Quinta-feira, 19 de Abril de 2012

Desmistificando os Exús e Pombas Giras








Antes de abordarmos efetivamente o tema, gostariamos de frisar bem que Exú não é o Diabo e nada tem em comum com ele.


Acreditamos que um dos responsáveis em fazer com que as pessoas pensem que Exú é o Diabo é o comércio das imagens (estátuas) de seres masculinos e femininos de cor vermelha, com chifres, com rabo, segurando garfo, nús, com duas cabeças e muitas outras barbaridades que se vendem por aí dizendo-se ser Exú ou Pomba Gira. Ou então pelo fato de muitos dizerem que quando uma pessoa está sofrendo obsessão está tomada por um Exú. O certo seria dizer que a pessoa está sendo importunada por um kiumba.

Primeiramente, temos a considerar que a palavra EXU é de origem Yorubana. Entre os vários significados encontramos um que define a sua atuação: esfera, ou seja, que está em toda parte.
Na verdade, é um espírito elemental, comprovado mais tarde como espírito dos elementos muito citado na literatura ocultista.Para os sacerdotes de antanho do continente negro, era uma entidade primitiva. Misteriosa, cuidadosamente tratada e invocada em momentos difíceis para a solução imediatas de problemas cruciantes da comunidade.
Porém, o exu, cultuado somente no candomblé, não incorpora para dar consultas, diferentemente do exu de umbanda, considerado uma entidade.

Exu Caveira
Na umbanda não se manifesta o próprio orixá, por meio da incorporação,no Rio grande do Sul o culto de "Nações Africanas" o Exú (orixá) é chamado de Bará,para não ser confundido com o Exú entidade de Umbanda, que são seus mensageiros ou falangeiros, espíritos que vêm em terra para orientar e ajudar. Quando incorporam, se caracterizam alguns com capas, cartolas, bengalas (masculinos), e saias rodadas,brincos, pulseiras, perfumes, rosas (femininos, também chamados de Pombo-giras). Mas não necessariamente os médiuns se utilizam destas vestimentas para a incorporação. Cada terreiro trabalha de uma forma diferente, alguns centros uniformizam a roupa dos médiuns, onde todos vestem branco. Os exus quando incorporados, se materializam num corpo magro e seco.


Encontramos aqueles que creem que os exus são entidades (espíritos) que só fazem o bem, e outros que creem que os Exus podem também ser neutros ou maus. Observa-se que, muitas vezes, os médiuns dos terreiros de umbanda - e mesmo de candomblé - não têm uma idéia muito clara da natureza da(s) entidade(s), quase sempre, por falta de estudo da religião. Na verdade, essa entidade não deve ser confundida com o (obsessores), apesar de transitar na mesma Linha das Almas, sendo o seu dia a segunda-feira, ficando sob o seu controle e comandando os espíritos atrasadíssimos na evolução e que são orientados pelos exus para que consigam evoluir através de trabalhos espirituais feitos para o bem.
Sua função mítica é a de mensageiro, o que leva os pedidos e oferendas dos homens aos orixás, já que o único contato direto entre essas diferentes categorias só acontece no momento da incorporação, quando o corpo do ser humano é coligado ao seu exu por meio dos chacras. É ele quem traduz as linguagens humanas para os seres superiores. Por isso, é imprescindível a sua presença para a realização de qualquer trabalho, porque é o único que efetivamente assegura em uma dimensão o que está acontecendo na outra, abrindo os caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados. Possuem a função também de proteger o terreiro e seus médiuns.

Exu Tranca Ruas das Almas


O poder de comunicar e ligar confere a ele também o oposto, a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu habitar as encruzilhadas, cemitérios, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras,portas de entradas e saídas.
algumas diferenças na maneira de ver exu no candomblé e na umbanda. No primeiro, exu é como os demais orixás, uma personalização de fenômenos e energias naturais. O candomblé considera que as divindades, ou seja os orixás, incorporam nos médiuns (cavalos ou aparelhos). Na umbanda, quem incorpora nos médiuns, além dos caboclos, pretos-velhos e crianças, são os Falangeiros de Orixás, representantes deles, e não os próprios.
Exu zé Pilintra
A umbanda considera os exus não como deuses, mas como entidades em evolução que buscam, através da caridade, a evolução. Em síntese, o grande agente mágico do equilíbrio universal. Também é o guardião dos trabalhos de magia, onde opera com forças do astral. E também são considerados como "policiais", "sentinelas", "seguranças" que agem pela Lei, no submundo do "crime" organizado e principalmente policiando o Médium no seu dia-a-dia. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela.
Obedecem a severa hierarquia nos comandos do astral, se classificando também como Exuscruzados, espadados e coroados.
Esses espíritos utilizam-se de energias mais "densas" (materiais). Nota-se que essas entidades podem realizar trabalhos benignos, como curas, orientação em todos os setores da vida pessoal dos consulentes e praticar a caridade em geral. A condição de exu para um espírito é transitória, podendo este, uma vez redimidas suas dívidas perante a Lei Divina, seguir no mundo dos espíritos em escalas mais elevadas de evolução. Essas falanges, e outras, são a divisão ou escala à qual pertencem os espíritos, mais ou menos equivalentes à escala espírita definida por Kardec.
Os trabalhos malignos (os tão famosos "pactos com o diabo"), como matar por exemplo, não são acordos feitos com os exus, mas com os Kiumbas que agem na surdina e não estão sob a orientação de nenhum exu, fazendo-se passar por um deles, atuando em terreiros que não praticam os fundamentos básicos da Umbanda que são: existência de um Deus único, crença de entidades espirituais em evolução, crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual, crença em guias mensageiros, na existência da alma, na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium, e o uso de ervas e frutos. O objetivo é sempre proporcionar vibrações positivas que beneficiem e auxilie em dificuldades, através da fé e respeito ao próximo.
Os exus são confundidos com os Kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos que se encontram desajustados perante a Lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. Exu é neutro, não é bom nem mau, pode fazer o bem ou o mal, desde que a ele isso seja pedido e lhe seja dada em troca uma oferenda estabelecida (oferenda pode ser desde uma vela até a mais elaboradas quando as entidades considerem que haverá muito esforço por parte deles). Quando faz o mal, a responsabilidade recai sobre ele, exu, e sobre quem lhe solicitou o mal. Como a prática do mal sempre lhe atrasa a evolução, acaba se voltando contra a pessoa que lhe solicitou a empreitada maléfica. Os Kiumbas, assim como o Diabo dos Católicos, são espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vingança, calcada no ódio doentio. Aguardando, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente). Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Esse baixo astral é uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada,vícios de toda estirpe, alimentam essa faixa vibracional e os Kiumbas se comprazem nisso, já que se sentem mais fortalecidos.
O verdadeiro exu não faz mal a ninguém, seu objetivo é auxiliar as pessoas com fé e respeito. Alguns exus foram pessoas como políticos, médicos, advogados, trabalhadores, pessoas comuns, padres etc., que cometeram alguma falha e escolheram - ou foram escolhidos para - vir nessa forma a fim de redimir seus erros passados. Outros são espíritos evoluídos que escolheram ajudar e continuar sua evolução atendendo e orientando as pessoas, e combatendo o mal. Em seus trabalhos de magia, Exu corta demandas, desfaz trabalhos malignos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos obscuros, sem luz (Kiumbas). Ajudam a limpar, retirando os espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.


A Doutrina Espírita os trata como espíritos imperfeitos, almas dos homens que, por terem cometido crimes perante a Lei Divina, são submetidos a difíceis provas, cujo único objetivo é o de que possam compreender a extensão do mal que praticaram em outras vidas.
Uma verdadeira casa de caridade é sempre reconhecida pela gratuidade dos serviços prestados a quem procura ajuda em um centro espírita ou centro de umbanda.
Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando à própria evolução.
O chamado "exu pagão" é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.



Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum http://espadadeogum.blogspot.com
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Desmistificando os Exús e Pombas Giras








Antes de abordarmos efetivamente o tema, gostariamos de frisar bem que Exú não é o Diabo e nada tem em comum com ele.


Acreditamos que um dos responsáveis em fazer com que as pessoas pensem que Exú é o Diabo é o comércio das imagens (estátuas) de seres masculinos e femininos de cor vermelha, com chifres, com rabo, segurando garfo, nús, com duas cabeças e muitas outras barbaridades que se vendem por aí dizendo-se ser Exú ou Pomba Gira. Ou então pelo fato de muitos dizerem que quando uma pessoa está sofrendo obsessão está tomada por um Exú. O certo seria dizer que a pessoa está sendo importunada por um kiumba.

Primeiramente, temos a considerar que a palavra EXU é de origem Yorubana. Entre os vários significados encontramos um que define a sua atuação: esfera, ou seja, que está em toda parte.
Na verdade, é um espírito elemental, comprovado mais tarde como espírito dos elementos muito citado na literatura ocultista.Para os sacerdotes de antanho do continente negro, era uma entidade primitiva. Misteriosa, cuidadosamente tratada e invocada em momentos difíceis para a solução imediatas de problemas cruciantes da comunidade.
Porém, o exu, cultuado somente no candomblé, não incorpora para dar consultas, diferentemente do exu de umbanda, considerado uma entidade.

Exu Caveira
Na umbanda não se manifesta o próprio orixá, por meio da incorporação,no Rio grande do Sul o culto de "Nações Africanas" o Exú (orixá) é chamado de Bará,para não ser confundido com o Exú entidade de Umbanda, que são seus mensageiros ou falangeiros, espíritos que vêm em terra para orientar e ajudar. Quando incorporam, se caracterizam alguns com capas, cartolas, bengalas (masculinos), e saias rodadas,brincos, pulseiras, perfumes, rosas (femininos, também chamados de Pombo-giras). Mas não necessariamente os médiuns se utilizam destas vestimentas para a incorporação. Cada terreiro trabalha de uma forma diferente, alguns centros uniformizam a roupa dos médiuns, onde todos vestem branco. Os exus quando incorporados, se materializam num corpo magro e seco.


Encontramos aqueles que creem que os exus são entidades (espíritos) que só fazem o bem, e outros que creem que os Exus podem também ser neutros ou maus. Observa-se que, muitas vezes, os médiuns dos terreiros de umbanda - e mesmo de candomblé - não têm uma idéia muito clara da natureza da(s) entidade(s), quase sempre, por falta de estudo da religião. Na verdade, essa entidade não deve ser confundida com o (obsessores), apesar de transitar na mesma Linha das Almas, sendo o seu dia a segunda-feira, ficando sob o seu controle e comandando os espíritos atrasadíssimos na evolução e que são orientados pelos exus para que consigam evoluir através de trabalhos espirituais feitos para o bem.
Sua função mítica é a de mensageiro, o que leva os pedidos e oferendas dos homens aos orixás, já que o único contato direto entre essas diferentes categorias só acontece no momento da incorporação, quando o corpo do ser humano é coligado ao seu exu por meio dos chacras. É ele quem traduz as linguagens humanas para os seres superiores. Por isso, é imprescindível a sua presença para a realização de qualquer trabalho, porque é o único que efetivamente assegura em uma dimensão o que está acontecendo na outra, abrindo os caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados. Possuem a função também de proteger o terreiro e seus médiuns.

Exu Tranca Ruas das Almas


O poder de comunicar e ligar confere a ele também o oposto, a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu habitar as encruzilhadas, cemitérios, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras,portas de entradas e saídas.
algumas diferenças na maneira de ver exu no candomblé e na umbanda. No primeiro, exu é como os demais orixás, uma personalização de fenômenos e energias naturais. O candomblé considera que as divindades, ou seja os orixás, incorporam nos médiuns (cavalos ou aparelhos). Na umbanda, quem incorpora nos médiuns, além dos caboclos, pretos-velhos e crianças, são os Falangeiros de Orixás, representantes deles, e não os próprios.
Exu zé Pilintra
A umbanda considera os exus não como deuses, mas como entidades em evolução que buscam, através da caridade, a evolução. Em síntese, o grande agente mágico do equilíbrio universal. Também é o guardião dos trabalhos de magia, onde opera com forças do astral. E também são considerados como "policiais", "sentinelas", "seguranças" que agem pela Lei, no submundo do "crime" organizado e principalmente policiando o Médium no seu dia-a-dia. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela.
Obedecem a severa hierarquia nos comandos do astral, se classificando também como Exuscruzados, espadados e coroados.
Esses espíritos utilizam-se de energias mais "densas" (materiais). Nota-se que essas entidades podem realizar trabalhos benignos, como curas, orientação em todos os setores da vida pessoal dos consulentes e praticar a caridade em geral. A condição de exu para um espírito é transitória, podendo este, uma vez redimidas suas dívidas perante a Lei Divina, seguir no mundo dos espíritos em escalas mais elevadas de evolução. Essas falanges, e outras, são a divisão ou escala à qual pertencem os espíritos, mais ou menos equivalentes à escala espírita definida por Kardec.
Os trabalhos malignos (os tão famosos "pactos com o diabo"), como matar por exemplo, não são acordos feitos com os exus, mas com os Kiumbas que agem na surdina e não estão sob a orientação de nenhum exu, fazendo-se passar por um deles, atuando em terreiros que não praticam os fundamentos básicos da Umbanda que são: existência de um Deus único, crença de entidades espirituais em evolução, crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual, crença em guias mensageiros, na existência da alma, na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium, e o uso de ervas e frutos. O objetivo é sempre proporcionar vibrações positivas que beneficiem e auxilie em dificuldades, através da fé e respeito ao próximo.
Os exus são confundidos com os Kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos que se encontram desajustados perante a Lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. Exu é neutro, não é bom nem mau, pode fazer o bem ou o mal, desde que a ele isso seja pedido e lhe seja dada em troca uma oferenda estabelecida (oferenda pode ser desde uma vela até a mais elaboradas quando as entidades considerem que haverá muito esforço por parte deles). Quando faz o mal, a responsabilidade recai sobre ele, exu, e sobre quem lhe solicitou o mal. Como a prática do mal sempre lhe atrasa a evolução, acaba se voltando contra a pessoa que lhe solicitou a empreitada maléfica. Os Kiumbas, assim como o Diabo dos Católicos, são espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vingança, calcada no ódio doentio. Aguardando, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente). Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Esse baixo astral é uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada,vícios de toda estirpe, alimentam essa faixa vibracional e os Kiumbas se comprazem nisso, já que se sentem mais fortalecidos.
O verdadeiro exu não faz mal a ninguém, seu objetivo é auxiliar as pessoas com fé e respeito. Alguns exus foram pessoas como políticos, médicos, advogados, trabalhadores, pessoas comuns, padres etc., que cometeram alguma falha e escolheram - ou foram escolhidos para - vir nessa forma a fim de redimir seus erros passados. Outros são espíritos evoluídos que escolheram ajudar e continuar sua evolução atendendo e orientando as pessoas, e combatendo o mal. Em seus trabalhos de magia, Exu corta demandas, desfaz trabalhos malignos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos obscuros, sem luz (Kiumbas). Ajudam a limpar, retirando os espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.


A Doutrina Espírita os trata como espíritos imperfeitos, almas dos homens que, por terem cometido crimes perante a Lei Divina, são submetidos a difíceis provas, cujo único objetivo é o de que possam compreender a extensão do mal que praticaram em outras vidas.
Uma verdadeira casa de caridade é sempre reconhecida pela gratuidade dos serviços prestados a quem procura ajuda em um centro espírita ou centro de umbanda.
Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando à própria evolução.
O chamado "exu pagão" é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.



Que a Divina Luz esteja entre nós
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Antes de abordarmos efetivamente o tema, gostariamos de frisar bem que Exú não é o Diabo e nada tem em comum com ele.


Acreditamos que um dos responsáveis em fazer com que as pessoas pensem que Exú é o Diabo é o comércio das imagens (estátuas) de seres masculinos e femininos de cor vermelha, com chifres, com rabo, segurando garfo, nús, com duas cabeças e muitas outras barbaridades que se vendem por aí dizendo-se ser Exú ou Pomba Gira. Ou então pelo fato de muitos dizerem que quando uma pessoa está sofrendo obsessão está tomada por um Exú. O certo seria dizer que a pessoa está sendo importunada por um kiumba.

Primeiramente, temos a considerar que a palavra EXU é de origem Yorubana. Entre os vários significados encontramos um que define a sua atuação: esfera, ou seja, que está em toda parte.
Na verdade, é um espírito elemental, comprovado mais tarde como espírito dos elementos muito citado na literatura ocultista.Para os sacerdotes de antanho do continente negro, era uma entidade primitiva. Misteriosa, cuidadosamente tratada e invocada em momentos difíceis para a solução imediatas de problemas cruciantes da comunidade.
Porém, o exu, cultuado somente no candomblé, não incorpora para dar consultas, diferentemente do exu de umbanda, considerado uma entidade.

Exu Caveira
Na umbanda não se manifesta o próprio orixá, por meio da incorporação,no Rio grande do Sul o culto de "Nações Africanas" o Exú (orixá) é chamado de Bará,para não ser confundido com o Exú entidade de Umbanda, que são seus mensageiros ou falangeiros, espíritos que vêm em terra para orientar e ajudar. Quando incorporam, se caracterizam alguns com capas, cartolas, bengalas (masculinos), e saias rodadas,brincos, pulseiras, perfumes, rosas (femininos, também chamados de Pombo-giras). Mas não necessariamente os médiuns se utilizam destas vestimentas para a incorporação. Cada terreiro trabalha de uma forma diferente, alguns centros uniformizam a roupa dos médiuns, onde todos vestem branco. Os exus quando incorporados, se materializam num corpo magro e seco.


Encontramos aqueles que creem que os exus são entidades (espíritos) que só fazem o bem, e outros que creem que os Exus podem também ser neutros ou maus. Observa-se que, muitas vezes, os médiuns dos terreiros de umbanda - e mesmo de candomblé - não têm uma idéia muito clara da natureza da(s) entidade(s), quase sempre, por falta de estudo da religião. Na verdade, essa entidade não deve ser confundida com o (obsessores), apesar de transitar na mesma Linha das Almas, sendo o seu dia a segunda-feira, ficando sob o seu controle e comandando os espíritos atrasadíssimos na evolução e que são orientados pelos exus para que consigam evoluir através de trabalhos espirituais feitos para o bem.
Sua função mítica é a de mensageiro, o que leva os pedidos e oferendas dos homens aos orixás, já que o único contato direto entre essas diferentes categorias só acontece no momento da incorporação, quando o corpo do ser humano é coligado ao seu exu por meio dos chacras. É ele quem traduz as linguagens humanas para os seres superiores. Por isso, é imprescindível a sua presença para a realização de qualquer trabalho, porque é o único que efetivamente assegura em uma dimensão o que está acontecendo na outra, abrindo os caminhos para os Orixás se aproximarem dos locais onde estão sendo cultuados. Possuem a função também de proteger o terreiro e seus médiuns.

Exu Tranca Ruas das Almas


O poder de comunicar e ligar confere a ele também o oposto, a possibilidade de desligar e comprometer qualquer comunicação. Se possibilita a construção, também permite a destruição. Esse poder foi traduzido mitologicamente no fato de Exu habitar as encruzilhadas, cemitérios, passagens, os diferentes e vários cruzamentos entre caminhos e rotas, e ser o senhor das porteiras,portas de entradas e saídas.
algumas diferenças na maneira de ver exu no candomblé e na umbanda. No primeiro, exu é como os demais orixás, uma personalização de fenômenos e energias naturais. O candomblé considera que as divindades, ou seja os orixás, incorporam nos médiuns (cavalos ou aparelhos). Na umbanda, quem incorpora nos médiuns, além dos caboclos, pretos-velhos e crianças, são os Falangeiros de Orixás, representantes deles, e não os próprios.
Exu zé Pilintra
A umbanda considera os exus não como deuses, mas como entidades em evolução que buscam, através da caridade, a evolução. Em síntese, o grande agente mágico do equilíbrio universal. Também é o guardião dos trabalhos de magia, onde opera com forças do astral. E também são considerados como "policiais", "sentinelas", "seguranças" que agem pela Lei, no submundo do "crime" organizado e principalmente policiando o Médium no seu dia-a-dia. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela.
Obedecem a severa hierarquia nos comandos do astral, se classificando também como Exuscruzados, espadados e coroados.
Esses espíritos utilizam-se de energias mais "densas" (materiais). Nota-se que essas entidades podem realizar trabalhos benignos, como curas, orientação em todos os setores da vida pessoal dos consulentes e praticar a caridade em geral. A condição de exu para um espírito é transitória, podendo este, uma vez redimidas suas dívidas perante a Lei Divina, seguir no mundo dos espíritos em escalas mais elevadas de evolução. Essas falanges, e outras, são a divisão ou escala à qual pertencem os espíritos, mais ou menos equivalentes à escala espírita definida por Kardec.
Os trabalhos malignos (os tão famosos "pactos com o diabo"), como matar por exemplo, não são acordos feitos com os exus, mas com os Kiumbas que agem na surdina e não estão sob a orientação de nenhum exu, fazendo-se passar por um deles, atuando em terreiros que não praticam os fundamentos básicos da Umbanda que são: existência de um Deus único, crença de entidades espirituais em evolução, crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual, crença em guias mensageiros, na existência da alma, na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium, e o uso de ervas e frutos. O objetivo é sempre proporcionar vibrações positivas que beneficiem e auxilie em dificuldades, através da fé e respeito ao próximo.
Os exus são confundidos com os Kiumbas, que são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos que se encontram desajustados perante a Lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. Exu é neutro, não é bom nem mau, pode fazer o bem ou o mal, desde que a ele isso seja pedido e lhe seja dada em troca uma oferenda estabelecida (oferenda pode ser desde uma vela até a mais elaboradas quando as entidades considerem que haverá muito esforço por parte deles). Quando faz o mal, a responsabilidade recai sobre ele, exu, e sobre quem lhe solicitou o mal. Como a prática do mal sempre lhe atrasa a evolução, acaba se voltando contra a pessoa que lhe solicitou a empreitada maléfica. Os Kiumbas, assim como o Diabo dos Católicos, são espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vingança, calcada no ódio doentio. Aguardando, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente). Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Esse baixo astral é uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada,vícios de toda estirpe, alimentam essa faixa vibracional e os Kiumbas se comprazem nisso, já que se sentem mais fortalecidos.
O verdadeiro exu não faz mal a ninguém, seu objetivo é auxiliar as pessoas com fé e respeito. Alguns exus foram pessoas como políticos, médicos, advogados, trabalhadores, pessoas comuns, padres etc., que cometeram alguma falha e escolheram - ou foram escolhidos para - vir nessa forma a fim de redimir seus erros passados. Outros são espíritos evoluídos que escolheram ajudar e continuar sua evolução atendendo e orientando as pessoas, e combatendo o mal. Em seus trabalhos de magia, Exu corta demandas, desfaz trabalhos malignos, feitiços e magia negra, feitos por espíritos obscuros, sem luz (Kiumbas). Ajudam a limpar, retirando os espíritos obsessores e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.


A Doutrina Espírita os trata como espíritos imperfeitos, almas dos homens que, por terem cometido crimes perante a Lei Divina, são submetidos a difíceis provas, cujo único objetivo é o de que possam compreender a extensão do mal que praticaram em outras vidas.
Uma verdadeira casa de caridade é sempre reconhecida pela gratuidade dos serviços prestados a quem procura ajuda em um centro espírita ou centro de umbanda.
Alguns espíritos, que usam indevidamente o nome de Exu, procuram realizar trabalhos de magia dirigida contra os encarnados. Na realidade, quem está agindo é um espírito atrasado. É justamente contra as influências maléficas, o pensamento doentio desses feiticeiros improvisados, que entra em ação o verdadeiro exu, atraindo os obsessores, cegos ainda, e procurando trazê-los para suas falanges que trabalham visando à própria evolução.
O chamado "exu pagão" é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia para o mal, embora possa ser despertado para evoluir de condição.



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Os elementos de Exú





Na lingua Yorubá, Exú significa " esfera". É o princípio natural de tudo; é o inicio, o ponto de partida, o nascimento, a força de criação. O equilibrio negativo do Universo, sem se dar, neste caso a conotação de maldade. Exú é o primeiro passo, a célula inicial de geração de vida.
É o "ser", aquele que gera o infinito, o primogênito, Senhor dos caminhos, das ruas, aquele que dá passagem.
Seu elemento é o fogo ( embora Terra e Ar, tambem são elementos do Exú)
 Psiqué dos filhos de Exú
 Ao contrário do que se pensa, Exú é um Orixá. Evidentemente não estamos falando de sua falange, a que chamamos de Exú Mangueira, Exú Caveira, Exú Mirim, entre outros. Estamos, neste caso, nos referindo à força da natureza do Orixá Exú.
Lado Positivo
 Aqueles que são regidos por Exú, apresentam uma personalidade  muito marcante e um comportamento cotidiano muito diverso.
Os regidos por Exú são pessoas altamente fiéis aos seus princípios, aos amigos, às suas causas. São de extrema coragem e dedicação a tudo que se entregam. Amáveis de um modo geral, não se preocupam com o tamanho do sacrifício para atender a todos os que ama. E amam de fato, com uma paixão quase cega, sem limites, ou obstáculos.
 Excelentes amantes, são os mais fantasiosos e entusiastas do sexo. Se a virilidade é uma caracteristica básica de Exú, é também daqueles regidos por este Orixá. São capazes de amar profundamente, até a mais de ua pessoa, mas atendendo a todas igualmente e com o mesmo ardor, com a mesma paixão e o mesmo afeto.
 Os regidos por Exú são comerciantes hábeis e espertos, capazes de fecharem os negócios mais impossiveis e desfazerem outros da mesma maneira, graças a sua capacidade em convencer as pessoas. Profissionalmente sempre chegam ao seu objetivo, pois não existe filho de Exú que não se empenhe até a raiz dos cabelos para conseguir seu intento. São fortes, capazes, românticos, felizes, sinceros, astutos; atentos, rápidos, despachados, praticamente invencíveis, ardorosos e sagazes.
Lado Negativo
 São severos em tudo e por tudo, pessoas  exigentes ao extremo. Os regidos por Exú são perfeccionistas. Se por um lado são amigos fiéis, por outro lado, os mais implacáveis inimigos que se tem notícia.
 Dominadores, eles vão chegar à última instância para ter aquilo que desejam. Os filhos de Exú são impulsionados pelo capricho pela mais extrema vaidade e desejo de possuir. São confiáveis, porém, muito perigosos. Pessoas do tipo que dão apenas um mugido de boi para entrarem numa briga, mas que dão boiadas para dela não saírem. Brigões por natureza, são eximios lutadores e de uma disposição fora do comum.
Mentem, para salvaguardar seus segredos. Fazem tudo de graça, mas intimamente sempre esperam serem bem recompensados pelo trabalho. Apesar do estilo simples, os filhos de Exú gostam de ostentar e conquistar espaços que não lhes pertencem. Não são vagos, são objetivos, mas têm sempre um grande plano, uma peripécia pronta para ser executada. Gozadores e galhofeiros, os filhos de Exú são donos  das melhores idéias, mas a maioria delas com o objetivo de "aprontar" com alguém. São grosseiramente amáveis, mas estupidamente grosseiros quando irados. Sonsos, debochados, intrigantes, misteriosos, gozadores, enganadores, ladinos, brincalhões, severos, exigentes e de sorriso aberto.
Biótipo
 Homens - Sempre altos, de bom porte físico e de olhar marcante.
 Mulheres - De belo corpo, estatura média e olhar muito marcante.
Precauções:
Devem sempre se afas tar de brigas, tóxicos, bebidas, de maus elementos e tambem do mar, que exerce uma atração negativa nos filhos de Exú.
Côr: Preto, vermelho, branco (fundamentalmente)
Metal: Prata e Ouro
Pedra Preciosa: ônix e rubi
Profissão: Militares, diplomatas, jornalistas, vendedores, comerciantes.





Que a Divina Luz esteja entre nós 
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Os elementos de Exú





Na lingua Yorubá, Exú significa " esfera". É o princípio natural de tudo; é o inicio, o ponto de partida, o nascimento, a força de criação. O equilibrio negativo do Universo, sem se dar, neste caso a conotação de maldade. Exú é o primeiro passo, a célula inicial de geração de vida.
É o "ser", aquele que gera o infinito, o primogênito, Senhor dos caminhos, das ruas, aquele que dá passagem.
Seu elemento é o fogo ( embora Terra e Ar, tambem são elementos do Exú)
 Psiqué dos filhos de Exú
 Ao contrário do que se pensa, Exú é um Orixá. Evidentemente não estamos falando de sua falange, a que chamamos de Exú Mangueira, Exú Caveira, Exú Mirim, entre outros. Estamos, neste caso, nos referindo à força da natureza do Orixá Exú.
Lado Positivo
 Aqueles que são regidos por Exú, apresentam uma personalidade  muito marcante e um comportamento cotidiano muito diverso.
Os regidos por Exú são pessoas altamente fiéis aos seus princípios, aos amigos, às suas causas. São de extrema coragem e dedicação a tudo que se entregam. Amáveis de um modo geral, não se preocupam com o tamanho do sacrifício para atender a todos os que ama. E amam de fato, com uma paixão quase cega, sem limites, ou obstáculos.
 Excelentes amantes, são os mais fantasiosos e entusiastas do sexo. Se a virilidade é uma caracteristica básica de Exú, é também daqueles regidos por este Orixá. São capazes de amar profundamente, até a mais de ua pessoa, mas atendendo a todas igualmente e com o mesmo ardor, com a mesma paixão e o mesmo afeto.
 Os regidos por Exú são comerciantes hábeis e espertos, capazes de fecharem os negócios mais impossiveis e desfazerem outros da mesma maneira, graças a sua capacidade em convencer as pessoas. Profissionalmente sempre chegam ao seu objetivo, pois não existe filho de Exú que não se empenhe até a raiz dos cabelos para conseguir seu intento. São fortes, capazes, românticos, felizes, sinceros, astutos; atentos, rápidos, despachados, praticamente invencíveis, ardorosos e sagazes.
Lado Negativo
 São severos em tudo e por tudo, pessoas  exigentes ao extremo. Os regidos por Exú são perfeccionistas. Se por um lado são amigos fiéis, por outro lado, os mais implacáveis inimigos que se tem notícia.
 Dominadores, eles vão chegar à última instância para ter aquilo que desejam. Os filhos de Exú são impulsionados pelo capricho pela mais extrema vaidade e desejo de possuir. São confiáveis, porém, muito perigosos. Pessoas do tipo que dão apenas um mugido de boi para entrarem numa briga, mas que dão boiadas para dela não saírem. Brigões por natureza, são eximios lutadores e de uma disposição fora do comum.
Mentem, para salvaguardar seus segredos. Fazem tudo de graça, mas intimamente sempre esperam serem bem recompensados pelo trabalho. Apesar do estilo simples, os filhos de Exú gostam de ostentar e conquistar espaços que não lhes pertencem. Não são vagos, são objetivos, mas têm sempre um grande plano, uma peripécia pronta para ser executada. Gozadores e galhofeiros, os filhos de Exú são donos  das melhores idéias, mas a maioria delas com o objetivo de "aprontar" com alguém. São grosseiramente amáveis, mas estupidamente grosseiros quando irados. Sonsos, debochados, intrigantes, misteriosos, gozadores, enganadores, ladinos, brincalhões, severos, exigentes e de sorriso aberto.
Biótipo
 Homens - Sempre altos, de bom porte físico e de olhar marcante.
 Mulheres - De belo corpo, estatura média e olhar muito marcante.
Precauções:
Devem sempre se afas tar de brigas, tóxicos, bebidas, de maus elementos e tambem do mar, que exerce uma atração negativa nos filhos de Exú.
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Na lingua Yorubá, Exú significa " esfera". É o princípio natural de tudo; é o inicio, o ponto de partida, o nascimento, a força de criação. O equilibrio negativo do Universo, sem se dar, neste caso a conotação de maldade. Exú é o primeiro passo, a célula inicial de geração de vida.
É o "ser", aquele que gera o infinito, o primogênito, Senhor dos caminhos, das ruas, aquele que dá passagem.
Seu elemento é o fogo ( embora Terra e Ar, tambem são elementos do Exú)
 Psiqué dos filhos de Exú
 Ao contrário do que se pensa, Exú é um Orixá. Evidentemente não estamos falando de sua falange, a que chamamos de Exú Mangueira, Exú Caveira, Exú Mirim, entre outros. Estamos, neste caso, nos referindo à força da natureza do Orixá Exú.
Lado Positivo
 Aqueles que são regidos por Exú, apresentam uma personalidade  muito marcante e um comportamento cotidiano muito diverso.
Os regidos por Exú são pessoas altamente fiéis aos seus princípios, aos amigos, às suas causas. São de extrema coragem e dedicação a tudo que se entregam. Amáveis de um modo geral, não se preocupam com o tamanho do sacrifício para atender a todos os que ama. E amam de fato, com uma paixão quase cega, sem limites, ou obstáculos.
 Excelentes amantes, são os mais fantasiosos e entusiastas do sexo. Se a virilidade é uma caracteristica básica de Exú, é também daqueles regidos por este Orixá. São capazes de amar profundamente, até a mais de ua pessoa, mas atendendo a todas igualmente e com o mesmo ardor, com a mesma paixão e o mesmo afeto.
 Os regidos por Exú são comerciantes hábeis e espertos, capazes de fecharem os negócios mais impossiveis e desfazerem outros da mesma maneira, graças a sua capacidade em convencer as pessoas. Profissionalmente sempre chegam ao seu objetivo, pois não existe filho de Exú que não se empenhe até a raiz dos cabelos para conseguir seu intento. São fortes, capazes, românticos, felizes, sinceros, astutos; atentos, rápidos, despachados, praticamente invencíveis, ardorosos e sagazes.
Lado Negativo
 São severos em tudo e por tudo, pessoas  exigentes ao extremo. Os regidos por Exú são perfeccionistas. Se por um lado são amigos fiéis, por outro lado, os mais implacáveis inimigos que se tem notícia.
 Dominadores, eles vão chegar à última instância para ter aquilo que desejam. Os filhos de Exú são impulsionados pelo capricho pela mais extrema vaidade e desejo de possuir. São confiáveis, porém, muito perigosos. Pessoas do tipo que dão apenas um mugido de boi para entrarem numa briga, mas que dão boiadas para dela não saírem. Brigões por natureza, são eximios lutadores e de uma disposição fora do comum.
Mentem, para salvaguardar seus segredos. Fazem tudo de graça, mas intimamente sempre esperam serem bem recompensados pelo trabalho. Apesar do estilo simples, os filhos de Exú gostam de ostentar e conquistar espaços que não lhes pertencem. Não são vagos, são objetivos, mas têm sempre um grande plano, uma peripécia pronta para ser executada. Gozadores e galhofeiros, os filhos de Exú são donos  das melhores idéias, mas a maioria delas com o objetivo de "aprontar" com alguém. São grosseiramente amáveis, mas estupidamente grosseiros quando irados. Sonsos, debochados, intrigantes, misteriosos, gozadores, enganadores, ladinos, brincalhões, severos, exigentes e de sorriso aberto.
Biótipo
 Homens - Sempre altos, de bom porte físico e de olhar marcante.
 Mulheres - De belo corpo, estatura média e olhar muito marcante.
Precauções:
Devem sempre se afas tar de brigas, tóxicos, bebidas, de maus elementos e tambem do mar, que exerce uma atração negativa nos filhos de Exú.
Côr: Preto, vermelho, branco (fundamentalmente)
Metal: Prata e Ouro
Pedra Preciosa: ônix e rubi
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Terça-feira, 13 de Março de 2012

Exu Rei das 7 Encruzilhadas






"Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu..."

Tem um caráter sério, amável e tranquilo, mas também pode ser enérgico e enojar-se quando há algo que ele não gosta. Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..."

Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas tenha sido posto em um lugar privilegiado por alguns autores (os que escreveram com muita subjetividade), ele mesmo afirma que não é o Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é um dos principais.

É rígido e severo quanto a seguir as tradições e que os rituais se cumpram passo a passo como deve ser, mesmo que, como todo "exu" está aberto a mudanças, às movimentações e inovações, sempre e quando os mesmos sejam feitos pelos próprios Exus. 
Esta entidade se apresenta como um homem de idade avançada, de pele escura, barba e olhos vermelhos, cor de brasa. Traz a metade do seu corpo (o lado esquerdo) queimado, sendo que sua perna esquerda não funciona bem, por isto é muito comum que se apóie em um bastão. 

Prefere beber whisky de boa qualidade e fumar charutos grossos, sua voz é rouca, grave e forte. Quando está manifestado em algum médium, gosta também de farofa. Seu olhar é insustentável e quando se fixa em alguém, parece que o atravessa, sabendo seus segredos mais íntimos. As pessoas que o conhecem sentem certa autoridade nele e o respeitam.
 Se desmancha em passagens que envia ao mundo para que transmitam suas mensagens através de seus cavalos (médiuns), sendo que isto acontece com todas as demais Entidades de Kimbanda. Sua vestimenta quase sempre é em tons vermelho e negro, com toques brancos e às vezes dourados (quando fora da Encruzilhada da Lira), prefere a capa e a cartola. Gosta de trabalhar com pouco público, em sessões que tenham força espiritual, onde os que nelas se encontram estejam concentrados ao máximo para dar o melhor de si. Não é importante a quantidade, e sim a qualidade e o resultado final da cerimônia. 

Em sua última encarnação foi um Tatá Nganga banto, que foi trazido como escravo ao Brasil. Começou chegando na Umbanda, como um "exu de baixo" e foi levantado para "o alto" quando se fizeram os sacrifícios correspondentes na Kimbanda. Quando lhe perguntamos porque se denominava "da Lira" respondeu:
"Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu..."

Tem um caráter sério, amável e tranquilo, mas também pode ser enérgico e enojar-se quando há algo que ele não gosta. Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..."

Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas tenha sido posto em um lugar privilegiado por alguns autores (os que escreveram com muita subjetividade), ele mesmo afirma que não é o Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é um dos principais.

É rígido e severo quanto a seguir as tradições e que os rituais se cumpram passo a passo como deve ser, mesmo que, como todo "exu" está aberto a mudanças, às movimentações e inovações, sempre e quando os mesmos sejam feitos pelos próprios Exus. 



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"Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu..."

Tem um caráter sério, amável e tranquilo, mas também pode ser enérgico e enojar-se quando há algo que ele não gosta. Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..."

Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas tenha sido posto em um lugar privilegiado por alguns autores (os que escreveram com muita subjetividade), ele mesmo afirma que não é o Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é um dos principais.

É rígido e severo quanto a seguir as tradições e que os rituais se cumpram passo a passo como deve ser, mesmo que, como todo "exu" está aberto a mudanças, às movimentações e inovações, sempre e quando os mesmos sejam feitos pelos próprios Exus. 
Esta entidade se apresenta como um homem de idade avançada, de pele escura, barba e olhos vermelhos, cor de brasa. Traz a metade do seu corpo (o lado esquerdo) queimado, sendo que sua perna esquerda não funciona bem, por isto é muito comum que se apóie em um bastão. 

Prefere beber whisky de boa qualidade e fumar charutos grossos, sua voz é rouca, grave e forte. Quando está manifestado em algum médium, gosta também de farofa. Seu olhar é insustentável e quando se fixa em alguém, parece que o atravessa, sabendo seus segredos mais íntimos. As pessoas que o conhecem sentem certa autoridade nele e o respeitam.
 Se desmancha em passagens que envia ao mundo para que transmitam suas mensagens através de seus cavalos (médiuns), sendo que isto acontece com todas as demais Entidades de Kimbanda. Sua vestimenta quase sempre é em tons vermelho e negro, com toques brancos e às vezes dourados (quando fora da Encruzilhada da Lira), prefere a capa e a cartola. Gosta de trabalhar com pouco público, em sessões que tenham força espiritual, onde os que nelas se encontram estejam concentrados ao máximo para dar o melhor de si. Não é importante a quantidade, e sim a qualidade e o resultado final da cerimônia. 

Em sua última encarnação foi um Tatá Nganga banto, que foi trazido como escravo ao Brasil. Começou chegando na Umbanda, como um "exu de baixo" e foi levantado para "o alto" quando se fizeram os sacrifícios correspondentes na Kimbanda. Quando lhe perguntamos porque se denominava "da Lira" respondeu:
"Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu..."

Tem um caráter sério, amável e tranquilo, mas também pode ser enérgico e enojar-se quando há algo que ele não gosta. Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..."

Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas tenha sido posto em um lugar privilegiado por alguns autores (os que escreveram com muita subjetividade), ele mesmo afirma que não é o Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é um dos principais.

É rígido e severo quanto a seguir as tradições e que os rituais se cumpram passo a passo como deve ser, mesmo que, como todo "exu" está aberto a mudanças, às movimentações e inovações, sempre e quando os mesmos sejam feitos pelos próprios Exus. 



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Tem um caráter sério, amável e tranquilo, mas também pode ser enérgico e enojar-se quando há algo que ele não gosta. Tem prazer em ensinar e doutrinar, por isto sempre está tirando dúvidas a todo aquele que lhe faça perguntas, desde as perguntas mais insólitas como "porque há estrelas..." até as mais comuns como "quero saber se meu marido me engana..."

Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas tenha sido posto em um lugar privilegiado por alguns autores (os que escreveram com muita subjetividade), ele mesmo afirma que não é o Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é um dos principais.

É rígido e severo quanto a seguir as tradições e que os rituais se cumpram passo a passo como deve ser, mesmo que, como todo "exu" está aberto a mudanças, às movimentações e inovações, sempre e quando os mesmos sejam feitos pelos próprios Exus. 
Esta entidade se apresenta como um homem de idade avançada, de pele escura, barba e olhos vermelhos, cor de brasa. Traz a metade do seu corpo (o lado esquerdo) queimado, sendo que sua perna esquerda não funciona bem, por isto é muito comum que se apóie em um bastão. 

Prefere beber whisky de boa qualidade e fumar charutos grossos, sua voz é rouca, grave e forte. Quando está manifestado em algum médium, gosta também de farofa. Seu olhar é insustentável e quando se fixa em alguém, parece que o atravessa, sabendo seus segredos mais íntimos. As pessoas que o conhecem sentem certa autoridade nele e o respeitam.
 Se desmancha em passagens que envia ao mundo para que transmitam suas mensagens através de seus cavalos (médiuns), sendo que isto acontece com todas as demais Entidades de Kimbanda. Sua vestimenta quase sempre é em tons vermelho e negro, com toques brancos e às vezes dourados (quando fora da Encruzilhada da Lira), prefere a capa e a cartola. Gosta de trabalhar com pouco público, em sessões que tenham força espiritual, onde os que nelas se encontram estejam concentrados ao máximo para dar o melhor de si. Não é importante a quantidade, e sim a qualidade e o resultado final da cerimônia. 

Em sua última encarnação foi um Tatá Nganga banto, que foi trazido como escravo ao Brasil. Começou chegando na Umbanda, como um "exu de baixo" e foi levantado para "o alto" quando se fizeram os sacrifícios correspondentes na Kimbanda. Quando lhe perguntamos porque se denominava "da Lira" respondeu:
"Lira é uma cidade africana, que fica nas fronteiras orientais do Reino Baganda, de lá venho eu..."

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Apesar do Exu Rei das 7 Encruzilhadas tenha sido posto em um lugar privilegiado por alguns autores (os que escreveram com muita subjetividade), ele mesmo afirma que não é o Rei absoluto da kimbanda, e sim que apenas é um dos principais.

É rígido e severo quanto a seguir as tradições e que os rituais se cumpram passo a passo como deve ser, mesmo que, como todo "exu" está aberto a mudanças, às movimentações e inovações, sempre e quando os mesmos sejam feitos pelos próprios Exus. 



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Sábado, 10 de Setembro de 2011

Exu Sete Liras


Queridos irmãos
Que a paz de Oxalá esteja com todos
O Exu Sete da Lira ou Sete Liras é muito conhecido. Ligado aos ganhos materiais, chamado de Exu do Dinheiro.

O Rei da Lira se apresenta como Exu, muito embora suas características originais o liguem mais ao mundo da encantaria, onde é conhecido como Sete Rei da Lira, José das Sete Liras ou o Rei das Sete Liras. Poucos conhecem a sua história como encantado, que começa na Idade Média e vai até a sua reencarnação no século dezenove. Na Espanha Medieval, havia um casal: Caio e Zelinda. Caio era um descendente de gregos, que tocava e fabricava instrumentos musicais, especialmente liras. Zelinda era uma bela negra africana, que escondida dos poderosos da época, fazia rituais mágicos.Tiveram um filho chamado José, que era muito inteligente e tocava instrumentos como ninguém. O garoto herdou do pai o gosto para tocar e fabricar liras, das quais construía 7 diferentes modelos. Da mãe herdou os poderes paranormais: curava pessoas doentes, movia objetos com o olhar, tinha sonhos premonitórios, via a aura das pessoas etc. Na adolescência, conta a lenda que o garoto passou a incorporar espíritos enquanto tocava e uma destas almas seria a do bíblico Rei Davi. Por fazer muito sucesso com as mulheres, um marido ciumento entregou-o para os representantes da igreja, acusando José das Sete Liras de bruxaria. Foi queimado na fogueira pela Inquisição.


A fama do Exu Sete Rei da Lira que baixava em Mãe Cacilda começou a crescer rapidamente devido à característica inusitada de suas giras - onde todo tipo de música poderia ser cantada e tocada - e no uso impressionante da ingestão de vários litros e litros de "marafo", além da roupa ritualística bordada em veludo preto, botas, capas e cartola. Quem presenciou a manifestação deste espírito se impressionou com o magnetismo e com a capacidade de movimentação das pessoas que acorriam ao seu templo, em Santíssimo, um bairro do Rio de Janeiro. Corriam as notícias de boca a boca, dos casos de cura de doenças gravíssimas etc e rapidamente a gira de seu Sete chegou à marca impressionante de mais de cinco mil pessoas por rito.

Compositora e escritora, Mãe Cacilda tinha um programa na Rádio Metropolitana de Inhaúma e o caso é que a fama de seu 7 se espalhou tanto que artistas como Tim Maia, Freddie Mercury e o grupo Kiss estiveram por lá sabe-se lá por qual razão, até que um dia alguém foi até o terreiro e desafiou o Exu a baixar em rede nacional. Ao contrário do que se esperava, o seu Sete concordou e foi aí que o "dendê ferveu"!

A entidade obteve destaque na mídia brasileira a partir da apresentação ao vivo, pela TV Globo e pela extinta TV Tupi, de sessões que causaram viva polémica:

À época, afirmou-se que a então a primeira-dama D. Cyla Médici, esposa do presidente Emílio Garrastazu Médici, teria mergulhado em transe, enquanto assistia ao programa;Como consequência, ambas as emissoras de televisão assinaram um protocolo de auto-censura à época.

O nome da entidade também se liga a um momento da carreira do cantor Tim Maia, no início daquela década, quando era adepto da seita Universo em Desencanto, liderada por Manuel Jacinto Coelho
Incorporada pelo Exu "Seu" 7 Rei da Lira Cacilda havia transformado os programas de Chacrinha e Flávio Cavalcanti num verdadeiro ritual de Kimbanda, daqueles mais bravos. Não se questiona aqui a veracidade da presença do Exu naqueles momentos, ou se é válido esse tipo de exposição ou de manifestação em público, mas há a verdade inquestionável de que algum poder realmente tomou conta das pessoas naqueles programas, pois platéia, cantores, assistentes de câmera, seguranças, contrarregras e outros entraram em transe, desmaiaram ou foram "mediunizados" por exus e outras entidades.
Capa da Matéria
Inabalável, seu Sete da Lira após "tocar a macumba" no programa de Flávio Cavalcanti, sem desincorporar saiu de carro dos estúdios da TV Tupi acompanhado por seus cambonos e foi até os estúdios da Rede Globo no programa do Chacrinha e nem bem entrou no palco, o mesmo fenômeno aconteceu: Chacretes, músicos, diretores e outros entraram em transe.


O próprio Chacrinha, o rei da caricatura e da esbórnia ficou sem ação, conforme o relato do professor universitário Paulo Duarte: "(...) me causou espanto, assistir, há dias àquele espetáculo de 'Seu Sete', apresentado como se fosse um retrato do Brasil: uma 'mandingueira' de cartola e charuto, espargindo cachaça pela multidão em transe, como um sacerdote o faz com água benta. Um adolescente entrou para colaborar, quando foi 'tomado' diante da Mãe de Santo. Esta, que já bebera em público largos goles de pinga, esborrifou-lhe o rosto com um pouco da bebida, aos efeitos mágicos da qual o moleque voltou à razão em meio ao alvoroço da multidão, sob o patrocínio de um Chacrinha mais inconsciente que legítimo".

Mas o evento mais grave e interessante aconteceria longe, no centro do poder: estavam assistindo aos programas o então presidente Médici e sua esposa D. Cyla. Indignado, o general iria tomar algumas "providências" contra Mãe Cacilda, quando, subitamente, ao seu lado, D. Cyla, incorporada, dá uma sonora gargalhada, pede uma rosa, uma champanhe e diz pro presidente não mexer com quem não podia...

Que Oxalá nos abençoe sempre


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