Domingo, 11 de Abril de 2010

Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)


O Poder Transformador das Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)

:: Osvaldo Shimoda ::


Eu não acredito que a mente humana morra, porque está provado que a mente humana não conhece passado, nem presente, nem futuro; contudo, se ela pode prever acontecimentos futuros, está acima do tempo, e se está acima do tempo, não pode ficar trancafiada num corpo.
C. G. Jung


O termo Experiências de Quase-Morte (EQM) , tradução de Near-death experiences, cunhado pelo psiquiatra americano Raymond Moody Jr., surgiu com a publicação de seu livro A Vida Depois da Vida, em 1975 (Butterfly Editora).
Depois da publicação desse livro, o Dr. Moody investigou mais de mil casos de relatos de pacientes que tiveram uma Experiência de Quase-Morte, ou seja, de pacientes que tiveram uma parada cardio-respiratoria (morte clínica) e que foram ressuscitados pelos médicos no hospital. Os relatos desses pacientes que passaram pela E.Q.M., segundo o psiquiatra, são muito similares. Relatam que ouviram a notícia dada pelo médico de que estavam mortos, passaram rapidamente através de uma espécie de túnel em direção a uma luz e encontraram-se com seres de luz, sendo tomados por um sentimento indescritível de paz e serenidade.




Ao entrar no túnel - no fim dele -, quase sempre há uma luz. E ao entrar nessa luz, o ambiente é paradisíaco e lá se encontram com os espíritos de parentes desencarnados. Nesse lugar, ocorre uma recapitulação rápida, porém nítida, de toda sua vida atual como se tivessem vendo o filme de sua vida. A maioria desses pacientes se recusa a querer voltar para o seu corpo físico no hospital, porque as experiências de E.Q.M.realmente são muito agradáveis. Muitos ficaram bravos com seus médicos por trazê-los de volta.
A maioria dos pacientes chegou a relatar ao Dr. Moody que só voltaram porque tinham filhos para criar ou porque os cônjuges ou pais podiam sentir sua falta. Mas o que mais intrigou o Dr. Moody nos relatos desses pacientes foi que a maioria deles voltou profundamente modificada, transformada em sua visão a seu respeito, com relação às pessoas e ao mundo, perdendo o medo da morte e passando a viver com mais alegria, ética e destemor.

Na revista The Lancet (renomada revista médica internacional) foi publicado um relato de um médico que participou de uma pesquisa científica holandesa sobre E.Q.M. O médico que estava de plantão noturno na unidade coronariana, atendeu um paciente de 44 anos na porta do pronto-socorro (a ambulância trouxe o paciente), em coma, cianótico (extremidades arroxeadas) e em parada cardíaca. Ele recebeu ventilação artificial, massagem cardíaca e desfibrilação. Quando o médico foi encubá-lo, a sua dentadura caiu e o médico a apanhou do chão e a colocou rapidamente sobre o carrinho de atendimento. Após uma semana - depois de conseguir ressuscitar o seu coração - o médico se encontrou novamente com o paciente, desta vez restabelecido no leito de seu quarto do hospital.




O paciente ao ver o médico perguntou: Doutor, onde está a minha dentadura? Quando a ambulância me trouxe para o hospital e o senhor foi me entubar, a dentadura caiu e o senhor rapidamente a pegou e a colocou em cima do carrinho.
Estupefato, o médico questionou o paciente querendo saber como ele sabia desses detalhes, estando em coma profundo, com o coração parado...
O paciente lhe informou que vira a si próprio na maca - de uma perspectiva de cima -, viu a equipe médica tentando reanimar o seu coração. Descreveu corretamente, em detalhes, a pequena sala em que fora atendido.
Disse que tentou desesperadamente e sem sucesso mostrar que ainda estava vivo e que a equipe médica deveria prosseguir com as manobras de ressuscitação. O paciente relatou ao médico que estava profundamente impressionado pela sua experiência e que não tinha mais medo de morrer.
Quatro semanas depois, teve alta hospitalar em boas condições de saúde.

Pesquisa realizada em 1982 pelo Instituto Gallup dos EUA apontou que cerca de oito milhões de norte-americanos passaram pela experiência da morte súbita interrompida, a EQM.
No Brasil, ainda não existe nenhum tipo de estatística de EQM.
Apesar das inúmeras pesquisas realizadas com relação às Experiências de Quase-Morte, muitos médicos e cientistas afirmam que a EQM, na verdade, é causada pela insuficiência de oxigênio no cérebro (hipóxia). Portanto, para eles, a EQM é um fenômeno fisiológico cerebral, e isso explicaria as imagens que os pacientes têm de seres de luz, túneis, experiências extra-corpóreas (saída do corpo), etc.
Vê-se que é uma teoria que não tem lógica. Como um paciente que sofreu uma parada cardíaca por vários minutos, em estado de coma descreveu detalhadamente as manobras feitas pela equipe médica mencionada acima? Será que uma mera alucinação visual decorrente de uma falta de oxigenação cerebral seria capaz de provocar na maioria dos pacientes uma mudança tão profunda em seus valores de vida e crença?

Quero aqui reiterar o meu apoio à pesquisa do Dr. Raymond Moody Jr. sobre a EQM como uma experiência enriquecedora e transformadora, porque vai de encontro aos relatos de meus pacientes que se submeteram à Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) e que tiveram muitas das experiências similares às dos pacientes que se aproximavam da morte entrevistados pelo Dr. Moody.
Os leitores que vêm acompanhando os relatos dos meus pacientes (casos clínicos) no site Somos Todos Um podem perceber que nas sessões de regressão eles passam por alguns dos sintomas da EQM (sensação de estar fora do corpo, sensação real de paz, região escura ou enevoada, seres de luz - mentores espirituais -, parentes desencarnados, revisão da vida (mentor mostra suas vidas passadas e a atual como num filme), ascensão rápida ao céu (após revivenciar sua morte numa vida passada, muitos pacientes sentem-se flutuar e sobem rapidamente aos céus, ao mundo espiritual de luz - região bucólica, paradisíaca e de muito verde).



Nos relatos dos pacientes do Dr. Moody que passaram pela EQM, todos narram encontros com uma entidade bondosa e acolhedora que irradia amor e compreensão, que os ajuda revendo sua vida atual. Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) esse ser de luz se identifica como o(a) mentor(a) espiritual do paciente, que é uma entidade espiritual diretamente responsável pela evolução espiritual dele e que o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Seu(sua) mentor(a) espiritual o faz regredir para compreender os seus acertos e erros de suas vidas passadas e, com isso, compreender melhor sua vida atual e a origem de seus problemas.
Mas, tanto nos relatos dos pacientes que passaram pela EQM, como nos dos meus pacientes, o encontro com esses seres de luz - na maioria desses pacientes -, provocou profundas mudanças em sua vida atual.
Veja o caso de um paciente que, após ter revivido na TRE sua morte numa vida passada e de ter conversado com o seu mentor espiritual, transformou sua visão a seu respeito, com relação aos outros e à vida.

Caso Clínico: Secura de afeto
Homem de 30 anos, solteiro.


Veio ao meu consultório por conta de sua dificuldade de se relacionar com as pessoas, isto é, era muito agressivo, ansioso, impaciente, impulsivo e temperamental (explosivo, “pavio curto”). Não tinha muita paciência em lidar com os seus pacientes e colegas de trabalho - é médico obstetra -, chegando a destratá-los.
Evidentemente, tais comportamentos lhe traziam muitos dissabores e desafetos. Era também uma pessoa muito tímida, fechada e sisuda.
Desde criança sentia uma solidão (mesmo rodeado de gente) e uma tristeza profunda sem ter um motivo, uma causa real que justificasse tais sentimentos.
Ao regredir, me relatou:



“Vejo uma ponte de pedra, é noite, o lugar é muito frio (paciente começa a tremer bastante). Tem um rio embaixo, eu tenho que andar e atravessar a ponte. Estou sozinho, ahiii, que frio! (paciente fala tremendo todo).
Vejo uma casa grande, enorme, é um castelo. Estou entrando na casa, é muito iluminada, está quente, a casa tem uma lareira. Vou me aquecer, estou com muito frio.
Estou me aproximando da lareira, vou esquentar as minhas mãos... Estranho! Vejo minhas mãos escuras, como se fossem sombras”...

- Olhe para o seu corpo - peço ao paciente.
Não tenho um corpo definido, só vejo minha silhueta, sou como um vulto escuro”...

- Você sente os seus pés apoiados no chão? - Pergunto-lhe.
“Não, eu flutuo” - Paciente me responde.

- Então, você está em espírito, você está desencarnado! Só os espíritos flutuam, pairam no ar - explico ao paciente.
“Meu Deus, então eu estou morto?! (paciente chora copiosamente).
Agora, estou me vendo melhor, estou sujo, muito feio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e veja como você morreu - peço ao paciente.
“Sou gordo, forte, branco, alto. Meu rosto é redondo, bochechudo, nariz afilado, cabelos pretos, calço sapatos com fivelas. Devo ter uns 40 anos.
Vejo muitas mulheres conversando comigo, sou médico parteiro, faço muitos abortos. Minhas mãos estão cheias de sangue, fiz muitos abortos. Eram prostitutas, me davam muito dinheiro, moedas de ouro. Não tenho família, sou uma pessoa muito solitária e triste (pausa).
Agora estou vendo uma moça, deve ter 16, 17 anos.
Ela é linda, meiga, dócil!
É de uma família muito rica - o pai dela é o dono daquele castelo que vi no começo da regressão.
A moça veio ao meu consultório para se consultar... Na verdade, veio para se insinuar... Eu confundi as coisas porque além de ser seu médico, sou bem mais velho do que ela. Eu me empolgo, coloco-a no meu colo e a beijo. Ela também corresponde.
Mas na hora de fazer sexo, ela fica assustada e se recusa.
Eu a forço e ela começa a chorar, fica desesperada, começa a gritar, mas acabo obrigando-a a fazer sexo comigo. Ela contou para o pai dela.
Ele armou uma emboscada para mim. Recebi uma chamada falsa para atender uma gestante. Eu estava atravessando aquela ponte e me pegaram. São homens muito fortes, me amarraram com uma corda bem grossa, as minhas mãos estão amarradas para trás, presas a uma pedra grande, e me jogaram no rio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e perceba quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos - peço ao paciente.
“Eu grito, penso que joguei fora a minha vida por nada. Ela se insinuou, eu me sentia só, carente, e ela era muito linda, graciosa...
Sinto muito frio, meu espírito está saindo da água, estou flutuando.
Chego na porta daquele castelo... Entro e me aqueço naquela lareira (pausa). Esse castelo é onde mora aquela garota.
Eu vou até o quarto dela, passo a mão em seu cabelo. Ela está dormindo, olho para ela e lhe pergunto: “Por que você fez isso comigo”?
Chega um Ser de Luz, irradia uma luz muito clara, intensa, e me tira desse quarto, me leva para um lugar paradisíaco, um jardim muito bonito (plano espiritual de luz).
Agora estou numa cama, é um lugar muito claro. Vejo seres vestidos de branco (roupão branco), me colocam numa cama e estão me limpando, começam a tirar toda a sujeira do rio. Estou vomitando algo preto que saí pela minha boca, mas o lugar é muito limpo e branco. Estou deitado, vestindo também um roupão branco (pausa).
Agora estou em pé, sozinho nesse quarto... aquele Ser de luz aparece. Vejo-o melhor, é uma mulher. Ela me abraça, estou muito triste.
Ela põe a mão no meu coração e diz em pensamento (telepaticamente) para eu ficar calmo. Eu a abraço, chorando muito. Ela me fala (na verdade, eu leio o pensamento dela, pois ela não articula os lábios, não escuto a voz dela) que preciso reencarnar, pois tenho que aprender a amar por conta dessa vida passada.
Era muito tímido, muito fechado nessa existência passada, e tinha dificuldade de expressar afetividade, amor (paciente percebe que traz as mesmas dificuldades na vida atual). Falo que não quero reencarnar, mas ela diz que preciso voltar. Esclarece que muitos dos que matei - tirei suas vidas nessa vida passada pelos abortos que pratiquei -, vou precisar ajudar. Esclarece que irei ajudá-los, reencarnando novamente como médico obstetra, mas, desta vez, não para tirar vidas, e sim para gerá-las, ajudá-los a reencarnar através dos partos. Ela me diz: “Calma, relaxa, tira essa ruga da testa, não se preocupe, você vai conseguir cumprir seu propósito de vida nessa nova encarnação (vida atual)”.
Esse Ser de luz é uma senhora muito bonita, irradia muita luz, parece uma santa (chora emocionado).
Fala para ir com Deus, e que irei cumprir as minhas obrigações, mas tudo a seu tempo; reitera novamente para não me preocupar (pausa).
Estou sozinho agora, vejo uma luz dourada banhando o meu corpo. Vejo sair fótons (quantum de luz, partículas elementares - NDR) dos meus poros”.

- Como você se sente? - Pergunto ao paciente.
“Reconfortado, em paz, bastante sereno”.

Após essa sessão de regressão (era a 4ª sessão), paciente me disse que estava se sentindo mais tranqüilo, calmo. Antes do tratamento era tenso, irritadiço, estressado. Estava se sentindo mais solto, sereno, mudou até sua forma de respirar (respirava com dificuldade), agora respirava tranqüilamente, sem esforço.
Estava também menos ansioso, comendo mais devagar, degustando os alimentos (antes não mastigava, “engolia” a comida sem sentir o seu sabor).
Estava vendo a si e às pessoas com outros olhos. Percebeu que estava tratando os colegas de trabalho e seus pacientes com mais carinho e respeito, não mais de forma rude, agressiva.
Seus colegas de trabalho estavam estranhando seu comportamento respeitoso e calmo, antes agressivo e explosivo.
Em relação aos seus pacientes, se surpreendeu dando abraços acalorados - antes era seco -, quase não os olhava direito.
Disse-me que tinha resgatado sua capacidade de amar, não sabia que era disfuncional do ponto de vista amoroso, que não funcionava bem nessa área da ternura. Não sentia mais aquela tristeza e solidão, estava se sentindo muito bem.


Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
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publicado por espadadeogum às 21:45
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Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)


O Poder Transformador das Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)

:: Osvaldo Shimoda ::


Eu não acredito que a mente humana morra, porque está provado que a mente humana não conhece passado, nem presente, nem futuro; contudo, se ela pode prever acontecimentos futuros, está acima do tempo, e se está acima do tempo, não pode ficar trancafiada num corpo.
C. G. Jung


O termo Experiências de Quase-Morte (EQM) , tradução de Near-death experiences, cunhado pelo psiquiatra americano Raymond Moody Jr., surgiu com a publicação de seu livro A Vida Depois da Vida, em 1975 (Butterfly Editora).
Depois da publicação desse livro, o Dr. Moody investigou mais de mil casos de relatos de pacientes que tiveram uma Experiência de Quase-Morte, ou seja, de pacientes que tiveram uma parada cardio-respiratoria (morte clínica) e que foram ressuscitados pelos médicos no hospital. Os relatos desses pacientes que passaram pela E.Q.M., segundo o psiquiatra, são muito similares. Relatam que ouviram a notícia dada pelo médico de que estavam mortos, passaram rapidamente através de uma espécie de túnel em direção a uma luz e encontraram-se com seres de luz, sendo tomados por um sentimento indescritível de paz e serenidade.




Ao entrar no túnel - no fim dele -, quase sempre há uma luz. E ao entrar nessa luz, o ambiente é paradisíaco e lá se encontram com os espíritos de parentes desencarnados. Nesse lugar, ocorre uma recapitulação rápida, porém nítida, de toda sua vida atual como se tivessem vendo o filme de sua vida. A maioria desses pacientes se recusa a querer voltar para o seu corpo físico no hospital, porque as experiências de E.Q.M.realmente são muito agradáveis. Muitos ficaram bravos com seus médicos por trazê-los de volta.
A maioria dos pacientes chegou a relatar ao Dr. Moody que só voltaram porque tinham filhos para criar ou porque os cônjuges ou pais podiam sentir sua falta. Mas o que mais intrigou o Dr. Moody nos relatos desses pacientes foi que a maioria deles voltou profundamente modificada, transformada em sua visão a seu respeito, com relação às pessoas e ao mundo, perdendo o medo da morte e passando a viver com mais alegria, ética e destemor.

Na revista The Lancet (renomada revista médica internacional) foi publicado um relato de um médico que participou de uma pesquisa científica holandesa sobre E.Q.M. O médico que estava de plantão noturno na unidade coronariana, atendeu um paciente de 44 anos na porta do pronto-socorro (a ambulância trouxe o paciente), em coma, cianótico (extremidades arroxeadas) e em parada cardíaca. Ele recebeu ventilação artificial, massagem cardíaca e desfibrilação. Quando o médico foi encubá-lo, a sua dentadura caiu e o médico a apanhou do chão e a colocou rapidamente sobre o carrinho de atendimento. Após uma semana - depois de conseguir ressuscitar o seu coração - o médico se encontrou novamente com o paciente, desta vez restabelecido no leito de seu quarto do hospital.




O paciente ao ver o médico perguntou: Doutor, onde está a minha dentadura? Quando a ambulância me trouxe para o hospital e o senhor foi me entubar, a dentadura caiu e o senhor rapidamente a pegou e a colocou em cima do carrinho.
Estupefato, o médico questionou o paciente querendo saber como ele sabia desses detalhes, estando em coma profundo, com o coração parado...
O paciente lhe informou que vira a si próprio na maca - de uma perspectiva de cima -, viu a equipe médica tentando reanimar o seu coração. Descreveu corretamente, em detalhes, a pequena sala em que fora atendido.
Disse que tentou desesperadamente e sem sucesso mostrar que ainda estava vivo e que a equipe médica deveria prosseguir com as manobras de ressuscitação. O paciente relatou ao médico que estava profundamente impressionado pela sua experiência e que não tinha mais medo de morrer.
Quatro semanas depois, teve alta hospitalar em boas condições de saúde.

Pesquisa realizada em 1982 pelo Instituto Gallup dos EUA apontou que cerca de oito milhões de norte-americanos passaram pela experiência da morte súbita interrompida, a EQM.
No Brasil, ainda não existe nenhum tipo de estatística de EQM.
Apesar das inúmeras pesquisas realizadas com relação às Experiências de Quase-Morte, muitos médicos e cientistas afirmam que a EQM, na verdade, é causada pela insuficiência de oxigênio no cérebro (hipóxia). Portanto, para eles, a EQM é um fenômeno fisiológico cerebral, e isso explicaria as imagens que os pacientes têm de seres de luz, túneis, experiências extra-corpóreas (saída do corpo), etc.
Vê-se que é uma teoria que não tem lógica. Como um paciente que sofreu uma parada cardíaca por vários minutos, em estado de coma descreveu detalhadamente as manobras feitas pela equipe médica mencionada acima? Será que uma mera alucinação visual decorrente de uma falta de oxigenação cerebral seria capaz de provocar na maioria dos pacientes uma mudança tão profunda em seus valores de vida e crença?

Quero aqui reiterar o meu apoio à pesquisa do Dr. Raymond Moody Jr. sobre a EQM como uma experiência enriquecedora e transformadora, porque vai de encontro aos relatos de meus pacientes que se submeteram à Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) e que tiveram muitas das experiências similares às dos pacientes que se aproximavam da morte entrevistados pelo Dr. Moody.
Os leitores que vêm acompanhando os relatos dos meus pacientes (casos clínicos) no site Somos Todos Um podem perceber que nas sessões de regressão eles passam por alguns dos sintomas da EQM (sensação de estar fora do corpo, sensação real de paz, região escura ou enevoada, seres de luz - mentores espirituais -, parentes desencarnados, revisão da vida (mentor mostra suas vidas passadas e a atual como num filme), ascensão rápida ao céu (após revivenciar sua morte numa vida passada, muitos pacientes sentem-se flutuar e sobem rapidamente aos céus, ao mundo espiritual de luz - região bucólica, paradisíaca e de muito verde).



Nos relatos dos pacientes do Dr. Moody que passaram pela EQM, todos narram encontros com uma entidade bondosa e acolhedora que irradia amor e compreensão, que os ajuda revendo sua vida atual. Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) esse ser de luz se identifica como o(a) mentor(a) espiritual do paciente, que é uma entidade espiritual diretamente responsável pela evolução espiritual dele e que o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Seu(sua) mentor(a) espiritual o faz regredir para compreender os seus acertos e erros de suas vidas passadas e, com isso, compreender melhor sua vida atual e a origem de seus problemas.
Mas, tanto nos relatos dos pacientes que passaram pela EQM, como nos dos meus pacientes, o encontro com esses seres de luz - na maioria desses pacientes -, provocou profundas mudanças em sua vida atual.
Veja o caso de um paciente que, após ter revivido na TRE sua morte numa vida passada e de ter conversado com o seu mentor espiritual, transformou sua visão a seu respeito, com relação aos outros e à vida.

Caso Clínico: Secura de afeto
Homem de 30 anos, solteiro.


Veio ao meu consultório por conta de sua dificuldade de se relacionar com as pessoas, isto é, era muito agressivo, ansioso, impaciente, impulsivo e temperamental (explosivo, “pavio curto”). Não tinha muita paciência em lidar com os seus pacientes e colegas de trabalho - é médico obstetra -, chegando a destratá-los.
Evidentemente, tais comportamentos lhe traziam muitos dissabores e desafetos. Era também uma pessoa muito tímida, fechada e sisuda.
Desde criança sentia uma solidão (mesmo rodeado de gente) e uma tristeza profunda sem ter um motivo, uma causa real que justificasse tais sentimentos.
Ao regredir, me relatou:



“Vejo uma ponte de pedra, é noite, o lugar é muito frio (paciente começa a tremer bastante). Tem um rio embaixo, eu tenho que andar e atravessar a ponte. Estou sozinho, ahiii, que frio! (paciente fala tremendo todo).
Vejo uma casa grande, enorme, é um castelo. Estou entrando na casa, é muito iluminada, está quente, a casa tem uma lareira. Vou me aquecer, estou com muito frio.
Estou me aproximando da lareira, vou esquentar as minhas mãos... Estranho! Vejo minhas mãos escuras, como se fossem sombras”...

- Olhe para o seu corpo - peço ao paciente.
Não tenho um corpo definido, só vejo minha silhueta, sou como um vulto escuro”...

- Você sente os seus pés apoiados no chão? - Pergunto-lhe.
“Não, eu flutuo” - Paciente me responde.

- Então, você está em espírito, você está desencarnado! Só os espíritos flutuam, pairam no ar - explico ao paciente.
“Meu Deus, então eu estou morto?! (paciente chora copiosamente).
Agora, estou me vendo melhor, estou sujo, muito feio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e veja como você morreu - peço ao paciente.
“Sou gordo, forte, branco, alto. Meu rosto é redondo, bochechudo, nariz afilado, cabelos pretos, calço sapatos com fivelas. Devo ter uns 40 anos.
Vejo muitas mulheres conversando comigo, sou médico parteiro, faço muitos abortos. Minhas mãos estão cheias de sangue, fiz muitos abortos. Eram prostitutas, me davam muito dinheiro, moedas de ouro. Não tenho família, sou uma pessoa muito solitária e triste (pausa).
Agora estou vendo uma moça, deve ter 16, 17 anos.
Ela é linda, meiga, dócil!
É de uma família muito rica - o pai dela é o dono daquele castelo que vi no começo da regressão.
A moça veio ao meu consultório para se consultar... Na verdade, veio para se insinuar... Eu confundi as coisas porque além de ser seu médico, sou bem mais velho do que ela. Eu me empolgo, coloco-a no meu colo e a beijo. Ela também corresponde.
Mas na hora de fazer sexo, ela fica assustada e se recusa.
Eu a forço e ela começa a chorar, fica desesperada, começa a gritar, mas acabo obrigando-a a fazer sexo comigo. Ela contou para o pai dela.
Ele armou uma emboscada para mim. Recebi uma chamada falsa para atender uma gestante. Eu estava atravessando aquela ponte e me pegaram. São homens muito fortes, me amarraram com uma corda bem grossa, as minhas mãos estão amarradas para trás, presas a uma pedra grande, e me jogaram no rio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e perceba quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos - peço ao paciente.
“Eu grito, penso que joguei fora a minha vida por nada. Ela se insinuou, eu me sentia só, carente, e ela era muito linda, graciosa...
Sinto muito frio, meu espírito está saindo da água, estou flutuando.
Chego na porta daquele castelo... Entro e me aqueço naquela lareira (pausa). Esse castelo é onde mora aquela garota.
Eu vou até o quarto dela, passo a mão em seu cabelo. Ela está dormindo, olho para ela e lhe pergunto: “Por que você fez isso comigo”?
Chega um Ser de Luz, irradia uma luz muito clara, intensa, e me tira desse quarto, me leva para um lugar paradisíaco, um jardim muito bonito (plano espiritual de luz).
Agora estou numa cama, é um lugar muito claro. Vejo seres vestidos de branco (roupão branco), me colocam numa cama e estão me limpando, começam a tirar toda a sujeira do rio. Estou vomitando algo preto que saí pela minha boca, mas o lugar é muito limpo e branco. Estou deitado, vestindo também um roupão branco (pausa).
Agora estou em pé, sozinho nesse quarto... aquele Ser de luz aparece. Vejo-o melhor, é uma mulher. Ela me abraça, estou muito triste.
Ela põe a mão no meu coração e diz em pensamento (telepaticamente) para eu ficar calmo. Eu a abraço, chorando muito. Ela me fala (na verdade, eu leio o pensamento dela, pois ela não articula os lábios, não escuto a voz dela) que preciso reencarnar, pois tenho que aprender a amar por conta dessa vida passada.
Era muito tímido, muito fechado nessa existência passada, e tinha dificuldade de expressar afetividade, amor (paciente percebe que traz as mesmas dificuldades na vida atual). Falo que não quero reencarnar, mas ela diz que preciso voltar. Esclarece que muitos dos que matei - tirei suas vidas nessa vida passada pelos abortos que pratiquei -, vou precisar ajudar. Esclarece que irei ajudá-los, reencarnando novamente como médico obstetra, mas, desta vez, não para tirar vidas, e sim para gerá-las, ajudá-los a reencarnar através dos partos. Ela me diz: “Calma, relaxa, tira essa ruga da testa, não se preocupe, você vai conseguir cumprir seu propósito de vida nessa nova encarnação (vida atual)”.
Esse Ser de luz é uma senhora muito bonita, irradia muita luz, parece uma santa (chora emocionado).
Fala para ir com Deus, e que irei cumprir as minhas obrigações, mas tudo a seu tempo; reitera novamente para não me preocupar (pausa).
Estou sozinho agora, vejo uma luz dourada banhando o meu corpo. Vejo sair fótons (quantum de luz, partículas elementares - NDR) dos meus poros”.

- Como você se sente? - Pergunto ao paciente.
“Reconfortado, em paz, bastante sereno”.

Após essa sessão de regressão (era a 4ª sessão), paciente me disse que estava se sentindo mais tranqüilo, calmo. Antes do tratamento era tenso, irritadiço, estressado. Estava se sentindo mais solto, sereno, mudou até sua forma de respirar (respirava com dificuldade), agora respirava tranqüilamente, sem esforço.
Estava também menos ansioso, comendo mais devagar, degustando os alimentos (antes não mastigava, “engolia” a comida sem sentir o seu sabor).
Estava vendo a si e às pessoas com outros olhos. Percebeu que estava tratando os colegas de trabalho e seus pacientes com mais carinho e respeito, não mais de forma rude, agressiva.
Seus colegas de trabalho estavam estranhando seu comportamento respeitoso e calmo, antes agressivo e explosivo.
Em relação aos seus pacientes, se surpreendeu dando abraços acalorados - antes era seco -, quase não os olhava direito.
Disse-me que tinha resgatado sua capacidade de amar, não sabia que era disfuncional do ponto de vista amoroso, que não funcionava bem nessa área da ternura. Não sentia mais aquela tristeza e solidão, estava se sentindo muito bem.


Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
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O Poder Transformador das Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)

:: Osvaldo Shimoda ::


Eu não acredito que a mente humana morra, porque está provado que a mente humana não conhece passado, nem presente, nem futuro; contudo, se ela pode prever acontecimentos futuros, está acima do tempo, e se está acima do tempo, não pode ficar trancafiada num corpo.
C. G. Jung


O termo Experiências de Quase-Morte (EQM) , tradução de Near-death experiences, cunhado pelo psiquiatra americano Raymond Moody Jr., surgiu com a publicação de seu livro A Vida Depois da Vida, em 1975 (Butterfly Editora).
Depois da publicação desse livro, o Dr. Moody investigou mais de mil casos de relatos de pacientes que tiveram uma Experiência de Quase-Morte, ou seja, de pacientes que tiveram uma parada cardio-respiratoria (morte clínica) e que foram ressuscitados pelos médicos no hospital. Os relatos desses pacientes que passaram pela E.Q.M., segundo o psiquiatra, são muito similares. Relatam que ouviram a notícia dada pelo médico de que estavam mortos, passaram rapidamente através de uma espécie de túnel em direção a uma luz e encontraram-se com seres de luz, sendo tomados por um sentimento indescritível de paz e serenidade.




Ao entrar no túnel - no fim dele -, quase sempre há uma luz. E ao entrar nessa luz, o ambiente é paradisíaco e lá se encontram com os espíritos de parentes desencarnados. Nesse lugar, ocorre uma recapitulação rápida, porém nítida, de toda sua vida atual como se tivessem vendo o filme de sua vida. A maioria desses pacientes se recusa a querer voltar para o seu corpo físico no hospital, porque as experiências de E.Q.M.realmente são muito agradáveis. Muitos ficaram bravos com seus médicos por trazê-los de volta.
A maioria dos pacientes chegou a relatar ao Dr. Moody que só voltaram porque tinham filhos para criar ou porque os cônjuges ou pais podiam sentir sua falta. Mas o que mais intrigou o Dr. Moody nos relatos desses pacientes foi que a maioria deles voltou profundamente modificada, transformada em sua visão a seu respeito, com relação às pessoas e ao mundo, perdendo o medo da morte e passando a viver com mais alegria, ética e destemor.

Na revista The Lancet (renomada revista médica internacional) foi publicado um relato de um médico que participou de uma pesquisa científica holandesa sobre E.Q.M. O médico que estava de plantão noturno na unidade coronariana, atendeu um paciente de 44 anos na porta do pronto-socorro (a ambulância trouxe o paciente), em coma, cianótico (extremidades arroxeadas) e em parada cardíaca. Ele recebeu ventilação artificial, massagem cardíaca e desfibrilação. Quando o médico foi encubá-lo, a sua dentadura caiu e o médico a apanhou do chão e a colocou rapidamente sobre o carrinho de atendimento. Após uma semana - depois de conseguir ressuscitar o seu coração - o médico se encontrou novamente com o paciente, desta vez restabelecido no leito de seu quarto do hospital.




O paciente ao ver o médico perguntou: Doutor, onde está a minha dentadura? Quando a ambulância me trouxe para o hospital e o senhor foi me entubar, a dentadura caiu e o senhor rapidamente a pegou e a colocou em cima do carrinho.
Estupefato, o médico questionou o paciente querendo saber como ele sabia desses detalhes, estando em coma profundo, com o coração parado...
O paciente lhe informou que vira a si próprio na maca - de uma perspectiva de cima -, viu a equipe médica tentando reanimar o seu coração. Descreveu corretamente, em detalhes, a pequena sala em que fora atendido.
Disse que tentou desesperadamente e sem sucesso mostrar que ainda estava vivo e que a equipe médica deveria prosseguir com as manobras de ressuscitação. O paciente relatou ao médico que estava profundamente impressionado pela sua experiência e que não tinha mais medo de morrer.
Quatro semanas depois, teve alta hospitalar em boas condições de saúde.

Pesquisa realizada em 1982 pelo Instituto Gallup dos EUA apontou que cerca de oito milhões de norte-americanos passaram pela experiência da morte súbita interrompida, a EQM.
No Brasil, ainda não existe nenhum tipo de estatística de EQM.
Apesar das inúmeras pesquisas realizadas com relação às Experiências de Quase-Morte, muitos médicos e cientistas afirmam que a EQM, na verdade, é causada pela insuficiência de oxigênio no cérebro (hipóxia). Portanto, para eles, a EQM é um fenômeno fisiológico cerebral, e isso explicaria as imagens que os pacientes têm de seres de luz, túneis, experiências extra-corpóreas (saída do corpo), etc.
Vê-se que é uma teoria que não tem lógica. Como um paciente que sofreu uma parada cardíaca por vários minutos, em estado de coma descreveu detalhadamente as manobras feitas pela equipe médica mencionada acima? Será que uma mera alucinação visual decorrente de uma falta de oxigenação cerebral seria capaz de provocar na maioria dos pacientes uma mudança tão profunda em seus valores de vida e crença?

Quero aqui reiterar o meu apoio à pesquisa do Dr. Raymond Moody Jr. sobre a EQM como uma experiência enriquecedora e transformadora, porque vai de encontro aos relatos de meus pacientes que se submeteram à Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) e que tiveram muitas das experiências similares às dos pacientes que se aproximavam da morte entrevistados pelo Dr. Moody.
Os leitores que vêm acompanhando os relatos dos meus pacientes (casos clínicos) no site Somos Todos Um podem perceber que nas sessões de regressão eles passam por alguns dos sintomas da EQM (sensação de estar fora do corpo, sensação real de paz, região escura ou enevoada, seres de luz - mentores espirituais -, parentes desencarnados, revisão da vida (mentor mostra suas vidas passadas e a atual como num filme), ascensão rápida ao céu (após revivenciar sua morte numa vida passada, muitos pacientes sentem-se flutuar e sobem rapidamente aos céus, ao mundo espiritual de luz - região bucólica, paradisíaca e de muito verde).



Nos relatos dos pacientes do Dr. Moody que passaram pela EQM, todos narram encontros com uma entidade bondosa e acolhedora que irradia amor e compreensão, que os ajuda revendo sua vida atual. Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) esse ser de luz se identifica como o(a) mentor(a) espiritual do paciente, que é uma entidade espiritual diretamente responsável pela evolução espiritual dele e que o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Seu(sua) mentor(a) espiritual o faz regredir para compreender os seus acertos e erros de suas vidas passadas e, com isso, compreender melhor sua vida atual e a origem de seus problemas.
Mas, tanto nos relatos dos pacientes que passaram pela EQM, como nos dos meus pacientes, o encontro com esses seres de luz - na maioria desses pacientes -, provocou profundas mudanças em sua vida atual.
Veja o caso de um paciente que, após ter revivido na TRE sua morte numa vida passada e de ter conversado com o seu mentor espiritual, transformou sua visão a seu respeito, com relação aos outros e à vida.

Caso Clínico: Secura de afeto
Homem de 30 anos, solteiro.


Veio ao meu consultório por conta de sua dificuldade de se relacionar com as pessoas, isto é, era muito agressivo, ansioso, impaciente, impulsivo e temperamental (explosivo, “pavio curto”). Não tinha muita paciência em lidar com os seus pacientes e colegas de trabalho - é médico obstetra -, chegando a destratá-los.
Evidentemente, tais comportamentos lhe traziam muitos dissabores e desafetos. Era também uma pessoa muito tímida, fechada e sisuda.
Desde criança sentia uma solidão (mesmo rodeado de gente) e uma tristeza profunda sem ter um motivo, uma causa real que justificasse tais sentimentos.
Ao regredir, me relatou:



“Vejo uma ponte de pedra, é noite, o lugar é muito frio (paciente começa a tremer bastante). Tem um rio embaixo, eu tenho que andar e atravessar a ponte. Estou sozinho, ahiii, que frio! (paciente fala tremendo todo).
Vejo uma casa grande, enorme, é um castelo. Estou entrando na casa, é muito iluminada, está quente, a casa tem uma lareira. Vou me aquecer, estou com muito frio.
Estou me aproximando da lareira, vou esquentar as minhas mãos... Estranho! Vejo minhas mãos escuras, como se fossem sombras”...

- Olhe para o seu corpo - peço ao paciente.
Não tenho um corpo definido, só vejo minha silhueta, sou como um vulto escuro”...

- Você sente os seus pés apoiados no chão? - Pergunto-lhe.
“Não, eu flutuo” - Paciente me responde.

- Então, você está em espírito, você está desencarnado! Só os espíritos flutuam, pairam no ar - explico ao paciente.
“Meu Deus, então eu estou morto?! (paciente chora copiosamente).
Agora, estou me vendo melhor, estou sujo, muito feio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e veja como você morreu - peço ao paciente.
“Sou gordo, forte, branco, alto. Meu rosto é redondo, bochechudo, nariz afilado, cabelos pretos, calço sapatos com fivelas. Devo ter uns 40 anos.
Vejo muitas mulheres conversando comigo, sou médico parteiro, faço muitos abortos. Minhas mãos estão cheias de sangue, fiz muitos abortos. Eram prostitutas, me davam muito dinheiro, moedas de ouro. Não tenho família, sou uma pessoa muito solitária e triste (pausa).
Agora estou vendo uma moça, deve ter 16, 17 anos.
Ela é linda, meiga, dócil!
É de uma família muito rica - o pai dela é o dono daquele castelo que vi no começo da regressão.
A moça veio ao meu consultório para se consultar... Na verdade, veio para se insinuar... Eu confundi as coisas porque além de ser seu médico, sou bem mais velho do que ela. Eu me empolgo, coloco-a no meu colo e a beijo. Ela também corresponde.
Mas na hora de fazer sexo, ela fica assustada e se recusa.
Eu a forço e ela começa a chorar, fica desesperada, começa a gritar, mas acabo obrigando-a a fazer sexo comigo. Ela contou para o pai dela.
Ele armou uma emboscada para mim. Recebi uma chamada falsa para atender uma gestante. Eu estava atravessando aquela ponte e me pegaram. São homens muito fortes, me amarraram com uma corda bem grossa, as minhas mãos estão amarradas para trás, presas a uma pedra grande, e me jogaram no rio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e perceba quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos - peço ao paciente.
“Eu grito, penso que joguei fora a minha vida por nada. Ela se insinuou, eu me sentia só, carente, e ela era muito linda, graciosa...
Sinto muito frio, meu espírito está saindo da água, estou flutuando.
Chego na porta daquele castelo... Entro e me aqueço naquela lareira (pausa). Esse castelo é onde mora aquela garota.
Eu vou até o quarto dela, passo a mão em seu cabelo. Ela está dormindo, olho para ela e lhe pergunto: “Por que você fez isso comigo”?
Chega um Ser de Luz, irradia uma luz muito clara, intensa, e me tira desse quarto, me leva para um lugar paradisíaco, um jardim muito bonito (plano espiritual de luz).
Agora estou numa cama, é um lugar muito claro. Vejo seres vestidos de branco (roupão branco), me colocam numa cama e estão me limpando, começam a tirar toda a sujeira do rio. Estou vomitando algo preto que saí pela minha boca, mas o lugar é muito limpo e branco. Estou deitado, vestindo também um roupão branco (pausa).
Agora estou em pé, sozinho nesse quarto... aquele Ser de luz aparece. Vejo-o melhor, é uma mulher. Ela me abraça, estou muito triste.
Ela põe a mão no meu coração e diz em pensamento (telepaticamente) para eu ficar calmo. Eu a abraço, chorando muito. Ela me fala (na verdade, eu leio o pensamento dela, pois ela não articula os lábios, não escuto a voz dela) que preciso reencarnar, pois tenho que aprender a amar por conta dessa vida passada.
Era muito tímido, muito fechado nessa existência passada, e tinha dificuldade de expressar afetividade, amor (paciente percebe que traz as mesmas dificuldades na vida atual). Falo que não quero reencarnar, mas ela diz que preciso voltar. Esclarece que muitos dos que matei - tirei suas vidas nessa vida passada pelos abortos que pratiquei -, vou precisar ajudar. Esclarece que irei ajudá-los, reencarnando novamente como médico obstetra, mas, desta vez, não para tirar vidas, e sim para gerá-las, ajudá-los a reencarnar através dos partos. Ela me diz: “Calma, relaxa, tira essa ruga da testa, não se preocupe, você vai conseguir cumprir seu propósito de vida nessa nova encarnação (vida atual)”.
Esse Ser de luz é uma senhora muito bonita, irradia muita luz, parece uma santa (chora emocionado).
Fala para ir com Deus, e que irei cumprir as minhas obrigações, mas tudo a seu tempo; reitera novamente para não me preocupar (pausa).
Estou sozinho agora, vejo uma luz dourada banhando o meu corpo. Vejo sair fótons (quantum de luz, partículas elementares - NDR) dos meus poros”.

- Como você se sente? - Pergunto ao paciente.
“Reconfortado, em paz, bastante sereno”.

Após essa sessão de regressão (era a 4ª sessão), paciente me disse que estava se sentindo mais tranqüilo, calmo. Antes do tratamento era tenso, irritadiço, estressado. Estava se sentindo mais solto, sereno, mudou até sua forma de respirar (respirava com dificuldade), agora respirava tranqüilamente, sem esforço.
Estava também menos ansioso, comendo mais devagar, degustando os alimentos (antes não mastigava, “engolia” a comida sem sentir o seu sabor).
Estava vendo a si e às pessoas com outros olhos. Percebeu que estava tratando os colegas de trabalho e seus pacientes com mais carinho e respeito, não mais de forma rude, agressiva.
Seus colegas de trabalho estavam estranhando seu comportamento respeitoso e calmo, antes agressivo e explosivo.
Em relação aos seus pacientes, se surpreendeu dando abraços acalorados - antes era seco -, quase não os olhava direito.
Disse-me que tinha resgatado sua capacidade de amar, não sabia que era disfuncional do ponto de vista amoroso, que não funcionava bem nessa área da ternura. Não sentia mais aquela tristeza e solidão, estava se sentindo muito bem.


Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
tags:
publicado por espadadeogum às 21:45
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Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)


O Poder Transformador das Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)

:: Osvaldo Shimoda ::


Eu não acredito que a mente humana morra, porque está provado que a mente humana não conhece passado, nem presente, nem futuro; contudo, se ela pode prever acontecimentos futuros, está acima do tempo, e se está acima do tempo, não pode ficar trancafiada num corpo.
C. G. Jung


O termo Experiências de Quase-Morte (EQM) , tradução de Near-death experiences, cunhado pelo psiquiatra americano Raymond Moody Jr., surgiu com a publicação de seu livro A Vida Depois da Vida, em 1975 (Butterfly Editora).
Depois da publicação desse livro, o Dr. Moody investigou mais de mil casos de relatos de pacientes que tiveram uma Experiência de Quase-Morte, ou seja, de pacientes que tiveram uma parada cardio-respiratoria (morte clínica) e que foram ressuscitados pelos médicos no hospital. Os relatos desses pacientes que passaram pela E.Q.M., segundo o psiquiatra, são muito similares. Relatam que ouviram a notícia dada pelo médico de que estavam mortos, passaram rapidamente através de uma espécie de túnel em direção a uma luz e encontraram-se com seres de luz, sendo tomados por um sentimento indescritível de paz e serenidade.




Ao entrar no túnel - no fim dele -, quase sempre há uma luz. E ao entrar nessa luz, o ambiente é paradisíaco e lá se encontram com os espíritos de parentes desencarnados. Nesse lugar, ocorre uma recapitulação rápida, porém nítida, de toda sua vida atual como se tivessem vendo o filme de sua vida. A maioria desses pacientes se recusa a querer voltar para o seu corpo físico no hospital, porque as experiências de E.Q.M.realmente são muito agradáveis. Muitos ficaram bravos com seus médicos por trazê-los de volta.
A maioria dos pacientes chegou a relatar ao Dr. Moody que só voltaram porque tinham filhos para criar ou porque os cônjuges ou pais podiam sentir sua falta. Mas o que mais intrigou o Dr. Moody nos relatos desses pacientes foi que a maioria deles voltou profundamente modificada, transformada em sua visão a seu respeito, com relação às pessoas e ao mundo, perdendo o medo da morte e passando a viver com mais alegria, ética e destemor.

Na revista The Lancet (renomada revista médica internacional) foi publicado um relato de um médico que participou de uma pesquisa científica holandesa sobre E.Q.M. O médico que estava de plantão noturno na unidade coronariana, atendeu um paciente de 44 anos na porta do pronto-socorro (a ambulância trouxe o paciente), em coma, cianótico (extremidades arroxeadas) e em parada cardíaca. Ele recebeu ventilação artificial, massagem cardíaca e desfibrilação. Quando o médico foi encubá-lo, a sua dentadura caiu e o médico a apanhou do chão e a colocou rapidamente sobre o carrinho de atendimento. Após uma semana - depois de conseguir ressuscitar o seu coração - o médico se encontrou novamente com o paciente, desta vez restabelecido no leito de seu quarto do hospital.




O paciente ao ver o médico perguntou: Doutor, onde está a minha dentadura? Quando a ambulância me trouxe para o hospital e o senhor foi me entubar, a dentadura caiu e o senhor rapidamente a pegou e a colocou em cima do carrinho.
Estupefato, o médico questionou o paciente querendo saber como ele sabia desses detalhes, estando em coma profundo, com o coração parado...
O paciente lhe informou que vira a si próprio na maca - de uma perspectiva de cima -, viu a equipe médica tentando reanimar o seu coração. Descreveu corretamente, em detalhes, a pequena sala em que fora atendido.
Disse que tentou desesperadamente e sem sucesso mostrar que ainda estava vivo e que a equipe médica deveria prosseguir com as manobras de ressuscitação. O paciente relatou ao médico que estava profundamente impressionado pela sua experiência e que não tinha mais medo de morrer.
Quatro semanas depois, teve alta hospitalar em boas condições de saúde.

Pesquisa realizada em 1982 pelo Instituto Gallup dos EUA apontou que cerca de oito milhões de norte-americanos passaram pela experiência da morte súbita interrompida, a EQM.
No Brasil, ainda não existe nenhum tipo de estatística de EQM.
Apesar das inúmeras pesquisas realizadas com relação às Experiências de Quase-Morte, muitos médicos e cientistas afirmam que a EQM, na verdade, é causada pela insuficiência de oxigênio no cérebro (hipóxia). Portanto, para eles, a EQM é um fenômeno fisiológico cerebral, e isso explicaria as imagens que os pacientes têm de seres de luz, túneis, experiências extra-corpóreas (saída do corpo), etc.
Vê-se que é uma teoria que não tem lógica. Como um paciente que sofreu uma parada cardíaca por vários minutos, em estado de coma descreveu detalhadamente as manobras feitas pela equipe médica mencionada acima? Será que uma mera alucinação visual decorrente de uma falta de oxigenação cerebral seria capaz de provocar na maioria dos pacientes uma mudança tão profunda em seus valores de vida e crença?

Quero aqui reiterar o meu apoio à pesquisa do Dr. Raymond Moody Jr. sobre a EQM como uma experiência enriquecedora e transformadora, porque vai de encontro aos relatos de meus pacientes que se submeteram à Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) e que tiveram muitas das experiências similares às dos pacientes que se aproximavam da morte entrevistados pelo Dr. Moody.
Os leitores que vêm acompanhando os relatos dos meus pacientes (casos clínicos) no site Somos Todos Um podem perceber que nas sessões de regressão eles passam por alguns dos sintomas da EQM (sensação de estar fora do corpo, sensação real de paz, região escura ou enevoada, seres de luz - mentores espirituais -, parentes desencarnados, revisão da vida (mentor mostra suas vidas passadas e a atual como num filme), ascensão rápida ao céu (após revivenciar sua morte numa vida passada, muitos pacientes sentem-se flutuar e sobem rapidamente aos céus, ao mundo espiritual de luz - região bucólica, paradisíaca e de muito verde).



Nos relatos dos pacientes do Dr. Moody que passaram pela EQM, todos narram encontros com uma entidade bondosa e acolhedora que irradia amor e compreensão, que os ajuda revendo sua vida atual. Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) esse ser de luz se identifica como o(a) mentor(a) espiritual do paciente, que é uma entidade espiritual diretamente responsável pela evolução espiritual dele e que o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Seu(sua) mentor(a) espiritual o faz regredir para compreender os seus acertos e erros de suas vidas passadas e, com isso, compreender melhor sua vida atual e a origem de seus problemas.
Mas, tanto nos relatos dos pacientes que passaram pela EQM, como nos dos meus pacientes, o encontro com esses seres de luz - na maioria desses pacientes -, provocou profundas mudanças em sua vida atual.
Veja o caso de um paciente que, após ter revivido na TRE sua morte numa vida passada e de ter conversado com o seu mentor espiritual, transformou sua visão a seu respeito, com relação aos outros e à vida.

Caso Clínico: Secura de afeto
Homem de 30 anos, solteiro.


Veio ao meu consultório por conta de sua dificuldade de se relacionar com as pessoas, isto é, era muito agressivo, ansioso, impaciente, impulsivo e temperamental (explosivo, “pavio curto”). Não tinha muita paciência em lidar com os seus pacientes e colegas de trabalho - é médico obstetra -, chegando a destratá-los.
Evidentemente, tais comportamentos lhe traziam muitos dissabores e desafetos. Era também uma pessoa muito tímida, fechada e sisuda.
Desde criança sentia uma solidão (mesmo rodeado de gente) e uma tristeza profunda sem ter um motivo, uma causa real que justificasse tais sentimentos.
Ao regredir, me relatou:



“Vejo uma ponte de pedra, é noite, o lugar é muito frio (paciente começa a tremer bastante). Tem um rio embaixo, eu tenho que andar e atravessar a ponte. Estou sozinho, ahiii, que frio! (paciente fala tremendo todo).
Vejo uma casa grande, enorme, é um castelo. Estou entrando na casa, é muito iluminada, está quente, a casa tem uma lareira. Vou me aquecer, estou com muito frio.
Estou me aproximando da lareira, vou esquentar as minhas mãos... Estranho! Vejo minhas mãos escuras, como se fossem sombras”...

- Olhe para o seu corpo - peço ao paciente.
Não tenho um corpo definido, só vejo minha silhueta, sou como um vulto escuro”...

- Você sente os seus pés apoiados no chão? - Pergunto-lhe.
“Não, eu flutuo” - Paciente me responde.

- Então, você está em espírito, você está desencarnado! Só os espíritos flutuam, pairam no ar - explico ao paciente.
“Meu Deus, então eu estou morto?! (paciente chora copiosamente).
Agora, estou me vendo melhor, estou sujo, muito feio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e veja como você morreu - peço ao paciente.
“Sou gordo, forte, branco, alto. Meu rosto é redondo, bochechudo, nariz afilado, cabelos pretos, calço sapatos com fivelas. Devo ter uns 40 anos.
Vejo muitas mulheres conversando comigo, sou médico parteiro, faço muitos abortos. Minhas mãos estão cheias de sangue, fiz muitos abortos. Eram prostitutas, me davam muito dinheiro, moedas de ouro. Não tenho família, sou uma pessoa muito solitária e triste (pausa).
Agora estou vendo uma moça, deve ter 16, 17 anos.
Ela é linda, meiga, dócil!
É de uma família muito rica - o pai dela é o dono daquele castelo que vi no começo da regressão.
A moça veio ao meu consultório para se consultar... Na verdade, veio para se insinuar... Eu confundi as coisas porque além de ser seu médico, sou bem mais velho do que ela. Eu me empolgo, coloco-a no meu colo e a beijo. Ela também corresponde.
Mas na hora de fazer sexo, ela fica assustada e se recusa.
Eu a forço e ela começa a chorar, fica desesperada, começa a gritar, mas acabo obrigando-a a fazer sexo comigo. Ela contou para o pai dela.
Ele armou uma emboscada para mim. Recebi uma chamada falsa para atender uma gestante. Eu estava atravessando aquela ponte e me pegaram. São homens muito fortes, me amarraram com uma corda bem grossa, as minhas mãos estão amarradas para trás, presas a uma pedra grande, e me jogaram no rio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e perceba quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos - peço ao paciente.
“Eu grito, penso que joguei fora a minha vida por nada. Ela se insinuou, eu me sentia só, carente, e ela era muito linda, graciosa...
Sinto muito frio, meu espírito está saindo da água, estou flutuando.
Chego na porta daquele castelo... Entro e me aqueço naquela lareira (pausa). Esse castelo é onde mora aquela garota.
Eu vou até o quarto dela, passo a mão em seu cabelo. Ela está dormindo, olho para ela e lhe pergunto: “Por que você fez isso comigo”?
Chega um Ser de Luz, irradia uma luz muito clara, intensa, e me tira desse quarto, me leva para um lugar paradisíaco, um jardim muito bonito (plano espiritual de luz).
Agora estou numa cama, é um lugar muito claro. Vejo seres vestidos de branco (roupão branco), me colocam numa cama e estão me limpando, começam a tirar toda a sujeira do rio. Estou vomitando algo preto que saí pela minha boca, mas o lugar é muito limpo e branco. Estou deitado, vestindo também um roupão branco (pausa).
Agora estou em pé, sozinho nesse quarto... aquele Ser de luz aparece. Vejo-o melhor, é uma mulher. Ela me abraça, estou muito triste.
Ela põe a mão no meu coração e diz em pensamento (telepaticamente) para eu ficar calmo. Eu a abraço, chorando muito. Ela me fala (na verdade, eu leio o pensamento dela, pois ela não articula os lábios, não escuto a voz dela) que preciso reencarnar, pois tenho que aprender a amar por conta dessa vida passada.
Era muito tímido, muito fechado nessa existência passada, e tinha dificuldade de expressar afetividade, amor (paciente percebe que traz as mesmas dificuldades na vida atual). Falo que não quero reencarnar, mas ela diz que preciso voltar. Esclarece que muitos dos que matei - tirei suas vidas nessa vida passada pelos abortos que pratiquei -, vou precisar ajudar. Esclarece que irei ajudá-los, reencarnando novamente como médico obstetra, mas, desta vez, não para tirar vidas, e sim para gerá-las, ajudá-los a reencarnar através dos partos. Ela me diz: “Calma, relaxa, tira essa ruga da testa, não se preocupe, você vai conseguir cumprir seu propósito de vida nessa nova encarnação (vida atual)”.
Esse Ser de luz é uma senhora muito bonita, irradia muita luz, parece uma santa (chora emocionado).
Fala para ir com Deus, e que irei cumprir as minhas obrigações, mas tudo a seu tempo; reitera novamente para não me preocupar (pausa).
Estou sozinho agora, vejo uma luz dourada banhando o meu corpo. Vejo sair fótons (quantum de luz, partículas elementares - NDR) dos meus poros”.

- Como você se sente? - Pergunto ao paciente.
“Reconfortado, em paz, bastante sereno”.

Após essa sessão de regressão (era a 4ª sessão), paciente me disse que estava se sentindo mais tranqüilo, calmo. Antes do tratamento era tenso, irritadiço, estressado. Estava se sentindo mais solto, sereno, mudou até sua forma de respirar (respirava com dificuldade), agora respirava tranqüilamente, sem esforço.
Estava também menos ansioso, comendo mais devagar, degustando os alimentos (antes não mastigava, “engolia” a comida sem sentir o seu sabor).
Estava vendo a si e às pessoas com outros olhos. Percebeu que estava tratando os colegas de trabalho e seus pacientes com mais carinho e respeito, não mais de forma rude, agressiva.
Seus colegas de trabalho estavam estranhando seu comportamento respeitoso e calmo, antes agressivo e explosivo.
Em relação aos seus pacientes, se surpreendeu dando abraços acalorados - antes era seco -, quase não os olhava direito.
Disse-me que tinha resgatado sua capacidade de amar, não sabia que era disfuncional do ponto de vista amoroso, que não funcionava bem nessa área da ternura. Não sentia mais aquela tristeza e solidão, estava se sentindo muito bem.


Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
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Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)


O Poder Transformador das Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)

:: Osvaldo Shimoda ::


Eu não acredito que a mente humana morra, porque está provado que a mente humana não conhece passado, nem presente, nem futuro; contudo, se ela pode prever acontecimentos futuros, está acima do tempo, e se está acima do tempo, não pode ficar trancafiada num corpo.
C. G. Jung


O termo Experiências de Quase-Morte (EQM) , tradução de Near-death experiences, cunhado pelo psiquiatra americano Raymond Moody Jr., surgiu com a publicação de seu livro A Vida Depois da Vida, em 1975 (Butterfly Editora).
Depois da publicação desse livro, o Dr. Moody investigou mais de mil casos de relatos de pacientes que tiveram uma Experiência de Quase-Morte, ou seja, de pacientes que tiveram uma parada cardio-respiratoria (morte clínica) e que foram ressuscitados pelos médicos no hospital. Os relatos desses pacientes que passaram pela E.Q.M., segundo o psiquiatra, são muito similares. Relatam que ouviram a notícia dada pelo médico de que estavam mortos, passaram rapidamente através de uma espécie de túnel em direção a uma luz e encontraram-se com seres de luz, sendo tomados por um sentimento indescritível de paz e serenidade.




Ao entrar no túnel - no fim dele -, quase sempre há uma luz. E ao entrar nessa luz, o ambiente é paradisíaco e lá se encontram com os espíritos de parentes desencarnados. Nesse lugar, ocorre uma recapitulação rápida, porém nítida, de toda sua vida atual como se tivessem vendo o filme de sua vida. A maioria desses pacientes se recusa a querer voltar para o seu corpo físico no hospital, porque as experiências de E.Q.M.realmente são muito agradáveis. Muitos ficaram bravos com seus médicos por trazê-los de volta.
A maioria dos pacientes chegou a relatar ao Dr. Moody que só voltaram porque tinham filhos para criar ou porque os cônjuges ou pais podiam sentir sua falta. Mas o que mais intrigou o Dr. Moody nos relatos desses pacientes foi que a maioria deles voltou profundamente modificada, transformada em sua visão a seu respeito, com relação às pessoas e ao mundo, perdendo o medo da morte e passando a viver com mais alegria, ética e destemor.

Na revista The Lancet (renomada revista médica internacional) foi publicado um relato de um médico que participou de uma pesquisa científica holandesa sobre E.Q.M. O médico que estava de plantão noturno na unidade coronariana, atendeu um paciente de 44 anos na porta do pronto-socorro (a ambulância trouxe o paciente), em coma, cianótico (extremidades arroxeadas) e em parada cardíaca. Ele recebeu ventilação artificial, massagem cardíaca e desfibrilação. Quando o médico foi encubá-lo, a sua dentadura caiu e o médico a apanhou do chão e a colocou rapidamente sobre o carrinho de atendimento. Após uma semana - depois de conseguir ressuscitar o seu coração - o médico se encontrou novamente com o paciente, desta vez restabelecido no leito de seu quarto do hospital.




O paciente ao ver o médico perguntou: Doutor, onde está a minha dentadura? Quando a ambulância me trouxe para o hospital e o senhor foi me entubar, a dentadura caiu e o senhor rapidamente a pegou e a colocou em cima do carrinho.
Estupefato, o médico questionou o paciente querendo saber como ele sabia desses detalhes, estando em coma profundo, com o coração parado...
O paciente lhe informou que vira a si próprio na maca - de uma perspectiva de cima -, viu a equipe médica tentando reanimar o seu coração. Descreveu corretamente, em detalhes, a pequena sala em que fora atendido.
Disse que tentou desesperadamente e sem sucesso mostrar que ainda estava vivo e que a equipe médica deveria prosseguir com as manobras de ressuscitação. O paciente relatou ao médico que estava profundamente impressionado pela sua experiência e que não tinha mais medo de morrer.
Quatro semanas depois, teve alta hospitalar em boas condições de saúde.

Pesquisa realizada em 1982 pelo Instituto Gallup dos EUA apontou que cerca de oito milhões de norte-americanos passaram pela experiência da morte súbita interrompida, a EQM.
No Brasil, ainda não existe nenhum tipo de estatística de EQM.
Apesar das inúmeras pesquisas realizadas com relação às Experiências de Quase-Morte, muitos médicos e cientistas afirmam que a EQM, na verdade, é causada pela insuficiência de oxigênio no cérebro (hipóxia). Portanto, para eles, a EQM é um fenômeno fisiológico cerebral, e isso explicaria as imagens que os pacientes têm de seres de luz, túneis, experiências extra-corpóreas (saída do corpo), etc.
Vê-se que é uma teoria que não tem lógica. Como um paciente que sofreu uma parada cardíaca por vários minutos, em estado de coma descreveu detalhadamente as manobras feitas pela equipe médica mencionada acima? Será que uma mera alucinação visual decorrente de uma falta de oxigenação cerebral seria capaz de provocar na maioria dos pacientes uma mudança tão profunda em seus valores de vida e crença?

Quero aqui reiterar o meu apoio à pesquisa do Dr. Raymond Moody Jr. sobre a EQM como uma experiência enriquecedora e transformadora, porque vai de encontro aos relatos de meus pacientes que se submeteram à Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) e que tiveram muitas das experiências similares às dos pacientes que se aproximavam da morte entrevistados pelo Dr. Moody.
Os leitores que vêm acompanhando os relatos dos meus pacientes (casos clínicos) no site Somos Todos Um podem perceber que nas sessões de regressão eles passam por alguns dos sintomas da EQM (sensação de estar fora do corpo, sensação real de paz, região escura ou enevoada, seres de luz - mentores espirituais -, parentes desencarnados, revisão da vida (mentor mostra suas vidas passadas e a atual como num filme), ascensão rápida ao céu (após revivenciar sua morte numa vida passada, muitos pacientes sentem-se flutuar e sobem rapidamente aos céus, ao mundo espiritual de luz - região bucólica, paradisíaca e de muito verde).



Nos relatos dos pacientes do Dr. Moody que passaram pela EQM, todos narram encontros com uma entidade bondosa e acolhedora que irradia amor e compreensão, que os ajuda revendo sua vida atual. Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) esse ser de luz se identifica como o(a) mentor(a) espiritual do paciente, que é uma entidade espiritual diretamente responsável pela evolução espiritual dele e que o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Seu(sua) mentor(a) espiritual o faz regredir para compreender os seus acertos e erros de suas vidas passadas e, com isso, compreender melhor sua vida atual e a origem de seus problemas.
Mas, tanto nos relatos dos pacientes que passaram pela EQM, como nos dos meus pacientes, o encontro com esses seres de luz - na maioria desses pacientes -, provocou profundas mudanças em sua vida atual.
Veja o caso de um paciente que, após ter revivido na TRE sua morte numa vida passada e de ter conversado com o seu mentor espiritual, transformou sua visão a seu respeito, com relação aos outros e à vida.

Caso Clínico: Secura de afeto
Homem de 30 anos, solteiro.


Veio ao meu consultório por conta de sua dificuldade de se relacionar com as pessoas, isto é, era muito agressivo, ansioso, impaciente, impulsivo e temperamental (explosivo, “pavio curto”). Não tinha muita paciência em lidar com os seus pacientes e colegas de trabalho - é médico obstetra -, chegando a destratá-los.
Evidentemente, tais comportamentos lhe traziam muitos dissabores e desafetos. Era também uma pessoa muito tímida, fechada e sisuda.
Desde criança sentia uma solidão (mesmo rodeado de gente) e uma tristeza profunda sem ter um motivo, uma causa real que justificasse tais sentimentos.
Ao regredir, me relatou:



“Vejo uma ponte de pedra, é noite, o lugar é muito frio (paciente começa a tremer bastante). Tem um rio embaixo, eu tenho que andar e atravessar a ponte. Estou sozinho, ahiii, que frio! (paciente fala tremendo todo).
Vejo uma casa grande, enorme, é um castelo. Estou entrando na casa, é muito iluminada, está quente, a casa tem uma lareira. Vou me aquecer, estou com muito frio.
Estou me aproximando da lareira, vou esquentar as minhas mãos... Estranho! Vejo minhas mãos escuras, como se fossem sombras”...

- Olhe para o seu corpo - peço ao paciente.
Não tenho um corpo definido, só vejo minha silhueta, sou como um vulto escuro”...

- Você sente os seus pés apoiados no chão? - Pergunto-lhe.
“Não, eu flutuo” - Paciente me responde.

- Então, você está em espírito, você está desencarnado! Só os espíritos flutuam, pairam no ar - explico ao paciente.
“Meu Deus, então eu estou morto?! (paciente chora copiosamente).
Agora, estou me vendo melhor, estou sujo, muito feio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e veja como você morreu - peço ao paciente.
“Sou gordo, forte, branco, alto. Meu rosto é redondo, bochechudo, nariz afilado, cabelos pretos, calço sapatos com fivelas. Devo ter uns 40 anos.
Vejo muitas mulheres conversando comigo, sou médico parteiro, faço muitos abortos. Minhas mãos estão cheias de sangue, fiz muitos abortos. Eram prostitutas, me davam muito dinheiro, moedas de ouro. Não tenho família, sou uma pessoa muito solitária e triste (pausa).
Agora estou vendo uma moça, deve ter 16, 17 anos.
Ela é linda, meiga, dócil!
É de uma família muito rica - o pai dela é o dono daquele castelo que vi no começo da regressão.
A moça veio ao meu consultório para se consultar... Na verdade, veio para se insinuar... Eu confundi as coisas porque além de ser seu médico, sou bem mais velho do que ela. Eu me empolgo, coloco-a no meu colo e a beijo. Ela também corresponde.
Mas na hora de fazer sexo, ela fica assustada e se recusa.
Eu a forço e ela começa a chorar, fica desesperada, começa a gritar, mas acabo obrigando-a a fazer sexo comigo. Ela contou para o pai dela.
Ele armou uma emboscada para mim. Recebi uma chamada falsa para atender uma gestante. Eu estava atravessando aquela ponte e me pegaram. São homens muito fortes, me amarraram com uma corda bem grossa, as minhas mãos estão amarradas para trás, presas a uma pedra grande, e me jogaram no rio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e perceba quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos - peço ao paciente.
“Eu grito, penso que joguei fora a minha vida por nada. Ela se insinuou, eu me sentia só, carente, e ela era muito linda, graciosa...
Sinto muito frio, meu espírito está saindo da água, estou flutuando.
Chego na porta daquele castelo... Entro e me aqueço naquela lareira (pausa). Esse castelo é onde mora aquela garota.
Eu vou até o quarto dela, passo a mão em seu cabelo. Ela está dormindo, olho para ela e lhe pergunto: “Por que você fez isso comigo”?
Chega um Ser de Luz, irradia uma luz muito clara, intensa, e me tira desse quarto, me leva para um lugar paradisíaco, um jardim muito bonito (plano espiritual de luz).
Agora estou numa cama, é um lugar muito claro. Vejo seres vestidos de branco (roupão branco), me colocam numa cama e estão me limpando, começam a tirar toda a sujeira do rio. Estou vomitando algo preto que saí pela minha boca, mas o lugar é muito limpo e branco. Estou deitado, vestindo também um roupão branco (pausa).
Agora estou em pé, sozinho nesse quarto... aquele Ser de luz aparece. Vejo-o melhor, é uma mulher. Ela me abraça, estou muito triste.
Ela põe a mão no meu coração e diz em pensamento (telepaticamente) para eu ficar calmo. Eu a abraço, chorando muito. Ela me fala (na verdade, eu leio o pensamento dela, pois ela não articula os lábios, não escuto a voz dela) que preciso reencarnar, pois tenho que aprender a amar por conta dessa vida passada.
Era muito tímido, muito fechado nessa existência passada, e tinha dificuldade de expressar afetividade, amor (paciente percebe que traz as mesmas dificuldades na vida atual). Falo que não quero reencarnar, mas ela diz que preciso voltar. Esclarece que muitos dos que matei - tirei suas vidas nessa vida passada pelos abortos que pratiquei -, vou precisar ajudar. Esclarece que irei ajudá-los, reencarnando novamente como médico obstetra, mas, desta vez, não para tirar vidas, e sim para gerá-las, ajudá-los a reencarnar através dos partos. Ela me diz: “Calma, relaxa, tira essa ruga da testa, não se preocupe, você vai conseguir cumprir seu propósito de vida nessa nova encarnação (vida atual)”.
Esse Ser de luz é uma senhora muito bonita, irradia muita luz, parece uma santa (chora emocionado).
Fala para ir com Deus, e que irei cumprir as minhas obrigações, mas tudo a seu tempo; reitera novamente para não me preocupar (pausa).
Estou sozinho agora, vejo uma luz dourada banhando o meu corpo. Vejo sair fótons (quantum de luz, partículas elementares - NDR) dos meus poros”.

- Como você se sente? - Pergunto ao paciente.
“Reconfortado, em paz, bastante sereno”.

Após essa sessão de regressão (era a 4ª sessão), paciente me disse que estava se sentindo mais tranqüilo, calmo. Antes do tratamento era tenso, irritadiço, estressado. Estava se sentindo mais solto, sereno, mudou até sua forma de respirar (respirava com dificuldade), agora respirava tranqüilamente, sem esforço.
Estava também menos ansioso, comendo mais devagar, degustando os alimentos (antes não mastigava, “engolia” a comida sem sentir o seu sabor).
Estava vendo a si e às pessoas com outros olhos. Percebeu que estava tratando os colegas de trabalho e seus pacientes com mais carinho e respeito, não mais de forma rude, agressiva.
Seus colegas de trabalho estavam estranhando seu comportamento respeitoso e calmo, antes agressivo e explosivo.
Em relação aos seus pacientes, se surpreendeu dando abraços acalorados - antes era seco -, quase não os olhava direito.
Disse-me que tinha resgatado sua capacidade de amar, não sabia que era disfuncional do ponto de vista amoroso, que não funcionava bem nessa área da ternura. Não sentia mais aquela tristeza e solidão, estava se sentindo muito bem.


Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
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Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)


O Poder Transformador das Experiências de Quase-Morte (E.Q.M.)

:: Osvaldo Shimoda ::


Eu não acredito que a mente humana morra, porque está provado que a mente humana não conhece passado, nem presente, nem futuro; contudo, se ela pode prever acontecimentos futuros, está acima do tempo, e se está acima do tempo, não pode ficar trancafiada num corpo.
C. G. Jung


O termo Experiências de Quase-Morte (EQM) , tradução de Near-death experiences, cunhado pelo psiquiatra americano Raymond Moody Jr., surgiu com a publicação de seu livro A Vida Depois da Vida, em 1975 (Butterfly Editora).
Depois da publicação desse livro, o Dr. Moody investigou mais de mil casos de relatos de pacientes que tiveram uma Experiência de Quase-Morte, ou seja, de pacientes que tiveram uma parada cardio-respiratoria (morte clínica) e que foram ressuscitados pelos médicos no hospital. Os relatos desses pacientes que passaram pela E.Q.M., segundo o psiquiatra, são muito similares. Relatam que ouviram a notícia dada pelo médico de que estavam mortos, passaram rapidamente através de uma espécie de túnel em direção a uma luz e encontraram-se com seres de luz, sendo tomados por um sentimento indescritível de paz e serenidade.




Ao entrar no túnel - no fim dele -, quase sempre há uma luz. E ao entrar nessa luz, o ambiente é paradisíaco e lá se encontram com os espíritos de parentes desencarnados. Nesse lugar, ocorre uma recapitulação rápida, porém nítida, de toda sua vida atual como se tivessem vendo o filme de sua vida. A maioria desses pacientes se recusa a querer voltar para o seu corpo físico no hospital, porque as experiências de E.Q.M.realmente são muito agradáveis. Muitos ficaram bravos com seus médicos por trazê-los de volta.
A maioria dos pacientes chegou a relatar ao Dr. Moody que só voltaram porque tinham filhos para criar ou porque os cônjuges ou pais podiam sentir sua falta. Mas o que mais intrigou o Dr. Moody nos relatos desses pacientes foi que a maioria deles voltou profundamente modificada, transformada em sua visão a seu respeito, com relação às pessoas e ao mundo, perdendo o medo da morte e passando a viver com mais alegria, ética e destemor.

Na revista The Lancet (renomada revista médica internacional) foi publicado um relato de um médico que participou de uma pesquisa científica holandesa sobre E.Q.M. O médico que estava de plantão noturno na unidade coronariana, atendeu um paciente de 44 anos na porta do pronto-socorro (a ambulância trouxe o paciente), em coma, cianótico (extremidades arroxeadas) e em parada cardíaca. Ele recebeu ventilação artificial, massagem cardíaca e desfibrilação. Quando o médico foi encubá-lo, a sua dentadura caiu e o médico a apanhou do chão e a colocou rapidamente sobre o carrinho de atendimento. Após uma semana - depois de conseguir ressuscitar o seu coração - o médico se encontrou novamente com o paciente, desta vez restabelecido no leito de seu quarto do hospital.




O paciente ao ver o médico perguntou: Doutor, onde está a minha dentadura? Quando a ambulância me trouxe para o hospital e o senhor foi me entubar, a dentadura caiu e o senhor rapidamente a pegou e a colocou em cima do carrinho.
Estupefato, o médico questionou o paciente querendo saber como ele sabia desses detalhes, estando em coma profundo, com o coração parado...
O paciente lhe informou que vira a si próprio na maca - de uma perspectiva de cima -, viu a equipe médica tentando reanimar o seu coração. Descreveu corretamente, em detalhes, a pequena sala em que fora atendido.
Disse que tentou desesperadamente e sem sucesso mostrar que ainda estava vivo e que a equipe médica deveria prosseguir com as manobras de ressuscitação. O paciente relatou ao médico que estava profundamente impressionado pela sua experiência e que não tinha mais medo de morrer.
Quatro semanas depois, teve alta hospitalar em boas condições de saúde.

Pesquisa realizada em 1982 pelo Instituto Gallup dos EUA apontou que cerca de oito milhões de norte-americanos passaram pela experiência da morte súbita interrompida, a EQM.
No Brasil, ainda não existe nenhum tipo de estatística de EQM.
Apesar das inúmeras pesquisas realizadas com relação às Experiências de Quase-Morte, muitos médicos e cientistas afirmam que a EQM, na verdade, é causada pela insuficiência de oxigênio no cérebro (hipóxia). Portanto, para eles, a EQM é um fenômeno fisiológico cerebral, e isso explicaria as imagens que os pacientes têm de seres de luz, túneis, experiências extra-corpóreas (saída do corpo), etc.
Vê-se que é uma teoria que não tem lógica. Como um paciente que sofreu uma parada cardíaca por vários minutos, em estado de coma descreveu detalhadamente as manobras feitas pela equipe médica mencionada acima? Será que uma mera alucinação visual decorrente de uma falta de oxigenação cerebral seria capaz de provocar na maioria dos pacientes uma mudança tão profunda em seus valores de vida e crença?

Quero aqui reiterar o meu apoio à pesquisa do Dr. Raymond Moody Jr. sobre a EQM como uma experiência enriquecedora e transformadora, porque vai de encontro aos relatos de meus pacientes que se submeteram à Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) e que tiveram muitas das experiências similares às dos pacientes que se aproximavam da morte entrevistados pelo Dr. Moody.
Os leitores que vêm acompanhando os relatos dos meus pacientes (casos clínicos) no site Somos Todos Um podem perceber que nas sessões de regressão eles passam por alguns dos sintomas da EQM (sensação de estar fora do corpo, sensação real de paz, região escura ou enevoada, seres de luz - mentores espirituais -, parentes desencarnados, revisão da vida (mentor mostra suas vidas passadas e a atual como num filme), ascensão rápida ao céu (após revivenciar sua morte numa vida passada, muitos pacientes sentem-se flutuar e sobem rapidamente aos céus, ao mundo espiritual de luz - região bucólica, paradisíaca e de muito verde).



Nos relatos dos pacientes do Dr. Moody que passaram pela EQM, todos narram encontros com uma entidade bondosa e acolhedora que irradia amor e compreensão, que os ajuda revendo sua vida atual. Na Terapia Regressiva Evolutiva (TRE) esse ser de luz se identifica como o(a) mentor(a) espiritual do paciente, que é uma entidade espiritual diretamente responsável pela evolução espiritual dele e que o conhece profundamente, pois vem acompanhando-o em várias encarnações. Seu(sua) mentor(a) espiritual o faz regredir para compreender os seus acertos e erros de suas vidas passadas e, com isso, compreender melhor sua vida atual e a origem de seus problemas.
Mas, tanto nos relatos dos pacientes que passaram pela EQM, como nos dos meus pacientes, o encontro com esses seres de luz - na maioria desses pacientes -, provocou profundas mudanças em sua vida atual.
Veja o caso de um paciente que, após ter revivido na TRE sua morte numa vida passada e de ter conversado com o seu mentor espiritual, transformou sua visão a seu respeito, com relação aos outros e à vida.

Caso Clínico: Secura de afeto
Homem de 30 anos, solteiro.


Veio ao meu consultório por conta de sua dificuldade de se relacionar com as pessoas, isto é, era muito agressivo, ansioso, impaciente, impulsivo e temperamental (explosivo, “pavio curto”). Não tinha muita paciência em lidar com os seus pacientes e colegas de trabalho - é médico obstetra -, chegando a destratá-los.
Evidentemente, tais comportamentos lhe traziam muitos dissabores e desafetos. Era também uma pessoa muito tímida, fechada e sisuda.
Desde criança sentia uma solidão (mesmo rodeado de gente) e uma tristeza profunda sem ter um motivo, uma causa real que justificasse tais sentimentos.
Ao regredir, me relatou:



“Vejo uma ponte de pedra, é noite, o lugar é muito frio (paciente começa a tremer bastante). Tem um rio embaixo, eu tenho que andar e atravessar a ponte. Estou sozinho, ahiii, que frio! (paciente fala tremendo todo).
Vejo uma casa grande, enorme, é um castelo. Estou entrando na casa, é muito iluminada, está quente, a casa tem uma lareira. Vou me aquecer, estou com muito frio.
Estou me aproximando da lareira, vou esquentar as minhas mãos... Estranho! Vejo minhas mãos escuras, como se fossem sombras”...

- Olhe para o seu corpo - peço ao paciente.
Não tenho um corpo definido, só vejo minha silhueta, sou como um vulto escuro”...

- Você sente os seus pés apoiados no chão? - Pergunto-lhe.
“Não, eu flutuo” - Paciente me responde.

- Então, você está em espírito, você está desencarnado! Só os espíritos flutuam, pairam no ar - explico ao paciente.
“Meu Deus, então eu estou morto?! (paciente chora copiosamente).
Agora, estou me vendo melhor, estou sujo, muito feio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e veja como você morreu - peço ao paciente.
“Sou gordo, forte, branco, alto. Meu rosto é redondo, bochechudo, nariz afilado, cabelos pretos, calço sapatos com fivelas. Devo ter uns 40 anos.
Vejo muitas mulheres conversando comigo, sou médico parteiro, faço muitos abortos. Minhas mãos estão cheias de sangue, fiz muitos abortos. Eram prostitutas, me davam muito dinheiro, moedas de ouro. Não tenho família, sou uma pessoa muito solitária e triste (pausa).
Agora estou vendo uma moça, deve ter 16, 17 anos.
Ela é linda, meiga, dócil!
É de uma família muito rica - o pai dela é o dono daquele castelo que vi no começo da regressão.
A moça veio ao meu consultório para se consultar... Na verdade, veio para se insinuar... Eu confundi as coisas porque além de ser seu médico, sou bem mais velho do que ela. Eu me empolgo, coloco-a no meu colo e a beijo. Ela também corresponde.
Mas na hora de fazer sexo, ela fica assustada e se recusa.
Eu a forço e ela começa a chorar, fica desesperada, começa a gritar, mas acabo obrigando-a a fazer sexo comigo. Ela contou para o pai dela.
Ele armou uma emboscada para mim. Recebi uma chamada falsa para atender uma gestante. Eu estava atravessando aquela ponte e me pegaram. São homens muito fortes, me amarraram com uma corda bem grossa, as minhas mãos estão amarradas para trás, presas a uma pedra grande, e me jogaram no rio”.

- Vá para o momento de sua morte nessa vida passada e perceba quais foram seus últimos pensamentos e sentimentos - peço ao paciente.
“Eu grito, penso que joguei fora a minha vida por nada. Ela se insinuou, eu me sentia só, carente, e ela era muito linda, graciosa...
Sinto muito frio, meu espírito está saindo da água, estou flutuando.
Chego na porta daquele castelo... Entro e me aqueço naquela lareira (pausa). Esse castelo é onde mora aquela garota.
Eu vou até o quarto dela, passo a mão em seu cabelo. Ela está dormindo, olho para ela e lhe pergunto: “Por que você fez isso comigo”?
Chega um Ser de Luz, irradia uma luz muito clara, intensa, e me tira desse quarto, me leva para um lugar paradisíaco, um jardim muito bonito (plano espiritual de luz).
Agora estou numa cama, é um lugar muito claro. Vejo seres vestidos de branco (roupão branco), me colocam numa cama e estão me limpando, começam a tirar toda a sujeira do rio. Estou vomitando algo preto que saí pela minha boca, mas o lugar é muito limpo e branco. Estou deitado, vestindo também um roupão branco (pausa).
Agora estou em pé, sozinho nesse quarto... aquele Ser de luz aparece. Vejo-o melhor, é uma mulher. Ela me abraça, estou muito triste.
Ela põe a mão no meu coração e diz em pensamento (telepaticamente) para eu ficar calmo. Eu a abraço, chorando muito. Ela me fala (na verdade, eu leio o pensamento dela, pois ela não articula os lábios, não escuto a voz dela) que preciso reencarnar, pois tenho que aprender a amar por conta dessa vida passada.
Era muito tímido, muito fechado nessa existência passada, e tinha dificuldade de expressar afetividade, amor (paciente percebe que traz as mesmas dificuldades na vida atual). Falo que não quero reencarnar, mas ela diz que preciso voltar. Esclarece que muitos dos que matei - tirei suas vidas nessa vida passada pelos abortos que pratiquei -, vou precisar ajudar. Esclarece que irei ajudá-los, reencarnando novamente como médico obstetra, mas, desta vez, não para tirar vidas, e sim para gerá-las, ajudá-los a reencarnar através dos partos. Ela me diz: “Calma, relaxa, tira essa ruga da testa, não se preocupe, você vai conseguir cumprir seu propósito de vida nessa nova encarnação (vida atual)”.
Esse Ser de luz é uma senhora muito bonita, irradia muita luz, parece uma santa (chora emocionado).
Fala para ir com Deus, e que irei cumprir as minhas obrigações, mas tudo a seu tempo; reitera novamente para não me preocupar (pausa).
Estou sozinho agora, vejo uma luz dourada banhando o meu corpo. Vejo sair fótons (quantum de luz, partículas elementares - NDR) dos meus poros”.

- Como você se sente? - Pergunto ao paciente.
“Reconfortado, em paz, bastante sereno”.

Após essa sessão de regressão (era a 4ª sessão), paciente me disse que estava se sentindo mais tranqüilo, calmo. Antes do tratamento era tenso, irritadiço, estressado. Estava se sentindo mais solto, sereno, mudou até sua forma de respirar (respirava com dificuldade), agora respirava tranqüilamente, sem esforço.
Estava também menos ansioso, comendo mais devagar, degustando os alimentos (antes não mastigava, “engolia” a comida sem sentir o seu sabor).
Estava vendo a si e às pessoas com outros olhos. Percebeu que estava tratando os colegas de trabalho e seus pacientes com mais carinho e respeito, não mais de forma rude, agressiva.
Seus colegas de trabalho estavam estranhando seu comportamento respeitoso e calmo, antes agressivo e explosivo.
Em relação aos seus pacientes, se surpreendeu dando abraços acalorados - antes era seco -, quase não os olhava direito.
Disse-me que tinha resgatado sua capacidade de amar, não sabia que era disfuncional do ponto de vista amoroso, que não funcionava bem nessa área da ternura. Não sentia mais aquela tristeza e solidão, estava se sentindo muito bem.


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E Q M Esperiencia de Quase Morte


Quem passa por EQM?

Em 1982, o pesquisador George Gallup Jr. e o autor William Proctor publicaram "Aventuras na imortalidade", um livro sobre EQM baseado em duas pesquisas do Instituto Gallup abordando especificamente a quase morte e a crença na vida após a morte. Esse levantamento continua sendo a fonte mais usada para estatísticas sobre EQM.
Gallup e Proctor descobriram que 15% de todos os americanos que passaram por situações de quase-morte relataram EQMs. Dessas, 9% incluíam uma "experiência clássica fora do corpo", 11% incluíam entrar em outro domínio ou dimensão e 8% salientavam a presença de seres espirituais. Somente 1% relatou EQMs negativas. Mas esses dados têm mais de 20 anos e outros pesquisadores, cujos estudos foram, geralmente, feitos em menor escala, relatam estatísticas sobre EQMs, que podem variar bastante do levantamento feito em 1982.
Uma análise estatística de mais de 100 indivíduos que tiveram EQM revelou que as crenças religiosas prévias e o conhecimento prévio destas experiências não tinham um efeito considerável na probabilidade de se ter uma EQM.



Em 1991, Pam Reynolds, moradora de Atlanta, Georgia, teve uma experiência de quase morte (EQM). Reynolds se submeteu a uma cirurgia de aneurisma cerebral e o procedimento exigiu que os médicos drenassem todo o sangue de seu cérebro. Ela foi mantida literalmente com morte cerebral pela equipe médica durante 45 minutos. Apesar de ter estado clinicamente morta, quando foi ressuscitada ela descreveu coisas incríveis. Relatou experiências que teve enquanto estava morta, como conversar com parentes mortos. O mais surpreendente de tudo é que Reynolds conseguiu descrever aspectos do procedimento cirúrgico, como a serra de ossos usada para remover parte de seu crânio (em inglês) [fonte: Parker (em inglês)].
O que é extraordinário (embora não seja único) no caso de Reynolds é que se trata de uma combinação de experiência de quase morte e experiência fora do corpo (EFC). A ciência também progrediu na explicação desses estranhos fenômenos. Dois estudos sobre esses dois aspectos da experiência de Reynolds aconteceram em 2007. Cada um parece explicar como uma pessoa pode ter uma EQM, mas explicam experiências como as de Reynolds?
Near-death experiences
Courtesy StockXchng 
Estima-se que aproximadamente 18% das
pessoas que ressuscitaram depois de ataques
cardíacos relataram experiências de quase morte
Aproximadamente 18% das pessoas trazidas novamente da morte após um ataque cardíacodisseram ter tido uma EQM [fonte: Time (em inglês)]. Muitos religiosos podem não se surpreender com essas descrições, mas a idéia de que a consciência e o corpo humano existem separadamente intriga a ciência. Uma pessoa com morte cerebral não deveria ser capaz de formar novas memórias - ela não deveria ter nenhum tipo de consciência, na verdade. Então, como pode algo além da metafísica explicar as EQMs?
Um estudo da Universidade de Kentucky rapidamente ganhou território entre os cientistas como possivelmente a melhor explicação para as EQMs. Os pesquisadores dessa universidade teorizaram que o misterioso fenômeno é, na verdade, um exemplo de disfunção do sono, invasão de movimento rápido dos olhos ou invasão MRO. Nesse distúrbio, a mente de uma pessoa pode acordar antes de seu corpo, tendo alucinações e a sensação de estar fisicamente solta do corpo.
Os pesquisadores de Kentucky acreditam que as EQMs são, na verdade, invasões MRO acionadas no cérebro por eventos traumáticos, como ataques cardíacos. Se isso for verdade, significa que as experiências de algumas pessoas após a quase morte são uma confusão por terem entrado rápida e inesperadamente em um estado de sonho.
Essa teoria ajuda a explicar o que sempre foi um aspecto complicado sobre as EQMs: como as pessoas podem experienciar visões e sons depois de confirmada a morte cerebral? A área em que a invasão MRO é acionada fica no tronco cerebral - região que controla a maioria das funções básicas do corpo - e ela pode funcionar independentemente da parte superior do cérebro. Então, mesmo depois de as partes superiores do cérebro terem morrido, o tronco cerebral pode continuar funcionando e a invasão MRO ainda pode acontecer [fonte: BBC (em inglês)].
Essa parece ser uma boa explicação para as EQMs, mas e as EFCs? Elas são a mesma coisa? Leia a próxima seção para descobrir as diferenças entre as experiências de quase morte e as experiências fora do corpo.
Josh Clark. "HowStuffWorks - A ciência explica a vida após a morte?". Publicado em 23 de outubro de 2007 (atualizado em 15 de janeiro de 2009) http://pessoas.hsw.uol.com.br/ciencia-vida-apos-morte.htm (20 de julho de 2009)



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Em 1982, o pesquisador George Gallup Jr. e o autor William Proctor publicaram "Aventuras na imortalidade", um livro sobre EQM baseado em duas pesquisas do Instituto Gallup abordando especificamente a quase morte e a crença na vida após a morte. Esse levantamento continua sendo a fonte mais usada para estatísticas sobre EQM.
Gallup e Proctor descobriram que 15% de todos os americanos que passaram por situações de quase-morte relataram EQMs. Dessas, 9% incluíam uma "experiência clássica fora do corpo", 11% incluíam entrar em outro domínio ou dimensão e 8% salientavam a presença de seres espirituais. Somente 1% relatou EQMs negativas. Mas esses dados têm mais de 20 anos e outros pesquisadores, cujos estudos foram, geralmente, feitos em menor escala, relatam estatísticas sobre EQMs, que podem variar bastante do levantamento feito em 1982.
Uma análise estatística de mais de 100 indivíduos que tiveram EQM revelou que as crenças religiosas prévias e o conhecimento prévio destas experiências não tinham um efeito considerável na probabilidade de se ter uma EQM.



Em 1991, Pam Reynolds, moradora de Atlanta, Georgia, teve uma experiência de quase morte (EQM). Reynolds se submeteu a uma cirurgia de aneurisma cerebral e o procedimento exigiu que os médicos drenassem todo o sangue de seu cérebro. Ela foi mantida literalmente com morte cerebral pela equipe médica durante 45 minutos. Apesar de ter estado clinicamente morta, quando foi ressuscitada ela descreveu coisas incríveis. Relatou experiências que teve enquanto estava morta, como conversar com parentes mortos. O mais surpreendente de tudo é que Reynolds conseguiu descrever aspectos do procedimento cirúrgico, como a serra de ossos usada para remover parte de seu crânio (em inglês) [fonte: Parker (em inglês)].
O que é extraordinário (embora não seja único) no caso de Reynolds é que se trata de uma combinação de experiência de quase morte e experiência fora do corpo (EFC). A ciência também progrediu na explicação desses estranhos fenômenos. Dois estudos sobre esses dois aspectos da experiência de Reynolds aconteceram em 2007. Cada um parece explicar como uma pessoa pode ter uma EQM, mas explicam experiências como as de Reynolds?
Near-death experiences
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Estima-se que aproximadamente 18% das
pessoas que ressuscitaram depois de ataques
cardíacos relataram experiências de quase morte
Aproximadamente 18% das pessoas trazidas novamente da morte após um ataque cardíacodisseram ter tido uma EQM [fonte: Time (em inglês)]. Muitos religiosos podem não se surpreender com essas descrições, mas a idéia de que a consciência e o corpo humano existem separadamente intriga a ciência. Uma pessoa com morte cerebral não deveria ser capaz de formar novas memórias - ela não deveria ter nenhum tipo de consciência, na verdade. Então, como pode algo além da metafísica explicar as EQMs?
Um estudo da Universidade de Kentucky rapidamente ganhou território entre os cientistas como possivelmente a melhor explicação para as EQMs. Os pesquisadores dessa universidade teorizaram que o misterioso fenômeno é, na verdade, um exemplo de disfunção do sono, invasão de movimento rápido dos olhos ou invasão MRO. Nesse distúrbio, a mente de uma pessoa pode acordar antes de seu corpo, tendo alucinações e a sensação de estar fisicamente solta do corpo.
Os pesquisadores de Kentucky acreditam que as EQMs são, na verdade, invasões MRO acionadas no cérebro por eventos traumáticos, como ataques cardíacos. Se isso for verdade, significa que as experiências de algumas pessoas após a quase morte são uma confusão por terem entrado rápida e inesperadamente em um estado de sonho.
Essa teoria ajuda a explicar o que sempre foi um aspecto complicado sobre as EQMs: como as pessoas podem experienciar visões e sons depois de confirmada a morte cerebral? A área em que a invasão MRO é acionada fica no tronco cerebral - região que controla a maioria das funções básicas do corpo - e ela pode funcionar independentemente da parte superior do cérebro. Então, mesmo depois de as partes superiores do cérebro terem morrido, o tronco cerebral pode continuar funcionando e a invasão MRO ainda pode acontecer [fonte: BBC (em inglês)].
Essa parece ser uma boa explicação para as EQMs, mas e as EFCs? Elas são a mesma coisa? Leia a próxima seção para descobrir as diferenças entre as experiências de quase morte e as experiências fora do corpo.
Josh Clark. "HowStuffWorks - A ciência explica a vida após a morte?". Publicado em 23 de outubro de 2007 (atualizado em 15 de janeiro de 2009) http://pessoas.hsw.uol.com.br/ciencia-vida-apos-morte.htm (20 de julho de 2009)



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Quem passa por EQM?

Em 1982, o pesquisador George Gallup Jr. e o autor William Proctor publicaram "Aventuras na imortalidade", um livro sobre EQM baseado em duas pesquisas do Instituto Gallup abordando especificamente a quase morte e a crença na vida após a morte. Esse levantamento continua sendo a fonte mais usada para estatísticas sobre EQM.
Gallup e Proctor descobriram que 15% de todos os americanos que passaram por situações de quase-morte relataram EQMs. Dessas, 9% incluíam uma "experiência clássica fora do corpo", 11% incluíam entrar em outro domínio ou dimensão e 8% salientavam a presença de seres espirituais. Somente 1% relatou EQMs negativas. Mas esses dados têm mais de 20 anos e outros pesquisadores, cujos estudos foram, geralmente, feitos em menor escala, relatam estatísticas sobre EQMs, que podem variar bastante do levantamento feito em 1982.
Uma análise estatística de mais de 100 indivíduos que tiveram EQM revelou que as crenças religiosas prévias e o conhecimento prévio destas experiências não tinham um efeito considerável na probabilidade de se ter uma EQM.



Em 1991, Pam Reynolds, moradora de Atlanta, Georgia, teve uma experiência de quase morte (EQM). Reynolds se submeteu a uma cirurgia de aneurisma cerebral e o procedimento exigiu que os médicos drenassem todo o sangue de seu cérebro. Ela foi mantida literalmente com morte cerebral pela equipe médica durante 45 minutos. Apesar de ter estado clinicamente morta, quando foi ressuscitada ela descreveu coisas incríveis. Relatou experiências que teve enquanto estava morta, como conversar com parentes mortos. O mais surpreendente de tudo é que Reynolds conseguiu descrever aspectos do procedimento cirúrgico, como a serra de ossos usada para remover parte de seu crânio (em inglês) [fonte: Parker (em inglês)].
O que é extraordinário (embora não seja único) no caso de Reynolds é que se trata de uma combinação de experiência de quase morte e experiência fora do corpo (EFC). A ciência também progrediu na explicação desses estranhos fenômenos. Dois estudos sobre esses dois aspectos da experiência de Reynolds aconteceram em 2007. Cada um parece explicar como uma pessoa pode ter uma EQM, mas explicam experiências como as de Reynolds?
Near-death experiences
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Estima-se que aproximadamente 18% das
pessoas que ressuscitaram depois de ataques
cardíacos relataram experiências de quase morte
Aproximadamente 18% das pessoas trazidas novamente da morte após um ataque cardíacodisseram ter tido uma EQM [fonte: Time (em inglês)]. Muitos religiosos podem não se surpreender com essas descrições, mas a idéia de que a consciência e o corpo humano existem separadamente intriga a ciência. Uma pessoa com morte cerebral não deveria ser capaz de formar novas memórias - ela não deveria ter nenhum tipo de consciência, na verdade. Então, como pode algo além da metafísica explicar as EQMs?
Um estudo da Universidade de Kentucky rapidamente ganhou território entre os cientistas como possivelmente a melhor explicação para as EQMs. Os pesquisadores dessa universidade teorizaram que o misterioso fenômeno é, na verdade, um exemplo de disfunção do sono, invasão de movimento rápido dos olhos ou invasão MRO. Nesse distúrbio, a mente de uma pessoa pode acordar antes de seu corpo, tendo alucinações e a sensação de estar fisicamente solta do corpo.
Os pesquisadores de Kentucky acreditam que as EQMs são, na verdade, invasões MRO acionadas no cérebro por eventos traumáticos, como ataques cardíacos. Se isso for verdade, significa que as experiências de algumas pessoas após a quase morte são uma confusão por terem entrado rápida e inesperadamente em um estado de sonho.
Essa teoria ajuda a explicar o que sempre foi um aspecto complicado sobre as EQMs: como as pessoas podem experienciar visões e sons depois de confirmada a morte cerebral? A área em que a invasão MRO é acionada fica no tronco cerebral - região que controla a maioria das funções básicas do corpo - e ela pode funcionar independentemente da parte superior do cérebro. Então, mesmo depois de as partes superiores do cérebro terem morrido, o tronco cerebral pode continuar funcionando e a invasão MRO ainda pode acontecer [fonte: BBC (em inglês)].
Essa parece ser uma boa explicação para as EQMs, mas e as EFCs? Elas são a mesma coisa? Leia a próxima seção para descobrir as diferenças entre as experiências de quase morte e as experiências fora do corpo.
Josh Clark. "HowStuffWorks - A ciência explica a vida após a morte?". Publicado em 23 de outubro de 2007 (atualizado em 15 de janeiro de 2009) http://pessoas.hsw.uol.com.br/ciencia-vida-apos-morte.htm (20 de julho de 2009)



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E Q M Esperiencia de Quase Morte


Quem passa por EQM?

Em 1982, o pesquisador George Gallup Jr. e o autor William Proctor publicaram "Aventuras na imortalidade", um livro sobre EQM baseado em duas pesquisas do Instituto Gallup abordando especificamente a quase morte e a crença na vida após a morte. Esse levantamento continua sendo a fonte mais usada para estatísticas sobre EQM.
Gallup e Proctor descobriram que 15% de todos os americanos que passaram por situações de quase-morte relataram EQMs. Dessas, 9% incluíam uma "experiência clássica fora do corpo", 11% incluíam entrar em outro domínio ou dimensão e 8% salientavam a presença de seres espirituais. Somente 1% relatou EQMs negativas. Mas esses dados têm mais de 20 anos e outros pesquisadores, cujos estudos foram, geralmente, feitos em menor escala, relatam estatísticas sobre EQMs, que podem variar bastante do levantamento feito em 1982.
Uma análise estatística de mais de 100 indivíduos que tiveram EQM revelou que as crenças religiosas prévias e o conhecimento prévio destas experiências não tinham um efeito considerável na probabilidade de se ter uma EQM.



Em 1991, Pam Reynolds, moradora de Atlanta, Georgia, teve uma experiência de quase morte (EQM). Reynolds se submeteu a uma cirurgia de aneurisma cerebral e o procedimento exigiu que os médicos drenassem todo o sangue de seu cérebro. Ela foi mantida literalmente com morte cerebral pela equipe médica durante 45 minutos. Apesar de ter estado clinicamente morta, quando foi ressuscitada ela descreveu coisas incríveis. Relatou experiências que teve enquanto estava morta, como conversar com parentes mortos. O mais surpreendente de tudo é que Reynolds conseguiu descrever aspectos do procedimento cirúrgico, como a serra de ossos usada para remover parte de seu crânio (em inglês) [fonte: Parker (em inglês)].
O que é extraordinário (embora não seja único) no caso de Reynolds é que se trata de uma combinação de experiência de quase morte e experiência fora do corpo (EFC). A ciência também progrediu na explicação desses estranhos fenômenos. Dois estudos sobre esses dois aspectos da experiência de Reynolds aconteceram em 2007. Cada um parece explicar como uma pessoa pode ter uma EQM, mas explicam experiências como as de Reynolds?
Near-death experiences
Courtesy StockXchng 
Estima-se que aproximadamente 18% das
pessoas que ressuscitaram depois de ataques
cardíacos relataram experiências de quase morte
Aproximadamente 18% das pessoas trazidas novamente da morte após um ataque cardíacodisseram ter tido uma EQM [fonte: Time (em inglês)]. Muitos religiosos podem não se surpreender com essas descrições, mas a idéia de que a consciência e o corpo humano existem separadamente intriga a ciência. Uma pessoa com morte cerebral não deveria ser capaz de formar novas memórias - ela não deveria ter nenhum tipo de consciência, na verdade. Então, como pode algo além da metafísica explicar as EQMs?
Um estudo da Universidade de Kentucky rapidamente ganhou território entre os cientistas como possivelmente a melhor explicação para as EQMs. Os pesquisadores dessa universidade teorizaram que o misterioso fenômeno é, na verdade, um exemplo de disfunção do sono, invasão de movimento rápido dos olhos ou invasão MRO. Nesse distúrbio, a mente de uma pessoa pode acordar antes de seu corpo, tendo alucinações e a sensação de estar fisicamente solta do corpo.
Os pesquisadores de Kentucky acreditam que as EQMs são, na verdade, invasões MRO acionadas no cérebro por eventos traumáticos, como ataques cardíacos. Se isso for verdade, significa que as experiências de algumas pessoas após a quase morte são uma confusão por terem entrado rápida e inesperadamente em um estado de sonho.
Essa teoria ajuda a explicar o que sempre foi um aspecto complicado sobre as EQMs: como as pessoas podem experienciar visões e sons depois de confirmada a morte cerebral? A área em que a invasão MRO é acionada fica no tronco cerebral - região que controla a maioria das funções básicas do corpo - e ela pode funcionar independentemente da parte superior do cérebro. Então, mesmo depois de as partes superiores do cérebro terem morrido, o tronco cerebral pode continuar funcionando e a invasão MRO ainda pode acontecer [fonte: BBC (em inglês)].
Essa parece ser uma boa explicação para as EQMs, mas e as EFCs? Elas são a mesma coisa? Leia a próxima seção para descobrir as diferenças entre as experiências de quase morte e as experiências fora do corpo.
Josh Clark. "HowStuffWorks - A ciência explica a vida após a morte?". Publicado em 23 de outubro de 2007 (atualizado em 15 de janeiro de 2009) http://pessoas.hsw.uol.com.br/ciencia-vida-apos-morte.htm (20 de julho de 2009)



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