Terça-feira, 7 de Fevereiro de 2012

Pai Guiné






Pai Guiné um velho negro que fez de sua vida um eterno amor ao próximo, sofreu e mesmo assim doou seu amor ao seu semelhante.
Pai Emidio de Ogum

Palavras de Pai Guiné 

“Louvado seja o Nosso Senhor Jesu
s Cristo, nego vai preguntá pra essa zinfiarada:

O que é ser um Pai? Qual é sua função? Qual é o seu direito? Qual é o seu dever?

Sunseis, já ouviram muitos dizerem, eu sou Pai de três Fio (Filho(a)s), outros Pai de um, outros intão Pai de uma infinidade desse mundo, mas num importa a quantidade o que importa é o quanto sunseis são Pai.

Num é difícil ser Pai, num é cumpricado ser Pai, num é triste ser Pai, e nem ao menos é uma tortura de tronco ou um fardo.

Esse Nego pode dizer que:

O Pai de verdade é aquele que cria,

Que dá amo (amor),

Que dá atenção,

Que dá educação,

Que dá o pão de cada dia,

É aquele que sabe fala pro seu Fio ou Fia o sim e tumém o não na hora certinha,

É aquele que incentiva, o seu Mureco ou sua Mureca, quando tá desanimado,

Que tá presente em TODOS os momentos,

É o que chora e ri junto,

É o grande amigo, parceiro, cúmplice e inté confidente,

É o braço direito, o esquerdo que ampara ocê quando cumeça a anda,

É o seu segundo passo, que em sombra te acumpanha, se acaso sunce tropeçá, ele estende a mão e te ajuda a levantá, e sorrindo ainda lhe diz: Upa Fio(a) num foi nada continua a caminhá,

É aquele que vai respeita o seu espaço e adora quando sunceis “invade” o dele,

Em alguns casos é aquele que ajuda e ensina a dar os primeiros passinhos, pedaladas e desviá dos obstáculos da vida,

É aquele que dá Bom dia, Boa Tarde, Boa Noite, Oi e Tchau. Quando sunce cresce um bucadinho e vai dá umas vortinha e logo em seguida sunce volta ele ainda diz: Oi Fio(a) que sardade de ocê,

É aquele que diz vai e volta com Deus,

É aquele que te carregou no colo, que te levou para o capa-branca (médico) nas madrugada,

Que sorriu e chorou ao mesmo tempo, quando sunce era pitititico e disse: Papai,

É aquele que te beija, te afaga, te elogia e te repreende quando faz as travessura,

Não é aquele que o detém ou que te retém, mas é aquele que o tem, no lugar quentinho, confortável e fromozo: No coração... E diz com orgulho: “Esse é meu Fio” ou “Essa é a minha Fia”.

O Pai de verdade Pai ama tudo as suas Zinfiarada, num importando se foi gerado no ventre de sua companheira, ou se foi concebido do coração.

Esse nego teve muitos Fios, alguns, Nego chegou a conhece, outros Nego nem viu nasce, pois foi arrancado do ventre, por ordem do Sinhô, pra Nega dá de mamá aos fios da Sinhá, dos que cresceram, Nego ensino a caminha.

Esse Nego num apanhava tanto da chibata e quando apanhava não duía tanto na carne, quanto a dor que ardia na alma, de vê seus Fio(a) sendo arrancado sem a chance de um dia aprende a caminha,

Nego as vez recebia a chibata no lombo a mando do Sinhô e quem me batia, por ordem do Sinhô, era o próprio Fio de Nego, mas Nego num culpa seu Fio não, e nem guarda raiva ou mágoa no coração, Nego só pede o Perdão pra Zambi, porque o Fio só tava cumprindo a ordem do Doutô. Esse Nego é Pai, e prefere ser açoitado pelo próprio Fio do que vê-lo no tronco com as lágrimas de dor.

Aos que ainda são Fio(a), esse Nego pede muita harmonia, perdão, paz, sabedoria e amor.

Aos que são Pai, esse Nego deixa o amor de nosso Grande Pai, Sr. Jesus Cristo, aquele que, um dia, fez entender o que é o Amor verdadeiro, o que é o respeito e o que é uma famía (família),

Que ensinou quando dividir, somar e principalmente multiplicar o que mais temo de valioso o amor.

Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo e as bênçãos de Oxalá possam cair em vossos cazuás.

Esse Nego deixa um afago fromozo nos coração de tudo oceis.

Esse Nego é Pai Guiné.”


Mensagem de Pai Guiné aos Papais - Pelo Médium Danilo Lopes Guedes 


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
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Pai Guiné um velho negro que fez de sua vida um eterno amor ao próximo, sofreu e mesmo assim doou seu amor ao seu semelhante.
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“Louvado seja o Nosso Senhor Jesu
s Cristo, nego vai preguntá pra essa zinfiarada:

O que é ser um Pai? Qual é sua função? Qual é o seu direito? Qual é o seu dever?

Sunseis, já ouviram muitos dizerem, eu sou Pai de três Fio (Filho(a)s), outros Pai de um, outros intão Pai de uma infinidade desse mundo, mas num importa a quantidade o que importa é o quanto sunseis são Pai.

Num é difícil ser Pai, num é cumpricado ser Pai, num é triste ser Pai, e nem ao menos é uma tortura de tronco ou um fardo.

Esse Nego pode dizer que:

O Pai de verdade é aquele que cria,

Que dá amo (amor),

Que dá atenção,

Que dá educação,

Que dá o pão de cada dia,

É aquele que sabe fala pro seu Fio ou Fia o sim e tumém o não na hora certinha,

É aquele que incentiva, o seu Mureco ou sua Mureca, quando tá desanimado,

Que tá presente em TODOS os momentos,

É o que chora e ri junto,

É o grande amigo, parceiro, cúmplice e inté confidente,

É o braço direito, o esquerdo que ampara ocê quando cumeça a anda,

É o seu segundo passo, que em sombra te acumpanha, se acaso sunce tropeçá, ele estende a mão e te ajuda a levantá, e sorrindo ainda lhe diz: Upa Fio(a) num foi nada continua a caminhá,

É aquele que vai respeita o seu espaço e adora quando sunceis “invade” o dele,

Em alguns casos é aquele que ajuda e ensina a dar os primeiros passinhos, pedaladas e desviá dos obstáculos da vida,

É aquele que dá Bom dia, Boa Tarde, Boa Noite, Oi e Tchau. Quando sunce cresce um bucadinho e vai dá umas vortinha e logo em seguida sunce volta ele ainda diz: Oi Fio(a) que sardade de ocê,

É aquele que diz vai e volta com Deus,

É aquele que te carregou no colo, que te levou para o capa-branca (médico) nas madrugada,

Que sorriu e chorou ao mesmo tempo, quando sunce era pitititico e disse: Papai,

É aquele que te beija, te afaga, te elogia e te repreende quando faz as travessura,

Não é aquele que o detém ou que te retém, mas é aquele que o tem, no lugar quentinho, confortável e fromozo: No coração... E diz com orgulho: “Esse é meu Fio” ou “Essa é a minha Fia”.

O Pai de verdade Pai ama tudo as suas Zinfiarada, num importando se foi gerado no ventre de sua companheira, ou se foi concebido do coração.

Esse nego teve muitos Fios, alguns, Nego chegou a conhece, outros Nego nem viu nasce, pois foi arrancado do ventre, por ordem do Sinhô, pra Nega dá de mamá aos fios da Sinhá, dos que cresceram, Nego ensino a caminha.

Esse Nego num apanhava tanto da chibata e quando apanhava não duía tanto na carne, quanto a dor que ardia na alma, de vê seus Fio(a) sendo arrancado sem a chance de um dia aprende a caminha,

Nego as vez recebia a chibata no lombo a mando do Sinhô e quem me batia, por ordem do Sinhô, era o próprio Fio de Nego, mas Nego num culpa seu Fio não, e nem guarda raiva ou mágoa no coração, Nego só pede o Perdão pra Zambi, porque o Fio só tava cumprindo a ordem do Doutô. Esse Nego é Pai, e prefere ser açoitado pelo próprio Fio do que vê-lo no tronco com as lágrimas de dor.

Aos que ainda são Fio(a), esse Nego pede muita harmonia, perdão, paz, sabedoria e amor.

Aos que são Pai, esse Nego deixa o amor de nosso Grande Pai, Sr. Jesus Cristo, aquele que, um dia, fez entender o que é o Amor verdadeiro, o que é o respeito e o que é uma famía (família),

Que ensinou quando dividir, somar e principalmente multiplicar o que mais temo de valioso o amor.

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s Cristo, nego vai preguntá pra essa zinfiarada:

O que é ser um Pai? Qual é sua função? Qual é o seu direito? Qual é o seu dever?

Sunseis, já ouviram muitos dizerem, eu sou Pai de três Fio (Filho(a)s), outros Pai de um, outros intão Pai de uma infinidade desse mundo, mas num importa a quantidade o que importa é o quanto sunseis são Pai.

Num é difícil ser Pai, num é cumpricado ser Pai, num é triste ser Pai, e nem ao menos é uma tortura de tronco ou um fardo.

Esse Nego pode dizer que:

O Pai de verdade é aquele que cria,

Que dá amo (amor),

Que dá atenção,

Que dá educação,

Que dá o pão de cada dia,

É aquele que sabe fala pro seu Fio ou Fia o sim e tumém o não na hora certinha,

É aquele que incentiva, o seu Mureco ou sua Mureca, quando tá desanimado,

Que tá presente em TODOS os momentos,

É o que chora e ri junto,

É o grande amigo, parceiro, cúmplice e inté confidente,

É o braço direito, o esquerdo que ampara ocê quando cumeça a anda,

É o seu segundo passo, que em sombra te acumpanha, se acaso sunce tropeçá, ele estende a mão e te ajuda a levantá, e sorrindo ainda lhe diz: Upa Fio(a) num foi nada continua a caminhá,

É aquele que vai respeita o seu espaço e adora quando sunceis “invade” o dele,

Em alguns casos é aquele que ajuda e ensina a dar os primeiros passinhos, pedaladas e desviá dos obstáculos da vida,

É aquele que dá Bom dia, Boa Tarde, Boa Noite, Oi e Tchau. Quando sunce cresce um bucadinho e vai dá umas vortinha e logo em seguida sunce volta ele ainda diz: Oi Fio(a) que sardade de ocê,

É aquele que diz vai e volta com Deus,

É aquele que te carregou no colo, que te levou para o capa-branca (médico) nas madrugada,

Que sorriu e chorou ao mesmo tempo, quando sunce era pitititico e disse: Papai,

É aquele que te beija, te afaga, te elogia e te repreende quando faz as travessura,

Não é aquele que o detém ou que te retém, mas é aquele que o tem, no lugar quentinho, confortável e fromozo: No coração... E diz com orgulho: “Esse é meu Fio” ou “Essa é a minha Fia”.

O Pai de verdade Pai ama tudo as suas Zinfiarada, num importando se foi gerado no ventre de sua companheira, ou se foi concebido do coração.

Esse nego teve muitos Fios, alguns, Nego chegou a conhece, outros Nego nem viu nasce, pois foi arrancado do ventre, por ordem do Sinhô, pra Nega dá de mamá aos fios da Sinhá, dos que cresceram, Nego ensino a caminha.

Esse Nego num apanhava tanto da chibata e quando apanhava não duía tanto na carne, quanto a dor que ardia na alma, de vê seus Fio(a) sendo arrancado sem a chance de um dia aprende a caminha,

Nego as vez recebia a chibata no lombo a mando do Sinhô e quem me batia, por ordem do Sinhô, era o próprio Fio de Nego, mas Nego num culpa seu Fio não, e nem guarda raiva ou mágoa no coração, Nego só pede o Perdão pra Zambi, porque o Fio só tava cumprindo a ordem do Doutô. Esse Nego é Pai, e prefere ser açoitado pelo próprio Fio do que vê-lo no tronco com as lágrimas de dor.

Aos que ainda são Fio(a), esse Nego pede muita harmonia, perdão, paz, sabedoria e amor.

Aos que são Pai, esse Nego deixa o amor de nosso Grande Pai, Sr. Jesus Cristo, aquele que, um dia, fez entender o que é o Amor verdadeiro, o que é o respeito e o que é uma famía (família),

Que ensinou quando dividir, somar e principalmente multiplicar o que mais temo de valioso o amor.

Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo e as bênçãos de Oxalá possam cair em vossos cazuás.

Esse Nego deixa um afago fromozo nos coração de tudo oceis.

Esse Nego é Pai Guiné.”


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Pai Joaquim de Angola


Pai Joaquim de Angola

Pai Joaquim D'Angola apresenta-se sempre com uma calça branca, sem camisa e com uma guia somente.
Traz na mão esquerda seu cachimbo e na mão direita uma pemba branca.
Falar de Pai Joaquim D'Angola não é tarefa fácil.
É maravilhoso poder trabalhar com esta entidade. Sempre que arria, mesmo que para trabalhos rápidos, sempre deixa grandes lições.
Sempre fala com carinho aos consulentes e a outros médiuns, mesmo quando está irritado com suas ações, procedimentos ou quando há algo errado no terreiro.
Quando incorpora, sempre traz uma sensação de alívio muito aconchegante. Sua primeira preocupação é limpar o médium com quem vai trabalhar, mantê-lo equilibrado energeticamente para que este não carregue nada ruim enquanto trabalha.
Sua maneira de trabalho é muito peculiar. Trabalha nas duas bandas e pode virar o trabalho para esquerda sem que qualquer pessoa no terreiro consiga perceber facilmente. Sempre se apresenta com um ótimo senso de humor e procura sempre deixar suas lições de maneira simples e objetiva, para que não fiquem dúvidas com relação ao assunto.
É exímio conhecedor das propriedades medicinais das plantas. Sua especialidade é trabalhar com a saúde.
Pai Joaquim D'Angola é chefe de falange e vale a pena frisar que sua falange é enorme. Tem grande influência sobre seus comandados e uma equipe muito grande de Exús a seu serviço.
Pai Joaquim, como muitos Pretos-Velhos, foi trazido ao Brasil na época da escravidão. Era um simples morador de uma aldeia na Angola, hoje chamada de Lobito, quando houve a invasão portuguesa. Os portugueses escravisaram diversos negros que apresentavam um bom estado de saúde para que servissem de escravos do outro lado do Atlântico. Pai Joaquim foi arrancado do seio de sua família, tinha esposa e filhos nesta época.
Um de seus filhos gerou um filho com o nome de Tomáz, seu neto, hoje uma entidade conhecida na Umbanda que apresenta-se com o nome de Pai Tomáz.
Quando Pai Joaquim chegou ao Brasil trabalhou pelo resto da vida em uma fazenda de cana e café na região de Minas Gerais.
Durante sua vida na fazenda, começou a ser chamado de Pai Joaquim pois era o curandeiro da tribo que se formou. Sempre tinha uma maneira de aliviar o sofrimento físico de seus irmãos através do uso de plantas, desenvolvendo chás, ungüentos e emplastros. Era muito hábil em animar seus irmãos com mensagens de carinho e esperança. Sempre tinha uma boa lição para ensinar.
Seus feitos milagrosos com seus irmãos chamaram a atenção dos senhores das fazendas que começaram a levar seus entes para serem tratados por Pai Joaquim. Ele amorosamente os tratava da melhor maneira possível. A notícia de seus feitos estava se disseminando entre as comunidades mais próximas, o que o denotou como curandeiro e, para algumas pessoas da época, simplesmente bruxo, conhecedor das magias dos negros e, nesta época, totalmente condenável pela igreja católica.
Certo dia, uma criança, filha de um dos senhores, foi levada até Pai Joaquim para que fosse tratada de sua enfermidade. Ela apresentava sérios problemas de saúde. No início do tratamento, Pai Joaquim já sabia que ela lhe foi levada tarde demais e que seria quase impossível devolver-lhe a saúde tão esperada.
O senhor, pai da criança, disse que se Pai Joaquim não a curasse de tal enfermidade, ele mesmo trataria de ordenar sua morte e que esta se daria com muito sofrimento.
Pai Joaquim, com todo seu conhecimento não pôde restaurar-lhe a saúde e a criança acabou desencarnando.
Após a dor da perda, o senhor imediatamente ordenou que o velho Joaquim fosse açoitado até a morte, para que dessa maneira todos os outros aprendessem com quem estavam lidando e que não lhe adiantavam quaisquer outros meios de cura se não fosse pela tradicional. Os senhores das fazendas não tolerariam mais os atos de curandeiros, nem negros que detivessem o poder de manipular as magias que só eles conheciam.
Pai Joaquim foi açoitado por um dia inteiro, sem direito à qualquer alimento ou sequer um pouco de água.
Durante sua sessão de tortura, ele chorava e pedia a Deus que lhe levasse, pois a sua dor era insuportável. Não só a dor da carne, mas também a dor de seus sentimentos, donde tanto fez para trazer a paz, alegria e saúde aos que agora açoitavam-lhe sem piedade.
Quanto mais o tempo passava, mais Pai Joaquim odiava tudo o que tinha feito pelo próximo, e o pior, começava a odiar a Deus pelas suas Leis e pelo que lhe tinha reservado à vida.
"Como podia um Deus tão bom e tão justo deixar que façam isso comigo? Eu que sempre zelei pelas suas leis e pelos seus ensinamentos? Eu que fui escravizado e o resto de minha vida fui condenado a trabalhar como um animal de carga? Deixaste-me, ó meu Deus, que me tratassem como um animal, quando o que mais queria era tratar meus semelhantes da forma mais humana, transmitindo-lhes o amor que o Senhor tanto tenta nos ensinar!!! Eu que era só amor agora me transformo em ódio, por tudo que fiz e que mereço agora são chibatadas neste corpo frágil e cansado do trabalho e do tempo!!! Onde estás meu Deus que não me protege nesta hora de minha maior agonia???"
Pai Joaquim deixou o plano terreno ao entardecer, quando a luz do sol já não lhe aquecia mais o corpo.
Viu-se envolto por uma névoa branca. Assustador o que sentia pois ainda levava consigo a dor dos chicotes, a saudade de seus irmãos... o amor pelos seus...
Só e perdido, começou a orar mais uma vez. Percebeu que ninguém lhe chegava, nenhuma alma vinha lhe prestar socorro ou ao menos lhe dizer o que fazer ou para onde ir.
Após um bom tempo de espera angustiosa, irritado com tal situação, começou a esbravejar:
"E agora??? Onde está esse tal Deus que vocês sempre me ensinaram que existe??? Que Deus é esse que simplesmente me deixou quando mais precisei Dele??? Que Deus é esse que ao invés de me ensinar o amor me ensinou a dor??? Que Deus é esse???"
Enquanto esbravejava, notou que não tocava seus pés no chão. Parou de falar por alguns instantes. Olhou para trás e viu que quem o segurava em seus braços era Jesus Cristo, que caminhava em direção ao Pai.
Jesus disse-lhe:
"- Tenha calma, meu velho, meu amigo, meu irmão, que sua dor já passou. E pra onde nós estamos indo nunca mais sentirás dor, nunca mais sentirás saudades, nunca mais sentirás solidão e terás a todos que ama ao vosso lado!"
A criança cuja enfermidade não foi possível curar hoje acompanha esse querido Preto-Velho em todos os trabalhos em que participa. Ela somente incorpora em médiuns que apresentam grande afinidade vibratória com Pai Joaquim e que estejam muito equilibrados durante o trabalho. Sua incorporação só é necessária quando determinada pelo Pai Joaquim.
O porque do nome de Pai Joaquim D'Angola e o seu chapéu de palha
Pai Joaquim (ou Iquemí) foi um forte guerreiro, filho prometido de uma família real africana, oriunda de Angola, África, para reinar junto ao seu povo.
Iquemí era príncipe majestoso, amava sua liberdade, seus amores, um legítimo filho de Xangô.
Mas entre guerra de brigar pelo poder, Iquemí foi aprisionado por uma tribo inimiga que o entregaram aos mercadores brancos.
Iquemí, o grande guerreiro, príncipe de sua tribo, estava em desespero. Preso como um animal, veio no porão de um navio aos gritos de desespero dos seus inimigos de cor.
O mercador de escravos, dono do navio onde vinha Iquemí, soube do destaque de ter um príncipe entre os outros escravos, observou o seu porte, sua beleza, seus dentes perfeitos e seu corpo musculoso, mas viu nos seus olhos que não se submeteria aos maus tratos em se tornar um escravo.
O mercador de escravos chama-se Manoel Joaquim, nascido em Lisboa, descidiu então ficar com Iquemí na sua fazenda nas terras da Bahia.
Assim Iquemí chegou à Bahia e foi para a fazenda do mercador.
Mas Iquemí não aceitava ser escravo, o mercador se afeiçoou a Iquemí devido a sua valentia, sua força e destaque entre os negros, mal sabia que sobre a luz do espiritismo ambos eram almas afins unidos pelo destino.
Iquemí foi conquistando a amizade do senhor Manoel Joaquim, que só teve um filho que morreu cedo com a peste, gostava de Iquemí como de um filho e um dia lhe disse:
"- Negro, tu não tens um nome, um nome verdadeiro, um nome onde vais ser conhecido, vou pensar como te chamar."
O mercador adoeceu seriamente, antes de morrer batiza Iquemí de Manoel Joaquim de Luanda, um pedido de Iquemí.
Sua fama correu por terras, envelhecendo se tornou pai de todos, Pai Manoel Joaquim de Luanda ou Pai Joaquim D'Angola.
Seu papel na escravidão foi importantíssimo.
Promovia a paz entre seus irmãos de cor. Bondoso, um verdadeiro cristão, Pai Joaquim recebeu sei primeiro chapéu de palha dado por um bispo da igreja local quando sua cabeça já era toda branquinha.
Sofreu muito no cativeiro, mas jamais esqueceu sua grande e velha mão África.
Ao senhor, meu pai e querido amigo com quem tenho o grande prazer de trabalhar, saravá!


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Pai Joaquim D'Angola apresenta-se sempre com uma calça branca, sem camisa e com uma guia somente.
Traz na mão esquerda seu cachimbo e na mão direita uma pemba branca.
Falar de Pai Joaquim D'Angola não é tarefa fácil.
É maravilhoso poder trabalhar com esta entidade. Sempre que arria, mesmo que para trabalhos rápidos, sempre deixa grandes lições.
Sempre fala com carinho aos consulentes e a outros médiuns, mesmo quando está irritado com suas ações, procedimentos ou quando há algo errado no terreiro.
Quando incorpora, sempre traz uma sensação de alívio muito aconchegante. Sua primeira preocupação é limpar o médium com quem vai trabalhar, mantê-lo equilibrado energeticamente para que este não carregue nada ruim enquanto trabalha.
Sua maneira de trabalho é muito peculiar. Trabalha nas duas bandas e pode virar o trabalho para esquerda sem que qualquer pessoa no terreiro consiga perceber facilmente. Sempre se apresenta com um ótimo senso de humor e procura sempre deixar suas lições de maneira simples e objetiva, para que não fiquem dúvidas com relação ao assunto.
É exímio conhecedor das propriedades medicinais das plantas. Sua especialidade é trabalhar com a saúde.
Pai Joaquim D'Angola é chefe de falange e vale a pena frisar que sua falange é enorme. Tem grande influência sobre seus comandados e uma equipe muito grande de Exús a seu serviço.
Pai Joaquim, como muitos Pretos-Velhos, foi trazido ao Brasil na época da escravidão. Era um simples morador de uma aldeia na Angola, hoje chamada de Lobito, quando houve a invasão portuguesa. Os portugueses escravisaram diversos negros que apresentavam um bom estado de saúde para que servissem de escravos do outro lado do Atlântico. Pai Joaquim foi arrancado do seio de sua família, tinha esposa e filhos nesta época.
Um de seus filhos gerou um filho com o nome de Tomáz, seu neto, hoje uma entidade conhecida na Umbanda que apresenta-se com o nome de Pai Tomáz.
Quando Pai Joaquim chegou ao Brasil trabalhou pelo resto da vida em uma fazenda de cana e café na região de Minas Gerais.
Durante sua vida na fazenda, começou a ser chamado de Pai Joaquim pois era o curandeiro da tribo que se formou. Sempre tinha uma maneira de aliviar o sofrimento físico de seus irmãos através do uso de plantas, desenvolvendo chás, ungüentos e emplastros. Era muito hábil em animar seus irmãos com mensagens de carinho e esperança. Sempre tinha uma boa lição para ensinar.
Seus feitos milagrosos com seus irmãos chamaram a atenção dos senhores das fazendas que começaram a levar seus entes para serem tratados por Pai Joaquim. Ele amorosamente os tratava da melhor maneira possível. A notícia de seus feitos estava se disseminando entre as comunidades mais próximas, o que o denotou como curandeiro e, para algumas pessoas da época, simplesmente bruxo, conhecedor das magias dos negros e, nesta época, totalmente condenável pela igreja católica.
Certo dia, uma criança, filha de um dos senhores, foi levada até Pai Joaquim para que fosse tratada de sua enfermidade. Ela apresentava sérios problemas de saúde. No início do tratamento, Pai Joaquim já sabia que ela lhe foi levada tarde demais e que seria quase impossível devolver-lhe a saúde tão esperada.
O senhor, pai da criança, disse que se Pai Joaquim não a curasse de tal enfermidade, ele mesmo trataria de ordenar sua morte e que esta se daria com muito sofrimento.
Pai Joaquim, com todo seu conhecimento não pôde restaurar-lhe a saúde e a criança acabou desencarnando.
Após a dor da perda, o senhor imediatamente ordenou que o velho Joaquim fosse açoitado até a morte, para que dessa maneira todos os outros aprendessem com quem estavam lidando e que não lhe adiantavam quaisquer outros meios de cura se não fosse pela tradicional. Os senhores das fazendas não tolerariam mais os atos de curandeiros, nem negros que detivessem o poder de manipular as magias que só eles conheciam.
Pai Joaquim foi açoitado por um dia inteiro, sem direito à qualquer alimento ou sequer um pouco de água.
Durante sua sessão de tortura, ele chorava e pedia a Deus que lhe levasse, pois a sua dor era insuportável. Não só a dor da carne, mas também a dor de seus sentimentos, donde tanto fez para trazer a paz, alegria e saúde aos que agora açoitavam-lhe sem piedade.
Quanto mais o tempo passava, mais Pai Joaquim odiava tudo o que tinha feito pelo próximo, e o pior, começava a odiar a Deus pelas suas Leis e pelo que lhe tinha reservado à vida.
"Como podia um Deus tão bom e tão justo deixar que façam isso comigo? Eu que sempre zelei pelas suas leis e pelos seus ensinamentos? Eu que fui escravizado e o resto de minha vida fui condenado a trabalhar como um animal de carga? Deixaste-me, ó meu Deus, que me tratassem como um animal, quando o que mais queria era tratar meus semelhantes da forma mais humana, transmitindo-lhes o amor que o Senhor tanto tenta nos ensinar!!! Eu que era só amor agora me transformo em ódio, por tudo que fiz e que mereço agora são chibatadas neste corpo frágil e cansado do trabalho e do tempo!!! Onde estás meu Deus que não me protege nesta hora de minha maior agonia???"
Pai Joaquim deixou o plano terreno ao entardecer, quando a luz do sol já não lhe aquecia mais o corpo.
Viu-se envolto por uma névoa branca. Assustador o que sentia pois ainda levava consigo a dor dos chicotes, a saudade de seus irmãos... o amor pelos seus...
Só e perdido, começou a orar mais uma vez. Percebeu que ninguém lhe chegava, nenhuma alma vinha lhe prestar socorro ou ao menos lhe dizer o que fazer ou para onde ir.
Após um bom tempo de espera angustiosa, irritado com tal situação, começou a esbravejar:
"E agora??? Onde está esse tal Deus que vocês sempre me ensinaram que existe??? Que Deus é esse que simplesmente me deixou quando mais precisei Dele??? Que Deus é esse que ao invés de me ensinar o amor me ensinou a dor??? Que Deus é esse???"
Enquanto esbravejava, notou que não tocava seus pés no chão. Parou de falar por alguns instantes. Olhou para trás e viu que quem o segurava em seus braços era Jesus Cristo, que caminhava em direção ao Pai.
Jesus disse-lhe:
"- Tenha calma, meu velho, meu amigo, meu irmão, que sua dor já passou. E pra onde nós estamos indo nunca mais sentirás dor, nunca mais sentirás saudades, nunca mais sentirás solidão e terás a todos que ama ao vosso lado!"
A criança cuja enfermidade não foi possível curar hoje acompanha esse querido Preto-Velho em todos os trabalhos em que participa. Ela somente incorpora em médiuns que apresentam grande afinidade vibratória com Pai Joaquim e que estejam muito equilibrados durante o trabalho. Sua incorporação só é necessária quando determinada pelo Pai Joaquim.
O porque do nome de Pai Joaquim D'Angola e o seu chapéu de palha
Pai Joaquim (ou Iquemí) foi um forte guerreiro, filho prometido de uma família real africana, oriunda de Angola, África, para reinar junto ao seu povo.
Iquemí era príncipe majestoso, amava sua liberdade, seus amores, um legítimo filho de Xangô.
Mas entre guerra de brigar pelo poder, Iquemí foi aprisionado por uma tribo inimiga que o entregaram aos mercadores brancos.
Iquemí, o grande guerreiro, príncipe de sua tribo, estava em desespero. Preso como um animal, veio no porão de um navio aos gritos de desespero dos seus inimigos de cor.
O mercador de escravos, dono do navio onde vinha Iquemí, soube do destaque de ter um príncipe entre os outros escravos, observou o seu porte, sua beleza, seus dentes perfeitos e seu corpo musculoso, mas viu nos seus olhos que não se submeteria aos maus tratos em se tornar um escravo.
O mercador de escravos chama-se Manoel Joaquim, nascido em Lisboa, descidiu então ficar com Iquemí na sua fazenda nas terras da Bahia.
Assim Iquemí chegou à Bahia e foi para a fazenda do mercador.
Mas Iquemí não aceitava ser escravo, o mercador se afeiçoou a Iquemí devido a sua valentia, sua força e destaque entre os negros, mal sabia que sobre a luz do espiritismo ambos eram almas afins unidos pelo destino.
Iquemí foi conquistando a amizade do senhor Manoel Joaquim, que só teve um filho que morreu cedo com a peste, gostava de Iquemí como de um filho e um dia lhe disse:
"- Negro, tu não tens um nome, um nome verdadeiro, um nome onde vais ser conhecido, vou pensar como te chamar."
O mercador adoeceu seriamente, antes de morrer batiza Iquemí de Manoel Joaquim de Luanda, um pedido de Iquemí.
Sua fama correu por terras, envelhecendo se tornou pai de todos, Pai Manoel Joaquim de Luanda ou Pai Joaquim D'Angola.
Seu papel na escravidão foi importantíssimo.
Promovia a paz entre seus irmãos de cor. Bondoso, um verdadeiro cristão, Pai Joaquim recebeu sei primeiro chapéu de palha dado por um bispo da igreja local quando sua cabeça já era toda branquinha.
Sofreu muito no cativeiro, mas jamais esqueceu sua grande e velha mão África.
Ao senhor, meu pai e querido amigo com quem tenho o grande prazer de trabalhar, saravá!


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Pai Joaquim D'Angola apresenta-se sempre com uma calça branca, sem camisa e com uma guia somente.
Traz na mão esquerda seu cachimbo e na mão direita uma pemba branca.
Falar de Pai Joaquim D'Angola não é tarefa fácil.
É maravilhoso poder trabalhar com esta entidade. Sempre que arria, mesmo que para trabalhos rápidos, sempre deixa grandes lições.
Sempre fala com carinho aos consulentes e a outros médiuns, mesmo quando está irritado com suas ações, procedimentos ou quando há algo errado no terreiro.
Quando incorpora, sempre traz uma sensação de alívio muito aconchegante. Sua primeira preocupação é limpar o médium com quem vai trabalhar, mantê-lo equilibrado energeticamente para que este não carregue nada ruim enquanto trabalha.
Sua maneira de trabalho é muito peculiar. Trabalha nas duas bandas e pode virar o trabalho para esquerda sem que qualquer pessoa no terreiro consiga perceber facilmente. Sempre se apresenta com um ótimo senso de humor e procura sempre deixar suas lições de maneira simples e objetiva, para que não fiquem dúvidas com relação ao assunto.
É exímio conhecedor das propriedades medicinais das plantas. Sua especialidade é trabalhar com a saúde.
Pai Joaquim D'Angola é chefe de falange e vale a pena frisar que sua falange é enorme. Tem grande influência sobre seus comandados e uma equipe muito grande de Exús a seu serviço.
Pai Joaquim, como muitos Pretos-Velhos, foi trazido ao Brasil na época da escravidão. Era um simples morador de uma aldeia na Angola, hoje chamada de Lobito, quando houve a invasão portuguesa. Os portugueses escravisaram diversos negros que apresentavam um bom estado de saúde para que servissem de escravos do outro lado do Atlântico. Pai Joaquim foi arrancado do seio de sua família, tinha esposa e filhos nesta época.
Um de seus filhos gerou um filho com o nome de Tomáz, seu neto, hoje uma entidade conhecida na Umbanda que apresenta-se com o nome de Pai Tomáz.
Quando Pai Joaquim chegou ao Brasil trabalhou pelo resto da vida em uma fazenda de cana e café na região de Minas Gerais.
Durante sua vida na fazenda, começou a ser chamado de Pai Joaquim pois era o curandeiro da tribo que se formou. Sempre tinha uma maneira de aliviar o sofrimento físico de seus irmãos através do uso de plantas, desenvolvendo chás, ungüentos e emplastros. Era muito hábil em animar seus irmãos com mensagens de carinho e esperança. Sempre tinha uma boa lição para ensinar.
Seus feitos milagrosos com seus irmãos chamaram a atenção dos senhores das fazendas que começaram a levar seus entes para serem tratados por Pai Joaquim. Ele amorosamente os tratava da melhor maneira possível. A notícia de seus feitos estava se disseminando entre as comunidades mais próximas, o que o denotou como curandeiro e, para algumas pessoas da época, simplesmente bruxo, conhecedor das magias dos negros e, nesta época, totalmente condenável pela igreja católica.
Certo dia, uma criança, filha de um dos senhores, foi levada até Pai Joaquim para que fosse tratada de sua enfermidade. Ela apresentava sérios problemas de saúde. No início do tratamento, Pai Joaquim já sabia que ela lhe foi levada tarde demais e que seria quase impossível devolver-lhe a saúde tão esperada.
O senhor, pai da criança, disse que se Pai Joaquim não a curasse de tal enfermidade, ele mesmo trataria de ordenar sua morte e que esta se daria com muito sofrimento.
Pai Joaquim, com todo seu conhecimento não pôde restaurar-lhe a saúde e a criança acabou desencarnando.
Após a dor da perda, o senhor imediatamente ordenou que o velho Joaquim fosse açoitado até a morte, para que dessa maneira todos os outros aprendessem com quem estavam lidando e que não lhe adiantavam quaisquer outros meios de cura se não fosse pela tradicional. Os senhores das fazendas não tolerariam mais os atos de curandeiros, nem negros que detivessem o poder de manipular as magias que só eles conheciam.
Pai Joaquim foi açoitado por um dia inteiro, sem direito à qualquer alimento ou sequer um pouco de água.
Durante sua sessão de tortura, ele chorava e pedia a Deus que lhe levasse, pois a sua dor era insuportável. Não só a dor da carne, mas também a dor de seus sentimentos, donde tanto fez para trazer a paz, alegria e saúde aos que agora açoitavam-lhe sem piedade.
Quanto mais o tempo passava, mais Pai Joaquim odiava tudo o que tinha feito pelo próximo, e o pior, começava a odiar a Deus pelas suas Leis e pelo que lhe tinha reservado à vida.
"Como podia um Deus tão bom e tão justo deixar que façam isso comigo? Eu que sempre zelei pelas suas leis e pelos seus ensinamentos? Eu que fui escravizado e o resto de minha vida fui condenado a trabalhar como um animal de carga? Deixaste-me, ó meu Deus, que me tratassem como um animal, quando o que mais queria era tratar meus semelhantes da forma mais humana, transmitindo-lhes o amor que o Senhor tanto tenta nos ensinar!!! Eu que era só amor agora me transformo em ódio, por tudo que fiz e que mereço agora são chibatadas neste corpo frágil e cansado do trabalho e do tempo!!! Onde estás meu Deus que não me protege nesta hora de minha maior agonia???"
Pai Joaquim deixou o plano terreno ao entardecer, quando a luz do sol já não lhe aquecia mais o corpo.
Viu-se envolto por uma névoa branca. Assustador o que sentia pois ainda levava consigo a dor dos chicotes, a saudade de seus irmãos... o amor pelos seus...
Só e perdido, começou a orar mais uma vez. Percebeu que ninguém lhe chegava, nenhuma alma vinha lhe prestar socorro ou ao menos lhe dizer o que fazer ou para onde ir.
Após um bom tempo de espera angustiosa, irritado com tal situação, começou a esbravejar:
"E agora??? Onde está esse tal Deus que vocês sempre me ensinaram que existe??? Que Deus é esse que simplesmente me deixou quando mais precisei Dele??? Que Deus é esse que ao invés de me ensinar o amor me ensinou a dor??? Que Deus é esse???"
Enquanto esbravejava, notou que não tocava seus pés no chão. Parou de falar por alguns instantes. Olhou para trás e viu que quem o segurava em seus braços era Jesus Cristo, que caminhava em direção ao Pai.
Jesus disse-lhe:
"- Tenha calma, meu velho, meu amigo, meu irmão, que sua dor já passou. E pra onde nós estamos indo nunca mais sentirás dor, nunca mais sentirás saudades, nunca mais sentirás solidão e terás a todos que ama ao vosso lado!"
A criança cuja enfermidade não foi possível curar hoje acompanha esse querido Preto-Velho em todos os trabalhos em que participa. Ela somente incorpora em médiuns que apresentam grande afinidade vibratória com Pai Joaquim e que estejam muito equilibrados durante o trabalho. Sua incorporação só é necessária quando determinada pelo Pai Joaquim.
O porque do nome de Pai Joaquim D'Angola e o seu chapéu de palha
Pai Joaquim (ou Iquemí) foi um forte guerreiro, filho prometido de uma família real africana, oriunda de Angola, África, para reinar junto ao seu povo.
Iquemí era príncipe majestoso, amava sua liberdade, seus amores, um legítimo filho de Xangô.
Mas entre guerra de brigar pelo poder, Iquemí foi aprisionado por uma tribo inimiga que o entregaram aos mercadores brancos.
Iquemí, o grande guerreiro, príncipe de sua tribo, estava em desespero. Preso como um animal, veio no porão de um navio aos gritos de desespero dos seus inimigos de cor.
O mercador de escravos, dono do navio onde vinha Iquemí, soube do destaque de ter um príncipe entre os outros escravos, observou o seu porte, sua beleza, seus dentes perfeitos e seu corpo musculoso, mas viu nos seus olhos que não se submeteria aos maus tratos em se tornar um escravo.
O mercador de escravos chama-se Manoel Joaquim, nascido em Lisboa, descidiu então ficar com Iquemí na sua fazenda nas terras da Bahia.
Assim Iquemí chegou à Bahia e foi para a fazenda do mercador.
Mas Iquemí não aceitava ser escravo, o mercador se afeiçoou a Iquemí devido a sua valentia, sua força e destaque entre os negros, mal sabia que sobre a luz do espiritismo ambos eram almas afins unidos pelo destino.
Iquemí foi conquistando a amizade do senhor Manoel Joaquim, que só teve um filho que morreu cedo com a peste, gostava de Iquemí como de um filho e um dia lhe disse:
"- Negro, tu não tens um nome, um nome verdadeiro, um nome onde vais ser conhecido, vou pensar como te chamar."
O mercador adoeceu seriamente, antes de morrer batiza Iquemí de Manoel Joaquim de Luanda, um pedido de Iquemí.
Sua fama correu por terras, envelhecendo se tornou pai de todos, Pai Manoel Joaquim de Luanda ou Pai Joaquim D'Angola.
Seu papel na escravidão foi importantíssimo.
Promovia a paz entre seus irmãos de cor. Bondoso, um verdadeiro cristão, Pai Joaquim recebeu sei primeiro chapéu de palha dado por um bispo da igreja local quando sua cabeça já era toda branquinha.
Sofreu muito no cativeiro, mas jamais esqueceu sua grande e velha mão África.
Ao senhor, meu pai e querido amigo com quem tenho o grande prazer de trabalhar, saravá!


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum
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Quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

Preto Velho na Umbanda




Pretos Velhos

 
A Legião de espíritos chamados "Pretos Velhos" foi formada no Brasil, devido ao torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África, idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza. Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece. Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O ato final da peça que encarnamos no vale da lágrima que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rutuais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intríseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.
Quanto aos nomes, há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade dasa Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitia a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não  há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados. Desta aparente ambigüidade passaram a colocar em seus Deuses Orixásn os nomes dos santos católicos que mais se assemelhavam, daí o sincretismo.
As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a ceita. A segunda vez, na pia batistal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome do seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Antônio da Coroa Grande, exemplo), ou então da região africana de onde vieram ( Joaquim D'Angola, Maria Conga, etc...)
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.
Os Pretos velhos, considerados nossos Guias ou Protetores (semi-Orixás), somente pelos Umbandistas, pois na Nação (Candomblés) são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Podem usar o preto e branco. O preto porque, quando se morre, fica-se nas trevas e só com o decorrer do tempo e com preces as almas passam a ter luz; e o branco por serem almas e todo espírito ser representado pelo branco. Essas cores são também usadas porque, sendo os pretos velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
 
Não é nossa intenção publicar letras de pontos cantados, pois em nossa opinião fica um vazio quando não se tem propriamente a música, porém abriremos uma excessão para um ponto que mais parece um hino, um grito de liberdade, de bondade, de fé, de resignação, de agonia, de sentimentos profundos e de glorificação. Esse cântico deveria ser cantado no momento da "chegada" dos pretos velhos, pois seriam uma homenagem justa a tanto que sofreram:
 
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Eles sofreram, mas ensinaram
Com persistência, bondade e fé
Enquanto eles apanhavam
Eles oravam pedindo à proteção
Para o senhor, que os castigavam
Sem piedade e nem coração
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
A Lei de Zâmbi sempre seguia
Na esperança do seu passamento
Que um dia haveria de vir
Pela bondade de seus pensamentos
 

Cores: preto e branco
Comemoração: A data de 13 de maio é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos), razão pela qual a Umbanda comemora o dia do Preto Velho.

Citaremos alguns Pretos Velhos; a cada história encontrada de cada um deles montaremos um link para que conheçam sua história.

Pai Cambinda (ou Cambina)Pai Roberto, Pai Cipriano e Mestre LuizPai João D'Angola (também de Minas)
Pai CongoPai José D'AngolaPai Benguela
Pai JerônimoPai FranciscoPai Guiné
Pai Joaquim (também da Costa)Pai AntônioPai Serafim
Pai Firmino D'AngolaPai SerapiãoPai Fabrício das Almas
Pai Benedito (também de Guiné)Pai JuliãoPai Jobim
Pai JacóPai SerapiãoPai Caetano
Pai TomazPai ToméPai Malaquias
Pai JobáPai DindóVovó Maria Conga
Vovó ManuelaVovó Chica da Costa D'AfricaVovó Cambinda (ou Cambina)
Vovó AnaVovó Maria RedondaVovó Catarina
Vovó LuizaVovó Rita do Cruzeiro das AlmasVovó Gabriela
Vovó QuitériaVovó MarianaVovó Maria da Serra
Vovó Maria de MinasVovó Rosa da BahiaVovó Maria do Rosário
Vovó Benedita  
Obs: O tratamento poderá ser substituído por Vovô ou Tio, por Tia, pois todos denotam carinho e respeito.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum http://espadadeogum.blogspot.com
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Preto Velho na Umbanda




Pretos Velhos

 
A Legião de espíritos chamados "Pretos Velhos" foi formada no Brasil, devido ao torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África, idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza. Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece. Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O ato final da peça que encarnamos no vale da lágrima que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rutuais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intríseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.
Quanto aos nomes, há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade dasa Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitia a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não  há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados. Desta aparente ambigüidade passaram a colocar em seus Deuses Orixásn os nomes dos santos católicos que mais se assemelhavam, daí o sincretismo.
As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a ceita. A segunda vez, na pia batistal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome do seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Antônio da Coroa Grande, exemplo), ou então da região africana de onde vieram ( Joaquim D'Angola, Maria Conga, etc...)
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.
Os Pretos velhos, considerados nossos Guias ou Protetores (semi-Orixás), somente pelos Umbandistas, pois na Nação (Candomblés) são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Podem usar o preto e branco. O preto porque, quando se morre, fica-se nas trevas e só com o decorrer do tempo e com preces as almas passam a ter luz; e o branco por serem almas e todo espírito ser representado pelo branco. Essas cores são também usadas porque, sendo os pretos velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
 
Não é nossa intenção publicar letras de pontos cantados, pois em nossa opinião fica um vazio quando não se tem propriamente a música, porém abriremos uma excessão para um ponto que mais parece um hino, um grito de liberdade, de bondade, de fé, de resignação, de agonia, de sentimentos profundos e de glorificação. Esse cântico deveria ser cantado no momento da "chegada" dos pretos velhos, pois seriam uma homenagem justa a tanto que sofreram:
 
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Eles sofreram, mas ensinaram
Com persistência, bondade e fé
Enquanto eles apanhavam
Eles oravam pedindo à proteção
Para o senhor, que os castigavam
Sem piedade e nem coração
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A Lei de Zâmbi sempre seguia
Na esperança do seu passamento
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Cores: preto e branco
Comemoração: A data de 13 de maio é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos), razão pela qual a Umbanda comemora o dia do Preto Velho.

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Pai Cambinda (ou Cambina)Pai Roberto, Pai Cipriano e Mestre LuizPai João D'Angola (também de Minas)
Pai CongoPai José D'AngolaPai Benguela
Pai JerônimoPai FranciscoPai Guiné
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Pai Firmino D'AngolaPai SerapiãoPai Fabrício das Almas
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Quanto aos nomes, há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade dasa Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitia a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não  há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados. Desta aparente ambigüidade passaram a colocar em seus Deuses Orixásn os nomes dos santos católicos que mais se assemelhavam, daí o sincretismo.
As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a ceita. A segunda vez, na pia batistal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome do seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Antônio da Coroa Grande, exemplo), ou então da região africana de onde vieram ( Joaquim D'Angola, Maria Conga, etc...)
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.
Os Pretos velhos, considerados nossos Guias ou Protetores (semi-Orixás), somente pelos Umbandistas, pois na Nação (Candomblés) são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Podem usar o preto e branco. O preto porque, quando se morre, fica-se nas trevas e só com o decorrer do tempo e com preces as almas passam a ter luz; e o branco por serem almas e todo espírito ser representado pelo branco. Essas cores são também usadas porque, sendo os pretos velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
 
Não é nossa intenção publicar letras de pontos cantados, pois em nossa opinião fica um vazio quando não se tem propriamente a música, porém abriremos uma excessão para um ponto que mais parece um hino, um grito de liberdade, de bondade, de fé, de resignação, de agonia, de sentimentos profundos e de glorificação. Esse cântico deveria ser cantado no momento da "chegada" dos pretos velhos, pois seriam uma homenagem justa a tanto que sofreram:
 
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Eles sofreram, mas ensinaram
Com persistência, bondade e fé
Enquanto eles apanhavam
Eles oravam pedindo à proteção
Para o senhor, que os castigavam
Sem piedade e nem coração
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
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A Lei de Zâmbi sempre seguia
Na esperança do seu passamento
Que um dia haveria de vir
Pela bondade de seus pensamentos
 

Cores: preto e branco
Comemoração: A data de 13 de maio é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos), razão pela qual a Umbanda comemora o dia do Preto Velho.

Citaremos alguns Pretos Velhos; a cada história encontrada de cada um deles montaremos um link para que conheçam sua história.

Pai Cambinda (ou Cambina)Pai Roberto, Pai Cipriano e Mestre LuizPai João D'Angola (também de Minas)
Pai CongoPai José D'AngolaPai Benguela
Pai JerônimoPai FranciscoPai Guiné
Pai Joaquim (também da Costa)Pai AntônioPai Serafim
Pai Firmino D'AngolaPai SerapiãoPai Fabrício das Almas
Pai Benedito (também de Guiné)Pai JuliãoPai Jobim
Pai JacóPai SerapiãoPai Caetano
Pai TomazPai ToméPai Malaquias
Pai JobáPai DindóVovó Maria Conga
Vovó ManuelaVovó Chica da Costa D'AfricaVovó Cambinda (ou Cambina)
Vovó AnaVovó Maria RedondaVovó Catarina
Vovó LuizaVovó Rita do Cruzeiro das AlmasVovó Gabriela
Vovó QuitériaVovó MarianaVovó Maria da Serra
Vovó Maria de MinasVovó Rosa da BahiaVovó Maria do Rosário
Vovó Benedita  
Obs: O tratamento poderá ser substituído por Vovô ou Tio, por Tia, pois todos denotam carinho e respeito.


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Pretos Velhos

 
A Legião de espíritos chamados "Pretos Velhos" foi formada no Brasil, devido ao torpe comércio do tráfico de escravos arrebanhados da África, idosos mesmo, poucos vieram, já que os escravagistas preferiam os jovens e fortes, tanto para resistirem ao trabalho braçal como às exemplificações com o látego. Porém, foi esta minoria o compêndio no qual os incipientes puderam ler e aprender a ciência e sabedoria milenar de seus ancestrais, tais como o conhecimento e emprego de ervas, plantas, raízes, enfim, tudo aquilo que nos dá graciosamente a mãe natureza. Mesmo contando com a religião, suas cerimônias, cânticos, esses moços logicamente não poderiam resistir à erosão que o grande mestre, o tempo, produz sobre o invólucro carnal, como todos os mortais. Mas a mente não envelhece, apenas amadurece. Não podendo mais trabalhar duro de sol a sol, constituíram-se a nata da sociedade negra subjugada. Contudo, o peso dos anos é implacavelmente destruidor, como sempre acontece. O ato final da peça que encarnamos no vale da lágrima que é o planeta Terra é a morte. Mas eles voltaram. A sua missão não estava ainda cumprida. Precisavam evoluir gradualmente no plano espiritual. Muitos ainda, usando seu linguajar característico, praticando os sagrados rutuais do culto, utilizados desde tempos imemoriais, manifestaram-se em indivíduos previamente selecionados de acordo com a sua ascendência (linhagem), costumes, tradições e cultura. Teriam que possuir a essência intríseca da civilização que se aprimorou após incontáveis anos de vivência.
Quanto aos nomes, há muita controvérsia sobre o fato de o nome do Preto Velho ser uma miscelânea de palavras portuguesas e africanas. Voltemos ao passado, na época que cognominamos "A Idade dasa Trevas" no Brasil, dos feitores e senhores, senzalas e quilombos, sendo os senhores feudais brasileiros católicos ferrenhos (devido à influência portuguesa) não permitia a seus escravos a liberdade de culto. Eram obrigados a aprender e praticar os dogmas religiosos dos amos. Porém eles seguiram a velha norma: contra a força não  há resistência, só a inteligência vence. Faziam seus rituais às ocultas, deixando que os déspotas em miniatura acreditassem estar eles doutrinados para o catolicismo, cujas cerimônias assistiam forçados. Desta aparente ambigüidade passaram a colocar em seus Deuses Orixásn os nomes dos santos católicos que mais se assemelhavam, daí o sincretismo.
As crianças escravas recém-nascidas, na época, eram batizadas duas vezes. A primeira, ocultamente, na nação a que pertenciam seus pais, recebendo o nome de acordo com a ceita. A segunda vez, na pia batistal católica, sendo esta obrigatória e nela a criança recebia o primeiro nome do seu senhor, sendo o sobrenome composto de cognome ganho pela Fazenda onde nascera (Antônio da Coroa Grande, exemplo), ou então da região africana de onde vieram ( Joaquim D'Angola, Maria Conga, etc...)
Depois de mortos, passaram a surgir em lugares adequados, principalmente para se manifestarem. Ao se incorporarem, trazem os Pretos Velhos os sinais característicos das tribos a que pertenciam.
Os Pretos velhos, considerados nossos Guias ou Protetores (semi-Orixás), somente pelos Umbandistas, pois na Nação (Candomblés) são considerados Eguns (almas desencarnadas), e decorrente disso, só têm fio de conta (Guia) na Umbanda. Podem usar o preto e branco. O preto porque, quando se morre, fica-se nas trevas e só com o decorrer do tempo e com preces as almas passam a ter luz; e o branco por serem almas e todo espírito ser representado pelo branco. Essas cores são também usadas porque, sendo os pretos velhos almas de escravos, lembram que eles só podiam andar de branco ou xadrez preto e branco, em sua maioria. Temos também a Guia de lágrima de Nossa Senhora, semente cinza com uma palha dentro. Essa Guia vem dos tempos dos cativeiros, porque era o material mais fácil de se encontrar na época dos escravos, cuja planta era encontrada em quase todos os lugares.
 
Não é nossa intenção publicar letras de pontos cantados, pois em nossa opinião fica um vazio quando não se tem propriamente a música, porém abriremos uma excessão para um ponto que mais parece um hino, um grito de liberdade, de bondade, de fé, de resignação, de agonia, de sentimentos profundos e de glorificação. Esse cântico deveria ser cantado no momento da "chegada" dos pretos velhos, pois seriam uma homenagem justa a tanto que sofreram:
 
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Eles sofreram, mas ensinaram
Com persistência, bondade e fé
Enquanto eles apanhavam
Eles oravam pedindo à proteção
Para o senhor, que os castigavam
Sem piedade e nem coração
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
Yorimá, Yorimá, os Pretos Velhos nós vamos saravá
A Lei de Zâmbi sempre seguia
Na esperança do seu passamento
Que um dia haveria de vir
Pela bondade de seus pensamentos
 

Cores: preto e branco
Comemoração: A data de 13 de maio é a data em que foi assinada a Lei Áurea (libertação dos escravos), razão pela qual a Umbanda comemora o dia do Preto Velho.

Citaremos alguns Pretos Velhos; a cada história encontrada de cada um deles montaremos um link para que conheçam sua história.

Pai Cambinda (ou Cambina)Pai Roberto, Pai Cipriano e Mestre LuizPai João D'Angola (também de Minas)
Pai CongoPai José D'AngolaPai Benguela
Pai JerônimoPai FranciscoPai Guiné
Pai Joaquim (também da Costa)Pai AntônioPai Serafim
Pai Firmino D'AngolaPai SerapiãoPai Fabrício das Almas
Pai Benedito (também de Guiné)Pai JuliãoPai Jobim
Pai JacóPai SerapiãoPai Caetano
Pai TomazPai ToméPai Malaquias
Pai JobáPai DindóVovó Maria Conga
Vovó ManuelaVovó Chica da Costa D'AfricaVovó Cambinda (ou Cambina)
Vovó AnaVovó Maria RedondaVovó Catarina
Vovó LuizaVovó Rita do Cruzeiro das AlmasVovó Gabriela
Vovó QuitériaVovó MarianaVovó Maria da Serra
Vovó Maria de MinasVovó Rosa da BahiaVovó Maria do Rosário
Vovó Benedita  
Obs: O tratamento poderá ser substituído por Vovô ou Tio, por Tia, pois todos denotam carinho e respeito.


Que a Divina Luz esteja entre nós
Emidio de Ogum http://espadadeogum.blogspot.com
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publicado por espadadeogum às 21:58
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