Terça-feira, 19 de Julho de 2011

Ervas da Umbanda




Sem Erva não tem Axé!
A regra número um nos cultos de Orixá e a Umbanda é um deles. Contudo, em nosso Templo, pregamos que nosso uso é mágico e não medicinal, receitamos as ervas para sacudimentos, defumações, banhos, mas nunca para uso fitoterápico, por ingestão.

Importante: recolher ou retirar as ervas é sempre um trabalho para o sacerdote, pois muitas são apropriadas em seu recolhimento conforme o horário, noite ou dia da recolha.

Ainda assim sempre procuramos conhecer esses efeitos das ervas, até porque muitas são perigosas.
Abaixo, relacionamos algumas das principais ervas utilizadas nos rituais com observações sobre suas propriedades fitoterápicas acrescidas das suas características ritualísticas.


GUACO, ERVA DE COBRA ou CIPÓ CATINGA:
Esta erva veio do Peru e era utilizada pelos incas contra picadas de cobras e de insetos venenosos usando uma folha para uma xícara de água.
Os índios utilizavam a folha do guaco em banhos para afastar a cobra humana.
Da folha desta planta prepara-se xarope de bom efeito contra a bronquite e as tosses rebeldes (derrete-se o açúcar junto com as folhas picadas, acrescenta água e ferve até engrossar, pode adicionar mel no final)
Formas de uso: chá, xarope e banho.
Orixás: Yasã / Oya
Características: Planta trepadeira com folhas totalmente verdes e de espessura mais grossa, flores brancas.
  
MÃO DE DEUS:
Muito receitada para combater vícios de drogas (cigarro, bebida, etc) utilizando na forma de chá, também se utiliza muito em rituais de sacudimento e em pó.
Coloca sob o travesseiro para fazer dormir. O fruto maduro, por infusão, é usado contra hemorróidas.
Formas de uso: Chá, pó, sacudimento.
Orixás: Oxalá
Características: Cipó muito comum em terrenos abandonados, suas folhas lembram a palma de uma mão divididas em cinco lobos, flores amarelas.
  
TERRAMICINA ou PERNA DE SARACURA:
Bom para infecções, internas ou externas, excelente depurativo do sangue, utiliza-se em forma de chá de hora em hora ou de 2 em 2 horas.
A exemplo do guaco também é utilizado contra picadas venenosas, e antibiótico.
Formas de uso: Chá
Orixás: Xangô e Yansã / Oya.
Características: Caule e folhas arroxeadas.
  
COLÔNIA ou COLÔNIA DO NORTE:
Uma das folhas mais importantes e utilizadas na umbanda e candomblé. Tem como principal característica litúrgica ser o maior contra Egum que existe.
Formas de uso: Defumação e Banho.
Orixás: Yemanjá e Oxalá
Características: Folhas grandes, lisas e longas de coloração verde.
  


 
ARRUDA: 
Mais uma erva bastante usada ritualisticamente, conhecida por todos e ao mesmo tempo requer muitos cuidados, tanto no sentido litúrgico como medicinal. Seu uso litúrgico é bastante vasto, principalmente como amuleto e banhos, porém este último não pode ser aplicado na cabeça, salvo filhos de Ogum e Exu, os Orixás desta erva.
Pó da folha seca: Seu uso medicinal é bastante moderado, pois tem ação vermicida (ótimo contra pulgas e piolhos).
Durante a gravidez a arruda tem um efeito especial sobre o útero, ocasionando hemorragia grave, levando ao aborto e a morte. “Acrescentamos que o aborto é raro e que a administração desta substancia com um fim criminoso (aborto)”. Pode acarretar a morte da mãe sem que haja parto”. (Dictionnaire des Plantes Medicinales, Pg. 541, Pelo Dr. A. Héraud).
Repetimos a advertência que, tratando-se de uma planta muito ativa, só deve ser administrada com muita prudência, quando usada internamente.
O chá de arruda é bom calmante dos nervos e trata urina presa.
Formas de uso: Amuleto, pó externamente e chá.
Orixás: Ogum e Exu.
Características: É um sub-arbusto com folhas pequenas verdes claras fortemente aromáticas.
  
ALFAVACA, ERVA DE BOIADEIRO ou MANJERICÃO DE FOLHA LARGA:
Esta erva é muito utilizada pelos caboclos em rituais de sacudimento (geralmente junto com peregum) tem suas folhas aromáticas, estimulantes e diuréticas. Aplica-se nos casos de ardor ao urinar, enfermidades dos intestinos, estômago, rins e bexiga.
Externamente usa-se para gargarejo em casos de dor de garganta, aftas, etc.
Com o chá das folhas, ou com o chá das sementes em maceração, preparam-se compressas que as mães lactantes aplicam sobre os bicos dos seios afetados.
Forma de uso: chá, sacudimento, gargarejo.
Orixás: Oxalá, Oxossi, Oxum.
Características: Planta muito cheirosa de folhas ovais ou oval – elípticas, compridas. Inflorência em espigas.
  
MANJERICÃO: 
A erva boa pra tudo, esta é a melhor definição do manjericão que é bastante conhecido na cozinha em forma de cozimento.Tem como principal característica litúrgica o poder de elevação espiritual por isso é muito utilizada em banho da coroa, amaci.
Formas de uso: Banho e chá.
Orixás: Oxalá.
Características: Pequenas folhas ovais arredondadas de coloração verde clara inflorência em espigas.
  
PEREGUM, PAU D’ÁGUA ou IPEREGUM:
Uma erva de uso extremamente ritual difere em suas cores para diferenciar os orixás que pegam cada uma delas e são extremamente apreciadas para rituais de sacudimento, acompanhadas de outras ervas ou não, muito utilizadas também em banho de amaci ou que antecedem cada trabalho de seu respectivo orixá.
Formas de uso: Banho de sacudimento.
Orixás: De acordo com as cores, sendo verde de ogum, verde e amarelo de Oxossi e Logunedé, verde e branco de Ossain, vermelho de Oia e Xangô.
Características: São folhas lisas e compridas, um pouco mais estreitas e menores do que a colônia, por exemplo, encontradas nas cores acima citadas.
O Peregum vermelho (Xangô e Oya) também é chamado de folha de fogo.
  
ABRE CAMINHO ou PERIQUITINHO DE OGUM:
Sua aplicação é também de cunho litúrgico. Nas formas de banho de defesa, sacudimento e defumação, com o principal objetivo de abrir os caminhos seja no trabalho ou na vida pessoal.
Os pós feitos de suas folhas secas e triturados servem para misturar no pó de pemba ou pó de abre caminho.
Também se usa a folha seca no meio da carteira profissional ou da carteira (a exemplo do acocô) e o correto é devolver a folha de onde foi retirada.
Orixás: Ogum
Características: Folhas bem finas e de coloração roxa de um lado e verde do outro.
  
EGENDA: 
Esta planta tem a excelente função de auxiliar o desenvolvimento dos novos médiuns, usado em banhos. Tem o poder de trazer logo os guias do filho de santo.
Formas de Uso: Banho antes dos trabalhos.
Orixás: Ogum
Características: Planta rasteira, com folhas de coloração verde e rocha, geralmente verde por cima e roxa por baixo, mas podendo variar.
  
ALECRIM: 
Esta também é uma erva utilizada para quase tudo nos rituais, mau olhado, quebrante, etc. Seu uso medicinal está voltado para o coração, como um tônico, mas Poe ser dilatador seu efeito, deve-se tomar cuidado com a quantidade do uso.
Não confundir com alecrim do cruzamento, também conhecido por alfazema do Brasil, ou alecrim do norte, como é conhecido na Bahia, este já tem maior aplicação litúrgica no seu poder de afastar Egum.
Formas de uso: Alecrim – Chá
Alecrim do Cruzamento – Banho, defumação, pó e sacudimento
Orixás: Oxalá, Oxossi.
Características: Alecrim – Folhas opostas cruzadas, e estreitas, de bordas voltadas para baixo de coloração verde escuras, exala cheiro aromático, forte e agradável.
Alecrim de Cruzamento – Caule estirado esgalhado, com folhas bem pequenas e verdes.
  
GUINÉ, PIPI ou AMANSA SENHOR:
Uma erva muito utilizada por caboclos e pretos velhos em suas mirongas. Excelente para banho de descarrego e sacudimento. Usa-se colocar uma folha sob o pé para atrair coisas boas.
Importante, seu uso interno é altamente restrito, apesar de ter funções medicinais, as doses teriam que ser mínimas e muito bem administradas para não causar efeitos nocivos que podem levar inclusive a morte.
Externamente, o guiné tem diversas aplicações analgésicas. Emprega-se as folhas machucadas, em compressas, para acalmar as dores de cabeça, dores reumáticas, etc.
Forma de Uso: Banhos e compressas externas, proibido uso interno.
Orixás: Oxossi
Características: Sub-arbusto de até de um metro e meio de altura, ramos eretos, folhas médias e verde clara.
  
LOURO: 
Outra erva muita conhecida nas cozinhas, como condimento e tempero e que também tem qualidades litúrgicas e medicinais, no ritual é muito utilizada em defumação e banho para atrair prosperidade. Tem bons resultados para combater a ausência da menstruação (amenorréia) em forma de chá, ou no combate da nevralgia e reumatismo fazendo fricções com o azeite extraído das folhas. Sobre as partes doloridas.
Forma de Uso: Defumação, banho e chá.
Orixás: Yasã / Oya
Características: Árvore de tronco liso.
Folhas semelhantes as da laranjeira, são mais duras que o normal, como se estivessem secas.
  

*IMPORTANTE: As informações aqui apresentadas tem objetivo de divulgar esta cultura popular, não dispensa, em hipótese alguma, orientações médicas.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 20:45
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Ervas da Umbanda




Sem Erva não tem Axé!
A regra número um nos cultos de Orixá e a Umbanda é um deles. Contudo, em nosso Templo, pregamos que nosso uso é mágico e não medicinal, receitamos as ervas para sacudimentos, defumações, banhos, mas nunca para uso fitoterápico, por ingestão.

Importante: recolher ou retirar as ervas é sempre um trabalho para o sacerdote, pois muitas são apropriadas em seu recolhimento conforme o horário, noite ou dia da recolha.

Ainda assim sempre procuramos conhecer esses efeitos das ervas, até porque muitas são perigosas.
Abaixo, relacionamos algumas das principais ervas utilizadas nos rituais com observações sobre suas propriedades fitoterápicas acrescidas das suas características ritualísticas.


GUACO, ERVA DE COBRA ou CIPÓ CATINGA:
Esta erva veio do Peru e era utilizada pelos incas contra picadas de cobras e de insetos venenosos usando uma folha para uma xícara de água.
Os índios utilizavam a folha do guaco em banhos para afastar a cobra humana.
Da folha desta planta prepara-se xarope de bom efeito contra a bronquite e as tosses rebeldes (derrete-se o açúcar junto com as folhas picadas, acrescenta água e ferve até engrossar, pode adicionar mel no final)
Formas de uso: chá, xarope e banho.
Orixás: Yasã / Oya
Características: Planta trepadeira com folhas totalmente verdes e de espessura mais grossa, flores brancas.
  
MÃO DE DEUS:
Muito receitada para combater vícios de drogas (cigarro, bebida, etc) utilizando na forma de chá, também se utiliza muito em rituais de sacudimento e em pó.
Coloca sob o travesseiro para fazer dormir. O fruto maduro, por infusão, é usado contra hemorróidas.
Formas de uso: Chá, pó, sacudimento.
Orixás: Oxalá
Características: Cipó muito comum em terrenos abandonados, suas folhas lembram a palma de uma mão divididas em cinco lobos, flores amarelas.
  
TERRAMICINA ou PERNA DE SARACURA:
Bom para infecções, internas ou externas, excelente depurativo do sangue, utiliza-se em forma de chá de hora em hora ou de 2 em 2 horas.
A exemplo do guaco também é utilizado contra picadas venenosas, e antibiótico.
Formas de uso: Chá
Orixás: Xangô e Yansã / Oya.
Características: Caule e folhas arroxeadas.
  
COLÔNIA ou COLÔNIA DO NORTE:
Uma das folhas mais importantes e utilizadas na umbanda e candomblé. Tem como principal característica litúrgica ser o maior contra Egum que existe.
Formas de uso: Defumação e Banho.
Orixás: Yemanjá e Oxalá
Características: Folhas grandes, lisas e longas de coloração verde.
  


 
ARRUDA: 
Mais uma erva bastante usada ritualisticamente, conhecida por todos e ao mesmo tempo requer muitos cuidados, tanto no sentido litúrgico como medicinal. Seu uso litúrgico é bastante vasto, principalmente como amuleto e banhos, porém este último não pode ser aplicado na cabeça, salvo filhos de Ogum e Exu, os Orixás desta erva.
Pó da folha seca: Seu uso medicinal é bastante moderado, pois tem ação vermicida (ótimo contra pulgas e piolhos).
Durante a gravidez a arruda tem um efeito especial sobre o útero, ocasionando hemorragia grave, levando ao aborto e a morte. “Acrescentamos que o aborto é raro e que a administração desta substancia com um fim criminoso (aborto)”. Pode acarretar a morte da mãe sem que haja parto”. (Dictionnaire des Plantes Medicinales, Pg. 541, Pelo Dr. A. Héraud).
Repetimos a advertência que, tratando-se de uma planta muito ativa, só deve ser administrada com muita prudência, quando usada internamente.
O chá de arruda é bom calmante dos nervos e trata urina presa.
Formas de uso: Amuleto, pó externamente e chá.
Orixás: Ogum e Exu.
Características: É um sub-arbusto com folhas pequenas verdes claras fortemente aromáticas.
  
ALFAVACA, ERVA DE BOIADEIRO ou MANJERICÃO DE FOLHA LARGA:
Esta erva é muito utilizada pelos caboclos em rituais de sacudimento (geralmente junto com peregum) tem suas folhas aromáticas, estimulantes e diuréticas. Aplica-se nos casos de ardor ao urinar, enfermidades dos intestinos, estômago, rins e bexiga.
Externamente usa-se para gargarejo em casos de dor de garganta, aftas, etc.
Com o chá das folhas, ou com o chá das sementes em maceração, preparam-se compressas que as mães lactantes aplicam sobre os bicos dos seios afetados.
Forma de uso: chá, sacudimento, gargarejo.
Orixás: Oxalá, Oxossi, Oxum.
Características: Planta muito cheirosa de folhas ovais ou oval – elípticas, compridas. Inflorência em espigas.
  
MANJERICÃO: 
A erva boa pra tudo, esta é a melhor definição do manjericão que é bastante conhecido na cozinha em forma de cozimento.Tem como principal característica litúrgica o poder de elevação espiritual por isso é muito utilizada em banho da coroa, amaci.
Formas de uso: Banho e chá.
Orixás: Oxalá.
Características: Pequenas folhas ovais arredondadas de coloração verde clara inflorência em espigas.
  
PEREGUM, PAU D’ÁGUA ou IPEREGUM:
Uma erva de uso extremamente ritual difere em suas cores para diferenciar os orixás que pegam cada uma delas e são extremamente apreciadas para rituais de sacudimento, acompanhadas de outras ervas ou não, muito utilizadas também em banho de amaci ou que antecedem cada trabalho de seu respectivo orixá.
Formas de uso: Banho de sacudimento.
Orixás: De acordo com as cores, sendo verde de ogum, verde e amarelo de Oxossi e Logunedé, verde e branco de Ossain, vermelho de Oia e Xangô.
Características: São folhas lisas e compridas, um pouco mais estreitas e menores do que a colônia, por exemplo, encontradas nas cores acima citadas.
O Peregum vermelho (Xangô e Oya) também é chamado de folha de fogo.
  
ABRE CAMINHO ou PERIQUITINHO DE OGUM:
Sua aplicação é também de cunho litúrgico. Nas formas de banho de defesa, sacudimento e defumação, com o principal objetivo de abrir os caminhos seja no trabalho ou na vida pessoal.
Os pós feitos de suas folhas secas e triturados servem para misturar no pó de pemba ou pó de abre caminho.
Também se usa a folha seca no meio da carteira profissional ou da carteira (a exemplo do acocô) e o correto é devolver a folha de onde foi retirada.
Orixás: Ogum
Características: Folhas bem finas e de coloração roxa de um lado e verde do outro.
  
EGENDA: 
Esta planta tem a excelente função de auxiliar o desenvolvimento dos novos médiuns, usado em banhos. Tem o poder de trazer logo os guias do filho de santo.
Formas de Uso: Banho antes dos trabalhos.
Orixás: Ogum
Características: Planta rasteira, com folhas de coloração verde e rocha, geralmente verde por cima e roxa por baixo, mas podendo variar.
  
ALECRIM: 
Esta também é uma erva utilizada para quase tudo nos rituais, mau olhado, quebrante, etc. Seu uso medicinal está voltado para o coração, como um tônico, mas Poe ser dilatador seu efeito, deve-se tomar cuidado com a quantidade do uso.
Não confundir com alecrim do cruzamento, também conhecido por alfazema do Brasil, ou alecrim do norte, como é conhecido na Bahia, este já tem maior aplicação litúrgica no seu poder de afastar Egum.
Formas de uso: Alecrim – Chá
Alecrim do Cruzamento – Banho, defumação, pó e sacudimento
Orixás: Oxalá, Oxossi.
Características: Alecrim – Folhas opostas cruzadas, e estreitas, de bordas voltadas para baixo de coloração verde escuras, exala cheiro aromático, forte e agradável.
Alecrim de Cruzamento – Caule estirado esgalhado, com folhas bem pequenas e verdes.
  
GUINÉ, PIPI ou AMANSA SENHOR:
Uma erva muito utilizada por caboclos e pretos velhos em suas mirongas. Excelente para banho de descarrego e sacudimento. Usa-se colocar uma folha sob o pé para atrair coisas boas.
Importante, seu uso interno é altamente restrito, apesar de ter funções medicinais, as doses teriam que ser mínimas e muito bem administradas para não causar efeitos nocivos que podem levar inclusive a morte.
Externamente, o guiné tem diversas aplicações analgésicas. Emprega-se as folhas machucadas, em compressas, para acalmar as dores de cabeça, dores reumáticas, etc.
Forma de Uso: Banhos e compressas externas, proibido uso interno.
Orixás: Oxossi
Características: Sub-arbusto de até de um metro e meio de altura, ramos eretos, folhas médias e verde clara.
  
LOURO: 
Outra erva muita conhecida nas cozinhas, como condimento e tempero e que também tem qualidades litúrgicas e medicinais, no ritual é muito utilizada em defumação e banho para atrair prosperidade. Tem bons resultados para combater a ausência da menstruação (amenorréia) em forma de chá, ou no combate da nevralgia e reumatismo fazendo fricções com o azeite extraído das folhas. Sobre as partes doloridas.
Forma de Uso: Defumação, banho e chá.
Orixás: Yasã / Oya
Características: Árvore de tronco liso.
Folhas semelhantes as da laranjeira, são mais duras que o normal, como se estivessem secas.
  

*IMPORTANTE: As informações aqui apresentadas tem objetivo de divulgar esta cultura popular, não dispensa, em hipótese alguma, orientações médicas.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Ervas da Umbanda




Sem Erva não tem Axé!
A regra número um nos cultos de Orixá e a Umbanda é um deles. Contudo, em nosso Templo, pregamos que nosso uso é mágico e não medicinal, receitamos as ervas para sacudimentos, defumações, banhos, mas nunca para uso fitoterápico, por ingestão.

Importante: recolher ou retirar as ervas é sempre um trabalho para o sacerdote, pois muitas são apropriadas em seu recolhimento conforme o horário, noite ou dia da recolha.

Ainda assim sempre procuramos conhecer esses efeitos das ervas, até porque muitas são perigosas.
Abaixo, relacionamos algumas das principais ervas utilizadas nos rituais com observações sobre suas propriedades fitoterápicas acrescidas das suas características ritualísticas.


GUACO, ERVA DE COBRA ou CIPÓ CATINGA:
Esta erva veio do Peru e era utilizada pelos incas contra picadas de cobras e de insetos venenosos usando uma folha para uma xícara de água.
Os índios utilizavam a folha do guaco em banhos para afastar a cobra humana.
Da folha desta planta prepara-se xarope de bom efeito contra a bronquite e as tosses rebeldes (derrete-se o açúcar junto com as folhas picadas, acrescenta água e ferve até engrossar, pode adicionar mel no final)
Formas de uso: chá, xarope e banho.
Orixás: Yasã / Oya
Características: Planta trepadeira com folhas totalmente verdes e de espessura mais grossa, flores brancas.
  
MÃO DE DEUS:
Muito receitada para combater vícios de drogas (cigarro, bebida, etc) utilizando na forma de chá, também se utiliza muito em rituais de sacudimento e em pó.
Coloca sob o travesseiro para fazer dormir. O fruto maduro, por infusão, é usado contra hemorróidas.
Formas de uso: Chá, pó, sacudimento.
Orixás: Oxalá
Características: Cipó muito comum em terrenos abandonados, suas folhas lembram a palma de uma mão divididas em cinco lobos, flores amarelas.
  
TERRAMICINA ou PERNA DE SARACURA:
Bom para infecções, internas ou externas, excelente depurativo do sangue, utiliza-se em forma de chá de hora em hora ou de 2 em 2 horas.
A exemplo do guaco também é utilizado contra picadas venenosas, e antibiótico.
Formas de uso: Chá
Orixás: Xangô e Yansã / Oya.
Características: Caule e folhas arroxeadas.
  
COLÔNIA ou COLÔNIA DO NORTE:
Uma das folhas mais importantes e utilizadas na umbanda e candomblé. Tem como principal característica litúrgica ser o maior contra Egum que existe.
Formas de uso: Defumação e Banho.
Orixás: Yemanjá e Oxalá
Características: Folhas grandes, lisas e longas de coloração verde.
  


 
ARRUDA: 
Mais uma erva bastante usada ritualisticamente, conhecida por todos e ao mesmo tempo requer muitos cuidados, tanto no sentido litúrgico como medicinal. Seu uso litúrgico é bastante vasto, principalmente como amuleto e banhos, porém este último não pode ser aplicado na cabeça, salvo filhos de Ogum e Exu, os Orixás desta erva.
Pó da folha seca: Seu uso medicinal é bastante moderado, pois tem ação vermicida (ótimo contra pulgas e piolhos).
Durante a gravidez a arruda tem um efeito especial sobre o útero, ocasionando hemorragia grave, levando ao aborto e a morte. “Acrescentamos que o aborto é raro e que a administração desta substancia com um fim criminoso (aborto)”. Pode acarretar a morte da mãe sem que haja parto”. (Dictionnaire des Plantes Medicinales, Pg. 541, Pelo Dr. A. Héraud).
Repetimos a advertência que, tratando-se de uma planta muito ativa, só deve ser administrada com muita prudência, quando usada internamente.
O chá de arruda é bom calmante dos nervos e trata urina presa.
Formas de uso: Amuleto, pó externamente e chá.
Orixás: Ogum e Exu.
Características: É um sub-arbusto com folhas pequenas verdes claras fortemente aromáticas.
  
ALFAVACA, ERVA DE BOIADEIRO ou MANJERICÃO DE FOLHA LARGA:
Esta erva é muito utilizada pelos caboclos em rituais de sacudimento (geralmente junto com peregum) tem suas folhas aromáticas, estimulantes e diuréticas. Aplica-se nos casos de ardor ao urinar, enfermidades dos intestinos, estômago, rins e bexiga.
Externamente usa-se para gargarejo em casos de dor de garganta, aftas, etc.
Com o chá das folhas, ou com o chá das sementes em maceração, preparam-se compressas que as mães lactantes aplicam sobre os bicos dos seios afetados.
Forma de uso: chá, sacudimento, gargarejo.
Orixás: Oxalá, Oxossi, Oxum.
Características: Planta muito cheirosa de folhas ovais ou oval – elípticas, compridas. Inflorência em espigas.
  
MANJERICÃO: 
A erva boa pra tudo, esta é a melhor definição do manjericão que é bastante conhecido na cozinha em forma de cozimento.Tem como principal característica litúrgica o poder de elevação espiritual por isso é muito utilizada em banho da coroa, amaci.
Formas de uso: Banho e chá.
Orixás: Oxalá.
Características: Pequenas folhas ovais arredondadas de coloração verde clara inflorência em espigas.
  
PEREGUM, PAU D’ÁGUA ou IPEREGUM:
Uma erva de uso extremamente ritual difere em suas cores para diferenciar os orixás que pegam cada uma delas e são extremamente apreciadas para rituais de sacudimento, acompanhadas de outras ervas ou não, muito utilizadas também em banho de amaci ou que antecedem cada trabalho de seu respectivo orixá.
Formas de uso: Banho de sacudimento.
Orixás: De acordo com as cores, sendo verde de ogum, verde e amarelo de Oxossi e Logunedé, verde e branco de Ossain, vermelho de Oia e Xangô.
Características: São folhas lisas e compridas, um pouco mais estreitas e menores do que a colônia, por exemplo, encontradas nas cores acima citadas.
O Peregum vermelho (Xangô e Oya) também é chamado de folha de fogo.
  
ABRE CAMINHO ou PERIQUITINHO DE OGUM:
Sua aplicação é também de cunho litúrgico. Nas formas de banho de defesa, sacudimento e defumação, com o principal objetivo de abrir os caminhos seja no trabalho ou na vida pessoal.
Os pós feitos de suas folhas secas e triturados servem para misturar no pó de pemba ou pó de abre caminho.
Também se usa a folha seca no meio da carteira profissional ou da carteira (a exemplo do acocô) e o correto é devolver a folha de onde foi retirada.
Orixás: Ogum
Características: Folhas bem finas e de coloração roxa de um lado e verde do outro.
  
EGENDA: 
Esta planta tem a excelente função de auxiliar o desenvolvimento dos novos médiuns, usado em banhos. Tem o poder de trazer logo os guias do filho de santo.
Formas de Uso: Banho antes dos trabalhos.
Orixás: Ogum
Características: Planta rasteira, com folhas de coloração verde e rocha, geralmente verde por cima e roxa por baixo, mas podendo variar.
  
ALECRIM: 
Esta também é uma erva utilizada para quase tudo nos rituais, mau olhado, quebrante, etc. Seu uso medicinal está voltado para o coração, como um tônico, mas Poe ser dilatador seu efeito, deve-se tomar cuidado com a quantidade do uso.
Não confundir com alecrim do cruzamento, também conhecido por alfazema do Brasil, ou alecrim do norte, como é conhecido na Bahia, este já tem maior aplicação litúrgica no seu poder de afastar Egum.
Formas de uso: Alecrim – Chá
Alecrim do Cruzamento – Banho, defumação, pó e sacudimento
Orixás: Oxalá, Oxossi.
Características: Alecrim – Folhas opostas cruzadas, e estreitas, de bordas voltadas para baixo de coloração verde escuras, exala cheiro aromático, forte e agradável.
Alecrim de Cruzamento – Caule estirado esgalhado, com folhas bem pequenas e verdes.
  
GUINÉ, PIPI ou AMANSA SENHOR:
Uma erva muito utilizada por caboclos e pretos velhos em suas mirongas. Excelente para banho de descarrego e sacudimento. Usa-se colocar uma folha sob o pé para atrair coisas boas.
Importante, seu uso interno é altamente restrito, apesar de ter funções medicinais, as doses teriam que ser mínimas e muito bem administradas para não causar efeitos nocivos que podem levar inclusive a morte.
Externamente, o guiné tem diversas aplicações analgésicas. Emprega-se as folhas machucadas, em compressas, para acalmar as dores de cabeça, dores reumáticas, etc.
Forma de Uso: Banhos e compressas externas, proibido uso interno.
Orixás: Oxossi
Características: Sub-arbusto de até de um metro e meio de altura, ramos eretos, folhas médias e verde clara.
  
LOURO: 
Outra erva muita conhecida nas cozinhas, como condimento e tempero e que também tem qualidades litúrgicas e medicinais, no ritual é muito utilizada em defumação e banho para atrair prosperidade. Tem bons resultados para combater a ausência da menstruação (amenorréia) em forma de chá, ou no combate da nevralgia e reumatismo fazendo fricções com o azeite extraído das folhas. Sobre as partes doloridas.
Forma de Uso: Defumação, banho e chá.
Orixás: Yasã / Oya
Características: Árvore de tronco liso.
Folhas semelhantes as da laranjeira, são mais duras que o normal, como se estivessem secas.
  

*IMPORTANTE: As informações aqui apresentadas tem objetivo de divulgar esta cultura popular, não dispensa, em hipótese alguma, orientações médicas.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

Ervas, Elementos, Frutas, Lei de Salva e Alquimia

Ervas, Sacrifícios, Frutas, Elementos, Lei de Salva, Alquimia


ERVAS
Na Umbanda, utiliza-se litúrgica e ritualisticamente, as ervas de nossa flora para amacís, imantações, banhos de descarga, etc. As Plantas dos Orixás se dividem em 3 grupos primordiais, à saber: POSITIVASNEGATIVAS e NEUTRAS.
Elas são assim catalogadas, conforme a fase lunar da colheita.

  1. Positivas - deverão ser colhidas na fase Crescente ou Cheia
  2. Neutras - deverão ser colhidas na fase Nova
  3. Negativas - deverão ser colhidas na fase Minguante
Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:

  1. Vibração de quem vai usá-la
  2. Vibração das demais ervas utilizadas
  3. Vibração da intenção com que serão usadas
Leia mais em mais Informações
POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.NEUTRAS: são todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.
NEGATIVAS: são ervas usadas explicitamente para negativar.
A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o , 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.
As ervas devem ser usadas de três formas diferentes:

  1. Para efeito medicinal
  2. Para efeito litúrgico
  3. Para efeito ritualístico
A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas:
  1. Como tratamento preventivo
  2. Como tratamento normal da doença
I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.
II) Para uso no tratamento normal da doença as plantas devem ser colhidas nos 3o ,4o e 5o dias da lunação respectiva.

B) Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas:
  1. Como imã, para atrair as vibrações do Orixá desejado.
  2. Como neutralizante entre duas forças ou Orixás.
  3. Como ação repulsiva ao Orixá não desejado.
I) Como imã, as ervas devem ser colhidas nos 1o, 2o e 3o dias da lunação respectiva.
II) Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.
III) Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.
C) Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas:
  1. Como afirmação ou concordância de efeito litúrgico.
  2. Como equilíbrio entre as forças vibratórias implantadas durante a ação litúrgica.
  3. Como discordância com as forças imantadas.
Entende-se por força imantada, toda a vibração atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.I) Como afirmação, as ervas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.
II) Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectivo.
III) Como discordância (descarga), as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS

LINHA DE OXALÁ: arruda, arnica, laranja da terra (folhas), hortelã, poejo, girassol, vassoura branca, erva de Oxalá, erva cidreira, alecrim do campo, levante, alecrim miúdo, bambu (folhas), erva quaresma.LINHA DAS SENHORAS: lágrimas de Nossa Senhora (folhas), mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí de Oxum, erva-de-santa-luzia, espada-de-santa-bárbara, trevo (folhas), quina roxa, abóbora dantas, vitória-régia, açucena, erva-de-santa-bárbara, malva rosa, suma roxa.
LINHA DE IBEJI: amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão, ipecacuanha, anil (folhas), capim pé-de-galinha, arranha gato.
LINHA DE XANGÔ: limoeiro (folhas), erva lírio, café (folhas), saião (folhas), erva-de-são-joão, abre caminho, quebra mandinga, erva de Xangô, quebra-pedra, Rui Barbo, louro, aperta ruã, Maria Nera, erva Moura, Maria Preta, erva de bicho.
LINHA DE OGUM: comigo ninguém pode, espada de Ogum, lança de Ogum, flecha de Ogum, cinco folhas, jurupitã (folhas), jurubeba (folhas), musgo (marinho), ipê (folhas), losna, romã (folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.
LINHA DE OXÓSSI: picão do mato, cipó caboclo, barba de milho, mil folhas, funcho, fava de quebranto, gervão roxo, tamarindo (folhas), alecrim do mato, boldo, malvarisco, sete sangrias, unha de vaca, azedinha, chapéu de couro, grama barbante.
LINHA DAS ALMAS: café (grão), guiné pipíu, arruda (folhas), cambará, sete folhas, aroeira (folhas), erva grossa, vassoura preta, cravo de defunto, mal com tudo, cipó cabeludo.



ALQUIMIA DA UMBANDA
Na Alquimia da Umbanda, utiliza-se derivados de 3 reinos, à saber:
  1. Reino Mineral
  2. Reino Vegetal
  3. Reino Animal
I) REINO MINERAL: São utilizados, a pedra viva (Otá), ferro, cobre, latão, alumínio, zinco, assim como uma série de metalóides.
II) REINO VEGETAL: É utilizado um número incalculável de ERVAS, sendo que as principais já foram vistas acima.
III) REINO ANIMAL: Através de animais vivos, são efetuados na Umbanda diversos rituais. É um engano pensar que na Umbanda só utilizam animais sacrificados, muito pelo contrário a maior parte dos rituais de uma Umbanda Racional, utiliza o animal vivo, que permanece vivo.
Os animais utilizados são os seguintes:
  1. Aves
  2. Ovinos
  3. Caprinos
  4. Suínos
  5. Bovinos
  6. Eqüinos
  7. Répteis
a) AVES:
a1) Galinha-de-terreiro - Linha de Pretos-velhos (simples)
a2) Galinha-d'angola - Preto-velho (cruzado) e Senhoras
a3) Galinha-pedrês - Ibeji
a4) Galos - Ogum, Oxóssi e Oxalá (Xangô às vezes)
a5) Pombos - Senhoras, Ibeji, mas específico para Oxalá
a6) Patos - Uso exclusivo das Almas (Pretos-velhos)
a7) Morcego - Usado na Quimbanda, Catimbó, Vodu (nunca para o bem)
b) OVINOS: Oxalá e gira de Ibeji
c) CAPRINOS: Exu - Específico para os coroados e batizados
d) SUÍNOS: Específico de Exu pagão e Elementares
e) BOVINOS: Oxalá, Xangô e Oxóssi (às vezes também para Exu Coroado)
f) EQUINOS: Ogum, especificamente
g) RÉPTEIS: São utilizados como segue abaixo:

RÉPTIL

LINHA QUE UTILIZA


Oxalá

Salamandra

Ibeji

Lagartos

Xangô e Ogum

Camaleões (*)

Senhoras

Cotias

Oxóssi, Caboclos e Senhoras

Sapos

Almas e Exus (todos)

Morcegos (**)

Exus Elementares, Vodu, Catimbó e Quimbanda
(*) Em certos terreiros são usados escorpiões
(**) Os morcegos são utilizados pelos bruxos, quimbandeiros e alguns Umbandistas de hoje, na Alquimia (elixir)




FRUTAS DOS ORIXÁS

Relação das frutas que têm grande vibração dos Orixás

ORIXÁFRUTAS
OXALÁuva, pêra, maçã, damasco, melão, figo
SENHORASTodas as frutas cítricas- limão, tangerina, laranja, sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo
IBEJIgoiaba, amora, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama
XANGÔmarmelo, mamão, melão, melancia, abiu, abricó, caqui, fruta-de-conde
OGUMgraviola, banana (exceto d'água), ameixa, pitomba, ciriguela, abacate, abiu, lima-da-pérsia
OXÓSSIcoco, cana-de-açúcar, camboatá, sapucaia, cacau, caju, mangaba
ALMASjaca, abacaxi, cajá-manga, manga, carambola, fruta-pão, morango, banana d'água (especifica para Exus)
Estas frutas podem ser consumidas pelo Ser encarnado nos dias determinados para os Orixás, para reforço da freqüência dos mesmos em cada um. Também pode ser oferecido à alguém em intenção ao Orixá da pessoa, afim de angariar a simpatia do mesmo.

Nós que utilizamos estes três reinos, sabemos também que vivemos envolvidos no Reino dos Encantados, os quais agem diretamente sobre nossas vidas, através dos Elementos respectivos na natureza, coadunando-se com os respectivos Orixás, à saber:


ELEMENTO

ONDE ATUAM OS ENCANTADOS

ORIXÁ

LUZ

Tempo (horário)

Oxalá

ÁGUA

Marés, rios, cachoeiras e tempestades

Senhoras

TERRA

Calmarias

Ibeji

PEDRA

Odores, umes

Xangô

FERRO

Frio, inclusive dos metais

Ogum

MATA

Brisa, cheiro de mato

Oxóssi

FOGO

Raios, centelhas, incêndios

Almas

Torna-se necessário que utilizemos os três reinos; o mineral , o vegetal e o animal, com a sabedoria necessária e em conjunto com os Encantados e seus Elementos, para que possamos, o mais sabiamente possível, dar em nossas vidas, a seqüência efetiva às 3(três) Leis Fundamentais, que à tudo e à todos regem:
A LEI DO CARMA: crédito dado
A LEI DE CHOQUE E RETORNO: débito de cada Ser
O LIVRE ARBÍTRIO: que irá, em síntese, determinar o tipo de saldo que teremos em nossas Contas Siderais



SALVA E LEI DE SALVA
Existem duas coisas muito confundidas (a Salva e a Lei de Salva) que apesar de completamente diferentes, são utilizadas pelo Omolocô, e em todas as nações onde se utiliza a Umbanda como ritual, apesar de originárias das nações de Santo (Candomblé).

LEI DE SALVA

Na Umbanda permite-se o uso da Lei de Salva, assim como o é por tantas e quantas religiões existam; é uma espécie de pagamento para que alguém faça por você, o que por condições físicas ou necessidades diversas, o próprio não tenha condições. A Lei de Salva é determinada de acordo com a unidade padrão da moeda. Quando os negros vieram como escravos para o Brasil, a unidade padrão no Mercado de Escravos era a moeda de $400 reis (1 pataca), por esta razão a Lei de Salva é sempre baseada na unidade padrão vigente no local onde a mesma é aplicada, e que poderá conforme a dificuldade ou periculosidade do trabalho à ser efetuado, ser multiplicada por 3 (três), 5 (cinco) ou 7 (sete) vezes no máximo a unidade padrão utilizada.

A SALVA

A Salva é uma deferência prestada dentro da Umbanda, quando se quer dar destaque à visitação ao terreiro, por determinados seguidores da seita, tais como: chefes de terreiros, de qualquer hierarquia, personalidades ilustres, benfeitores do terreiro, autoridades civis, militares e religiosas, que conheçam a Lei e que mereçam essa deferência.
A Salva se divide em duas partes distintas:
1a) Uma bandeja quadrada ou oblonga, de acordo com o chefe do terreiro. Conforme as condições financeiras do terreiro, esta bandeja poderá ser de metal, aço inoxidável, prata, ouro ou até de platina.
2a) Um ALÁ, pálio sustentado por 4 ou 6 varas, que serve para acobertar a personalidade visitante.
Na bandeja, são colocados na parte da frente, dois recipientes quadrados: o da esquerda contendo pó de pemba e o da direita cinzas. No meio da bandeja, dois copos, sendo o da esquerda cheio de Otí do Orixá da Casa, e o da direita permanece vazio. Na parte de trás da bandeja, são colocados 7 (sete) recipientes arrolhados, com os Otís dos Orixás venerados pela Casa. Exemplo: Oxalá - água pura ou vinho branco; Senhoras - água mineral ou champanhe; Ibeji - guaraná ou água c/açúcar; Xangô - cerveja preta; Ogum - cerveja branca; Oxóssi - cerveja branca, vinho tinto ou aluá; Almas - vinho moscatel com mel de abelhas, café sem açúcar ou cachaça com mel de abelhas.

UTILIZAÇÃO DA SALVA

Utiliza-se a Salva da seguinte forma: ela é montada e colocada do lado direito da entrada do Stadium (terreiro), assim como o Pálio, com os médiuns que irão segurá-lo.A Salva é usada sempre que pressentida a presença de um visitante ilustre e incógnito; um chefe de terreiro, uma autoridade civil ou militar, um representante de outra religião, enfim aquele que por hierarquia mereça essa deferência. Caso o visitante, não faça a referência devida à Salva, será recebido sem as honras de Chefe de Terreiro, sem o Pálio, enfim entrará no terreiro como um qualquer.


A Salva


Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 21:58
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Ervas, Elementos, Frutas, Lei de Salva e Alquimia

Ervas, Sacrifícios, Frutas, Elementos, Lei de Salva, Alquimia


ERVAS
Na Umbanda, utiliza-se litúrgica e ritualisticamente, as ervas de nossa flora para amacís, imantações, banhos de descarga, etc. As Plantas dos Orixás se dividem em 3 grupos primordiais, à saber: POSITIVASNEGATIVAS e NEUTRAS.
Elas são assim catalogadas, conforme a fase lunar da colheita.

  1. Positivas - deverão ser colhidas na fase Crescente ou Cheia
  2. Neutras - deverão ser colhidas na fase Nova
  3. Negativas - deverão ser colhidas na fase Minguante
Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:

  1. Vibração de quem vai usá-la
  2. Vibração das demais ervas utilizadas
  3. Vibração da intenção com que serão usadas
Leia mais em mais Informações
POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.NEUTRAS: são todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.
NEGATIVAS: são ervas usadas explicitamente para negativar.
A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o , 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.
As ervas devem ser usadas de três formas diferentes:

  1. Para efeito medicinal
  2. Para efeito litúrgico
  3. Para efeito ritualístico
A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas:
  1. Como tratamento preventivo
  2. Como tratamento normal da doença
I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.
II) Para uso no tratamento normal da doença as plantas devem ser colhidas nos 3o ,4o e 5o dias da lunação respectiva.

B) Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas:
  1. Como imã, para atrair as vibrações do Orixá desejado.
  2. Como neutralizante entre duas forças ou Orixás.
  3. Como ação repulsiva ao Orixá não desejado.
I) Como imã, as ervas devem ser colhidas nos 1o, 2o e 3o dias da lunação respectiva.
II) Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.
III) Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.
C) Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas:
  1. Como afirmação ou concordância de efeito litúrgico.
  2. Como equilíbrio entre as forças vibratórias implantadas durante a ação litúrgica.
  3. Como discordância com as forças imantadas.
Entende-se por força imantada, toda a vibração atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.I) Como afirmação, as ervas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.
II) Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectivo.
III) Como discordância (descarga), as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS

LINHA DE OXALÁ: arruda, arnica, laranja da terra (folhas), hortelã, poejo, girassol, vassoura branca, erva de Oxalá, erva cidreira, alecrim do campo, levante, alecrim miúdo, bambu (folhas), erva quaresma.LINHA DAS SENHORAS: lágrimas de Nossa Senhora (folhas), mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí de Oxum, erva-de-santa-luzia, espada-de-santa-bárbara, trevo (folhas), quina roxa, abóbora dantas, vitória-régia, açucena, erva-de-santa-bárbara, malva rosa, suma roxa.
LINHA DE IBEJI: amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão, ipecacuanha, anil (folhas), capim pé-de-galinha, arranha gato.
LINHA DE XANGÔ: limoeiro (folhas), erva lírio, café (folhas), saião (folhas), erva-de-são-joão, abre caminho, quebra mandinga, erva de Xangô, quebra-pedra, Rui Barbo, louro, aperta ruã, Maria Nera, erva Moura, Maria Preta, erva de bicho.
LINHA DE OGUM: comigo ninguém pode, espada de Ogum, lança de Ogum, flecha de Ogum, cinco folhas, jurupitã (folhas), jurubeba (folhas), musgo (marinho), ipê (folhas), losna, romã (folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.
LINHA DE OXÓSSI: picão do mato, cipó caboclo, barba de milho, mil folhas, funcho, fava de quebranto, gervão roxo, tamarindo (folhas), alecrim do mato, boldo, malvarisco, sete sangrias, unha de vaca, azedinha, chapéu de couro, grama barbante.
LINHA DAS ALMAS: café (grão), guiné pipíu, arruda (folhas), cambará, sete folhas, aroeira (folhas), erva grossa, vassoura preta, cravo de defunto, mal com tudo, cipó cabeludo.



ALQUIMIA DA UMBANDA
Na Alquimia da Umbanda, utiliza-se derivados de 3 reinos, à saber:
  1. Reino Mineral
  2. Reino Vegetal
  3. Reino Animal
I) REINO MINERAL: São utilizados, a pedra viva (Otá), ferro, cobre, latão, alumínio, zinco, assim como uma série de metalóides.
II) REINO VEGETAL: É utilizado um número incalculável de ERVAS, sendo que as principais já foram vistas acima.
III) REINO ANIMAL: Através de animais vivos, são efetuados na Umbanda diversos rituais. É um engano pensar que na Umbanda só utilizam animais sacrificados, muito pelo contrário a maior parte dos rituais de uma Umbanda Racional, utiliza o animal vivo, que permanece vivo.
Os animais utilizados são os seguintes:
  1. Aves
  2. Ovinos
  3. Caprinos
  4. Suínos
  5. Bovinos
  6. Eqüinos
  7. Répteis
a) AVES:
a1) Galinha-de-terreiro - Linha de Pretos-velhos (simples)
a2) Galinha-d'angola - Preto-velho (cruzado) e Senhoras
a3) Galinha-pedrês - Ibeji
a4) Galos - Ogum, Oxóssi e Oxalá (Xangô às vezes)
a5) Pombos - Senhoras, Ibeji, mas específico para Oxalá
a6) Patos - Uso exclusivo das Almas (Pretos-velhos)
a7) Morcego - Usado na Quimbanda, Catimbó, Vodu (nunca para o bem)
b) OVINOS: Oxalá e gira de Ibeji
c) CAPRINOS: Exu - Específico para os coroados e batizados
d) SUÍNOS: Específico de Exu pagão e Elementares
e) BOVINOS: Oxalá, Xangô e Oxóssi (às vezes também para Exu Coroado)
f) EQUINOS: Ogum, especificamente
g) RÉPTEIS: São utilizados como segue abaixo:

RÉPTIL

LINHA QUE UTILIZA


Oxalá

Salamandra

Ibeji

Lagartos

Xangô e Ogum

Camaleões (*)

Senhoras

Cotias

Oxóssi, Caboclos e Senhoras

Sapos

Almas e Exus (todos)

Morcegos (**)

Exus Elementares, Vodu, Catimbó e Quimbanda
(*) Em certos terreiros são usados escorpiões
(**) Os morcegos são utilizados pelos bruxos, quimbandeiros e alguns Umbandistas de hoje, na Alquimia (elixir)




FRUTAS DOS ORIXÁS

Relação das frutas que têm grande vibração dos Orixás

ORIXÁFRUTAS
OXALÁuva, pêra, maçã, damasco, melão, figo
SENHORASTodas as frutas cítricas- limão, tangerina, laranja, sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo
IBEJIgoiaba, amora, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama
XANGÔmarmelo, mamão, melão, melancia, abiu, abricó, caqui, fruta-de-conde
OGUMgraviola, banana (exceto d'água), ameixa, pitomba, ciriguela, abacate, abiu, lima-da-pérsia
OXÓSSIcoco, cana-de-açúcar, camboatá, sapucaia, cacau, caju, mangaba
ALMASjaca, abacaxi, cajá-manga, manga, carambola, fruta-pão, morango, banana d'água (especifica para Exus)
Estas frutas podem ser consumidas pelo Ser encarnado nos dias determinados para os Orixás, para reforço da freqüência dos mesmos em cada um. Também pode ser oferecido à alguém em intenção ao Orixá da pessoa, afim de angariar a simpatia do mesmo.

Nós que utilizamos estes três reinos, sabemos também que vivemos envolvidos no Reino dos Encantados, os quais agem diretamente sobre nossas vidas, através dos Elementos respectivos na natureza, coadunando-se com os respectivos Orixás, à saber:


ELEMENTO

ONDE ATUAM OS ENCANTADOS

ORIXÁ

LUZ

Tempo (horário)

Oxalá

ÁGUA

Marés, rios, cachoeiras e tempestades

Senhoras

TERRA

Calmarias

Ibeji

PEDRA

Odores, umes

Xangô

FERRO

Frio, inclusive dos metais

Ogum

MATA

Brisa, cheiro de mato

Oxóssi

FOGO

Raios, centelhas, incêndios

Almas

Torna-se necessário que utilizemos os três reinos; o mineral , o vegetal e o animal, com a sabedoria necessária e em conjunto com os Encantados e seus Elementos, para que possamos, o mais sabiamente possível, dar em nossas vidas, a seqüência efetiva às 3(três) Leis Fundamentais, que à tudo e à todos regem:
A LEI DO CARMA: crédito dado
A LEI DE CHOQUE E RETORNO: débito de cada Ser
O LIVRE ARBÍTRIO: que irá, em síntese, determinar o tipo de saldo que teremos em nossas Contas Siderais



SALVA E LEI DE SALVA
Existem duas coisas muito confundidas (a Salva e a Lei de Salva) que apesar de completamente diferentes, são utilizadas pelo Omolocô, e em todas as nações onde se utiliza a Umbanda como ritual, apesar de originárias das nações de Santo (Candomblé).

LEI DE SALVA

Na Umbanda permite-se o uso da Lei de Salva, assim como o é por tantas e quantas religiões existam; é uma espécie de pagamento para que alguém faça por você, o que por condições físicas ou necessidades diversas, o próprio não tenha condições. A Lei de Salva é determinada de acordo com a unidade padrão da moeda. Quando os negros vieram como escravos para o Brasil, a unidade padrão no Mercado de Escravos era a moeda de $400 reis (1 pataca), por esta razão a Lei de Salva é sempre baseada na unidade padrão vigente no local onde a mesma é aplicada, e que poderá conforme a dificuldade ou periculosidade do trabalho à ser efetuado, ser multiplicada por 3 (três), 5 (cinco) ou 7 (sete) vezes no máximo a unidade padrão utilizada.

A SALVA

A Salva é uma deferência prestada dentro da Umbanda, quando se quer dar destaque à visitação ao terreiro, por determinados seguidores da seita, tais como: chefes de terreiros, de qualquer hierarquia, personalidades ilustres, benfeitores do terreiro, autoridades civis, militares e religiosas, que conheçam a Lei e que mereçam essa deferência.
A Salva se divide em duas partes distintas:
1a) Uma bandeja quadrada ou oblonga, de acordo com o chefe do terreiro. Conforme as condições financeiras do terreiro, esta bandeja poderá ser de metal, aço inoxidável, prata, ouro ou até de platina.
2a) Um ALÁ, pálio sustentado por 4 ou 6 varas, que serve para acobertar a personalidade visitante.
Na bandeja, são colocados na parte da frente, dois recipientes quadrados: o da esquerda contendo pó de pemba e o da direita cinzas. No meio da bandeja, dois copos, sendo o da esquerda cheio de Otí do Orixá da Casa, e o da direita permanece vazio. Na parte de trás da bandeja, são colocados 7 (sete) recipientes arrolhados, com os Otís dos Orixás venerados pela Casa. Exemplo: Oxalá - água pura ou vinho branco; Senhoras - água mineral ou champanhe; Ibeji - guaraná ou água c/açúcar; Xangô - cerveja preta; Ogum - cerveja branca; Oxóssi - cerveja branca, vinho tinto ou aluá; Almas - vinho moscatel com mel de abelhas, café sem açúcar ou cachaça com mel de abelhas.

UTILIZAÇÃO DA SALVA

Utiliza-se a Salva da seguinte forma: ela é montada e colocada do lado direito da entrada do Stadium (terreiro), assim como o Pálio, com os médiuns que irão segurá-lo.A Salva é usada sempre que pressentida a presença de um visitante ilustre e incógnito; um chefe de terreiro, uma autoridade civil ou militar, um representante de outra religião, enfim aquele que por hierarquia mereça essa deferência. Caso o visitante, não faça a referência devida à Salva, será recebido sem as honras de Chefe de Terreiro, sem o Pálio, enfim entrará no terreiro como um qualquer.


A Salva


Paz Amor e Harmonia
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Ervas, Elementos, Frutas, Lei de Salva e Alquimia

Ervas, Sacrifícios, Frutas, Elementos, Lei de Salva, Alquimia


ERVAS
Na Umbanda, utiliza-se litúrgica e ritualisticamente, as ervas de nossa flora para amacís, imantações, banhos de descarga, etc. As Plantas dos Orixás se dividem em 3 grupos primordiais, à saber: POSITIVASNEGATIVAS e NEUTRAS.
Elas são assim catalogadas, conforme a fase lunar da colheita.

  1. Positivas - deverão ser colhidas na fase Crescente ou Cheia
  2. Neutras - deverão ser colhidas na fase Nova
  3. Negativas - deverão ser colhidas na fase Minguante
Entretanto a sua polarização final vai sempre depender das seguintes condições explícitas:

  1. Vibração de quem vai usá-la
  2. Vibração das demais ervas utilizadas
  3. Vibração da intenção com que serão usadas
Leia mais em mais Informações
POSITIVAS: são ervas que, quando usadas, só positivam, não podendo ser intrinsecamente usadas para outro tipo de trabalho.NEUTRAS: são todas as ervas que servem para, material ou espiritualmente, neutralizar o efeito de outras ervas, o efeito de doenças, assim como o efeito de vibrações negativas e/ou positivas.
NEGATIVAS: são ervas usadas explicitamente para negativar.
A erva é sempre positiva quando colhida nos dois primeiros dias da lunação respectiva; a dita erva torna-se neutra quando colhida nos 3o , 4o e 5o dias da lunação, e negativa quando colhida nos 6o e 7o dias da lunação. Diz-se Dia de Lunação, porque as ervas devem ser colhidas das 6hs às 18hs, portanto sob o efeito dos raios solares (apesar de regidas pelas fases da lua). Jamais deve-se colher uma erva antes das 6hs ou depois das 18hs, como também, nunca se deve plantar qualquer erva no mesmo período.
As ervas devem ser usadas de três formas diferentes:

  1. Para efeito medicinal
  2. Para efeito litúrgico
  3. Para efeito ritualístico
A) Para efeito medicinal, as ervas podem ser usadas:
  1. Como tratamento preventivo
  2. Como tratamento normal da doença
I) Para uso preventivo, as plantas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.
II) Para uso no tratamento normal da doença as plantas devem ser colhidas nos 3o ,4o e 5o dias da lunação respectiva.

B) Para efeito litúrgico, as ervas podem ser usadas:
  1. Como imã, para atrair as vibrações do Orixá desejado.
  2. Como neutralizante entre duas forças ou Orixás.
  3. Como ação repulsiva ao Orixá não desejado.
I) Como imã, as ervas devem ser colhidas nos 1o, 2o e 3o dias da lunação respectiva.
II) Como neutralizante, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectiva.
III) Para efeito repulsivo, as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.
C) Para efeito ritualístico, as ervas podem ser usadas:
  1. Como afirmação ou concordância de efeito litúrgico.
  2. Como equilíbrio entre as forças vibratórias implantadas durante a ação litúrgica.
  3. Como discordância com as forças imantadas.
Entende-se por força imantada, toda a vibração atuante no Ser, mesmo que seja à revelia do mesmo.I) Como afirmação, as ervas devem ser colhidas nos 1o e 2o dias da lunação respectiva.
II) Como equilíbrio, as ervas devem ser colhidas nos 3o, 4o e 5o dias da lunação respectivo.
III) Como discordância (descarga), as ervas devem ser colhidas nos 6o e 7o dias da lunação respectiva.

RELAÇÃO DAS ERVAS POR ORIXÁS

LINHA DE OXALÁ: arruda, arnica, laranja da terra (folhas), hortelã, poejo, girassol, vassoura branca, erva de Oxalá, erva cidreira, alecrim do campo, levante, alecrim miúdo, bambu (folhas), erva quaresma.LINHA DAS SENHORAS: lágrimas de Nossa Senhora (folhas), mastruço, rosa branca (folhas), pariparoba, orirí de Oxum, erva-de-santa-luzia, espada-de-santa-bárbara, trevo (folhas), quina roxa, abóbora dantas, vitória-régia, açucena, erva-de-santa-bárbara, malva rosa, suma roxa.
LINHA DE IBEJI: amoreira (folhas), alfazema, salsaparrilha, manjericão, ipecacuanha, anil (folhas), capim pé-de-galinha, arranha gato.
LINHA DE XANGÔ: limoeiro (folhas), erva lírio, café (folhas), saião (folhas), erva-de-são-joão, abre caminho, quebra mandinga, erva de Xangô, quebra-pedra, Rui Barbo, louro, aperta ruã, Maria Nera, erva Moura, Maria Preta, erva de bicho.
LINHA DE OGUM: comigo ninguém pode, espada de Ogum, lança de Ogum, flecha de Ogum, cinco folhas, jurupitã (folhas), jurubeba (folhas), musgo (marinho), ipê (folhas), losna, romã (folhas), sabugueiro, erva-de-coelho.
LINHA DE OXÓSSI: picão do mato, cipó caboclo, barba de milho, mil folhas, funcho, fava de quebranto, gervão roxo, tamarindo (folhas), alecrim do mato, boldo, malvarisco, sete sangrias, unha de vaca, azedinha, chapéu de couro, grama barbante.
LINHA DAS ALMAS: café (grão), guiné pipíu, arruda (folhas), cambará, sete folhas, aroeira (folhas), erva grossa, vassoura preta, cravo de defunto, mal com tudo, cipó cabeludo.



ALQUIMIA DA UMBANDA
Na Alquimia da Umbanda, utiliza-se derivados de 3 reinos, à saber:
  1. Reino Mineral
  2. Reino Vegetal
  3. Reino Animal
I) REINO MINERAL: São utilizados, a pedra viva (Otá), ferro, cobre, latão, alumínio, zinco, assim como uma série de metalóides.
II) REINO VEGETAL: É utilizado um número incalculável de ERVAS, sendo que as principais já foram vistas acima.
III) REINO ANIMAL: Através de animais vivos, são efetuados na Umbanda diversos rituais. É um engano pensar que na Umbanda só utilizam animais sacrificados, muito pelo contrário a maior parte dos rituais de uma Umbanda Racional, utiliza o animal vivo, que permanece vivo.
Os animais utilizados são os seguintes:
  1. Aves
  2. Ovinos
  3. Caprinos
  4. Suínos
  5. Bovinos
  6. Eqüinos
  7. Répteis
a) AVES:
a1) Galinha-de-terreiro - Linha de Pretos-velhos (simples)
a2) Galinha-d'angola - Preto-velho (cruzado) e Senhoras
a3) Galinha-pedrês - Ibeji
a4) Galos - Ogum, Oxóssi e Oxalá (Xangô às vezes)
a5) Pombos - Senhoras, Ibeji, mas específico para Oxalá
a6) Patos - Uso exclusivo das Almas (Pretos-velhos)
a7) Morcego - Usado na Quimbanda, Catimbó, Vodu (nunca para o bem)
b) OVINOS: Oxalá e gira de Ibeji
c) CAPRINOS: Exu - Específico para os coroados e batizados
d) SUÍNOS: Específico de Exu pagão e Elementares
e) BOVINOS: Oxalá, Xangô e Oxóssi (às vezes também para Exu Coroado)
f) EQUINOS: Ogum, especificamente
g) RÉPTEIS: São utilizados como segue abaixo:

RÉPTIL

LINHA QUE UTILIZA


Oxalá

Salamandra

Ibeji

Lagartos

Xangô e Ogum

Camaleões (*)

Senhoras

Cotias

Oxóssi, Caboclos e Senhoras

Sapos

Almas e Exus (todos)

Morcegos (**)

Exus Elementares, Vodu, Catimbó e Quimbanda
(*) Em certos terreiros são usados escorpiões
(**) Os morcegos são utilizados pelos bruxos, quimbandeiros e alguns Umbandistas de hoje, na Alquimia (elixir)




FRUTAS DOS ORIXÁS

Relação das frutas que têm grande vibração dos Orixás

ORIXÁFRUTAS
OXALÁuva, pêra, maçã, damasco, melão, figo
SENHORASTodas as frutas cítricas- limão, tangerina, laranja, sapoti, nêspera, mangaba, jenipapo
IBEJIgoiaba, amora, pitanga, groselha, cereja, jabuticaba, grumixama
XANGÔmarmelo, mamão, melão, melancia, abiu, abricó, caqui, fruta-de-conde
OGUMgraviola, banana (exceto d'água), ameixa, pitomba, ciriguela, abacate, abiu, lima-da-pérsia
OXÓSSIcoco, cana-de-açúcar, camboatá, sapucaia, cacau, caju, mangaba
ALMASjaca, abacaxi, cajá-manga, manga, carambola, fruta-pão, morango, banana d'água (especifica para Exus)
Estas frutas podem ser consumidas pelo Ser encarnado nos dias determinados para os Orixás, para reforço da freqüência dos mesmos em cada um. Também pode ser oferecido à alguém em intenção ao Orixá da pessoa, afim de angariar a simpatia do mesmo.

Nós que utilizamos estes três reinos, sabemos também que vivemos envolvidos no Reino dos Encantados, os quais agem diretamente sobre nossas vidas, através dos Elementos respectivos na natureza, coadunando-se com os respectivos Orixás, à saber:


ELEMENTO

ONDE ATUAM OS ENCANTADOS

ORIXÁ

LUZ

Tempo (horário)

Oxalá

ÁGUA

Marés, rios, cachoeiras e tempestades

Senhoras

TERRA

Calmarias

Ibeji

PEDRA

Odores, umes

Xangô

FERRO

Frio, inclusive dos metais

Ogum

MATA

Brisa, cheiro de mato

Oxóssi

FOGO

Raios, centelhas, incêndios

Almas

Torna-se necessário que utilizemos os três reinos; o mineral , o vegetal e o animal, com a sabedoria necessária e em conjunto com os Encantados e seus Elementos, para que possamos, o mais sabiamente possível, dar em nossas vidas, a seqüência efetiva às 3(três) Leis Fundamentais, que à tudo e à todos regem:
A LEI DO CARMA: crédito dado
A LEI DE CHOQUE E RETORNO: débito de cada Ser
O LIVRE ARBÍTRIO: que irá, em síntese, determinar o tipo de saldo que teremos em nossas Contas Siderais



SALVA E LEI DE SALVA
Existem duas coisas muito confundidas (a Salva e a Lei de Salva) que apesar de completamente diferentes, são utilizadas pelo Omolocô, e em todas as nações onde se utiliza a Umbanda como ritual, apesar de originárias das nações de Santo (Candomblé).

LEI DE SALVA

Na Umbanda permite-se o uso da Lei de Salva, assim como o é por tantas e quantas religiões existam; é uma espécie de pagamento para que alguém faça por você, o que por condições físicas ou necessidades diversas, o próprio não tenha condições. A Lei de Salva é determinada de acordo com a unidade padrão da moeda. Quando os negros vieram como escravos para o Brasil, a unidade padrão no Mercado de Escravos era a moeda de $400 reis (1 pataca), por esta razão a Lei de Salva é sempre baseada na unidade padrão vigente no local onde a mesma é aplicada, e que poderá conforme a dificuldade ou periculosidade do trabalho à ser efetuado, ser multiplicada por 3 (três), 5 (cinco) ou 7 (sete) vezes no máximo a unidade padrão utilizada.

A SALVA

A Salva é uma deferência prestada dentro da Umbanda, quando se quer dar destaque à visitação ao terreiro, por determinados seguidores da seita, tais como: chefes de terreiros, de qualquer hierarquia, personalidades ilustres, benfeitores do terreiro, autoridades civis, militares e religiosas, que conheçam a Lei e que mereçam essa deferência.
A Salva se divide em duas partes distintas:
1a) Uma bandeja quadrada ou oblonga, de acordo com o chefe do terreiro. Conforme as condições financeiras do terreiro, esta bandeja poderá ser de metal, aço inoxidável, prata, ouro ou até de platina.
2a) Um ALÁ, pálio sustentado por 4 ou 6 varas, que serve para acobertar a personalidade visitante.
Na bandeja, são colocados na parte da frente, dois recipientes quadrados: o da esquerda contendo pó de pemba e o da direita cinzas. No meio da bandeja, dois copos, sendo o da esquerda cheio de Otí do Orixá da Casa, e o da direita permanece vazio. Na parte de trás da bandeja, são colocados 7 (sete) recipientes arrolhados, com os Otís dos Orixás venerados pela Casa. Exemplo: Oxalá - água pura ou vinho branco; Senhoras - água mineral ou champanhe; Ibeji - guaraná ou água c/açúcar; Xangô - cerveja preta; Ogum - cerveja branca; Oxóssi - cerveja branca, vinho tinto ou aluá; Almas - vinho moscatel com mel de abelhas, café sem açúcar ou cachaça com mel de abelhas.

UTILIZAÇÃO DA SALVA

Utiliza-se a Salva da seguinte forma: ela é montada e colocada do lado direito da entrada do Stadium (terreiro), assim como o Pálio, com os médiuns que irão segurá-lo.A Salva é usada sempre que pressentida a presença de um visitante ilustre e incógnito; um chefe de terreiro, uma autoridade civil ou militar, um representante de outra religião, enfim aquele que por hierarquia mereça essa deferência. Caso o visitante, não faça a referência devida à Salva, será recebido sem as honras de Chefe de Terreiro, sem o Pálio, enfim entrará no terreiro como um qualquer.


A Salva


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Segunda-feira, 1 de Novembro de 2010

As Folhas e os Orixás




Ataare
Queridos irmãos o aprendizado Yorubá inicia-se no conhecimento, e um dos princípios é sobre as folhas, precisamos relembrar sobre a colheita delas, devem ser dentro de uma fonte energética imantada pelo sacerdote, com conhecimentos de seus poderes, existem folhas diurnas e noturnas, folhas masculinas e femininas, dessa forma seu uso deve ser indicado por um sacerdote, pedir permissão ao Orixá Iroko, em sua retirada da mata ou mesmo quando as ervas são compradas é muito importante.


Da mesma forma como no oráculo de Ifá os (Odù) são organizados dentro de um sistema classificatório, no culto a Osanyin, os vegetais, também, estão inseridos nesse sistema, e devemos considerar o fato que o Orixá assim como as folhas e outros elementos da natureza nascem de uma obra de Olodumare que nós identificamos como odu,essa é a razão por que a mesma folha servem a mais de um Orixá.




Leia mais em Mais Informações





Orixá Iroko

Ábèbè Òsún = Erva Capitão
Abéré = Picão Preto
Ábitólá = Cambará
Àfòmón = Erva de Passarinho
Àgbá = Romã
Àgbàdó = Milho
Àgbaó = Imbaúba
Agbéye = Melão D'Água
Àgbon = Coqueiro
Àgogo = Figueira do Inferno
Àjóbi, Àjóbi Oilé, Àjóbi Pupá = Aroeira Comum, Aroeira Vermelha
Àjóbi Funfun = Aroeira Branca
Akan = Cará Moela
Akòko = Acoco
Jokonije = Jarrinha
Alékèsì = São Gonçalinho
Àlùbósà = Cebola
Àlúkerésé = Dama da Noite
Àlùmóm = Boldo Paulista
Àmù = Sete Sangrias
Apáòká = Jaqueira
Àrìdan = Aridan
Àrùsò = Alfazema
Àsíkùtá e Efin = Malva Branca
Ata = Pimenta Malagueta
Ataare = Pimenta da Costa
Atopá Kun = Arruda
Àtòrìnà = Sabugueiro
Awùrépépé = Agrião do Para, Pimenta D'Água
Bàlá = Taioba
Balabá = Lirio do Brejo
Bánjókó = Bem me Quer
Bàrà = Melancia
Bejerekun = Pindaíba
Bujè = Jenipapeiro
Dandá = Junquinho
Dankó = Bambu
Efínfín = Alfavaca
Efínrín Kékéré = Manjericão
Ègé = Mandioca
Ègúsi = Melão
Èkèlegbara = Perpétua
Ekun = Sapê
Elégédé = Abóbora
Èpà = Amendoim
Eré Tuntún = Levante
Eró igbin = Erva de Bicho
Èsìsì = Urtiga
Etába ou Asá = Tabaco
Étipónlá = Erva Tostão
Ewé Bàbá = Boldo
Ewé Bíyemí = Quebra Pedra
Ewé Boyí = Bétis Cheiroso
Ewé Gbúre = Bredo
Ewé Idá Òrìsà = Espada de São Jorge
Ewé Inón = Folha Fogo
Ewé Isinisini =  Mastruz
Ewé Iyá = Pariparoba
Ewé Kúkúndùnkú = Batata Doce
Ewé Lárà Funfun = Mamona
Ewé Lorogún = Abre Caminho



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As Folhas e os Orixás




Ataare
Queridos irmãos o aprendizado Yorubá inicia-se no conhecimento, e um dos princípios é sobre as folhas, precisamos relembrar sobre a colheita delas, devem ser dentro de uma fonte energética imantada pelo sacerdote, com conhecimentos de seus poderes, existem folhas diurnas e noturnas, folhas masculinas e femininas, dessa forma seu uso deve ser indicado por um sacerdote, pedir permissão ao Orixá Iroko, em sua retirada da mata ou mesmo quando as ervas são compradas é muito importante.


Da mesma forma como no oráculo de Ifá os (Odù) são organizados dentro de um sistema classificatório, no culto a Osanyin, os vegetais, também, estão inseridos nesse sistema, e devemos considerar o fato que o Orixá assim como as folhas e outros elementos da natureza nascem de uma obra de Olodumare que nós identificamos como odu,essa é a razão por que a mesma folha servem a mais de um Orixá.




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Orixá Iroko

Ábèbè Òsún = Erva Capitão
Abéré = Picão Preto
Ábitólá = Cambará
Àfòmón = Erva de Passarinho
Àgbá = Romã
Àgbàdó = Milho
Àgbaó = Imbaúba
Agbéye = Melão D'Água
Àgbon = Coqueiro
Àgogo = Figueira do Inferno
Àjóbi, Àjóbi Oilé, Àjóbi Pupá = Aroeira Comum, Aroeira Vermelha
Àjóbi Funfun = Aroeira Branca
Akan = Cará Moela
Akòko = Acoco
Jokonije = Jarrinha
Alékèsì = São Gonçalinho
Àlùbósà = Cebola
Àlúkerésé = Dama da Noite
Àlùmóm = Boldo Paulista
Àmù = Sete Sangrias
Apáòká = Jaqueira
Àrìdan = Aridan
Àrùsò = Alfazema
Àsíkùtá e Efin = Malva Branca
Ata = Pimenta Malagueta
Ataare = Pimenta da Costa
Atopá Kun = Arruda
Àtòrìnà = Sabugueiro
Awùrépépé = Agrião do Para, Pimenta D'Água
Bàlá = Taioba
Balabá = Lirio do Brejo
Bánjókó = Bem me Quer
Bàrà = Melancia
Bejerekun = Pindaíba
Bujè = Jenipapeiro
Dandá = Junquinho
Dankó = Bambu
Efínfín = Alfavaca
Efínrín Kékéré = Manjericão
Ègé = Mandioca
Ègúsi = Melão
Èkèlegbara = Perpétua
Ekun = Sapê
Elégédé = Abóbora
Èpà = Amendoim
Eré Tuntún = Levante
Eró igbin = Erva de Bicho
Èsìsì = Urtiga
Etába ou Asá = Tabaco
Étipónlá = Erva Tostão
Ewé Bàbá = Boldo
Ewé Bíyemí = Quebra Pedra
Ewé Boyí = Bétis Cheiroso
Ewé Gbúre = Bredo
Ewé Idá Òrìsà = Espada de São Jorge
Ewé Inón = Folha Fogo
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Da mesma forma como no oráculo de Ifá os (Odù) são organizados dentro de um sistema classificatório, no culto a Osanyin, os vegetais, também, estão inseridos nesse sistema, e devemos considerar o fato que o Orixá assim como as folhas e outros elementos da natureza nascem de uma obra de Olodumare que nós identificamos como odu,essa é a razão por que a mesma folha servem a mais de um Orixá.




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Ábèbè Òsún = Erva Capitão
Abéré = Picão Preto
Ábitólá = Cambará
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Agbéye = Melão D'Água
Àgbon = Coqueiro
Àgogo = Figueira do Inferno
Àjóbi, Àjóbi Oilé, Àjóbi Pupá = Aroeira Comum, Aroeira Vermelha
Àjóbi Funfun = Aroeira Branca
Akan = Cará Moela
Akòko = Acoco
Jokonije = Jarrinha
Alékèsì = São Gonçalinho
Àlùbósà = Cebola
Àlúkerésé = Dama da Noite
Àlùmóm = Boldo Paulista
Àmù = Sete Sangrias
Apáòká = Jaqueira
Àrìdan = Aridan
Àrùsò = Alfazema
Àsíkùtá e Efin = Malva Branca
Ata = Pimenta Malagueta
Ataare = Pimenta da Costa
Atopá Kun = Arruda
Àtòrìnà = Sabugueiro
Awùrépépé = Agrião do Para, Pimenta D'Água
Bàlá = Taioba
Balabá = Lirio do Brejo
Bánjókó = Bem me Quer
Bàrà = Melancia
Bejerekun = Pindaíba
Bujè = Jenipapeiro
Dandá = Junquinho
Dankó = Bambu
Efínfín = Alfavaca
Efínrín Kékéré = Manjericão
Ègé = Mandioca
Ègúsi = Melão
Èkèlegbara = Perpétua
Ekun = Sapê
Elégédé = Abóbora
Èpà = Amendoim
Eré Tuntún = Levante
Eró igbin = Erva de Bicho
Èsìsì = Urtiga
Etába ou Asá = Tabaco
Étipónlá = Erva Tostão
Ewé Bàbá = Boldo
Ewé Bíyemí = Quebra Pedra
Ewé Boyí = Bétis Cheiroso
Ewé Gbúre = Bredo
Ewé Idá Òrìsà = Espada de São Jorge
Ewé Inón = Folha Fogo
Ewé Isinisini =  Mastruz
Ewé Iyá = Pariparoba
Ewé Kúkúndùnkú = Batata Doce
Ewé Lárà Funfun = Mamona
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Terça-feira, 8 de Junho de 2010

Folhas Sagradas (Ewé)



Algumas considerações sobre as Folhas Sagradas(Ewé)

Ko si ewé kosi Orisa
"Sem folhas não há Orisa"

Desde os tempos antigos e remoto ouvimos dizeres, sortilégios, bem feitos com nossas Ervas Sagradas, temos referências de muitas em nossas vidas atribuídas em tudo que passamos a Ingerir, digerir, sentir, tais sensações despertam diversas sensações, como Bem-estar, vibrações que passam por nossos músculos a cada sentido que se choca com nosso corpo físico, sim a Energia da Natureza, a Energia do Orisa, a energia do Mundo.

Existem diversas folhas com diversas finalidades e combinações, nomes e considerações dos nomes, fato que muito impressiona a quem as manipulam dentro de Asé. Temos que ter muitas consciência de como usá-las para que não sejamos pegos de surpresa por energias que são invocadas quando a maceramos, quando colocamos o sumo da Erva em contato com nosso corpo,  quando a colhemos.

Ewé, assunto este muito diversificado, muito delicado porque cada nação traz seu ritual porém folha é para mesma finalidade, trazer energias boas e positivadas, tirar energias ruins e maléficas em muitos casos, trazer resposta de algo se é necessário para o individuo que a usa.

Abaixo aqui deixo alguns de meus conhecimentos em Ewé e que Ossanyin ouça sempre nossas Aduras (Rezas):



Nome Yorubá- ÀbámodáNome científico - Bryophillum calcinum/ Kalanchoe pinnataNome popular- Folha da Fortuna, folha grossa, Milagre de São Joaquim
Considerações: Usadas em Cerimônias em Ilè Ifé, Terra de Ifá, para Obatalá e Yemowo conhecidas nas terras de Orisas como Erun odundun, Kantí-Kantí, Kóropòn segundo Pierre Verger.

Alguns de seus nomes tem significado importante, Àbámodá significa "o que vc deseja vc faz",mas caso necessária para outras atribuições como substituta do Odundun (Folha-da-Costa), deve ser chamada  erú odundun cujo nome significa "Escravo de Odundun", é uma folha muito positiva e considerada de muito prestígios pelos adeptos, em suas folhas nascem brotos nas bordas cujas este representam sinal de prosperidade, fato esse de ser importante na composição do Àgbo.

No Brasil considerada do Orisa Sango por muitos Zeladores porém muitos a usam para os Orisas Funfun Como Osala e Ifá.

Uso medicinal- Diurético e sedativa, combate nevralgias, encefalias, dores de dente afecções das vias respiratórias, externamente contra doenças de pele, feridas. furúnculos, dermatoses em geral .



Nome Yorubá-Ajobi,Ajobi Pupá, Ajobi oiléNome científico- Schinus therebenthifoliusNome popular- Aroeira-comum, aroeira vermelha, pimenta do Peru
Considerações:
Encontradas em regiões nordeste sudeste e Sul, nos candomblés jeje-nagôs são usadas nos sacrifícios de animais quadrúpedes forrando-se o chão com ela, agrada muito o Orisa para o sacrifício. As Crenças enraizadas dizem que pela manha esta Ewé pertença a Ogun a tarde pertença a Esu e ainda sirva para vestir Ossanyin. Seus galhos são utilizados para ebós e sacudimentos.

uso na medicina: Anti-Reumático,sua resina serve para combater bronquites crônicas casca quando cozida, indicada contra feridas, tumores , inflamações em geral, corrimentos e diarréias.



Nome Yorubá-Ajobi Funfun, Ajobi jinjinNome Científico- Lithaea molleoides
Nome Popular-Aroeira branca, aroeira de fruto do mangue, aroeirinha.


Considerações:
Encontradas nos estados do nordeste ao sul principalmente, usada em sacudimentos, sendo considerada uma folha gún( quente), utilizadas em banho de descarrego porém seu uso é muito restrito pois não se deve levar esta folha a cabeça para banho. Em algumas casas é proibido seu uso pois dizem as crenças, que está folha desprende emanações perigosas a quem dela se aproxima necessitando uma cautela significativa para colhê-la, reações, como perturbações na pele e nos olhos,

Uso na medicina:

Excitante e diurética , o cozimento da casca serve para combater diarréias infecções das vias urinarias.....

Algumas informações tiradas do livro de Estudo Ewé Orisa de José Flávio Pessoa de Barros, conhecedor nato das folhas.



Nome Yorubá- AkòkoNome científico- Newboldia laevis SeemNome popular-Acoco
Considerações:
Origem África, considerada arvore abundante, provedora de Propriedade, assim diz as explicações no livro Ewé Orisa de José Flavio Pessoa de Barros, Atribuída ao Orisa Ossanyin e Ogun, esta Arvore na África acomoda em suas sombras assentamentos do Orisa Ogun onde seu culto é Extenso ,na cidade de Iré .

Também usada no culto aos Ancestrais goza de muito prestigio em nossa Religião.



Nome Yorubá- AmúnimúyèNome científico- Centratherum punctatumNome popular- Balainho de velho, perpétua
Considerações:
“Planta considerada misteriosa devida atribuição de seu nome cujo “significa “ apossa-de de uma pessoa e de sua Inteligência”, por isso usada na iniciação e no agbò de Orisa seu objetivo facilitar o transe do Iyawo que está pra nascer, porém esta folha detém este nome pela relação que tem com uma Lenda e que Ossanyin da um preparo para Ossossi beber, no qual depois caiu em um esquecimento profundo passando acima morar nas matas com Ossanyin. Ressalto que este preparo vai muitos outros ingredientes no entanto está Ewé seria considerada indispensável junto a outras.



Nome Yorubá- ApáòkáNome científico- Artocarpus integrifoliaNome popular- Jaqueira
Considerações:
No livro Ewé Orisa esta arvore de Origem Indiana medra em diversas regiões inclusive  África e Brasil.

Apáòká significa Opa= cajado, cetro+ Oká= serpente africana, nome de uma entidade fito mórfica considerada a mãe de Osossi, cultuada em uma Jaqueira.É uma arvore Sagrada, suas folhas são usadas para assentar Esú e em banhos para os filhos de Sango, porém seus frutos não devem ser consumidos por esses iniciados

Seu nome na África Tapónurin cita Verger.

uso medicinal: Os caroços  da Jaca  assados ou cozidos são afrodisíacos, a folha é usada como  estimulante, antidiarréico, antiasmático e expectorante.

Citação de Joje Flávio Pessoa de Barros.



Nome Yorubá- ÉtipónláNome cientifica- Boerhaavia difussa L.Nome popular- Erva Tostão, bredo de porco, pega pinto, tangaraca
Considerações:
Encontrada em todo território nacional atribuída a Sango e Oya goza de grande prestígio nos terreiros como planta "contrafeitiços", ao atribuí-la ao banho deve se ter cautela pois em demasia pode provocar reações alérgicas no corpo.reverenciada  nos rituais de folha com korin  (Ifá owó ifá omo, Ewé Étipónlá 'Bà Ifá orò' cujo significado diz:" Ifá é dinheiro, Ifá são filhos, a folha de Étipónlá é abençoada por Ifá "

uso medicinal: combate afecções renais e das raízes desta Planta se faz um vinho que é diurético  e regularizador  das funções hepáticas.



Nome Yorubá- Ewé OgbóNome cientifica- Periploca nigrescensNome popular- Cipó-de-leite, orelha de macaco, folha de leite, Rama de leite.
Considerações:
Planta trazida do continente africano pelo povo Nagôpara o Brasil, encontra-se em florestas sombreadas ou nos próprios terreiros de Candomblé.

Todos os iniciados podem usá-la sem restrição porém seu dever que é tirar a consciência do filho de santo só é ativado quando combinados com outras folhas.

Dizem os mais velhos que a estória dos Orisas narra esta folha como a primeira a se liberada por Ossanyin quando se fez o Vento de Oya, passando a ser folha de Ossossi porém em algumas outra nações ela é quista com folha principal de Osala, citação de minha pessoa.

Uso Medicinal: Tratar Epilepsia. Outros nomes que são atribuídos a ela são, Ogbó funun, Ogbó pupa, Asogbókan, Asóbomo e gbólogbòlo, cita Verger.


Nome Yorubá: Ewé OjúùsajúNome cientifico: Petiveri Alliacea L.
Nome Popular: Guiné, guiné pipiu, erva-guiné, erva de alho.


Considerações:
Folha encontrada em todo território nacional, porém Verger diz que está Ewé foi levada do Brasil para Nigéria.

Usada para defumações e sacudimentos de pessoas e de casas cujo ação é contra Eguns e "Esus" negativos e em banhos para lavar fios de conta e até cabeça de filhos de santo, atribuída a Ossossi e a caboclos.

Na África usada por Babalawos  para combater feitiços e obter respeito de "Yami" cita Verger.

Os filhos de Osala e Yemonja em cuba são proibidos de usar esta folha, pois é considerada  Ewó em suas origens.

Uso medicinal:

Contra dores de cabeças, enxaquecas, nervosismo e falta de memória, porém em muita quantidade pode atingir as vistas  chegando provocar até perda da visão pois é uma Ewé tóxica principalmente a Raiz.

A Tintura que se obtém desta Ewé tem uso externo em fricções no combate a paralisia  em geral e reumatismo e a raiz usada contra dor de dente.

Salvo Professor José Flavio Pessoa de Barros


Nome Yorubá- Ewé Lárà FunfunNome cientifico- Ricinus communis L.Nome popular- Mamona, Mamona Branca, mamoneira, Palma de Cristo.
Considerações:
De origem Africana que era encontrada no Antigo Egito. Ocorre com muita fartura em todo território nacional.

Folha com diversas finalidades nas festividades como Olubajé ritual de Obalwuayie, Sassanhe, Ebós etc...

Atribuída a Osala é uma folha muito usada pelos adeptos, sendo indispensável em alguns rituais.




Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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publicado por espadadeogum às 21:29
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