura muito rica. Existem várias teorias sobre a origem do povo yorubá, estas informações se agrupam cuidadosamente nas declarações via tradição oral.

Este povo parece ter se originado de Lamurudu, um dos reis de Mecca (na actual Arábia Saudita). Lamurudu teve um filho chamado Oduduwa, que é amplamente conhecido como o fundador das tribos yorubás. Durante o reinado de seu pai, Oduduwa era muito influente a atraiu vários seguidores, transformou as mesquitas, em templos para a adoração de ídolos, com a ajuda de um sacerdote chamado Asara.

Asara teve um filho, Braima, que foi educado como muçulmano, e se ressentiu da adoração obrigada de ídolos.

Por influência de Oduduwa, todos os homens da cidade, eram ordenados em uma expedição de caça, que durava três dias, em preparação para honra e culto de seus deuses. Braima aproveitou a oportunidade da ausência dos homens e tomou a cidade. Ele destruiu tudo, inclusive os ídolos, deixando um machado no pescoço do ídolo mais importante. Na volta da expedição, se deram com a cidade destruída, e foram atrás de Braima para queimá-lo vivo. Neste momento começou uma revolta que desencadeou uma guerra civil.

Lamurudu foi morto e seus filhos expulsos de Mecca. Oduduwa e seus seguidores conseguiram escapar, com dois ídolos, para Ilê Ifé (ainda ilê ifé na Nigéria moderna). Oduduwa e seus filhos juraram se vingar; mas Oduduwa morreu em Ilê Ifé, antes de ser poderoso suficiente para lutar contra os muçulmanos de seu país. Seu primogénito Okanbi, chamado de Idekoseroke, também morreu em Ilê Ifé. Oduduwa deixou sete príncipes e princesas. Destes originaram-se várias tribos yorubás. A primeira era uma princesa que se casou com um sacerdote e se tornou mãe de Olowu, que se tornou rei de Egbá. A segunda princesa se tornou mãe de Alaketu, progenitor do povo de ketu; o terceiro se tornou rei do povo de Benin; o quarto Orangun, se tornou rei de Ila; o quinto Onisabe, se tornou rei de Savé, e o sexto se tornou rei dos Popos. O sétimo e último a nascer era Oranyan (odede) , que se tornou progenitor dos yorubás; ele era o mais jovem, mas eventualmente se tornou o mais rico. Ele construiu a cidade de Oyó Ajaka, hoje Oyó.

De Ilê Ifé, os descendentes de Oduduwa espalharam-se por outras zonas da região yorubá; entre os estados que fundaram estão Ijesha (Ijexá), Ekiti e Ondo a leste; ketu, Sabe e Egbado a oeste; Oyó a norte, e Ijebu a sul.

Oranyan, fundou a dinastia de Oyó, que veio a ser o mais conhecido dos estados yorubás, em virtude de seu domínio político-militar sobre grande parte do sudoeste da Nigéria e da área que é hoje a República de Benin. Estas estruturas políticas e militares tem sido muitas vezes citadas como modelos de organização, onde figurava o Alafin ou rei, considerado como um chefe cuja posição na terra era comparável à do ser Supremo no Paraíso. O Alafin governava com a ajuda de seus poderosos conselheiros, os Oyó Mesi, que eram numericamente sete e que tinham também a seu cargo a escolha do novo Alafin, de entre os filhos do rei anterior. O chefe dos Oyó Mesi, o Basorun, tinha como funções às de chefe de estado e de conselheiro principal do Alafin, enquanto que o exército de Oyó era chefiado durante uma guerra por um grupo de nobres conhecidos por Eso, o chefe dos quais era o Are-Onakakanfo ou o generalíssimo do exército.

 

A Religião dos Yorubás

A religião tradicional yorubá envolve adoração e respeito a Olorun ou Olòdùmarè, o criador, dos Orichas e dos antepassados, e adoram 401 divindades; a maior parte desses Orichas são figuras antropomorfas, que também são associadas com características naturais. As pessoas rezam e fazem sacrifícios, de acordo com as suas necessidades e situação. Cada divindade tem as suas regras, rituais e sacrifícios próprios. Os yorubás rezam para que os Orichasintervenham nas suas vidas.

Olorun (o dono do céu), ou Olódùmare é o Deus supremo dos yorubás, ele é o criador, é invocado em bênções e em certas obrigações, mas nenhum santuário existe para ele, nenhum sacerdócio organizado.

Os yorubás, também, crêem que os antepassados interfiram diariamente nos eventos da terra. Em algumas cidades são feitos, anualmente festivais, onde cada Egungun dança, e é festejado. Como já vimos os yorubás, são um povo com uma cultura muito rica. Eles superaram muitos obstáculos para alcançar o ponto que estão hoje. A sua cultura e história podem ser vista ao longo do mundo, especialmente as convicções religiosas, em outras palavras, os yorubás são dos mais influentes povos do mundo.

Outra explicação que se faz a respeito do aparecimento das divindades seria que Oxalá ou Obatalá, deus da criação instalou o seu reino em Ifé, lugar sagrado dos yorubás. Fala-se que Obatalá tinha um irmão mais novo chamado Oduduwa, que ambicionava executar as tarefas que Olódùmare confiou a Obatalá e, para tanto, fez um ebó, contando com a colaboração de Eshu (Exu), que armou uma cilada, provocando muita sede em Obatalá, que se encontrava bastante cansado da viagem. Ao se aproximar de uma palmeira, usando seu cajado, furou a dita palmeira e bebeu o emu (vinho de palma) que jorrava. Exausto embriagou-se rapidamente e ali mesmo deitou e adormeceu. Oduduwa que vinha de espreita na retaguarda, passou em sua frente, tornou-se fundador dos povos yorubás.

 

Olodumaré

Poucos sacerdotes falam de Olòdùmarè, pois não existe nenhum altar, nenhum assentamento dedicado a ele e nenhum filho ou filha lhe é consagrado. A religião é parte essencial da cultura dos povos africanos, e acreditam que Olódùmare seja o ser supremo, é o Obá Orum, rei do céu. É ele acima de tudo; omnipresente, ele é Olorun Alagbara, o Deus Poderoso.

Diz a mitologia yorubá que Olòdùmarè, junto com a criação do céu e da terra , trouxe para a existência as outras divindades Orichas, para ajudar a administrar sua criação, e a importância de cada divindade depende da posição dentro do panteão yorubá. Olódùmare é o Deus Supremo dos yorubás, merecedor de grande reverência, e o seu status de supremacia é absoluto.

Ele é omnipotente - tão omnipotente que para Olòdùmarè nada é impossível, ele é o rei cujos trabalhos são feitos para a perfeição. Ele é imortal - Oloddumare nunca morre, os yorubás crêem que seja inimaginável para Elemi (o dono da vida) morrer. Ele é Omnisciente - Oloddumare sabe tudo, não existe nada que possa se esconder dele; ele é sábio, tudo está ao seu alcance. Alguns estudiosos dizem que a religião yorubá, é a religião monoteísta mais antiga da humanidade.

 

Cronologia Real Yorubana

1 - Oduduwa
2 - Oranyan
3 - Ajaka
4 - Sango
5 - Ajaka
6 - Aganjú
7 - Kori
8 - Oluaso
9 - Onigbogi
10 - Ofiran
11 - Eguguojo
12 - Orompoto
13 - Ajiboyede
14 - Abipa
15 - Obalokun
16 - Oluodo
17 - Ajagbo
18 - Odarawu
19 - Kanran
20 - Jayin
21 - Ayibi
22 - Osiyago
23 - Ojigi
24 - Gberu
25 - Amuniwaiye
26 - Onisile
27 - Labisi
28 - Awonbioju
29 - Agboluaje
30 - Majeogbe
31 - Abiodun
32 - Awole Arogangan
33 - Adebo
34 - Maku
35 - Majotu
36 - Amodo
37 - Oluewu
38 - Atiba Atobatele
39 - Adelu
40 - Adeyemi eu Alowolodu

 

Nos dias de hoje, o rei (Obá ou Oòni) de Ilê Ifé, seria como o Papa negro, é o homem que representa toda cultura negra iniciada por Oduduwa. É o líder espiritual da cultura yorubana, e a sua coroa representa a autoridade dos Obás. Todos os demais Obás (reis) dependem e curvam-se a seus conselhos. Em seu palácio em Ilê Ifé estão guardados os oráculos oficiais de Oduduwa, fundador de Ilê Ifé e bisavô de Xangô. Presume-se que Oduduwa tenha vivido de 2.180 a 1.800 A.C.

O Alafin de Oyó, (rei de oyó) é o líder político da cultura yorubana, na realidade é o líder dos yorubás. Senta no mesmo trono que seu ancestral Changô ocupou. Representa o poder ancestral dos conquistadores desta raça.

 

Nascimento dos Yorubás

Outra formalidade importante yorubá é o nascimento de uma pessoa. Dar nome a um filho envolve a comunidade inteira, que participa dando boas vindas ao recém nascido, felicitando os pais e fazendo pedidos em conjunto para que o filho tenha um futuro feliz e afortunado.

A família, primeiramente, escolhe o nome apropriado ao filho; o nome geralmente é escolhido de acordo com as circunstancias do nascimento da criança, observando as tradições de família e até fenómenos naturais que aconteceram em torno da nascimento do bebé. Depois do nome seleccionado, o pai ou um parente mais velho anuncia o dia de dar o nome que é chamado Ikomojade. Tradicionalmente, para meninos é um dia após o nascimento, para meninas é no sétimo dia e para gémeos de ambos os sexos, no oitavo dia de nascimento. Hoje em dia a prática é feita no oitavo dia para todos os recém nascidos.

A cerimónia acontece ao ar livre, a criança deve estar com os pés descalços, e  a primeira vez que ela tem contacto com os pés na terra, é a primeira vez que o filho sai fora de casa. Todos os parentes e membros da comunidade têm interesse em dar boas vindas ao recém nascido, cada pessoa trará dinheiro, roupas e outros presentes tanto para o filho quanto para aos pais. As mulheres entregam os presentes à mãe e os homens dão os presentes ao pai. Depois de todos os presentes à mãe entrega o filho a um ancião, que exercerá os rituais; é apropriado que um velho ancião seja o primeiro a guiar o filho.

Tudo começa quando um jarro de água é jogado sobre o telhado, de forma que o recém nascido é seguro de baixo e recebe no corpo a água que cairá de volta. Se o filho se manifesta gritando é considerado de bom sinal, isto indica que ele veio para ficar. A água é o primeiro dos muitos itens cerimoniais, e o seu uso reflecte a importância do filho para a família. Após o filho ser borrifado com água o ancião sussurra o nome do recém nascido em seu ouvido; e molha seu dedo na água e toca a fronte do bebé, e anuncia o nome escolhido em voz alta para que todos ouçam. São colocadas as vasilhas contendo os ingredientes necessários para continuação da formalidade; cada ingrediente tendo um significado especial. A primeira vasilha consiste em pimenta vermelha da qual o ancião dá uma prova ao pequeno filho. A pimenta simboliza que o bebé será resoluto e terá comando acima das forças da natureza. A pimenta então é distribuída para o gosto da assembleia inteira; depois da pimenta o recém nascido experimenta água, significando a pureza de corpo e espírito, que o deixará livre das doenças; logo o ancião oferece sal ao bebé, que simboliza a sabedoria, a inteligência; deseja-se que nunca lhe falte o sal, mas que sua vida não seja salgada, que ele tenha felicidade e doçura na vida, que tenha uma vida sem amargura; depois é oferecido óleo de palma (epô) que é tocado com os dedos nos lábios do bebé, num desejo de potência e saúde. O filho então saboreia mel, e o ancião pede que ele seja tão doce quanto mel, para a família e para a comunidade, que tenha felicidade. Depois é oferecido vinho, para que o filho tenha fartura e prosperidade na vida; e finalmente o bebé recebe uma prova de noz de kola, simbolizando o desejo para boa fortuna do filho. O ancião, ou particularmente o pai da criança, pode adicionar mais ingredientes para fazer parte da formalidade, pode ser objectos que representam as divindades que a família adora, como por exemplo se a divindade da família é Ogun, o pai exige que uma faca ou espada seja usada na formalidade, e assim por diante.

O nascimento mais importante é de gémeos (Ibejis), o nome do primeiro nascido será Táíwo, e o segundo a nascer será chamado de Kéhìndé.

E o filho nascido depois de gémeos será chamado de Idowu, este nascimento é cercado de superstições. Depois do item final ser distribuído para a comunidade, começam as festividades, e todos comem e dançam numa grande alegria que durará até a madrugada.

 

Os Yorubás e a morte

Os yorubás e muitos outros grupos africanos acreditam que a vida e a morte alternam-se em ciclos, de tal modo que o morto volta ao mundo dos vivos, reencarnando-se num novo membro da própria família. São muitos os nomes yorubás que exprimem exactamente esse retorno, como Babatundê, que quer dizer "o pai renasceu".

Para os yorubás, o mundo em que vivem os seres humanos em contacto com a natureza, chama-se de aiê, e um mundo sobrenatural, onde estão os Orichas, outras divindades e espíritos, é chamado de orum (céus). Quando alguém morre, seu espírito ou parte dele vai para o orum, de onde pode retornar ao aiê nascendo de novo.

Alguns espíritos são adorados e se manifestam nos festivais de egungum no corpo de sacerdotes que se dedicam a esta parte do ritual africano, comandados pelo sacerdote chefe chamado Babansìkù; nesta ocasião transitam entre os humanos, julgando as suas faltas, dando conselhos e resolvendo contendas e pendências de interesse da comunidade. Assim como a sociedade egungum adora os antepassados masculinos do grupo, outra sociedade de mascarados, a sociedade Gèlédé, se dedica a homenagear as mães ancestrais (as Iya Nla).

Na concepção yorubá, existe a ideia do corpo material, que chamam de ara, o qual se decompõe com a morte e é reintegrado a natureza, por este motivo os sacerdotes antigos não gostavam da ideia de serem enterrados, pós-morte, em outro lugar a não ser directo na terra. A parte espiritual é formada de várias unidades reunidas:


1º Emi essência vital de cada pessoa que independente do seu corpo físico e que sobrevive a morte deste.

2º O Ori que é a personalidade-destino, espécie de portão espiritual para o culto, é no ori que reside a força principal de captação e re-emissão do aché, é nesta região que se determina qualquer tipo de comportamento, onde se pode reproduzir o conjunto de atitudes que correspondem às características psicológicas de um oricha. É consequentemente no ori que se manifesta a personalidade que cada pessoa possui na natureza, o seu tipo de comportamental cujas características advêm da humanização de uma energia da natureza.

3º Elemi ou Eledá, a identidade sobrenatural ou identidade de origem que liga a pessoa à natureza, ou seja, o Orichapessoal.

4º O espírito propriamente dito ou Egun.

 

Cada parte destas precisa ser integrada no todo que forma a pessoa durante a vida, tendo cada um destino diferente após a morte. O emi, sopro vital que vem de Olorum, que está representado pela respiração, abandona o corpo material na hora da morte, sendo reincorporado à massa colectiva que contém o principio genérico e inesgotável da vida, força vital cósmica do deus-primordial Olódùmarè. O emi nunca se perde e é constantemente reutilizado. O ori, que nós chamamos de cabeça e que contém a individualidade e o destino, desaparece com a morte, pois é único e pessoal, de modo que ninguém herda o destino do outro. Cada vida será diferente, mesmo com a reencarnação. O Oricha individual, que define a origem mítica de cada pessoa, retorna com a morte ao Oricha geral, do qual faz parte. Finalmente o Egun, que é a própria memória do vivo em sua passagem pelo aiê, vai para o Orum, podendo daí retornar, renascendo no seio da própria família biológica. No caso do egun, os vivos podem adorar a sua memória, que pode ser invocada através de um altar ou assentamento, assim como se faz para os Orichas ou outras entidades espirituais. Sacrifícios votivos são oferecidos ao egum que integra a linhagem dos ancestrais da família ou da comunidade mais ampla. Representam as raízes daquele grupo.

Na religião de origem africana, a morte de um iniciado implica na realização de rituais funerários. O rito fúnebre é denominado Itutu (ritrual dos mortos) tendo como principal fim, despachar o egun do morto, para que ele deixe o mundo terreno e vá para o mundo espiritual. Como cada iniciado passa por rituais e etapas iniciativas ao longo de toda a vida, os rituais funerários serão tão mais complexos quanto mais tempo de iniciação o morto tiver. O rito funerário é, pois, o desfazer de laços e compromissos e a liberação das partes espirituais que constituem a pessoa. Nesta cerimónia os objectos sagrados do morto são desfeitos, desagregados, quebrados, partidos e despachados, cortando qualquer possibilidade de vínculo do egun com o mundo terreno. Nestas obrigações, há cantos específicos e danças, sacrifícios e oferendas variadas ao egun e os Orichas ligados ritualmente ao morto, várias divindades participam activamente do ritual funerário através de transe. Nos rituais funerários da nação Ijexá, costuma-se velar o corpo em casa, ou seja, no terreiro, onde há toques de tambores, danças e cantigas apropriadas. A primeira providencia a ser tomada pós-morte é despachar os Barás que pertenciam ao irúmòle do falecido. O ponto culminante do ritual, é o èrìssùn, que acontece no sétimo dia. Estes rituais variam de terreiro para terreiro, de nação para nação.

 

A Fé

Esta é a parte mais importante na feitura de qualquer trabalho, seja este para amor, negócios ou saúde, tem os que fazer com muita fé, confiar no poder dos Orichas, fazer com o coração aberto, sem dúvidas da respostaA fé é "meio trabalho", muitas vezes não precisa de grandes oferendas, damos uma vela com fé e recebemos a graça desejada, é claro que em seguida damos uma oferta maior para agradecer os Orichas, nós precisamos desta força interior. E há casos em que desejamos determinados acontecimentos, e o objectivo não é alcançado, neste caso, não devemos ficar irados com os Orichas, nem sempre aquilo que queremos servirá para nos fazer feliz, pode ser bem ao contrario, não devemos perder tempo com ilusões, só virá até nossas mãos aquilo que merecemos, eles não nos darão um fardo maior do que possamos carregar.

Todos sacerdotes de Oricha, também precisam se descarregar, de vez enquanto fazer uma boa limpeza, uma boa descarga para clarear a aura, os que vivem para ajudar, também precisam de ajuda, e seria melhor preservada a nossa religião se estes que ainda detêm um pouco da sabedoria dos cultos, passassem a diante, é tão bom quando se precisa de auxilio e ele esta próximo, se não passarmos os segredos do culto, como ficará no futuro a nossa raiz?

Já perdemos muito e o que resta tem que ter continuidade, peço aos meus irmãos de culto que pensem nisto, não querer ensinar é egoísmo, se recebemos podemos dar, claro que temos que ver para quem estamos passando os rituais sagrados dos Orichas, não dá para entregar na mão de qualquer um, mas, se olharmos a nossa volta sempre terá um ou outro que seguirá a risca o que lhe for delegado, os Orichas sempre irão por descendência na religião, porém, ninguém nasce sabendo.

Falando ainda na preservação dos cultos, tem muito pai e mãe de santo perdido, acham que sabem tudo, e as vezes se deparam com situações difíceis, e não sabem para que lado correr, por que será? É por que não perguntam quando tem dúvidas, não querem ser humildes e pedir explicações para quem sabe, acabam fazendo errado aquilo que seria tão prático, pedir auxílio; o médico quando não tem certeza do que fazer, num caso raro, pede ajuda de seus companheiros, fazem uma junta médica, e isto está faltando no culto, nós vamos morrer e não vamos ver tudo, não vamos saber de tudo, sempre tem um que sabe um pouco mais. Tem sacerdote aí que só quer aprender a fazer maldade, fazem mil assentamentos desnecessários, não se contentam só com Orichas que devem fazer parte da sua feitura, querem ter "coisas" que nem pertencem a sua raiz (sua nação religiosa), estes sempre acabam sem saída, temos que compreender que, o que é nosso ninguém nos tira, não é tendo um "cemitério" em casa que me fará seguro; sempre tem uma arma para "matar" uma pomba voadora, e muitas vezes só com nossos humildes "santinhos", conseguimos dar largos passos.



Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 17:33
link do post | comentar | favorito
|

Os Yorubás como vivem e suas origens


A cultura YorubáO conceito de família Iorubá


Falado principalmente na Nigéria, o idioma yorubá é complexo e arraigado em tradições. É o segundo maior idioma da Nigéria, é falado em várias seitas difundidas pelo mundo, entre estes estão a República do Benin, Cuba, Brasil, Trinidad, e Estados Unidos.

A origem deste idioma é obscura, e não existe nenhuma evidencia conclusiva provando onde exactamente se originou. A quem diga que o idioma yorubá provém dos Egípcios, à centenas de anos atrás, evidenciados no facto de que um vasto número de palavras yorubás serem bem parecidas com as Egípcias, porém realmente, não existe nenhuma explicação formal de como surgiu o idioma na Nigéria.

A mulher na religião

 

Quem são os Yorubás


Os Yorubás são um dos mais importantes grupos étnicos da Nigéria, apreciam uma história e cultura muito rica. Existem várias teorias sobre a origem do povo yorubá, estas informações se agrupam cuidadosamente nas declarações via tradição oral.

Este povo parece ter se originado de Lamurudu, um dos reis de Mecca (na actual Arábia Saudita). Lamurudu teve um filho chamado Oduduwa, que é amplamente conhecido como o fundador das tribos yorubás. Durante o reinado de seu pai, Oduduwa era muito influente a atraiu vários seguidores, transformou as mesquitas, em templos para a adoração de ídolos, com a ajuda de um sacerdote chamado Asara.

Asara teve um filho, Braima, que foi educado como muçulmano, e se ressentiu da adoração obrigada de ídolos.

Por influência de Oduduwa, todos os homens da cidade, eram ordenados em uma expedição de caça, que durava três dias, em preparação para honra e culto de seus deuses. Braima aproveitou a oportunidade da ausência dos homens e tomou a cidade. Ele destruiu tudo, inclusive os ídolos, deixando um machado no pescoço do ídolo mais importante. Na volta da expedição, se deram com a cidade destruída, e foram atrás de Braima para queimá-lo vivo. Neste momento começou uma revolta que desencadeou uma guerra civil.

Lamurudu foi morto e seus filhos expulsos de Mecca. Oduduwa e seus seguidores conseguiram escapar, com dois ídolos, para Ilê Ifé (ainda ilê ifé na Nigéria moderna). Oduduwa e seus filhos juraram se vingar; mas Oduduwa morreu em Ilê Ifé, antes de ser poderoso suficiente para lutar contra os muçulmanos de seu país. Seu primogénito Okanbi, chamado de Idekoseroke, também morreu em Ilê Ifé. Oduduwa deixou sete príncipes e princesas. Destes originaram-se várias tribos yorubás. A primeira era uma princesa que se casou com um sacerdote e se tornou mãe de Olowu, que se tornou rei de Egbá. A segunda princesa se tornou mãe de Alaketu, progenitor do povo de ketu; o terceiro se tornou rei do povo de Benin; o quarto Orangun, se tornou rei de Ila; o quinto Onisabe, se tornou rei de Savé, e o sexto se tornou rei dos Popos. O sétimo e último a nascer era Oranyan (odede) , que se tornou progenitor dos yorubás; ele era o mais jovem, mas eventualmente se tornou o mais rico. Ele construiu a cidade de Oyó Ajaka, hoje Oyó.

De Ilê Ifé, os descendentes de Oduduwa espalharam-se por outras zonas da região yorubá; entre os estados que fundaram estão Ijesha (Ijexá), Ekiti e Ondo a leste; ketu, Sabe e Egbado a oeste; Oyó a norte, e Ijebu a sul.

Oranyan, fundou a dinastia de Oyó, que veio a ser o mais conhecido dos estados yorubás, em virtude de seu domínio político-militar sobre grande parte do sudoeste da Nigéria e da área que é hoje a República de Benin. Estas estruturas políticas e militares tem sido muitas vezes citadas como modelos de organização, onde figurava o Alafin ou rei, considerado como um chefe cuja posição na terra era comparável à do ser Supremo no Paraíso. O Alafin governava com a ajuda de seus poderosos conselheiros, os Oyó Mesi, que eram numericamente sete e que tinham também a seu cargo a escolha do novo Alafin, de entre os filhos do rei anterior. O chefe dos Oyó Mesi, o Basorun, tinha como funções às de chefe de estado e de conselheiro principal do Alafin, enquanto que o exército de Oyó era chefiado durante uma guerra por um grupo de nobres conhecidos por Eso, o chefe dos quais era o Are-Onakakanfo ou o generalíssimo do exército.

 

A Religião dos Yorubás

A religião tradicional yorubá envolve adoração e respeito a Olorun ou Olòdùmarè, o criador, dos Orichas e dos antepassados, e adoram 401 divindades; a maior parte desses Orichas são figuras antropomorfas, que também são associadas com características naturais. As pessoas rezam e fazem sacrifícios, de acordo com as suas necessidades e situação. Cada divindade tem as suas regras, rituais e sacrifícios próprios. Os yorubás rezam para que os Orichasintervenham nas suas vidas.

Olorun (o dono do céu), ou Olódùmare é o Deus supremo dos yorubás, ele é o criador, é invocado em bênções e em certas obrigações, mas nenhum santuário existe para ele, nenhum sacerdócio organizado.

Os yorubás, também, crêem que os antepassados interfiram diariamente nos eventos da terra. Em algumas cidades são feitos, anualmente festivais, onde cada Egungun dança, e é festejado. Como já vimos os yorubás, são um povo com uma cultura muito rica. Eles superaram muitos obstáculos para alcançar o ponto que estão hoje. A sua cultura e história podem ser vista ao longo do mundo, especialmente as convicções religiosas, em outras palavras, os yorubás são dos mais influentes povos do mundo.

Outra explicação que se faz a respeito do aparecimento das divindades seria que Oxalá ou Obatalá, deus da criação instalou o seu reino em Ifé, lugar sagrado dos yorubás. Fala-se que Obatalá tinha um irmão mais novo chamado Oduduwa, que ambicionava executar as tarefas que Olódùmare confiou a Obatalá e, para tanto, fez um ebó, contando com a colaboração de Eshu (Exu), que armou uma cilada, provocando muita sede em Obatalá, que se encontrava bastante cansado da viagem. Ao se aproximar de uma palmeira, usando seu cajado, furou a dita palmeira e bebeu o emu (vinho de palma) que jorrava. Exausto embriagou-se rapidamente e ali mesmo deitou e adormeceu. Oduduwa que vinha de espreita na retaguarda, passou em sua frente, tornou-se fundador dos povos yorubás.

 

Olodumaré

Poucos sacerdotes falam de Olòdùmarè, pois não existe nenhum altar, nenhum assentamento dedicado a ele e nenhum filho ou filha lhe é consagrado. A religião é parte essencial da cultura dos povos africanos, e acreditam que Olódùmare seja o ser supremo, é o Obá Orum, rei do céu. É ele acima de tudo; omnipresente, ele é Olorun Alagbara, o Deus Poderoso.

Diz a mitologia yorubá que Olòdùmarè, junto com a criação do céu e da terra , trouxe para a existência as outras divindades Orichas, para ajudar a administrar sua criação, e a importância de cada divindade depende da posição dentro do panteão yorubá. Olódùmare é o Deus Supremo dos yorubás, merecedor de grande reverência, e o seu status de supremacia é absoluto.

Ele é omnipotente - tão omnipotente que para Olòdùmarè nada é impossível, ele é o rei cujos trabalhos são feitos para a perfeição. Ele é imortal - Oloddumare nunca morre, os yorubás crêem que seja inimaginável para Elemi (o dono da vida) morrer. Ele é Omnisciente - Oloddumare sabe tudo, não existe nada que possa se esconder dele; ele é sábio, tudo está ao seu alcance. Alguns estudiosos dizem que a religião yorubá, é a religião monoteísta mais antiga da humanidade.

 

Cronologia Real Yorubana

1 - Oduduwa
2 - Oranyan
3 - Ajaka
4 - Sango
5 - Ajaka
6 - Aganjú
7 - Kori
8 - Oluaso
9 - Onigbogi
10 - Ofiran
11 - Eguguojo
12 - Orompoto
13 - Ajiboyede
14 - Abipa
15 - Obalokun
16 - Oluodo
17 - Ajagbo
18 - Odarawu
19 - Kanran
20 - Jayin
21 - Ayibi
22 - Osiyago
23 - Ojigi
24 - Gberu
25 - Amuniwaiye
26 - Onisile
27 - Labisi
28 - Awonbioju
29 - Agboluaje
30 - Majeogbe
31 - Abiodun
32 - Awole Arogangan
33 - Adebo
34 - Maku
35 - Majotu
36 - Amodo
37 - Oluewu
38 - Atiba Atobatele
39 - Adelu
40 - Adeyemi eu Alowolodu

 

Nos dias de hoje, o rei (Obá ou Oòni) de Ilê Ifé, seria como o Papa negro, é o homem que representa toda cultura negra iniciada por Oduduwa. É o líder espiritual da cultura yorubana, e a sua coroa representa a autoridade dos Obás. Todos os demais Obás (reis) dependem e curvam-se a seus conselhos. Em seu palácio em Ilê Ifé estão guardados os oráculos oficiais de Oduduwa, fundador de Ilê Ifé e bisavô de Xangô. Presume-se que Oduduwa tenha vivido de 2.180 a 1.800 A.C.

O Alafin de Oyó, (rei de oyó) é o líder político da cultura yorubana, na realidade é o líder dos yorubás. Senta no mesmo trono que seu ancestral Changô ocupou. Representa o poder ancestral dos conquistadores desta raça.

 

Nascimento dos Yorubás

Outra formalidade importante yorubá é o nascimento de uma pessoa. Dar nome a um filho envolve a comunidade inteira, que participa dando boas vindas ao recém nascido, felicitando os pais e fazendo pedidos em conjunto para que o filho tenha um futuro feliz e afortunado.

A família, primeiramente, escolhe o nome apropriado ao filho; o nome geralmente é escolhido de acordo com as circunstancias do nascimento da criança, observando as tradições de família e até fenómenos naturais que aconteceram em torno da nascimento do bebé. Depois do nome seleccionado, o pai ou um parente mais velho anuncia o dia de dar o nome que é chamado Ikomojade. Tradicionalmente, para meninos é um dia após o nascimento, para meninas é no sétimo dia e para gémeos de ambos os sexos, no oitavo dia de nascimento. Hoje em dia a prática é feita no oitavo dia para todos os recém nascidos.

A cerimónia acontece ao ar livre, a criança deve estar com os pés descalços, e  a primeira vez que ela tem contacto com os pés na terra, é a primeira vez que o filho sai fora de casa. Todos os parentes e membros da comunidade têm interesse em dar boas vindas ao recém nascido, cada pessoa trará dinheiro, roupas e outros presentes tanto para o filho quanto para aos pais. As mulheres entregam os presentes à mãe e os homens dão os presentes ao pai. Depois de todos os presentes à mãe entrega o filho a um ancião, que exercerá os rituais; é apropriado que um velho ancião seja o primeiro a guiar o filho.

Tudo começa quando um jarro de água é jogado sobre o telhado, de forma que o recém nascido é seguro de baixo e recebe no corpo a água que cairá de volta. Se o filho se manifesta gritando é considerado de bom sinal, isto indica que ele veio para ficar. A água é o primeiro dos muitos itens cerimoniais, e o seu uso reflecte a importância do filho para a família. Após o filho ser borrifado com água o ancião sussurra o nome do recém nascido em seu ouvido; e molha seu dedo na água e toca a fronte do bebé, e anuncia o nome escolhido em voz alta para que todos ouçam. São colocadas as vasilhas contendo os ingredientes necessários para continuação da formalidade; cada ingrediente tendo um significado especial. A primeira vasilha consiste em pimenta vermelha da qual o ancião dá uma prova ao pequeno filho. A pimenta simboliza que o bebé será resoluto e terá comando acima das forças da natureza. A pimenta então é distribuída para o gosto da assembleia inteira; depois da pimenta o recém nascido experimenta água, significando a pureza de corpo e espírito, que o deixará livre das doenças; logo o ancião oferece sal ao bebé, que simboliza a sabedoria, a inteligência; deseja-se que nunca lhe falte o sal, mas que sua vida não seja salgada, que ele tenha felicidade e doçura na vida, que tenha uma vida sem amargura; depois é oferecido óleo de palma (epô) que é tocado com os dedos nos lábios do bebé, num desejo de potência e saúde. O filho então saboreia mel, e o ancião pede que ele seja tão doce quanto mel, para a família e para a comunidade, que tenha felicidade. Depois é oferecido vinho, para que o filho tenha fartura e prosperidade na vida; e finalmente o bebé recebe uma prova de noz de kola, simbolizando o desejo para boa fortuna do filho. O ancião, ou particularmente o pai da criança, pode adicionar mais ingredientes para fazer parte da formalidade, pode ser objectos que representam as divindades que a família adora, como por exemplo se a divindade da família é Ogun, o pai exige que uma faca ou espada seja usada na formalidade, e assim por diante.

O nascimento mais importante é de gémeos (Ibejis), o nome do primeiro nascido será Táíwo, e o segundo a nascer será chamado de Kéhìndé.

E o filho nascido depois de gémeos será chamado de Idowu, este nascimento é cercado de superstições. Depois do item final ser distribuído para a comunidade, começam as festividades, e todos comem e dançam numa grande alegria que durará até a madrugada.

 

Os Yorubás e a morte

Os yorubás e muitos outros grupos africanos acreditam que a vida e a morte alternam-se em ciclos, de tal modo que o morto volta ao mundo dos vivos, reencarnando-se num novo membro da própria família. São muitos os nomes yorubás que exprimem exactamente esse retorno, como Babatundê, que quer dizer "o pai renasceu".

Para os yorubás, o mundo em que vivem os seres humanos em contacto com a natureza, chama-se de aiê, e um mundo sobrenatural, onde estão os Orichas, outras divindades e espíritos, é chamado de orum (céus). Quando alguém morre, seu espírito ou parte dele vai para o orum, de onde pode retornar ao aiê nascendo de novo.

Alguns espíritos são adorados e se manifestam nos festivais de egungum no corpo de sacerdotes que se dedicam a esta parte do ritual africano, comandados pelo sacerdote chefe chamado Babansìkù; nesta ocasião transitam entre os humanos, julgando as suas faltas, dando conselhos e resolvendo contendas e pendências de interesse da comunidade. Assim como a sociedade egungum adora os antepassados masculinos do grupo, outra sociedade de mascarados, a sociedade Gèlédé, se dedica a homenagear as mães ancestrais (as Iya Nla).

Na concepção yorubá, existe a ideia do corpo material, que chamam de ara, o qual se decompõe com a morte e é reintegrado a natureza, por este motivo os sacerdotes antigos não gostavam da ideia de serem enterrados, pós-morte, em outro lugar a não ser directo na terra. A parte espiritual é formada de várias unidades reunidas:


1º Emi essência vital de cada pessoa que independente do seu corpo físico e que sobrevive a morte deste.

2º O Ori que é a personalidade-destino, espécie de portão espiritual para o culto, é no ori que reside a força principal de captação e re-emissão do aché, é nesta região que se determina qualquer tipo de comportamento, onde se pode reproduzir o conjunto de atitudes que correspondem às características psicológicas de um oricha. É consequentemente no ori que se manifesta a personalidade que cada pessoa possui na natureza, o seu tipo de comportamental cujas características advêm da humanização de uma energia da natureza.

3º Elemi ou Eledá, a identidade sobrenatural ou identidade de origem que liga a pessoa à natureza, ou seja, o Orichapessoal.

4º O espírito propriamente dito ou Egun.

 

Cada parte destas precisa ser integrada no todo que forma a pessoa durante a vida, tendo cada um destino diferente após a morte. O emi, sopro vital que vem de Olorum, que está representado pela respiração, abandona o corpo material na hora da morte, sendo reincorporado à massa colectiva que contém o principio genérico e inesgotável da vida, força vital cósmica do deus-primordial Olódùmarè. O emi nunca se perde e é constantemente reutilizado. O ori, que nós chamamos de cabeça e que contém a individualidade e o destino, desaparece com a morte, pois é único e pessoal, de modo que ninguém herda o destino do outro. Cada vida será diferente, mesmo com a reencarnação. O Oricha individual, que define a origem mítica de cada pessoa, retorna com a morte ao Oricha geral, do qual faz parte. Finalmente o Egun, que é a própria memória do vivo em sua passagem pelo aiê, vai para o Orum, podendo daí retornar, renascendo no seio da própria família biológica. No caso do egun, os vivos podem adorar a sua memória, que pode ser invocada através de um altar ou assentamento, assim como se faz para os Orichas ou outras entidades espirituais. Sacrifícios votivos são oferecidos ao egum que integra a linhagem dos ancestrais da família ou da comunidade mais ampla. Representam as raízes daquele grupo.

Na religião de origem africana, a morte de um iniciado implica na realização de rituais funerários. O rito fúnebre é denominado Itutu (ritrual dos mortos) tendo como principal fim, despachar o egun do morto, para que ele deixe o mundo terreno e vá para o mundo espiritual. Como cada iniciado passa por rituais e etapas iniciativas ao longo de toda a vida, os rituais funerários serão tão mais complexos quanto mais tempo de iniciação o morto tiver. O rito funerário é, pois, o desfazer de laços e compromissos e a liberação das partes espirituais que constituem a pessoa. Nesta cerimónia os objectos sagrados do morto são desfeitos, desagregados, quebrados, partidos e despachados, cortando qualquer possibilidade de vínculo do egun com o mundo terreno. Nestas obrigações, há cantos específicos e danças, sacrifícios e oferendas variadas ao egun e os Orichas ligados ritualmente ao morto, várias divindades participam activamente do ritual funerário através de transe. Nos rituais funerários da nação Ijexá, costuma-se velar o corpo em casa, ou seja, no terreiro, onde há toques de tambores, danças e cantigas apropriadas. A primeira providencia a ser tomada pós-morte é despachar os Barás que pertenciam ao irúmòle do falecido. O ponto culminante do ritual, é o èrìssùn, que acontece no sétimo dia. Estes rituais variam de terreiro para terreiro, de nação para nação.

 

A Fé

Esta é a parte mais importante na feitura de qualquer trabalho, seja este para amor, negócios ou saúde, tem os que fazer com muita fé, confiar no poder dos Orichas, fazer com o coração aberto, sem dúvidas da respostaA fé é "meio trabalho", muitas vezes não precisa de grandes oferendas, damos uma vela com fé e recebemos a graça desejada, é claro que em seguida damos uma oferta maior para agradecer os Orichas, nós precisamos desta força interior. E há casos em que desejamos determinados acontecimentos, e o objectivo não é alcançado, neste caso, não devemos ficar irados com os Orichas, nem sempre aquilo que queremos servirá para nos fazer feliz, pode ser bem ao contrario, não devemos perder tempo com ilusões, só virá até nossas mãos aquilo que merecemos, eles não nos darão um fardo maior do que possamos carregar.

Todos sacerdotes de Oricha, também precisam se descarregar, de vez enquanto fazer uma boa limpeza, uma boa descarga para clarear a aura, os que vivem para ajudar, também precisam de ajuda, e seria melhor preservada a nossa religião se estes que ainda detêm um pouco da sabedoria dos cultos, passassem a diante, é tão bom quando se precisa de auxilio e ele esta próximo, se não passarmos os segredos do culto, como ficará no futuro a nossa raiz?

Já perdemos muito e o que resta tem que ter continuidade, peço aos meus irmãos de culto que pensem nisto, não querer ensinar é egoísmo, se recebemos podemos dar, claro que temos que ver para quem estamos passando os rituais sagrados dos Orichas, não dá para entregar na mão de qualquer um, mas, se olharmos a nossa volta sempre terá um ou outro que seguirá a risca o que lhe for delegado, os Orichas sempre irão por descendência na religião, porém, ninguém nasce sabendo.

Falando ainda na preservação dos cultos, tem muito pai e mãe de santo perdido, acham que sabem tudo, e as vezes se deparam com situações difíceis, e não sabem para que lado correr, por que será? É por que não perguntam quando tem dúvidas, não querem ser humildes e pedir explicações para quem sabe, acabam fazendo errado aquilo que seria tão prático, pedir auxílio; o médico quando não tem certeza do que fazer, num caso raro, pede ajuda de seus companheiros, fazem uma junta médica, e isto está faltando no culto, nós vamos morrer e não vamos ver tudo, não vamos saber de tudo, sempre tem um que sabe um pouco mais. Tem sacerdote aí que só quer aprender a fazer maldade, fazem mil assentamentos desnecessários, não se contentam só com Orichas que devem fazer parte da sua feitura, querem ter "coisas" que nem pertencem a sua raiz (sua nação religiosa), estes sempre acabam sem saída, temos que compreender que, o que é nosso ninguém nos tira, não é tendo um "cemitério" em casa que me fará seguro; sempre tem uma arma para "matar" uma pomba voadora, e muitas vezes só com nossos humildes "santinhos", conseguimos dar largos passos.



Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 17:33
link do post | comentar | favorito
|

Os Yorubás como vivem e suas origens


A cultura YorubáO conceito de família Iorubá


Falado principalmente na Nigéria, o idioma yorubá é complexo e arraigado em tradições. É o segundo maior idioma da Nigéria, é falado em várias seitas difundidas pelo mundo, entre estes estão a República do Benin, Cuba, Brasil, Trinidad, e Estados Unidos.

A origem deste idioma é obscura, e não existe nenhuma evidencia conclusiva provando onde exactamente se originou. A quem diga que o idioma yorubá provém dos Egípcios, à centenas de anos atrás, evidenciados no facto de que um vasto número de palavras yorubás serem bem parecidas com as Egípcias, porém realmente, não existe nenhuma explicação formal de como surgiu o idioma na Nigéria.

A mulher na religião

 

Quem são os Yorubás


Os Yorubás são um dos mais importantes grupos étnicos da Nigéria, apreciam uma história e cultura muito rica. Existem várias teorias sobre a origem do povo yorubá, estas informações se agrupam cuidadosamente nas declarações via tradição oral.

Este povo parece ter se originado de Lamurudu, um dos reis de Mecca (na actual Arábia Saudita). Lamurudu teve um filho chamado Oduduwa, que é amplamente conhecido como o fundador das tribos yorubás. Durante o reinado de seu pai, Oduduwa era muito influente a atraiu vários seguidores, transformou as mesquitas, em templos para a adoração de ídolos, com a ajuda de um sacerdote chamado Asara.

Asara teve um filho, Braima, que foi educado como muçulmano, e se ressentiu da adoração obrigada de ídolos.

Por influência de Oduduwa, todos os homens da cidade, eram ordenados em uma expedição de caça, que durava três dias, em preparação para honra e culto de seus deuses. Braima aproveitou a oportunidade da ausência dos homens e tomou a cidade. Ele destruiu tudo, inclusive os ídolos, deixando um machado no pescoço do ídolo mais importante. Na volta da expedição, se deram com a cidade destruída, e foram atrás de Braima para queimá-lo vivo. Neste momento começou uma revolta que desencadeou uma guerra civil.

Lamurudu foi morto e seus filhos expulsos de Mecca. Oduduwa e seus seguidores conseguiram escapar, com dois ídolos, para Ilê Ifé (ainda ilê ifé na Nigéria moderna). Oduduwa e seus filhos juraram se vingar; mas Oduduwa morreu em Ilê Ifé, antes de ser poderoso suficiente para lutar contra os muçulmanos de seu país. Seu primogénito Okanbi, chamado de Idekoseroke, também morreu em Ilê Ifé. Oduduwa deixou sete príncipes e princesas. Destes originaram-se várias tribos yorubás. A primeira era uma princesa que se casou com um sacerdote e se tornou mãe de Olowu, que se tornou rei de Egbá. A segunda princesa se tornou mãe de Alaketu, progenitor do povo de ketu; o terceiro se tornou rei do povo de Benin; o quarto Orangun, se tornou rei de Ila; o quinto Onisabe, se tornou rei de Savé, e o sexto se tornou rei dos Popos. O sétimo e último a nascer era Oranyan (odede) , que se tornou progenitor dos yorubás; ele era o mais jovem, mas eventualmente se tornou o mais rico. Ele construiu a cidade de Oyó Ajaka, hoje Oyó.

De Ilê Ifé, os descendentes de Oduduwa espalharam-se por outras zonas da região yorubá; entre os estados que fundaram estão Ijesha (Ijexá), Ekiti e Ondo a leste; ketu, Sabe e Egbado a oeste; Oyó a norte, e Ijebu a sul.

Oranyan, fundou a dinastia de Oyó, que veio a ser o mais conhecido dos estados yorubás, em virtude de seu domínio político-militar sobre grande parte do sudoeste da Nigéria e da área que é hoje a República de Benin. Estas estruturas políticas e militares tem sido muitas vezes citadas como modelos de organização, onde figurava o Alafin ou rei, considerado como um chefe cuja posição na terra era comparável à do ser Supremo no Paraíso. O Alafin governava com a ajuda de seus poderosos conselheiros, os Oyó Mesi, que eram numericamente sete e que tinham também a seu cargo a escolha do novo Alafin, de entre os filhos do rei anterior. O chefe dos Oyó Mesi, o Basorun, tinha como funções às de chefe de estado e de conselheiro principal do Alafin, enquanto que o exército de Oyó era chefiado durante uma guerra por um grupo de nobres conhecidos por Eso, o chefe dos quais era o Are-Onakakanfo ou o generalíssimo do exército.

 

A Religião dos Yorubás

A religião tradicional yorubá envolve adoração e respeito a Olorun ou Olòdùmarè, o criador, dos Orichas e dos antepassados, e adoram 401 divindades; a maior parte desses Orichas são figuras antropomorfas, que também são associadas com características naturais. As pessoas rezam e fazem sacrifícios, de acordo com as suas necessidades e situação. Cada divindade tem as suas regras, rituais e sacrifícios próprios. Os yorubás rezam para que os Orichasintervenham nas suas vidas.

Olorun (o dono do céu), ou Olódùmare é o Deus supremo dos yorubás, ele é o criador, é invocado em bênções e em certas obrigações, mas nenhum santuário existe para ele, nenhum sacerdócio organizado.

Os yorubás, também, crêem que os antepassados interfiram diariamente nos eventos da terra. Em algumas cidades são feitos, anualmente festivais, onde cada Egungun dança, e é festejado. Como já vimos os yorubás, são um povo com uma cultura muito rica. Eles superaram muitos obstáculos para alcançar o ponto que estão hoje. A sua cultura e história podem ser vista ao longo do mundo, especialmente as convicções religiosas, em outras palavras, os yorubás são dos mais influentes povos do mundo.

Outra explicação que se faz a respeito do aparecimento das divindades seria que Oxalá ou Obatalá, deus da criação instalou o seu reino em Ifé, lugar sagrado dos yorubás. Fala-se que Obatalá tinha um irmão mais novo chamado Oduduwa, que ambicionava executar as tarefas que Olódùmare confiou a Obatalá e, para tanto, fez um ebó, contando com a colaboração de Eshu (Exu), que armou uma cilada, provocando muita sede em Obatalá, que se encontrava bastante cansado da viagem. Ao se aproximar de uma palmeira, usando seu cajado, furou a dita palmeira e bebeu o emu (vinho de palma) que jorrava. Exausto embriagou-se rapidamente e ali mesmo deitou e adormeceu. Oduduwa que vinha de espreita na retaguarda, passou em sua frente, tornou-se fundador dos povos yorubás.

 

Olodumaré

Poucos sacerdotes falam de Olòdùmarè, pois não existe nenhum altar, nenhum assentamento dedicado a ele e nenhum filho ou filha lhe é consagrado. A religião é parte essencial da cultura dos povos africanos, e acreditam que Olódùmare seja o ser supremo, é o Obá Orum, rei do céu. É ele acima de tudo; omnipresente, ele é Olorun Alagbara, o Deus Poderoso.

Diz a mitologia yorubá que Olòdùmarè, junto com a criação do céu e da terra , trouxe para a existência as outras divindades Orichas, para ajudar a administrar sua criação, e a importância de cada divindade depende da posição dentro do panteão yorubá. Olódùmare é o Deus Supremo dos yorubás, merecedor de grande reverência, e o seu status de supremacia é absoluto.

Ele é omnipotente - tão omnipotente que para Olòdùmarè nada é impossível, ele é o rei cujos trabalhos são feitos para a perfeição. Ele é imortal - Oloddumare nunca morre, os yorubás crêem que seja inimaginável para Elemi (o dono da vida) morrer. Ele é Omnisciente - Oloddumare sabe tudo, não existe nada que possa se esconder dele; ele é sábio, tudo está ao seu alcance. Alguns estudiosos dizem que a religião yorubá, é a religião monoteísta mais antiga da humanidade.

 

Cronologia Real Yorubana

1 - Oduduwa
2 - Oranyan
3 - Ajaka
4 - Sango
5 - Ajaka
6 - Aganjú
7 - Kori
8 - Oluaso
9 - Onigbogi
10 - Ofiran
11 - Eguguojo
12 - Orompoto
13 - Ajiboyede
14 - Abipa
15 - Obalokun
16 - Oluodo
17 - Ajagbo
18 - Odarawu
19 - Kanran
20 - Jayin
21 - Ayibi
22 - Osiyago
23 - Ojigi
24 - Gberu
25 - Amuniwaiye
26 - Onisile
27 - Labisi
28 - Awonbioju
29 - Agboluaje
30 - Majeogbe
31 - Abiodun
32 - Awole Arogangan
33 - Adebo
34 - Maku
35 - Majotu
36 - Amodo
37 - Oluewu
38 - Atiba Atobatele
39 - Adelu
40 - Adeyemi eu Alowolodu

 

Nos dias de hoje, o rei (Obá ou Oòni) de Ilê Ifé, seria como o Papa negro, é o homem que representa toda cultura negra iniciada por Oduduwa. É o líder espiritual da cultura yorubana, e a sua coroa representa a autoridade dos Obás. Todos os demais Obás (reis) dependem e curvam-se a seus conselhos. Em seu palácio em Ilê Ifé estão guardados os oráculos oficiais de Oduduwa, fundador de Ilê Ifé e bisavô de Xangô. Presume-se que Oduduwa tenha vivido de 2.180 a 1.800 A.C.

O Alafin de Oyó, (rei de oyó) é o líder político da cultura yorubana, na realidade é o líder dos yorubás. Senta no mesmo trono que seu ancestral Changô ocupou. Representa o poder ancestral dos conquistadores desta raça.

 

Nascimento dos Yorubás

Outra formalidade importante yorubá é o nascimento de uma pessoa. Dar nome a um filho envolve a comunidade inteira, que participa dando boas vindas ao recém nascido, felicitando os pais e fazendo pedidos em conjunto para que o filho tenha um futuro feliz e afortunado.

A família, primeiramente, escolhe o nome apropriado ao filho; o nome geralmente é escolhido de acordo com as circunstancias do nascimento da criança, observando as tradições de família e até fenómenos naturais que aconteceram em torno da nascimento do bebé. Depois do nome seleccionado, o pai ou um parente mais velho anuncia o dia de dar o nome que é chamado Ikomojade. Tradicionalmente, para meninos é um dia após o nascimento, para meninas é no sétimo dia e para gémeos de ambos os sexos, no oitavo dia de nascimento. Hoje em dia a prática é feita no oitavo dia para todos os recém nascidos.

A cerimónia acontece ao ar livre, a criança deve estar com os pés descalços, e  a primeira vez que ela tem contacto com os pés na terra, é a primeira vez que o filho sai fora de casa. Todos os parentes e membros da comunidade têm interesse em dar boas vindas ao recém nascido, cada pessoa trará dinheiro, roupas e outros presentes tanto para o filho quanto para aos pais. As mulheres entregam os presentes à mãe e os homens dão os presentes ao pai. Depois de todos os presentes à mãe entrega o filho a um ancião, que exercerá os rituais; é apropriado que um velho ancião seja o primeiro a guiar o filho.

Tudo começa quando um jarro de água é jogado sobre o telhado, de forma que o recém nascido é seguro de baixo e recebe no corpo a água que cairá de volta. Se o filho se manifesta gritando é considerado de bom sinal, isto indica que ele veio para ficar. A água é o primeiro dos muitos itens cerimoniais, e o seu uso reflecte a importância do filho para a família. Após o filho ser borrifado com água o ancião sussurra o nome do recém nascido em seu ouvido; e molha seu dedo na água e toca a fronte do bebé, e anuncia o nome escolhido em voz alta para que todos ouçam. São colocadas as vasilhas contendo os ingredientes necessários para continuação da formalidade; cada ingrediente tendo um significado especial. A primeira vasilha consiste em pimenta vermelha da qual o ancião dá uma prova ao pequeno filho. A pimenta simboliza que o bebé será resoluto e terá comando acima das forças da natureza. A pimenta então é distribuída para o gosto da assembleia inteira; depois da pimenta o recém nascido experimenta água, significando a pureza de corpo e espírito, que o deixará livre das doenças; logo o ancião oferece sal ao bebé, que simboliza a sabedoria, a inteligência; deseja-se que nunca lhe falte o sal, mas que sua vida não seja salgada, que ele tenha felicidade e doçura na vida, que tenha uma vida sem amargura; depois é oferecido óleo de palma (epô) que é tocado com os dedos nos lábios do bebé, num desejo de potência e saúde. O filho então saboreia mel, e o ancião pede que ele seja tão doce quanto mel, para a família e para a comunidade, que tenha felicidade. Depois é oferecido vinho, para que o filho tenha fartura e prosperidade na vida; e finalmente o bebé recebe uma prova de noz de kola, simbolizando o desejo para boa fortuna do filho. O ancião, ou particularmente o pai da criança, pode adicionar mais ingredientes para fazer parte da formalidade, pode ser objectos que representam as divindades que a família adora, como por exemplo se a divindade da família é Ogun, o pai exige que uma faca ou espada seja usada na formalidade, e assim por diante.

O nascimento mais importante é de gémeos (Ibejis), o nome do primeiro nascido será Táíwo, e o segundo a nascer será chamado de Kéhìndé.

E o filho nascido depois de gémeos será chamado de Idowu, este nascimento é cercado de superstições. Depois do item final ser distribuído para a comunidade, começam as festividades, e todos comem e dançam numa grande alegria que durará até a madrugada.

 

Os Yorubás e a morte

Os yorubás e muitos outros grupos africanos acreditam que a vida e a morte alternam-se em ciclos, de tal modo que o morto volta ao mundo dos vivos, reencarnando-se num novo membro da própria família. São muitos os nomes yorubás que exprimem exactamente esse retorno, como Babatundê, que quer dizer "o pai renasceu".

Para os yorubás, o mundo em que vivem os seres humanos em contacto com a natureza, chama-se de aiê, e um mundo sobrenatural, onde estão os Orichas, outras divindades e espíritos, é chamado de orum (céus). Quando alguém morre, seu espírito ou parte dele vai para o orum, de onde pode retornar ao aiê nascendo de novo.

Alguns espíritos são adorados e se manifestam nos festivais de egungum no corpo de sacerdotes que se dedicam a esta parte do ritual africano, comandados pelo sacerdote chefe chamado Babansìkù; nesta ocasião transitam entre os humanos, julgando as suas faltas, dando conselhos e resolvendo contendas e pendências de interesse da comunidade. Assim como a sociedade egungum adora os antepassados masculinos do grupo, outra sociedade de mascarados, a sociedade Gèlédé, se dedica a homenagear as mães ancestrais (as Iya Nla).

Na concepção yorubá, existe a ideia do corpo material, que chamam de ara, o qual se decompõe com a morte e é reintegrado a natureza, por este motivo os sacerdotes antigos não gostavam da ideia de serem enterrados, pós-morte, em outro lugar a não ser directo na terra. A parte espiritual é formada de várias unidades reunidas:


1º Emi essência vital de cada pessoa que independente do seu corpo físico e que sobrevive a morte deste.

2º O Ori que é a personalidade-destino, espécie de portão espiritual para o culto, é no ori que reside a força principal de captação e re-emissão do aché, é nesta região que se determina qualquer tipo de comportamento, onde se pode reproduzir o conjunto de atitudes que correspondem às características psicológicas de um oricha. É consequentemente no ori que se manifesta a personalidade que cada pessoa possui na natureza, o seu tipo de comportamental cujas características advêm da humanização de uma energia da natureza.

3º Elemi ou Eledá, a identidade sobrenatural ou identidade de origem que liga a pessoa à natureza, ou seja, o Orichapessoal.

4º O espírito propriamente dito ou Egun.

 

Cada parte destas precisa ser integrada no todo que forma a pessoa durante a vida, tendo cada um destino diferente após a morte. O emi, sopro vital que vem de Olorum, que está representado pela respiração, abandona o corpo material na hora da morte, sendo reincorporado à massa colectiva que contém o principio genérico e inesgotável da vida, força vital cósmica do deus-primordial Olódùmarè. O emi nunca se perde e é constantemente reutilizado. O ori, que nós chamamos de cabeça e que contém a individualidade e o destino, desaparece com a morte, pois é único e pessoal, de modo que ninguém herda o destino do outro. Cada vida será diferente, mesmo com a reencarnação. O Oricha individual, que define a origem mítica de cada pessoa, retorna com a morte ao Oricha geral, do qual faz parte. Finalmente o Egun, que é a própria memória do vivo em sua passagem pelo aiê, vai para o Orum, podendo daí retornar, renascendo no seio da própria família biológica. No caso do egun, os vivos podem adorar a sua memória, que pode ser invocada através de um altar ou assentamento, assim como se faz para os Orichas ou outras entidades espirituais. Sacrifícios votivos são oferecidos ao egum que integra a linhagem dos ancestrais da família ou da comunidade mais ampla. Representam as raízes daquele grupo.

Na religião de origem africana, a morte de um iniciado implica na realização de rituais funerários. O rito fúnebre é denominado Itutu (ritrual dos mortos) tendo como principal fim, despachar o egun do morto, para que ele deixe o mundo terreno e vá para o mundo espiritual. Como cada iniciado passa por rituais e etapas iniciativas ao longo de toda a vida, os rituais funerários serão tão mais complexos quanto mais tempo de iniciação o morto tiver. O rito funerário é, pois, o desfazer de laços e compromissos e a liberação das partes espirituais que constituem a pessoa. Nesta cerimónia os objectos sagrados do morto são desfeitos, desagregados, quebrados, partidos e despachados, cortando qualquer possibilidade de vínculo do egun com o mundo terreno. Nestas obrigações, há cantos específicos e danças, sacrifícios e oferendas variadas ao egun e os Orichas ligados ritualmente ao morto, várias divindades participam activamente do ritual funerário através de transe. Nos rituais funerários da nação Ijexá, costuma-se velar o corpo em casa, ou seja, no terreiro, onde há toques de tambores, danças e cantigas apropriadas. A primeira providencia a ser tomada pós-morte é despachar os Barás que pertenciam ao irúmòle do falecido. O ponto culminante do ritual, é o èrìssùn, que acontece no sétimo dia. Estes rituais variam de terreiro para terreiro, de nação para nação.

 

A Fé

Esta é a parte mais importante na feitura de qualquer trabalho, seja este para amor, negócios ou saúde, tem os que fazer com muita fé, confiar no poder dos Orichas, fazer com o coração aberto, sem dúvidas da respostaA fé é "meio trabalho", muitas vezes não precisa de grandes oferendas, damos uma vela com fé e recebemos a graça desejada, é claro que em seguida damos uma oferta maior para agradecer os Orichas, nós precisamos desta força interior. E há casos em que desejamos determinados acontecimentos, e o objectivo não é alcançado, neste caso, não devemos ficar irados com os Orichas, nem sempre aquilo que queremos servirá para nos fazer feliz, pode ser bem ao contrario, não devemos perder tempo com ilusões, só virá até nossas mãos aquilo que merecemos, eles não nos darão um fardo maior do que possamos carregar.

Todos sacerdotes de Oricha, também precisam se descarregar, de vez enquanto fazer uma boa limpeza, uma boa descarga para clarear a aura, os que vivem para ajudar, também precisam de ajuda, e seria melhor preservada a nossa religião se estes que ainda detêm um pouco da sabedoria dos cultos, passassem a diante, é tão bom quando se precisa de auxilio e ele esta próximo, se não passarmos os segredos do culto, como ficará no futuro a nossa raiz?

Já perdemos muito e o que resta tem que ter continuidade, peço aos meus irmãos de culto que pensem nisto, não querer ensinar é egoísmo, se recebemos podemos dar, claro que temos que ver para quem estamos passando os rituais sagrados dos Orichas, não dá para entregar na mão de qualquer um, mas, se olharmos a nossa volta sempre terá um ou outro que seguirá a risca o que lhe for delegado, os Orichas sempre irão por descendência na religião, porém, ninguém nasce sabendo.

Falando ainda na preservação dos cultos, tem muito pai e mãe de santo perdido, acham que sabem tudo, e as vezes se deparam com situações difíceis, e não sabem para que lado correr, por que será? É por que não perguntam quando tem dúvidas, não querem ser humildes e pedir explicações para quem sabe, acabam fazendo errado aquilo que seria tão prático, pedir auxílio; o médico quando não tem certeza do que fazer, num caso raro, pede ajuda de seus companheiros, fazem uma junta médica, e isto está faltando no culto, nós vamos morrer e não vamos ver tudo, não vamos saber de tudo, sempre tem um que sabe um pouco mais. Tem sacerdote aí que só quer aprender a fazer maldade, fazem mil assentamentos desnecessários, não se contentam só com Orichas que devem fazer parte da sua feitura, querem ter "coisas" que nem pertencem a sua raiz (sua nação religiosa), estes sempre acabam sem saída, temos que compreender que, o que é nosso ninguém nos tira, não é tendo um "cemitério" em casa que me fará seguro; sempre tem uma arma para "matar" uma pomba voadora, e muitas vezes só com nossos humildes "santinhos", conseguimos dar largos passos.



Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 17:33
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

O Povo Iorubá origem da humanidade e seu Calendário



O povo iorubá é considerada a origem da humanidade de hoje, localizado na Nigéria atualmente cerca de 9000 anos atrás, sendo o calendário iorubá primeira vez que usou a humanidade moderna. O calendário é uma ferramenta que reflete o tempo como uma medida para a pessoa para agendar suas atividades em sintonia e harmonia com o que está acontecendo no espaço físico. Isso levará em conta a influência magnética, ea energia espiritual dos vários ciclos que ocorrem simultaneamente e se sobrepõem no tempo. Se os seres humanos agem de forma ordenada e harmoniosa com o tempo eo espaço no mundo material, podemos dizer que é dono do tempo e pode transcendê-la, liberta dos grilhões da matéria, elevando a sua consciência. 

"s Calendário gregoriano criado pela Igreja Católica é o uso atual do planeta, limitando os habitantes da terra natural de acesso ao poder espiritual e do magnetismo que emana de ciclos naturais de Terra. O calendário atual é desarmônica, é irregular, é irracional e produz efeitos nocivos sobre os seres humanos que somos governados por, alienação, ignorância, a escravidão, o materialismo. Sofremos um feitiço hipnótico que nos permite o acesso regular e harmonioso padrão compatível com os parâmetros que o universo é governado.
está a tomar conta da profundidade em estudos realizados em numerologia, o número quatro (4), pode-se concluir que Quatro é o número de declarações (o mundo material), a terra, o planeta que habitamos. Há quatro principais elementos (água, terra, ar e fogo), quatro são os pontos cardeais (norte, sul, leste e oeste) são quatro estações do ano (verão, outono, inverno e primavera), quatro fases são da lua (cheia, minguante, nova, crescente), quatro são os dias da semana, chamado pelo Ifá iorubá e quatro semanas Orun um ciclo de 16 dias, chamado de Itadogún iorubá que completa um ciclo de renovação energia no planeta Terra.
Isto, obviamente, afeta a expressão de humanidade e de toda a vida em nosso planeta. Um (1) Dia da Terra é o tempo que leva a Terra a girar sobre seu eixo em relação ao sol. Dia da Terra é dividido em 4 partes iguais de 6 horas cada, sendo os vértices dessa divisão do dia amanhecer, ao amanhecer, o zénite do sol ao meio-dia, por do sol ao entardecer e no ponto meia noite entre o pôr eo nascer do sol. Para os iorubás ano é o lapso de tempo em que a Terra dá uma volta em torno do sol e, assim, completa um anel solar em cada órbita. Cada ciclo solar ano é composto de quatro estações do ano, começando o ano civil com o solstício de verão. Um ano é de 4 ciclos de 91 dias cada, que são as 4 estações, Verão / Outono / Inverno e Primavera. Um ciclo lunar é o momento em que a Lua completa uma órbita ao redor da Terra, que é igual a 28 dias da Terra. 
Ao mesmo tempo, o ciclo lunar tem quatro partes, as quatro fases da lua. Um ano na terra iorubá é igual a 13 ciclos lunares. Um ano = 13 ciclos lunares x 28 dias = 364 dias. A Terra leva para completar sua órbita ao redor do Sol 365, de 2 dias. Assim, para 364 dias resultantes da 13 ciclos lunares é de 1 dia no ano e cada 4 anos um dia extra é acumulada. Concomitante com o ciclo lunar eo ciclo orbital da Terra em torno do Sol são os ciclos magnéticos da Terra e são 16 dias. Este ciclo está dividido em 4 e o resultado é de 4 semanas 4 dias. O ano tem 91 semanas. (91 X 4 = 364). Um mês é um ciclo lunar = 28 dias = 7 semanas 4 dias cada um. Cada ciclo de 16 dias magnético da Terra é composta de 4 semanas 4 dias por semana. Embora matematicamente 4 x 7 = 7 x 4 (para a propriedade comutativa da multiplicação) aqui ignorado o ciclo aparece nos calendários diferentes que a humanidade teve a-dia do ciclo 16, que consiste de 4 semanas Yorubas e que está diretamente relacionado ao mundo espiritual (Orun) e Power (Ashe) que desce ao mundo material (Aye), sob a forma cíclica indicado. É preciso ter em conta que o calendário gregoriano atual é desarmônico com meses de 28, 29, 30 ou 31 dias. Também na semana de 7 dias, não faz sentido a não ser sincronizado com as fases da lua. 

Os limites de programação atual e condena o homem a sua consciência é cativa no tempo e no espaço. O tempo não é linear, mas simplesmente uma espiral, não apenas o espaço eo tempo e energia, mas não há coordenadas de tempo e espaço, esta é a quarta dimensão. Usando um padrão harmônico, permitir que a mente humana tem a percepção de harmônicos. Viver o natural aumento do tempo de apreciação dos ritmos da natureza, a harmonia ea ordem cósmica. A química pessoal irá permitir um aumento do poder psíquico dos seres humanos. Viver no momento certo: no Agora. Yorubas Princípios anunciar uma vida de simplicidade, alegria e felicidade. Viver com a consciência iluminada pelo agora, e sentir a imensa riqueza da vida que cada ser humano possui e que nada e ninguém pode arrebatá-lo (a superação do medo da morte.) 
Possuir em si é o património de todos humanos em um dia vir a este planeta está a ser alcançado e, por sua vez vai cair o véu da ignorância e do desejo (ilusão) de posse de objetos violento e egoísta e os seres vivos. Através do aumento da consciência individual, a humanidade tem de perceber o eterno agora. Eles serão ligados a um galáctico existência dimensional superior, com uma ordem sincrônica. As comunidades que fazem uso coletivo do dia cronograma quatro e os 13 luas experimentar uma mudança positiva em sua consciência, destacando um aumento na boa fortuna. 
Não só é importante para mudar o comportamento individual, mas uma sociedade global, pois o comportamento humano é resultado relevante o nível de consciência e as manifestações materiais da vida em nosso planeta amado. sabedoria iorubá diz que os seres humanos vêm à Terra para cumprir um destino (Atunwá) que lhe permite adquirir conhecimento e sabedoria. Ele também diz que o homem é possuído por aquilo que é chamado de Ori, a centelha divina. Na medida em que está sintonizado com a sua essência divina e imortal real aumenta a sua consciência. Os Yorubas recomendo desenvolver um bom caráter (Iwa Pele) e isso vai elevar a consciência e chegar a um estado superior de evolução.
Criando um link para a alma imortal ou espírito que cada um é, ou seja, ser guiado pela vida Sagrado dentro de cada um, isso é possível quando você desenvolver um bom caráter.


Sarava a todos Irmãos
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 17:31
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Dezembro 2014

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
12
13

14
15
16
17
18
19
20

21
22
23
24
25
26
27

28
29
30
31


.posts recentes

. Dicionário da Umbanda

. Dicionário da Umbanda

. Dicionário da Umbanda

. Dicionário da Umbanda

. Os Yorubás como vivem e s...

. Os Yorubás como vivem e s...

. Os Yorubás como vivem e s...

. Os Yorubás como vivem e s...

. Os Yorubás como vivem e s...

. O Povo Iorubá origem da h...

.arquivos

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Abril 2011

. Março 2011

. Fevereiro 2011

. Janeiro 2011

. Dezembro 2010

. Novembro 2010

. Outubro 2010

. Setembro 2010

. Agosto 2010

. Julho 2010

. Junho 2010

. Maio 2010

. Abril 2010

. Março 2010

. Fevereiro 2010

. Janeiro 2010

. Dezembro 2009

. Novembro 2009

. Outubro 2009

. Setembro 2009

. Agosto 2009

. Julho 2009

. Junho 2009

. Maio 2009

. Abril 2009

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds