Quinta-feira, 2 de Dezembro de 2010

Assentamento





Um assentamento começa a ser construído sem pressa pelo médium, peça a peça, até que ele tenha no mí nimo sete elementos do Orixá, todos já consagrados, tanto no seu ponto de forças, quanto no seu centro de Um banda.
Não é preciso esperar abrir o cen tro para começar a constituí-lo rapi da mente. Um dos primeiros elementos é o Otá ou pedra do seu Orixá.
O Otá equivale a "pedra funda men tal" das grandes construções civis ou de grandes templos erigidos no pla no material pelas mais diversas reli giões.
Cada Orixá tem a sua pedra (as) e é por ela que o médium deve come çar a constituição dos fundamentos do assentamento do seu próprio Ori xá.
Nos relatam os nossos mais velhos que, durante o período da escravidão, quando se realizava a cerimônia de ini ciação dos noviços, estes iam mata adentro à procura do seu Otá ou pedra do seu Orixá, e voltavam só ao ama nhecer, já com ela entre as mãos.

Leia mais em Mais Informações



Dali em diante, ela seria o mais po deroso elo de ligação com seu Orixá. Seria conservada com zelo e ali men tan da periodicamente para manter integralmente seu axé (poder).
Normalmente ela era condicionada em uma quartinha de barro, pois a lou ça era um artigo raro e caro, ina cessível às classes menos favorecidas. Panelas, vasos, tigelas, canecos, e ou tros utensílios feitos de bar ro cozido, eram comuns e de uso cotidiano, não só pe los in­dígenas, uma vez que os co lo nizadores mais po bres tam bém usa vam uten sílios de bar ro cozido. Eram os vasi lhames e uten sílios mais po pulares e mais baratos na quela época, cer to?
Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em lou ça, pode usá-los à vontade. Até porque as quartinhas de barro precisam passar por um envernizamento externo e por um revestimento oleoso in terno, para que a água ou outra bebida colocada dentro dela não seja absorvida pelo barro e, sob temperaturas elevadas evapore completamente.
Então, como atualmente você não precisa sair às escondidas e em altas horas da noite para encontrar na es curidão o seu Otá ou pedra do seu Ori xá, recomendamos que a encontre num rio ou cachoeira pedregosa e ali, calmamente, escolha-o e assim, reco lha-o levando-o para casa já envolto em um pedaço de pano com a cor do seu Orixá.
Mas lembre-se: Não é só chegar até o leito pedregoso do rio, catar uma pedra rolada, envolvê-la num pa no e ir embora. Não mesmo!
Há todo um ritual que deve ser cumprido à risca se quiserem que seus Otás tenham axé ou poder de reali zação. Abaixo vamos descrevê-lo:
1- Encontrar um trecho de rio de águas limpas que seja pedregoso;
2-  Numa margem dele, oferendar nossa mãe Oxum e pedir-lhe licença para recolher dos seus domínios o Otá do seu Orixá.
3 - Depois, oferende o seu Orixá na outra margem ou, se for na mesma, faça-a mais abaixo da oferenda que fez para a Senhora Oxum.
4 - Já com a oferenda feita, der rame no rio uma garrafa de cham pag ne ou outra bebida doce e 7 punhados de açúcar, oferecendo-os aos Seres das Águas, pedindo-lhes licença para entrar no rio e recolher seu Otá.
5 -  Isto feito, o mé dium deve en trar no leito do rio e pro curar uma pedra rolada que o atraia mais que as outras e, quando encon trá-la, deve pedir licença à Mãe e aos Seres da Àgua para pegá-la para si.
6 - Após pegá-la, de ve elevá-la com as duas mãos acima da cabeça e, como numa oração, dizer estas palavras: "Meu Pai (ou Mãe) Orixá tal, eis a pe dra de axé, o meu Otá! Abençoe-o com tua luz, com teu manto divino e com teu axé, tornando-a, a partir de agora, minha pedra sagrada!"
7 - Após fazer essa primeira con sa gração a pessoa deve ir até onde está a oferenda da Mãe Oxum e apre sentá-la segurando-a na palma das mãos unidas em concha, dizendo-lhe es tas palavras: "Minha Mãe Oxum, apre sento-lhe meu Otá. Abençoe-o, minha amada Mãe!"
8 - Após receber a benção da Mãe Oxum, a pessoa deve dirigir-se até onde está a oferenda do seu Orixá, colocá-la dentro dela e fazer esse pe dido: "Meu Pai (minha Mãe) Orixá tal, peço-lhe que aqui, dentro da sua oferenda, consagres essa pedra de forças, esse meu Otá".
9 -  Após esse pedido, a pessoa de ve aguardar uns 10 minutos para recolhê-la e envolvê-la no pedaço de pano na cor do Orixá. Mas antes, deve dizer estas palavras: "Meu Pai (minha Mãe), peço-lhe licença para recolher meu Otá com seu axé, e envolvê-lo nesse pedaço de pano que simboliza seu manto protetor para que eu possa levá-la para minha casa protegida e ocultada dos olhares alheios".
10 - Recolha-a e embrulhe-a com o pano. Então peça licença e vá para casa.
Chegando em casa, risque um símbolo do seu Orixá, coloque-o dentro dele; acenda uma vela de 7 dias e co loque-a dentro dele. Invoque seu Orixá, pedindo-lhe que alimente-a com sua luz viva, só recolhendo-a e guar dando-a em um local adequado quan do a vela for toda queimada.
Caso queira, poderá pegar uma tigela de louça colocar dentro dela um pouco de água e macerar um punhado de folhas do Orixá para, em seguida co locar dentro o seu Otá, iluminar com uma vela de sete dias e pedir-lhe que incor pore-lhe seu axé vegetal.
Após sete dias com o Otá imerso no caldo vegetal poderá lavá-lo em água corrente que o axé vegetal do Orixá terá sido incorporado a ele.
Só então, a pessoa poderá ali mentá-lo com a bebida do Orixá. Para alimentá-lo poderá fazê-lo derra man do-a na mesma tigela usada para as ervas. O procedimento é idêntico:
• Coloca-se a bebida; a seguir co loca-se o Otá; cobre-se a tigela com o pano na cor do orixá; ilumina-se com uma vela de 7 dias e faz-se uma ora ção para que o Orixá alimente-o com o axé da sua bebida.
• Após sete dias, retire o Otá, lave-o em água corrente e coloque-o dentro de uma quartinha de louça ou de barro cerâmico;
• Encha-a com água engarrafada adquirida no comércio pois não contêm cloro e coloque-a, já tampada, em seu altar, oratório ou em um local onde só você mexa.
 • Então, periodicamente, troque a água ou complete-a, que seu Otá passará a atuar em seu benefício, atuan do como um ponto de força do seu Orixá.
• Quando vier a fazer o assenta mento dele, coloque nele a sua quar tinha com seu Otá dentro dela, passan do a alimentá-la com ela já assentada em definitivo. Aí está seu verdadeiro e genuíno "Otá"!
Temos ouvido relatos de que al guns dirigentes espirituais adquirem no comércio algumas pedras roladas ou pedregulhos, já manuseados por ou tras pessoas e, num ritual simples co­locam-nos dentro da quartinha dos se us filhos espirituais onde, daí em diante estes passarão a alimentá-la periodicamente como se tivessem de fa to o axé dos Orixás deles.
Mas isto não é verdadeiro e sim, assemelha-se a uma simpatia, que tanto pode funcionar como não.
Um Otá genuíno só deve ter a mão do seu dono e só deve ter a vibração do seu Orixá. Qualquer outra vibração  incorporada ao Otá de uma pes soa influirá negativamente sobre ele e sobre o seu dono, assim como sobre o próprio Orixá.
Isto acontece quando quem par ticipou da consagra ção do Otá fica de mal humor; com rai va; com ódio dele; com antipatia por ele, etc.
Um Otá é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais ninguém além do seu dono e só de ve conter suas vi bra ções e as do seu Orixá.
Além do mais, caso a quartinha com o Otá fique nas dependências do Templo que a pessoa freqüenta, várias coi sas podem influir sobre ela e ele tais como:
- Caso o Templo esteja sendo de mandado os donos dos Otás também serão atingidos.
- Caso virem as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão viradas.
- Caso prendam as forças assen tadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão presas.
- Caso o dirigente fique com ódio de um médium seu, poderá atin gí-lo atra vés do seu Otá, e qual quer outros elementos pessoais colo cados dentro da quartinha (pois há os que colocam um chumaço de cabelo, retirado do ori do seu filho de santo).

Recomendamos às pessoas que fo rem prejudicadas dessa forma que com prem 7 quartinhas de louça; con sigam 7 líquidos diferentes, tais como: mel, bebida do seu Orixá, água doce, água salgada, água com ervas ma ceradas, água com pemba branca rala da misturada e água de côco.
Com esses sete líquidos engarra fados separadamente, devem ir até uma cachoeira e nela fazer uma ofe renda a Mãe Oxum.
Após fazer a oferenda devem pe dir-lhe licença para colher 7 pedras no leito da cachoeira. Após colhê-las colo cá-las dentro das 7 quartinhas e acres centar um pouco de água da ca­choeira.
A seguir, colocar as quartinhas em círculo e derramar dentro de cada uma o líquido de uma garrafa. Acender 7 velas amarelas juntas no centro do círculo das quartinhas; acender 7 ver­melhas do lado de fora do círculo de quar tinhas, uma para cada uma.
Na seqüência, fazer essa oração po derosa ajoelhado diante do círculo de quartinhas: "Minha amada e miseri cordiosa Mãe Oxum, clamo-lhe nesse momento em que sofro um ato de in­justiça, que a Senhora ative o seu Sa grado Mistério das Sete Quartinhas e, em nome do Divino Criador Olorum, de Oxalá, da Lei Maior e da Justiça Di vina, que essa injustiça seja cor tada, anulada e retardada, e que, quem a fez contra mim seja rigoro sa mente punido por Olorum, por Oxalá pela Lei Maior e pela Justiça Divina, as sim como pelo Orixá, pelo Exu Guardião, e pela Pombagira Guardiã dela, que assim, punida rigorosa men te, nunca mais use do seu conheci mento para prejudicar-me e a ninguém mais.
Peço-lhe também, que tudo o que essa pessoa fez e desejou contra mim, contra minhas forças espirituais e con tra meu Orixá, que na Lei do Retorno seja voltado integralmente contra ela, punindo-a rigorosamente por ter me faltado com o respeito e com a fraternidade humana que deve reinar em nossa vida.
Peço-lhe também que essa pessoa seja punida com a retirada dos seus poderes e conhecimentos pessoais, assim como, que dela sejam afastados todos os seus filhos espirituais e seus amigos, para que não venham a ser vítimas da perfídia, da traição e do ódio dela por quem a desagrada.
Peço-lhe também que os Orixás e os Guias Espirituais de todos os filhos espirituais dessa pessoa maligna sejam alertados da perfídia dela e tomem as devidas providências para protege rem-se, e aos seus filhos, da traição e da falsidade dessa pessoa indigna perante os Sagrados Orixás, o Divino Criador, Olorum, a Lei Maior e a Justiça Divina, e todos os umbandistas.
Que a Lei Maior e a Justiça Divina comecem a atuar e só cessem suas atua ções quando ela pedir-lhes per dão pela injustiça cometida. Ou, caso ela não o faça, então atuem pondo-a para fora da Umbanda para que nunca mais manche-a com sua per fídia, traição e falsidade.
Peço-lhe e peço a todos os po deres invocados aqui, que me prote jam de todos os atos negativos que essa pessoa traiçoeira e perfídia venha a intentar contra mim, minhas forças, meu Orixá, minha vida e família, assim como vos peço que cada ato dela feito contra mim de agora em diante seja virado e seja revertido contra ela, punindo-a ainda mais.
  Amém"!
Essa oração é tão poderosa, que imediatamente a pessoa que cometeu o ato indigno de atingir um filho espi ritual, as suas forças espirituais e ao seu Orixá, começa a ser punida de tal forma, que em pouco tempo, ou ela desfaz o mal feito e pede perdão ao atraiçoado ou sua vida terá uma revi ravolta tão grande que acabará afun dando em sua maldade.
É a justa punição para quem ousa atingir o orixá alheio.
Essa magia e essa oração forte não deve ser usada para futricas e intrigas pessoais pois nossa amada Mãe Oxum não está à nossa dispo sição para essas coisas e sim, ela nos concede a ativação do seu Sagrado Mistério das Sete Quartinhas para que atos indignos cometidos contra nossos Guias e Orixás sejam punidos rigoro samente.
Bem, após essa magia para a defesa de vítimas de trabalhos para atin gí-las a partir do seu Otá, conti nue mos com os comentários sobre a "pedra fundamental" dos médiuns umbandistas.
Saibam que um Otá (ou pedra de força) também pode ser encontrado e recolhido em outros lugares além do leito dos rios. Pedras são encontradas na terra, no sopé das montanhas, em pedreiras, etc.
• Se a sua pedra de forças (aque la que o atraiu) for encontrada dentro de uma mata ou bosque, aí você deve pedir licença ao Orixá Oxóssi para recolhê-la e consagrá-la ao seu Orixá.
• Se ela foi encontrada na terra, em algum campo aberto, peça licença ao Orixá da terra, Omulú.
• Se ela for encontrada no sopé de uma montanha, ou mesmo nela, peça licença ao Orixá Xangô.
• Se ela for encontrada em uma pedreira, peça licença ao Orixá Yansã.
• Se ela for encontrada nas mar gens de um lago ou do estuário de um rio, peça licença ao Orixá Nanã Bu ruquê.
• Se ela for encontrada nas margens ou no fundo de uma lagoa, peça licença ao Orixá Obá.
• Se ela for encontrada a beira mar ou mesmo dentro das suas águas, peça licença ao Orixá Iemanjá.
• Se for "encontrada" no comércio de pedras, aí é problema seu, certo?
  Afinal, um Otá genuíno não é uma pedra semi-preciosa e sim, é um eixo rolado ou um pequeno geodo ain da na natureza e que não passou de mão em mão.
  Quando a "pedra ideal" é encon trada, como que por acaso, e o médium não estava ali com a finalidade de encontrar seu Otá, mas deseja reco lhê-la e levá-la para sua casa porque "sente" que ela tem algum poder ou finalidade mágica, este deve ajoelhar-se perto dela e, dependendo do cam po vibratório em que ela se encontra, ali deve fazer uma oração ao Orixá regente dele e pedir-lhe permissão para recolhê-la e levá-la para sua casa pois já se esta­beleceu uma afinidade entre ambos.
 Se você ainda não souber que tipo de afinidade se criou, recolha-a, e leve-a embora. Guarde-a e aguar de, porque pode ser que mais adiante um guia espiritual manifeste-se e lhe dê orientações sobre ela e como tratá-la dali em diante.
Agora, se em todo o lugar da natu reza que você for, encontrar uma ou mais pedras que o atraiam inten sa mente, aí já se trata de uma coisa pes soal e o melhor a fazer é tornar-se um colecionador de pedras ornamen tais ou raras.


obs. Texto inédito do Escritor Rubens Saraceni publicado no mês de fevereiro pelo Jornal de Umbanda Sagrada.
Pertencente ao livro "Oferendas e Assentamentos na Umbanda"  ainda não publicado.


Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 22:14
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Assentamento





Um assentamento começa a ser construído sem pressa pelo médium, peça a peça, até que ele tenha no mí nimo sete elementos do Orixá, todos já consagrados, tanto no seu ponto de forças, quanto no seu centro de Um banda.
Não é preciso esperar abrir o cen tro para começar a constituí-lo rapi da mente. Um dos primeiros elementos é o Otá ou pedra do seu Orixá.
O Otá equivale a "pedra funda men tal" das grandes construções civis ou de grandes templos erigidos no pla no material pelas mais diversas reli giões.
Cada Orixá tem a sua pedra (as) e é por ela que o médium deve come çar a constituição dos fundamentos do assentamento do seu próprio Ori xá.
Nos relatam os nossos mais velhos que, durante o período da escravidão, quando se realizava a cerimônia de ini ciação dos noviços, estes iam mata adentro à procura do seu Otá ou pedra do seu Orixá, e voltavam só ao ama nhecer, já com ela entre as mãos.

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Dali em diante, ela seria o mais po deroso elo de ligação com seu Orixá. Seria conservada com zelo e ali men tan da periodicamente para manter integralmente seu axé (poder).
Normalmente ela era condicionada em uma quartinha de barro, pois a lou ça era um artigo raro e caro, ina cessível às classes menos favorecidas. Panelas, vasos, tigelas, canecos, e ou tros utensílios feitos de bar ro cozido, eram comuns e de uso cotidiano, não só pe los in­dígenas, uma vez que os co lo nizadores mais po bres tam bém usa vam uten sílios de bar ro cozido. Eram os vasi lhames e uten sílios mais po pulares e mais baratos na quela época, cer to?
Hoje, quando você tem os mesmos utensílios em lou ça, pode usá-los à vontade. Até porque as quartinhas de barro precisam passar por um envernizamento externo e por um revestimento oleoso in terno, para que a água ou outra bebida colocada dentro dela não seja absorvida pelo barro e, sob temperaturas elevadas evapore completamente.
Então, como atualmente você não precisa sair às escondidas e em altas horas da noite para encontrar na es curidão o seu Otá ou pedra do seu Ori xá, recomendamos que a encontre num rio ou cachoeira pedregosa e ali, calmamente, escolha-o e assim, reco lha-o levando-o para casa já envolto em um pedaço de pano com a cor do seu Orixá.
Mas lembre-se: Não é só chegar até o leito pedregoso do rio, catar uma pedra rolada, envolvê-la num pa no e ir embora. Não mesmo!
Há todo um ritual que deve ser cumprido à risca se quiserem que seus Otás tenham axé ou poder de reali zação. Abaixo vamos descrevê-lo:
1- Encontrar um trecho de rio de águas limpas que seja pedregoso;
2-  Numa margem dele, oferendar nossa mãe Oxum e pedir-lhe licença para recolher dos seus domínios o Otá do seu Orixá.
3 - Depois, oferende o seu Orixá na outra margem ou, se for na mesma, faça-a mais abaixo da oferenda que fez para a Senhora Oxum.
4 - Já com a oferenda feita, der rame no rio uma garrafa de cham pag ne ou outra bebida doce e 7 punhados de açúcar, oferecendo-os aos Seres das Águas, pedindo-lhes licença para entrar no rio e recolher seu Otá.
5 -  Isto feito, o mé dium deve en trar no leito do rio e pro curar uma pedra rolada que o atraia mais que as outras e, quando encon trá-la, deve pedir licença à Mãe e aos Seres da Àgua para pegá-la para si.
6 - Após pegá-la, de ve elevá-la com as duas mãos acima da cabeça e, como numa oração, dizer estas palavras: "Meu Pai (ou Mãe) Orixá tal, eis a pe dra de axé, o meu Otá! Abençoe-o com tua luz, com teu manto divino e com teu axé, tornando-a, a partir de agora, minha pedra sagrada!"
7 - Após fazer essa primeira con sa gração a pessoa deve ir até onde está a oferenda da Mãe Oxum e apre sentá-la segurando-a na palma das mãos unidas em concha, dizendo-lhe es tas palavras: "Minha Mãe Oxum, apre sento-lhe meu Otá. Abençoe-o, minha amada Mãe!"
8 - Após receber a benção da Mãe Oxum, a pessoa deve dirigir-se até onde está a oferenda do seu Orixá, colocá-la dentro dela e fazer esse pe dido: "Meu Pai (minha Mãe) Orixá tal, peço-lhe que aqui, dentro da sua oferenda, consagres essa pedra de forças, esse meu Otá".
9 -  Após esse pedido, a pessoa de ve aguardar uns 10 minutos para recolhê-la e envolvê-la no pedaço de pano na cor do Orixá. Mas antes, deve dizer estas palavras: "Meu Pai (minha Mãe), peço-lhe licença para recolher meu Otá com seu axé, e envolvê-lo nesse pedaço de pano que simboliza seu manto protetor para que eu possa levá-la para minha casa protegida e ocultada dos olhares alheios".
10 - Recolha-a e embrulhe-a com o pano. Então peça licença e vá para casa.
Chegando em casa, risque um símbolo do seu Orixá, coloque-o dentro dele; acenda uma vela de 7 dias e co loque-a dentro dele. Invoque seu Orixá, pedindo-lhe que alimente-a com sua luz viva, só recolhendo-a e guar dando-a em um local adequado quan do a vela for toda queimada.
Caso queira, poderá pegar uma tigela de louça colocar dentro dela um pouco de água e macerar um punhado de folhas do Orixá para, em seguida co locar dentro o seu Otá, iluminar com uma vela de sete dias e pedir-lhe que incor pore-lhe seu axé vegetal.
Após sete dias com o Otá imerso no caldo vegetal poderá lavá-lo em água corrente que o axé vegetal do Orixá terá sido incorporado a ele.
Só então, a pessoa poderá ali mentá-lo com a bebida do Orixá. Para alimentá-lo poderá fazê-lo derra man do-a na mesma tigela usada para as ervas. O procedimento é idêntico:
• Coloca-se a bebida; a seguir co loca-se o Otá; cobre-se a tigela com o pano na cor do orixá; ilumina-se com uma vela de 7 dias e faz-se uma ora ção para que o Orixá alimente-o com o axé da sua bebida.
• Após sete dias, retire o Otá, lave-o em água corrente e coloque-o dentro de uma quartinha de louça ou de barro cerâmico;
• Encha-a com água engarrafada adquirida no comércio pois não contêm cloro e coloque-a, já tampada, em seu altar, oratório ou em um local onde só você mexa.
 • Então, periodicamente, troque a água ou complete-a, que seu Otá passará a atuar em seu benefício, atuan do como um ponto de força do seu Orixá.
• Quando vier a fazer o assenta mento dele, coloque nele a sua quar tinha com seu Otá dentro dela, passan do a alimentá-la com ela já assentada em definitivo. Aí está seu verdadeiro e genuíno "Otá"!
Temos ouvido relatos de que al guns dirigentes espirituais adquirem no comércio algumas pedras roladas ou pedregulhos, já manuseados por ou tras pessoas e, num ritual simples co­locam-nos dentro da quartinha dos se us filhos espirituais onde, daí em diante estes passarão a alimentá-la periodicamente como se tivessem de fa to o axé dos Orixás deles.
Mas isto não é verdadeiro e sim, assemelha-se a uma simpatia, que tanto pode funcionar como não.
Um Otá genuíno só deve ter a mão do seu dono e só deve ter a vibração do seu Orixá. Qualquer outra vibração  incorporada ao Otá de uma pes soa influirá negativamente sobre ele e sobre o seu dono, assim como sobre o próprio Orixá.
Isto acontece quando quem par ticipou da consagra ção do Otá fica de mal humor; com rai va; com ódio dele; com antipatia por ele, etc.
Um Otá é algo pessoal e não deve ser manipulado por mais ninguém além do seu dono e só de ve conter suas vi bra ções e as do seu Orixá.
Além do mais, caso a quartinha com o Otá fique nas dependências do Templo que a pessoa freqüenta, várias coi sas podem influir sobre ela e ele tais como:
- Caso o Templo esteja sendo de mandado os donos dos Otás também serão atingidos.
- Caso virem as forças assentadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão viradas.
- Caso prendam as forças assen tadas ou firmadas no Templo, as dos donos dos Otás também serão presas.
- Caso o dirigente fique com ódio de um médium seu, poderá atin gí-lo atra vés do seu Otá, e qual quer outros elementos pessoais colo cados dentro da quartinha (pois há os que colocam um chumaço de cabelo, retirado do ori do seu filho de santo).

Recomendamos às pessoas que fo rem prejudicadas dessa forma que com prem 7 quartinhas de louça; con sigam 7 líquidos diferentes, tais como: mel, bebida do seu Orixá, água doce, água salgada, água com ervas ma ceradas, água com pemba branca rala da misturada e água de côco.
Com esses sete líquidos engarra fados separadamente, devem ir até uma cachoeira e nela fazer uma ofe renda a Mãe Oxum.
Após fazer a oferenda devem pe dir-lhe licença para colher 7 pedras no leito da cachoeira. Após colhê-las colo cá-las dentro das 7 quartinhas e acres centar um pouco de água da ca­choeira.
A seguir, colocar as quartinhas em círculo e derramar dentro de cada uma o líquido de uma garrafa. Acender 7 velas amarelas juntas no centro do círculo das quartinhas; acender 7 ver­melhas do lado de fora do círculo de quar tinhas, uma para cada uma.
Na seqüência, fazer essa oração po derosa ajoelhado diante do círculo de quartinhas: "Minha amada e miseri cordiosa Mãe Oxum, clamo-lhe nesse momento em que sofro um ato de in­justiça, que a Senhora ative o seu Sa grado Mistério das Sete Quartinhas e, em nome do Divino Criador Olorum, de Oxalá, da Lei Maior e da Justiça Di vina, que essa injustiça seja cor tada, anulada e retardada, e que, quem a fez contra mim seja rigoro sa mente punido por Olorum, por Oxalá pela Lei Maior e pela Justiça Divina, as sim como pelo Orixá, pelo Exu Guardião, e pela Pombagira Guardiã dela, que assim, punida rigorosa men te, nunca mais use do seu conheci mento para prejudicar-me e a ninguém mais.
Peço-lhe também, que tudo o que essa pessoa fez e desejou contra mim, contra minhas forças espirituais e con tra meu Orixá, que na Lei do Retorno seja voltado integralmente contra ela, punindo-a rigorosamente por ter me faltado com o respeito e com a fraternidade humana que deve reinar em nossa vida.
Peço-lhe também que essa pessoa seja punida com a retirada dos seus poderes e conhecimentos pessoais, assim como, que dela sejam afastados todos os seus filhos espirituais e seus amigos, para que não venham a ser vítimas da perfídia, da traição e do ódio dela por quem a desagrada.
Peço-lhe também que os Orixás e os Guias Espirituais de todos os filhos espirituais dessa pessoa maligna sejam alertados da perfídia dela e tomem as devidas providências para protege rem-se, e aos seus filhos, da traição e da falsidade dessa pessoa indigna perante os Sagrados Orixás, o Divino Criador, Olorum, a Lei Maior e a Justiça Divina, e todos os umbandistas.
Que a Lei Maior e a Justiça Divina comecem a atuar e só cessem suas atua ções quando ela pedir-lhes per dão pela injustiça cometida. Ou, caso ela não o faça, então atuem pondo-a para fora da Umbanda para que nunca mais manche-a com sua per fídia, traição e falsidade.
Peço-lhe e peço a todos os po deres invocados aqui, que me prote jam de todos os atos negativos que essa pessoa traiçoeira e perfídia venha a intentar contra mim, minhas forças, meu Orixá, minha vida e família, assim como vos peço que cada ato dela feito contra mim de agora em diante seja virado e seja revertido contra ela, punindo-a ainda mais.
  Amém"!
Essa oração é tão poderosa, que imediatamente a pessoa que cometeu o ato indigno de atingir um filho espi ritual, as suas forças espirituais e ao seu Orixá, começa a ser punida de tal forma, que em pouco tempo, ou ela desfaz o mal feito e pede perdão ao atraiçoado ou sua vida terá uma revi ravolta tão grande que acabará afun dando em sua maldade.
É a justa punição para quem ousa atingir o orixá alheio.
Essa magia e essa oração forte não deve ser usada para futricas e intrigas pessoais pois nossa amada Mãe Oxum não está à nossa dispo sição para essas coisas e sim, ela nos concede a ativação do seu Sagrado Mistério das Sete Quartinhas para que atos indignos cometidos contra nossos Guias e Orixás sejam punidos rigoro samente.
Bem, após essa magia para a defesa de vítimas de trabalhos para atin gí-las a partir do seu Otá, conti nue mos com os comentários sobre a "pedra fundamental" dos médiuns umbandistas.
Saibam que um Otá (ou pedra de força) também pode ser encontrado e recolhido em outros lugares além do leito dos rios. Pedras são encontradas na terra, no sopé das montanhas, em pedreiras, etc.
• Se a sua pedra de forças (aque la que o atraiu) for encontrada dentro de uma mata ou bosque, aí você deve pedir licença ao Orixá Oxóssi para recolhê-la e consagrá-la ao seu Orixá.
• Se ela foi encontrada na terra, em algum campo aberto, peça licença ao Orixá da terra, Omulú.
• Se ela for encontrada no sopé de uma montanha, ou mesmo nela, peça licença ao Orixá Xangô.
• Se ela for encontrada em uma pedreira, peça licença ao Orixá Yansã.
• Se ela for encontrada nas mar gens de um lago ou do estuário de um rio, peça licença ao Orixá Nanã Bu ruquê.
• Se ela for encontrada nas margens ou no fundo de uma lagoa, peça licença ao Orixá Obá.
• Se ela for encontrada a beira mar ou mesmo dentro das suas águas, peça licença ao Orixá Iemanjá.
• Se for "encontrada" no comércio de pedras, aí é problema seu, certo?
  Afinal, um Otá genuíno não é uma pedra semi-preciosa e sim, é um eixo rolado ou um pequeno geodo ain da na natureza e que não passou de mão em mão.
  Quando a "pedra ideal" é encon trada, como que por acaso, e o médium não estava ali com a finalidade de encontrar seu Otá, mas deseja reco lhê-la e levá-la para sua casa porque "sente" que ela tem algum poder ou finalidade mágica, este deve ajoelhar-se perto dela e, dependendo do cam po vibratório em que ela se encontra, ali deve fazer uma oração ao Orixá regente dele e pedir-lhe permissão para recolhê-la e levá-la para sua casa pois já se esta­beleceu uma afinidade entre ambos.
 Se você ainda não souber que tipo de afinidade se criou, recolha-a, e leve-a embora. Guarde-a e aguar de, porque pode ser que mais adiante um guia espiritual manifeste-se e lhe dê orientações sobre ela e como tratá-la dali em diante.
Agora, se em todo o lugar da natu reza que você for, encontrar uma ou mais pedras que o atraiam inten sa mente, aí já se trata de uma coisa pes soal e o melhor a fazer é tornar-se um colecionador de pedras ornamen tais ou raras.


obs. Texto inédito do Escritor Rubens Saraceni publicado no mês de fevereiro pelo Jornal de Umbanda Sagrada.
Pertencente ao livro "Oferendas e Assentamentos na Umbanda"  ainda não publicado.


Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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Sábado, 4 de Setembro de 2010

Oferendas de Orixás - segundo o Candomblé



[aca.jpg]
Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxóssi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc.
Leia mais em Mais Informações

Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las. A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.

O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca, combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. Em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá. Nas oferendas a Ogum são dados inhame assado com azeite de dendê e feijoada. Normalmente a feijoada de Ogum segue exatamente o mesmo modo de preparo das feijoadas tradionais, Ogum gosta de carnes “gordas” de fartura, isso se deve ao fato de que a feijoada é uma comida “comunitária”, que deve por excelencia ser servida a toda a comunidade do terreiro. E em casos muito especiais só o Orixá “come”. Por tanto, talvez, esse não seja o prato mais indicado para um presente individual a Ogum. Lembre-se que Ogum é um Orixá que não gosta de perder tempo com coisas elaboradas, ele prefere as coisas simples, como um inhame acara ou cará, assado com dende e mel, na maioria dos casos isto lhe basta. Em algumas casas a feijoada é feita com feijão “cavalo”, com feijão “fradinho”, mas a grande maioria adota mesmo a boa de deliciosa feijoada de feijão preto, retira-se uma parte para o Orixá e o restante se reparte com os amigos numa boa roda de conversa regada a cerveja (se bem que a cerveja pode não ser aceita em algumas Casas), mas em geral é isso. Na verdade depende muito tambem do Chefe do Terreiro da Personificação do orixá e da adaptação vibracional necessaria.

Oxóssi come axoxó feito com milho vermelho cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma arvore. A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estoura-las e enfeitando com fatias de coco.

Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê. Ossaim prefere acaçá, feijão, milho vermelho, farofa e fumo de corda. O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá. Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria. O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.

Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá. A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa. O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo, doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente. Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero. O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã. As comidas oferecidas a Orixás Funfun, devem ser sempre colocadas em louças brancas.

Com Odus que são complexos de lidar e o melhor é consultar um Babalaô para saber se há necessidade de fazer alguma coisa. Em determinadas circunstancias os Orixás podem cobrar de alguém a atenção devida a Ele, essa cobrança se dá de diferentes formas, as vezes até severas, como doenças. Porém isso não quer dizer que tudo o que uma pessoa passa de infortúnios na sua vida seja cobrança de Orixá. Muitas vezes esses problemas são fruto do nosso comportamento com o mundo, nos expomos a perigos, nos arriscamos em aventuras, somos demasiados confiantes e não medimos as consequencias dos atos. O resultado quase sempre são perdas.

Fazer oferenda para Orixá não garante sucesso em tudo, a menos que seja um pedido dos orixas, porque não se pode andar fazendo rituais a torto e a direito. Antes que se busque uma Casa séria e competente, não simplesmente dando ouvidos a quem te diz que isso ou aquilo é cobrança e repense a relação que você deseja ter com o seu orixá, não dê nada pensando em retorno financeiro e só faça a oferenda se for para agradecer pela vida, pelos dons e por respeito aos orixas, com certeza sem cobrança eles ajudam a encontrar a superação dos problemas pessoais.


Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxóssi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc.
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Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las. A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.

O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca, combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. Em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá. Nas oferendas a Ogum são dados inhame assado com azeite de dendê e feijoada. Normalmente a feijoada de Ogum segue exatamente o mesmo modo de preparo das feijoadas tradionais, Ogum gosta de carnes “gordas” de fartura, isso se deve ao fato de que a feijoada é uma comida “comunitária”, que deve por excelencia ser servida a toda a comunidade do terreiro. E em casos muito especiais só o Orixá “come”. Por tanto, talvez, esse não seja o prato mais indicado para um presente individual a Ogum. Lembre-se que Ogum é um Orixá que não gosta de perder tempo com coisas elaboradas, ele prefere as coisas simples, como um inhame acara ou cará, assado com dende e mel, na maioria dos casos isto lhe basta. Em algumas casas a feijoada é feita com feijão “cavalo”, com feijão “fradinho”, mas a grande maioria adota mesmo a boa de deliciosa feijoada de feijão preto, retira-se uma parte para o Orixá e o restante se reparte com os amigos numa boa roda de conversa regada a cerveja (se bem que a cerveja pode não ser aceita em algumas Casas), mas em geral é isso. Na verdade depende muito tambem do Chefe do Terreiro da Personificação do orixá e da adaptação vibracional necessaria.

Oxóssi come axoxó feito com milho vermelho cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma arvore. A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estoura-las e enfeitando com fatias de coco.

Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê. Ossaim prefere acaçá, feijão, milho vermelho, farofa e fumo de corda. O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá. Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria. O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.

Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá. A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa. O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo, doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente. Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero. O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã. As comidas oferecidas a Orixás Funfun, devem ser sempre colocadas em louças brancas.

Com Odus que são complexos de lidar e o melhor é consultar um Babalaô para saber se há necessidade de fazer alguma coisa. Em determinadas circunstancias os Orixás podem cobrar de alguém a atenção devida a Ele, essa cobrança se dá de diferentes formas, as vezes até severas, como doenças. Porém isso não quer dizer que tudo o que uma pessoa passa de infortúnios na sua vida seja cobrança de Orixá. Muitas vezes esses problemas são fruto do nosso comportamento com o mundo, nos expomos a perigos, nos arriscamos em aventuras, somos demasiados confiantes e não medimos as consequencias dos atos. O resultado quase sempre são perdas.

Fazer oferenda para Orixá não garante sucesso em tudo, a menos que seja um pedido dos orixas, porque não se pode andar fazendo rituais a torto e a direito. Antes que se busque uma Casa séria e competente, não simplesmente dando ouvidos a quem te diz que isso ou aquilo é cobrança e repense a relação que você deseja ter com o seu orixá, não dê nada pensando em retorno financeiro e só faça a oferenda se for para agradecer pela vida, pelos dons e por respeito aos orixas, com certeza sem cobrança eles ajudam a encontrar a superação dos problemas pessoais.


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Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxóssi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc.
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Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las. A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.

O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca, combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. Em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá. Nas oferendas a Ogum são dados inhame assado com azeite de dendê e feijoada. Normalmente a feijoada de Ogum segue exatamente o mesmo modo de preparo das feijoadas tradionais, Ogum gosta de carnes “gordas” de fartura, isso se deve ao fato de que a feijoada é uma comida “comunitária”, que deve por excelencia ser servida a toda a comunidade do terreiro. E em casos muito especiais só o Orixá “come”. Por tanto, talvez, esse não seja o prato mais indicado para um presente individual a Ogum. Lembre-se que Ogum é um Orixá que não gosta de perder tempo com coisas elaboradas, ele prefere as coisas simples, como um inhame acara ou cará, assado com dende e mel, na maioria dos casos isto lhe basta. Em algumas casas a feijoada é feita com feijão “cavalo”, com feijão “fradinho”, mas a grande maioria adota mesmo a boa de deliciosa feijoada de feijão preto, retira-se uma parte para o Orixá e o restante se reparte com os amigos numa boa roda de conversa regada a cerveja (se bem que a cerveja pode não ser aceita em algumas Casas), mas em geral é isso. Na verdade depende muito tambem do Chefe do Terreiro da Personificação do orixá e da adaptação vibracional necessaria.

Oxóssi come axoxó feito com milho vermelho cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma arvore. A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estoura-las e enfeitando com fatias de coco.

Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê. Ossaim prefere acaçá, feijão, milho vermelho, farofa e fumo de corda. O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá. Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria. O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.

Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá. A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa. O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo, doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente. Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero. O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã. As comidas oferecidas a Orixás Funfun, devem ser sempre colocadas em louças brancas.

Com Odus que são complexos de lidar e o melhor é consultar um Babalaô para saber se há necessidade de fazer alguma coisa. Em determinadas circunstancias os Orixás podem cobrar de alguém a atenção devida a Ele, essa cobrança se dá de diferentes formas, as vezes até severas, como doenças. Porém isso não quer dizer que tudo o que uma pessoa passa de infortúnios na sua vida seja cobrança de Orixá. Muitas vezes esses problemas são fruto do nosso comportamento com o mundo, nos expomos a perigos, nos arriscamos em aventuras, somos demasiados confiantes e não medimos as consequencias dos atos. O resultado quase sempre são perdas.

Fazer oferenda para Orixá não garante sucesso em tudo, a menos que seja um pedido dos orixas, porque não se pode andar fazendo rituais a torto e a direito. Antes que se busque uma Casa séria e competente, não simplesmente dando ouvidos a quem te diz que isso ou aquilo é cobrança e repense a relação que você deseja ter com o seu orixá, não dê nada pensando em retorno financeiro e só faça a oferenda se for para agradecer pela vida, pelos dons e por respeito aos orixas, com certeza sem cobrança eles ajudam a encontrar a superação dos problemas pessoais.


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Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxóssi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc.
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Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las. A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.

O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca, combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. Em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá. Nas oferendas a Ogum são dados inhame assado com azeite de dendê e feijoada. Normalmente a feijoada de Ogum segue exatamente o mesmo modo de preparo das feijoadas tradionais, Ogum gosta de carnes “gordas” de fartura, isso se deve ao fato de que a feijoada é uma comida “comunitária”, que deve por excelencia ser servida a toda a comunidade do terreiro. E em casos muito especiais só o Orixá “come”. Por tanto, talvez, esse não seja o prato mais indicado para um presente individual a Ogum. Lembre-se que Ogum é um Orixá que não gosta de perder tempo com coisas elaboradas, ele prefere as coisas simples, como um inhame acara ou cará, assado com dende e mel, na maioria dos casos isto lhe basta. Em algumas casas a feijoada é feita com feijão “cavalo”, com feijão “fradinho”, mas a grande maioria adota mesmo a boa de deliciosa feijoada de feijão preto, retira-se uma parte para o Orixá e o restante se reparte com os amigos numa boa roda de conversa regada a cerveja (se bem que a cerveja pode não ser aceita em algumas Casas), mas em geral é isso. Na verdade depende muito tambem do Chefe do Terreiro da Personificação do orixá e da adaptação vibracional necessaria.

Oxóssi come axoxó feito com milho vermelho cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma arvore. A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estoura-las e enfeitando com fatias de coco.

Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê. Ossaim prefere acaçá, feijão, milho vermelho, farofa e fumo de corda. O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá. Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria. O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.

Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá. A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa. O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo, doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente. Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero. O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã. As comidas oferecidas a Orixás Funfun, devem ser sempre colocadas em louças brancas.

Com Odus que são complexos de lidar e o melhor é consultar um Babalaô para saber se há necessidade de fazer alguma coisa. Em determinadas circunstancias os Orixás podem cobrar de alguém a atenção devida a Ele, essa cobrança se dá de diferentes formas, as vezes até severas, como doenças. Porém isso não quer dizer que tudo o que uma pessoa passa de infortúnios na sua vida seja cobrança de Orixá. Muitas vezes esses problemas são fruto do nosso comportamento com o mundo, nos expomos a perigos, nos arriscamos em aventuras, somos demasiados confiantes e não medimos as consequencias dos atos. O resultado quase sempre são perdas.

Fazer oferenda para Orixá não garante sucesso em tudo, a menos que seja um pedido dos orixas, porque não se pode andar fazendo rituais a torto e a direito. Antes que se busque uma Casa séria e competente, não simplesmente dando ouvidos a quem te diz que isso ou aquilo é cobrança e repense a relação que você deseja ter com o seu orixá, não dê nada pensando em retorno financeiro e só faça a oferenda se for para agradecer pela vida, pelos dons e por respeito aos orixas, com certeza sem cobrança eles ajudam a encontrar a superação dos problemas pessoais.


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Ao preparar as comidas de santo, deve-se observar os tabus de cada um deles. Por exemplo, o azeite de dendê nunca deve ser oferecido a Oxalá, o mel é proibido a Oxóssi, o carneiro não pode sequer entrar em uma casa consagrada a Iansã etc.
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Os filhos de santo devem observar todas as quizilas dos seus Orixás e, sendo parte do Orixá, também não podem consumi-las. A ijoyé encarregada de preparar as comidas dos Orixás é a Ìyá Basé, um cargo outorgado apenas a mulheres de grande sabedoria e respeito junto à comunidade. Ela é a mãe que conhece todos os segredos da cozinha e que sabe que o principal ingrediente para uma boa comida de santo, capaz de alcançar as mais altas dádivas, é o amor.

O primeiro Orixá cultuado também é o primeiro a comer, Exu ele come tudo que a nossa boca come, as oferendas dadas ele mais comumente são os padês a base de farinha de mandioca branca, combinada com azeite de dendê ou mel de abelha, água, bebida alcoólica e acaçá vermelho feito com farinha de milho amarelo e enrolado em folha de bananeira. Em algumas ocasiões também são utilizados pimenta, cebola, bife e moedas nas oferendas a este Orixá. Nas oferendas a Ogum são dados inhame assado com azeite de dendê e feijoada. Normalmente a feijoada de Ogum segue exatamente o mesmo modo de preparo das feijoadas tradionais, Ogum gosta de carnes “gordas” de fartura, isso se deve ao fato de que a feijoada é uma comida “comunitária”, que deve por excelencia ser servida a toda a comunidade do terreiro. E em casos muito especiais só o Orixá “come”. Por tanto, talvez, esse não seja o prato mais indicado para um presente individual a Ogum. Lembre-se que Ogum é um Orixá que não gosta de perder tempo com coisas elaboradas, ele prefere as coisas simples, como um inhame acara ou cará, assado com dende e mel, na maioria dos casos isto lhe basta. Em algumas casas a feijoada é feita com feijão “cavalo”, com feijão “fradinho”, mas a grande maioria adota mesmo a boa de deliciosa feijoada de feijão preto, retira-se uma parte para o Orixá e o restante se reparte com os amigos numa boa roda de conversa regada a cerveja (se bem que a cerveja pode não ser aceita em algumas Casas), mas em geral é isso. Na verdade depende muito tambem do Chefe do Terreiro da Personificação do orixá e da adaptação vibracional necessaria.

Oxóssi come axoxó feito com milho vermelho cozido decorado com fatias de coco. Ele também aprecia frutas e feijão fradinho torrado. As comidas devem ser colocadas sob o telhado ou aos pés de uma arvore. A oferenda dada a Obaluaiê é a pipoca. Utilizando areia da praia para estoura-las e enfeitando com fatias de coco.

Oxumare prefere que sejam dados em oferenda a ele, bata doce amassada e modelada em forma de cobra e também farofa de farinha de milho com ovos, camarões e dendê. Ossaim prefere acaçá, feijão, milho vermelho, farofa e fumo de corda. O acarajé de forma arredondada com dendê é a oferenda consagrada a Iansã, mas também é do agrado de Obá. Obá também tem preferência por um bolinho de nome abará que consiste em uma massa de feijão fradinho temperado com dendê enrolado em folha de bananeira e cozido em banho-maria. O omolocum, feijão fradinho cozido com cebola, camarões e azeite de oliva e decorado com ovos cozidos e descascados é de Oxum.

Iemanjá prefere peixe de água salgada, regados ao azeite e assados, milho branco cozido e temperado com camarões, cebola e azeite doce, manjar com leite de coco e acaçá. A Nanã é oferecido efó, mungunzá, sarapatel, feijão com coco e pirão com batata roxa. O amalá pertence a Xangô. O amalá (pirão de inhame) deve untar o fundo da gamela e sobre ele é colocado o caruru decorado com pedaços de carne, camarões, acarajé e quiabo, doze unidades de cada e enfeitado com um orobô. É válido lembrar que a oferenda deve ser servida quente. Oxalufã só aceita comidas brancas e tem preferência por milho branco cozido e sem tempero. O inhame pilado é oferenda de Oxaguiã. As comidas oferecidas a Orixás Funfun, devem ser sempre colocadas em louças brancas.

Com Odus que são complexos de lidar e o melhor é consultar um Babalaô para saber se há necessidade de fazer alguma coisa. Em determinadas circunstancias os Orixás podem cobrar de alguém a atenção devida a Ele, essa cobrança se dá de diferentes formas, as vezes até severas, como doenças. Porém isso não quer dizer que tudo o que uma pessoa passa de infortúnios na sua vida seja cobrança de Orixá. Muitas vezes esses problemas são fruto do nosso comportamento com o mundo, nos expomos a perigos, nos arriscamos em aventuras, somos demasiados confiantes e não medimos as consequencias dos atos. O resultado quase sempre são perdas.

Fazer oferenda para Orixá não garante sucesso em tudo, a menos que seja um pedido dos orixas, porque não se pode andar fazendo rituais a torto e a direito. Antes que se busque uma Casa séria e competente, não simplesmente dando ouvidos a quem te diz que isso ou aquilo é cobrança e repense a relação que você deseja ter com o seu orixá, não dê nada pensando em retorno financeiro e só faça a oferenda se for para agradecer pela vida, pelos dons e por respeito aos orixas, com certeza sem cobrança eles ajudam a encontrar a superação dos problemas pessoais.


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Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

Conheça seus Odús



[buzios_montados.jpg]

Aprenda aqui como calcular os signos dos Orixás correspondentes à sua vida material e ao seu percurso espiritual, para que você possa trilhar com segurança o caminho da prosperidade, a saúde, a realização sexual e afectiva e o equilíbrio interior.

Para conhecer os seus Odús, tome como ponto de partida a data do seu nascimento. Trace num papel quatro linhas horizontais, cortadas no centro por uma linha vertical. Essa linha vertical vai separar os algarismos em duas colunas: uma à esquerda e outra à direita. Escreva na primeira linha horizontal, usando as duas colunas, o número do dia em que você nasceu.

Se esse número for menor que 10, coloque um zero (0) na coluna da esquerda. Na segunda linha, escreva o número do mês (de 01 a 12). Se esse número for menor que 10, coloque um zero na coluna da esquerda. Na terceira linha, sempre usando ambas as colunas escreva os dois primeiros algarismos do ano em que você nasceu (19). Na quarta linha, usando as duas colunas, escreva os dois últimos algarismos do ano em que você nasceu. Some separadamente os algarismos de cada coluna. E sempre que o resultado ultrapassar 16, o número de Odús básico, reduza-o somando os algarismos.

Veja o exemplo abaixo, de uma pessoa nascida em 25 de Março de 1962:

1a linha
2
5
Dia
2a linha
0
3
Mês
3a linha
1
9
Ano
4a linha
6
2
Ano
Soma
9
19

Como 19, o total da segunda coluna, é maior que 16, você deve somar 1+9. Portanto no exemplo, o resultado da coluna da esquerda é 9 e o resultado da coluna da direita é 10.

A seguir desenhe uma cruz e escreva nas pontas dos braços da cruz as palavras Testa, Fronte Direita, Nuca e Fronte Esquerda, conforme o modelo:
Escreva o número correspondente à soma da coluna da direita (10, no exemplo) no ponto referente à TESTA, e o número correspondente à soma da coluna da esquerda (9, no exemplo) no ponto referente à NUCA.

Para encontrar o número correspondente à FRONTE DIREITA, some os dois números já obtidos (9 e 10). O resultado obtido é 19, que reduzido, dá 10 (1+9=10).

Para encontrar o número correspondente à FRONTE ESQUERDA, some os três números já obtidos: 10+9+10 = 29. Como o resultado (29) é superior a 16, o número de Odús básicos, reduza-o: 2+9=11.

Para encontrar o número correspondente ao CENTRO DA CABEÇA, some os quatro números já obtidos 10+9+10+11 = 40, que reduzido dá 4 (4+0 = 4).

Escreva o resultado no meio da cruz:
Relembro que os Odús mais importantes para a orientação da pessoa são: o da Testa, que reflecte a sua vida material, e o do centro da Cabeça, que reflecte o seu caminho espiritual. Os outros três Odús equilibram e harmonizam as energias individuais, complementando as informações dos Odús da testa e do centro da cabeça.

Entretanto, e porque tantas vezes aqui, as pessoas pretendem saber quais são os seus Orixás através da sua data de nascimento, uma vez mais recordo que o Orixá que domina os Odús/Caminhos da pessoa, não é necessariamente o Orixá dono da Cabeça desta pessoa, esta resposta só pode ser obtida CORRECTAMENTE através do jogo de búzios. Portanto, não adianta perguntar-me qual é o seu Orixá através da sua data de nascimento, pois não me será possível dar-lhe AQUI essa resposta. Mas, essa soma, mostra energias que atuarão no destino, dando rumos e metas a seguirmos.


MENSAGENS DOS ORIXÁS
1. OKANRAN MEJI
Regente: Exu
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. Seu temperamento explosivo faz com que raras vezes atuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor, extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como ponto vulnerável o útero.

2. EJIOKO MEJI
Regente: Ogum com influências dos Ibejis e de Obtalá
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande combatividade, mas não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são muito ciumentas. Devem controlar obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o fígado, seus pontos vulneráveis.

3. ETAOGUNDÁ MEJI
Regente: Obaluaê com influência de Ogum
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU em geral vêem seus esforços recompensados. Costumam vencer na política e conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas atividades agrícolas, mas podem sofrer desilusões no amor e traições dos amigos. Emocionalmente inconstantes, estão propensas a ter problemas espirituais e físicos, embora na maioria dos casos consigam se recuperar com facilidade de qualquer doença. Seus pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.

4. IROSSUN MEJI
Regente: Oxossi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e Egum
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são generosas, sinceras, sensíveis, intuitivas e místicas. Têm grande habilidade manual e podem alcançar sucesso na área de vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a sofrer traições amorosas e a propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da perseguição dos seus inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois seu ponto vulnerável é o estomago.

5. OXÊ MEJI
Regente: Oxum com influências de Iemanjá e Omulu
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU têm mão de magia, força e proteção espirituais, religiosidade e uma inclinação especial para o misticismo e as ciências ocultas. São ótimos professores e se destacam em qualquer atividade que exija liderança, mas precisam aprender a controlar sua vaidade e seu egocentrismo. Outro aspecto negativo é a tendência a se vingar quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o aparelho digestivo e o sistema hormonal. 6. OBARÁ MEJI
Regente: Xangô com influências de Exu, Iansã, Oxossi. Oçanhe e Logunedê
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm grande proteção espiritual e costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões relacionadas à Justiça. Mas são com freqüência vítimas de calúnias e não têm sorte no amor. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los. Seu ponto vulnerável é o sistema linfático.

7. ODI MEJI
Regente: Obaluaê com influências de Exu, Oxalufam e Oxumarê
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas na sua profissão, mas a indecisão as leva a não concluir muitos dos seus projetos. Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as barreiras. Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm sorte no amor. Seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas.

8. EJONILÊ MEJI
Regente: Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxossi
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são dedicadas e honestas e levam uma vida quase sem sofrimentos. Mas estão sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm amizades sinceras. Quando são repudiadas ou sofrem uma traição, podem se tornar vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha e se vestir de branco nas sextas-feiras. Seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.

9. OSSÁ MEJI
Regente: Iemanjá com influências de Xangô, Oçanhe, Oxossi e Iansã
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são líderes natas, mas seu autoritarismo lhes cria sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protetor e a religiosidade também as caracterizam. Seus pontos vulneráveis são os conflitos psicológicos e, no caso das mulheres, os problemas ginecológicos.

10. OFUN MEJI
Regente: Oxalufam com influências de Xangô e Oxum
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção total ao seu amor. Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida, mostram-se muito teimosas e tendem a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Seus pontos vulneráveis são o estomago e a pressão arterial.

11. OWRYN MEJI
Regente: Iansã com influências de Exu, Oçanhe e Egum
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta de fé as levam a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam encontrando a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios. Seus pontos vulneráveis são a garganta, o sistema reprodutor e o aparelho digestivo.

12. EJI-LAXEBARÁ
Regente: Xangô com influências de Logunedê e Iemanjá
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm o dom de convencer os outros. Dotadas de grandes qualidades espirituais, são bondosas, justas e prestativas, embora às vezes se mostrem arrogantes. Apaixonam-se com facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados à perda de bens. Seu ponto vulnerável é a circulação sanguínea.

13. EJIOLIGIBAN MEJI
Regente: Nanã com influência de Obaluaê
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais, conscientes de que todas as situações da vida são transitórias. Além disso, sua profunda fé termina por lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no amor. Dotadas de mão de cura, se destacam nos serviços médicos e de assistência psicológica e nas terapias alternativas. Seus pontos vulneráveis são o baço e o pâncreas.

14. IKÁ MEJI
Regente: Oxumarê com influências de Oçanhe e Nanã
Elemento: Água
Belas e sensuais, as pessoas com esse ODU têm aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixões arrebatadoras mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores. Possuem talento para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar. Enriquecem com facilidade e se destacam na vida profissional e social, mas são desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos. Seu ponto vulnerável são as articulações que podem lhes causar problemas de locomoção.

15. OGBEOGUNDÁ MEJI
Regente: Oba com influências de Eua
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são valorosas, combativas e imparciais, mas costumam sofrer desilusões amorosas, o que acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil: estão sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do sistema neurovegetativo.

16. ALÁFIA ONAN
Regente: Ifá
Elemento: Ar
Calmas, racionais e espiritualizadas, as pessoas com esse ODU têm domínio sobre suas paixões. São excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projetos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.

Os Odus e os Elementos:

Terra
Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará.
Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza.

Água
Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé.
Representam o caminho da dúvida ao triunfo.

Ar
Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia.
Representam o caminho da indecisão até a paz.

Fogo
Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá.
Representam o caminho da insubordinação até a guerra.

Há muitos questionamentos sobre os Odús, em especial, sobre como se soma. Mas, como vemos no post, é muito simples. No entanto, os odús revelados pelos numeros da data de nascimento, são mais referentes as regencias de areas de nossa vida. Na verdade o nosso Orixá pessoal, Pai de Cabeça ou os protetores e guias mais proximos, não são mostrados nessa soma.

Pra se fazer uma analise de uma pessoa é preciso bem mais que isso. Mas, esses odús nos dão um norte muito importante. Por exemplo, o Odú da testa rege nossa vida material, como se fosse nosso Ascendente na Astrologia. Já o da nuca, rege nosso campo espiritual. Ele nos mostra vibrações que nos cobrem. Porém não quer dizer que nele esteja revelado nosso pai de cabeça e linhas atuantes. Veja que os Odús mostram além do Regente, os orixás influenciadores. Assim você poderá ter um orixá regente à nível cosmico e um dos influenciadores ser o orixá de cabeça agindo sobre comando cosmico de tal regente.

Entretanto, e porque tantas vezes aqui, as pessoas pretendem saber quais são os seus Orixás através da sua data de nascimento, uma vez mais recordo que o Orixá que domina os Odús/Caminhos da pessoa, não é necessariamente o Orixá dono da Cabeça desta pessoa, esta resposta só pode ser obtida CORRETAMENTE através do Jogo de Búzios Consagrados. Ou no Mapa de Umbanda Astrologica, pois, vai olhar as configurações gerais como um todo. Levando em conta o céu do momento, percebemos as vibrações em ação e quais se sobreponham no nosso destino.

Ifá é o Orixá da adivinhação e para tudo e deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo: o de Opelé Ifá, o rosário de Ifá, o jogo de búzios, etc. No jogo de búzios (Erindilogun) quem fala é Exu. São dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos Babalorixás e Ialorixás. A consulta a Ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar. O jogo de Opelé Ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odus usados no jogo de búzios multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo.

Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, isso nós dizemos que a mesma está com o odu negativo, ou seja: seu destino sua conduta foge as regras siderais (seguiu um caminho negativo dentro do estabelecido). Nós quando nascemos, somos regidos por um odu de ori (cabeça), que representa nosso "eu" assim como odu de destino, etc. O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a Ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de Ifá é o de Oluwô, título concebido a alguns Babalaôs.

Os Orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se alimentar, o odu é o caminho, a existência do destino o qual o Orixá e todos os seres estão inseridos.

Odus são presságios, destinos, predestinação. Os odus são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odu de origem e cada orixá é governado por um ou mais odus. Cada odu possui um nome e características próprias e divide-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como Itàn Ifá. Os odus são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca.

Os Odús sintetizam o potencial de cada indivíduo, seus talentos, suas limitações, a forma de agir e reagir com o seu meio. São eles que indicam traços fortes e pontos vulneráveis, conhecendo-os, podos lidar , melhor com ele e viver bem com a gente e com os outros, pois um Odú, não pode ser trocado, apenas lapidado.

Prega-se que só os odús da testa e do centro da cabeça são importantes, mas, não é bem assim. Os da nuca e das frontes laterais tem funções importantes que são demonstradas numa analise aprofundada.

Calcula-se o seu Odu de placenta somando todos os números da data de nascimento. O resultado desta soma tem a vibração de elementos e orixás determinados, com lendas e arquétipos.

Por exemplo: uma pessoa que nasceu no dia 18 de dezembro de 1983.

1+8+1+2+1+9+8+3=33 = 03 OBARÁ MEJI

Há ainda a necessidade de se observar os numeros individuais, ou seja, o dia 18, traz a força do Odú 09, este diz como a pessoa se porta na vida. Esse é o orixá influenciador agindo por ordem dos orixás espirituais.

É por isso, que ao consultar os buzios, você pode se deparar com resultados diferentes dos apresentados pela data de nascimento. Até porque a hora que tambem é importante fica de fora aqui.

Mas, voltando a raciocinio, vemos que o Odú 3 mostrado pela soma total, regente do lado espiritual, é o comandante do Odú 9 mostrando no numero do dia. Então essa pessoa se for mulher terá uma vida amorosa ruim e se for homem, trocará os bens materias pela vida amorosa!


Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 22:24
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Conheça seus Odús



[buzios_montados.jpg]

Aprenda aqui como calcular os signos dos Orixás correspondentes à sua vida material e ao seu percurso espiritual, para que você possa trilhar com segurança o caminho da prosperidade, a saúde, a realização sexual e afectiva e o equilíbrio interior.

Para conhecer os seus Odús, tome como ponto de partida a data do seu nascimento. Trace num papel quatro linhas horizontais, cortadas no centro por uma linha vertical. Essa linha vertical vai separar os algarismos em duas colunas: uma à esquerda e outra à direita. Escreva na primeira linha horizontal, usando as duas colunas, o número do dia em que você nasceu.

Se esse número for menor que 10, coloque um zero (0) na coluna da esquerda. Na segunda linha, escreva o número do mês (de 01 a 12). Se esse número for menor que 10, coloque um zero na coluna da esquerda. Na terceira linha, sempre usando ambas as colunas escreva os dois primeiros algarismos do ano em que você nasceu (19). Na quarta linha, usando as duas colunas, escreva os dois últimos algarismos do ano em que você nasceu. Some separadamente os algarismos de cada coluna. E sempre que o resultado ultrapassar 16, o número de Odús básico, reduza-o somando os algarismos.

Veja o exemplo abaixo, de uma pessoa nascida em 25 de Março de 1962:

1a linha
2
5
Dia
2a linha
0
3
Mês
3a linha
1
9
Ano
4a linha
6
2
Ano
Soma
9
19

Como 19, o total da segunda coluna, é maior que 16, você deve somar 1+9. Portanto no exemplo, o resultado da coluna da esquerda é 9 e o resultado da coluna da direita é 10.

A seguir desenhe uma cruz e escreva nas pontas dos braços da cruz as palavras Testa, Fronte Direita, Nuca e Fronte Esquerda, conforme o modelo:
Escreva o número correspondente à soma da coluna da direita (10, no exemplo) no ponto referente à TESTA, e o número correspondente à soma da coluna da esquerda (9, no exemplo) no ponto referente à NUCA.

Para encontrar o número correspondente à FRONTE DIREITA, some os dois números já obtidos (9 e 10). O resultado obtido é 19, que reduzido, dá 10 (1+9=10).

Para encontrar o número correspondente à FRONTE ESQUERDA, some os três números já obtidos: 10+9+10 = 29. Como o resultado (29) é superior a 16, o número de Odús básicos, reduza-o: 2+9=11.

Para encontrar o número correspondente ao CENTRO DA CABEÇA, some os quatro números já obtidos 10+9+10+11 = 40, que reduzido dá 4 (4+0 = 4).

Escreva o resultado no meio da cruz:
Relembro que os Odús mais importantes para a orientação da pessoa são: o da Testa, que reflecte a sua vida material, e o do centro da Cabeça, que reflecte o seu caminho espiritual. Os outros três Odús equilibram e harmonizam as energias individuais, complementando as informações dos Odús da testa e do centro da cabeça.

Entretanto, e porque tantas vezes aqui, as pessoas pretendem saber quais são os seus Orixás através da sua data de nascimento, uma vez mais recordo que o Orixá que domina os Odús/Caminhos da pessoa, não é necessariamente o Orixá dono da Cabeça desta pessoa, esta resposta só pode ser obtida CORRECTAMENTE através do jogo de búzios. Portanto, não adianta perguntar-me qual é o seu Orixá através da sua data de nascimento, pois não me será possível dar-lhe AQUI essa resposta. Mas, essa soma, mostra energias que atuarão no destino, dando rumos e metas a seguirmos.


MENSAGENS DOS ORIXÁS
1. OKANRAN MEJI
Regente: Exu
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. Seu temperamento explosivo faz com que raras vezes atuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor, extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como ponto vulnerável o útero.

2. EJIOKO MEJI
Regente: Ogum com influências dos Ibejis e de Obtalá
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande combatividade, mas não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são muito ciumentas. Devem controlar obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o fígado, seus pontos vulneráveis.

3. ETAOGUNDÁ MEJI
Regente: Obaluaê com influência de Ogum
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU em geral vêem seus esforços recompensados. Costumam vencer na política e conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas atividades agrícolas, mas podem sofrer desilusões no amor e traições dos amigos. Emocionalmente inconstantes, estão propensas a ter problemas espirituais e físicos, embora na maioria dos casos consigam se recuperar com facilidade de qualquer doença. Seus pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.

4. IROSSUN MEJI
Regente: Oxossi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e Egum
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são generosas, sinceras, sensíveis, intuitivas e místicas. Têm grande habilidade manual e podem alcançar sucesso na área de vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a sofrer traições amorosas e a propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da perseguição dos seus inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois seu ponto vulnerável é o estomago.

5. OXÊ MEJI
Regente: Oxum com influências de Iemanjá e Omulu
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU têm mão de magia, força e proteção espirituais, religiosidade e uma inclinação especial para o misticismo e as ciências ocultas. São ótimos professores e se destacam em qualquer atividade que exija liderança, mas precisam aprender a controlar sua vaidade e seu egocentrismo. Outro aspecto negativo é a tendência a se vingar quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o aparelho digestivo e o sistema hormonal. 6. OBARÁ MEJI
Regente: Xangô com influências de Exu, Iansã, Oxossi. Oçanhe e Logunedê
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm grande proteção espiritual e costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões relacionadas à Justiça. Mas são com freqüência vítimas de calúnias e não têm sorte no amor. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los. Seu ponto vulnerável é o sistema linfático.

7. ODI MEJI
Regente: Obaluaê com influências de Exu, Oxalufam e Oxumarê
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas na sua profissão, mas a indecisão as leva a não concluir muitos dos seus projetos. Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as barreiras. Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm sorte no amor. Seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas.

8. EJONILÊ MEJI
Regente: Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxossi
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são dedicadas e honestas e levam uma vida quase sem sofrimentos. Mas estão sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm amizades sinceras. Quando são repudiadas ou sofrem uma traição, podem se tornar vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha e se vestir de branco nas sextas-feiras. Seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.

9. OSSÁ MEJI
Regente: Iemanjá com influências de Xangô, Oçanhe, Oxossi e Iansã
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são líderes natas, mas seu autoritarismo lhes cria sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protetor e a religiosidade também as caracterizam. Seus pontos vulneráveis são os conflitos psicológicos e, no caso das mulheres, os problemas ginecológicos.

10. OFUN MEJI
Regente: Oxalufam com influências de Xangô e Oxum
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção total ao seu amor. Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida, mostram-se muito teimosas e tendem a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Seus pontos vulneráveis são o estomago e a pressão arterial.

11. OWRYN MEJI
Regente: Iansã com influências de Exu, Oçanhe e Egum
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta de fé as levam a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam encontrando a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios. Seus pontos vulneráveis são a garganta, o sistema reprodutor e o aparelho digestivo.

12. EJI-LAXEBARÁ
Regente: Xangô com influências de Logunedê e Iemanjá
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm o dom de convencer os outros. Dotadas de grandes qualidades espirituais, são bondosas, justas e prestativas, embora às vezes se mostrem arrogantes. Apaixonam-se com facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados à perda de bens. Seu ponto vulnerável é a circulação sanguínea.

13. EJIOLIGIBAN MEJI
Regente: Nanã com influência de Obaluaê
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais, conscientes de que todas as situações da vida são transitórias. Além disso, sua profunda fé termina por lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no amor. Dotadas de mão de cura, se destacam nos serviços médicos e de assistência psicológica e nas terapias alternativas. Seus pontos vulneráveis são o baço e o pâncreas.

14. IKÁ MEJI
Regente: Oxumarê com influências de Oçanhe e Nanã
Elemento: Água
Belas e sensuais, as pessoas com esse ODU têm aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixões arrebatadoras mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores. Possuem talento para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar. Enriquecem com facilidade e se destacam na vida profissional e social, mas são desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos. Seu ponto vulnerável são as articulações que podem lhes causar problemas de locomoção.

15. OGBEOGUNDÁ MEJI
Regente: Oba com influências de Eua
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são valorosas, combativas e imparciais, mas costumam sofrer desilusões amorosas, o que acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil: estão sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do sistema neurovegetativo.

16. ALÁFIA ONAN
Regente: Ifá
Elemento: Ar
Calmas, racionais e espiritualizadas, as pessoas com esse ODU têm domínio sobre suas paixões. São excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projetos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.

Os Odus e os Elementos:

Terra
Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará.
Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza.

Água
Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé.
Representam o caminho da dúvida ao triunfo.

Ar
Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia.
Representam o caminho da indecisão até a paz.

Fogo
Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá.
Representam o caminho da insubordinação até a guerra.

Há muitos questionamentos sobre os Odús, em especial, sobre como se soma. Mas, como vemos no post, é muito simples. No entanto, os odús revelados pelos numeros da data de nascimento, são mais referentes as regencias de areas de nossa vida. Na verdade o nosso Orixá pessoal, Pai de Cabeça ou os protetores e guias mais proximos, não são mostrados nessa soma.

Pra se fazer uma analise de uma pessoa é preciso bem mais que isso. Mas, esses odús nos dão um norte muito importante. Por exemplo, o Odú da testa rege nossa vida material, como se fosse nosso Ascendente na Astrologia. Já o da nuca, rege nosso campo espiritual. Ele nos mostra vibrações que nos cobrem. Porém não quer dizer que nele esteja revelado nosso pai de cabeça e linhas atuantes. Veja que os Odús mostram além do Regente, os orixás influenciadores. Assim você poderá ter um orixá regente à nível cosmico e um dos influenciadores ser o orixá de cabeça agindo sobre comando cosmico de tal regente.

Entretanto, e porque tantas vezes aqui, as pessoas pretendem saber quais são os seus Orixás através da sua data de nascimento, uma vez mais recordo que o Orixá que domina os Odús/Caminhos da pessoa, não é necessariamente o Orixá dono da Cabeça desta pessoa, esta resposta só pode ser obtida CORRETAMENTE através do Jogo de Búzios Consagrados. Ou no Mapa de Umbanda Astrologica, pois, vai olhar as configurações gerais como um todo. Levando em conta o céu do momento, percebemos as vibrações em ação e quais se sobreponham no nosso destino.

Ifá é o Orixá da adivinhação e para tudo e deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo: o de Opelé Ifá, o rosário de Ifá, o jogo de búzios, etc. No jogo de búzios (Erindilogun) quem fala é Exu. São dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos Babalorixás e Ialorixás. A consulta a Ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar. O jogo de Opelé Ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odus usados no jogo de búzios multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo.

Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, isso nós dizemos que a mesma está com o odu negativo, ou seja: seu destino sua conduta foge as regras siderais (seguiu um caminho negativo dentro do estabelecido). Nós quando nascemos, somos regidos por um odu de ori (cabeça), que representa nosso "eu" assim como odu de destino, etc. O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a Ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de Ifá é o de Oluwô, título concebido a alguns Babalaôs.

Os Orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se alimentar, o odu é o caminho, a existência do destino o qual o Orixá e todos os seres estão inseridos.

Odus são presságios, destinos, predestinação. Os odus são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odu de origem e cada orixá é governado por um ou mais odus. Cada odu possui um nome e características próprias e divide-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como Itàn Ifá. Os odus são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca.

Os Odús sintetizam o potencial de cada indivíduo, seus talentos, suas limitações, a forma de agir e reagir com o seu meio. São eles que indicam traços fortes e pontos vulneráveis, conhecendo-os, podos lidar , melhor com ele e viver bem com a gente e com os outros, pois um Odú, não pode ser trocado, apenas lapidado.

Prega-se que só os odús da testa e do centro da cabeça são importantes, mas, não é bem assim. Os da nuca e das frontes laterais tem funções importantes que são demonstradas numa analise aprofundada.

Calcula-se o seu Odu de placenta somando todos os números da data de nascimento. O resultado desta soma tem a vibração de elementos e orixás determinados, com lendas e arquétipos.

Por exemplo: uma pessoa que nasceu no dia 18 de dezembro de 1983.

1+8+1+2+1+9+8+3=33 = 03 OBARÁ MEJI

Há ainda a necessidade de se observar os numeros individuais, ou seja, o dia 18, traz a força do Odú 09, este diz como a pessoa se porta na vida. Esse é o orixá influenciador agindo por ordem dos orixás espirituais.

É por isso, que ao consultar os buzios, você pode se deparar com resultados diferentes dos apresentados pela data de nascimento. Até porque a hora que tambem é importante fica de fora aqui.

Mas, voltando a raciocinio, vemos que o Odú 3 mostrado pela soma total, regente do lado espiritual, é o comandante do Odú 9 mostrando no numero do dia. Então essa pessoa se for mulher terá uma vida amorosa ruim e se for homem, trocará os bens materias pela vida amorosa!


Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
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Conheça seus Odús



[buzios_montados.jpg]

Aprenda aqui como calcular os signos dos Orixás correspondentes à sua vida material e ao seu percurso espiritual, para que você possa trilhar com segurança o caminho da prosperidade, a saúde, a realização sexual e afectiva e o equilíbrio interior.

Para conhecer os seus Odús, tome como ponto de partida a data do seu nascimento. Trace num papel quatro linhas horizontais, cortadas no centro por uma linha vertical. Essa linha vertical vai separar os algarismos em duas colunas: uma à esquerda e outra à direita. Escreva na primeira linha horizontal, usando as duas colunas, o número do dia em que você nasceu.

Se esse número for menor que 10, coloque um zero (0) na coluna da esquerda. Na segunda linha, escreva o número do mês (de 01 a 12). Se esse número for menor que 10, coloque um zero na coluna da esquerda. Na terceira linha, sempre usando ambas as colunas escreva os dois primeiros algarismos do ano em que você nasceu (19). Na quarta linha, usando as duas colunas, escreva os dois últimos algarismos do ano em que você nasceu. Some separadamente os algarismos de cada coluna. E sempre que o resultado ultrapassar 16, o número de Odús básico, reduza-o somando os algarismos.

Veja o exemplo abaixo, de uma pessoa nascida em 25 de Março de 1962:

1a linha
2
5
Dia
2a linha
0
3
Mês
3a linha
1
9
Ano
4a linha
6
2
Ano
Soma
9
19

Como 19, o total da segunda coluna, é maior que 16, você deve somar 1+9. Portanto no exemplo, o resultado da coluna da esquerda é 9 e o resultado da coluna da direita é 10.

A seguir desenhe uma cruz e escreva nas pontas dos braços da cruz as palavras Testa, Fronte Direita, Nuca e Fronte Esquerda, conforme o modelo:
Escreva o número correspondente à soma da coluna da direita (10, no exemplo) no ponto referente à TESTA, e o número correspondente à soma da coluna da esquerda (9, no exemplo) no ponto referente à NUCA.

Para encontrar o número correspondente à FRONTE DIREITA, some os dois números já obtidos (9 e 10). O resultado obtido é 19, que reduzido, dá 10 (1+9=10).

Para encontrar o número correspondente à FRONTE ESQUERDA, some os três números já obtidos: 10+9+10 = 29. Como o resultado (29) é superior a 16, o número de Odús básicos, reduza-o: 2+9=11.

Para encontrar o número correspondente ao CENTRO DA CABEÇA, some os quatro números já obtidos 10+9+10+11 = 40, que reduzido dá 4 (4+0 = 4).

Escreva o resultado no meio da cruz:
Relembro que os Odús mais importantes para a orientação da pessoa são: o da Testa, que reflecte a sua vida material, e o do centro da Cabeça, que reflecte o seu caminho espiritual. Os outros três Odús equilibram e harmonizam as energias individuais, complementando as informações dos Odús da testa e do centro da cabeça.

Entretanto, e porque tantas vezes aqui, as pessoas pretendem saber quais são os seus Orixás através da sua data de nascimento, uma vez mais recordo que o Orixá que domina os Odús/Caminhos da pessoa, não é necessariamente o Orixá dono da Cabeça desta pessoa, esta resposta só pode ser obtida CORRECTAMENTE através do jogo de búzios. Portanto, não adianta perguntar-me qual é o seu Orixá através da sua data de nascimento, pois não me será possível dar-lhe AQUI essa resposta. Mas, essa soma, mostra energias que atuarão no destino, dando rumos e metas a seguirmos.


MENSAGENS DOS ORIXÁS
1. OKANRAN MEJI
Regente: Exu
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU são inteligentes, versáteis e passionais, com enorme potencial para a magia. Seu temperamento explosivo faz com que raras vezes atuem com a razão. Têm sorte nos negócios. No amor, extremamente sedutoras, são muito inconstantes e mentem com facilidade. As mulheres têm como ponto vulnerável o útero.

2. EJIOKO MEJI
Regente: Ogum com influências dos Ibejis e de Obtalá
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são intuitivas, joviais, sinceras e honestas. Revelam grande combatividade, mas não sabem conviver com derrota. Apesar de volúveis no amor, são muito ciumentas. Devem controlar obstinação e ter cuidado com a vesícula e com o fígado, seus pontos vulneráveis.

3. ETAOGUNDÁ MEJI
Regente: Obaluaê com influência de Ogum
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU em geral vêem seus esforços recompensados. Costumam vencer na política e conseguem obter grandes lucros nos negócios, particularmente nas atividades agrícolas, mas podem sofrer desilusões no amor e traições dos amigos. Emocionalmente inconstantes, estão propensas a ter problemas espirituais e físicos, embora na maioria dos casos consigam se recuperar com facilidade de qualquer doença. Seus pontos vulneráveis são os rins, as pernas e os braços.

4. IROSSUN MEJI
Regente: Oxossi com influência de Xangô, Iemanjá, Iansã e Egum
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são generosas, sinceras, sensíveis, intuitivas e místicas. Têm grande habilidade manual e podem alcançar sucesso na área de vendas. Entre os aspectos negativos estão a tendência a sofrer traições amorosas e a propensão a acidentes. Muitas vezes são vítimas de calúnias e da perseguição dos seus inimigos. Também precisam cuidar da alimentação, pois seu ponto vulnerável é o estomago.

5. OXÊ MEJI
Regente: Oxum com influências de Iemanjá e Omulu
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU têm mão de magia, força e proteção espirituais, religiosidade e uma inclinação especial para o misticismo e as ciências ocultas. São ótimos professores e se destacam em qualquer atividade que exija liderança, mas precisam aprender a controlar sua vaidade e seu egocentrismo. Outro aspecto negativo é a tendência a se vingar quando estão com raiva. Seus pontos vulneráveis são o aparelho digestivo e o sistema hormonal. 6. OBARÁ MEJI
Regente: Xangô com influências de Exu, Iansã, Oxossi. Oçanhe e Logunedê
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm grande proteção espiritual e costumam vencer pela força de vontade, especialmente em profissões relacionadas à Justiça. Mas são com freqüência vítimas de calúnias e não têm sorte no amor. Devem aprender a silenciar sobre seus projetos e a determinar por onde começá-los. Seu ponto vulnerável é o sistema linfático.

7. ODI MEJI
Regente: Obaluaê com influências de Exu, Oxalufam e Oxumarê
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU são ambiciosas e costumam ser bem sucedidas na sua profissão, mas a indecisão as leva a não concluir muitos dos seus projetos. Quando a fé as impulsiona, porém, ultrapassam todas as barreiras. Sonham com o poder e adoram se divertir, às vezes, provocam enormes confusões. Não têm sorte no amor. Seus pontos vulneráveis são os rins, a coluna e as pernas.

8. EJONILÊ MEJI
Regente: Oxaguiã com influências de Xangô, Oxum e Oxossi
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são dedicadas e honestas e levam uma vida quase sem sofrimentos. Mas estão sujeitas a acidentes graves. Amam com intensidade e têm amizades sinceras. Quando são repudiadas ou sofrem uma traição, podem se tornar vingativas. Devem evitar o consumo de álcool e de carne vermelha e se vestir de branco nas sextas-feiras. Seu ponto vulnerável é o sistema nervoso central.

9. OSSÁ MEJI
Regente: Iemanjá com influências de Xangô, Oçanhe, Oxossi e Iansã
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são líderes natas, mas seu autoritarismo lhes cria sérios problemas, inclusive conjugais. O instinto protetor e a religiosidade também as caracterizam. Seus pontos vulneráveis são os conflitos psicológicos e, no caso das mulheres, os problemas ginecológicos.

10. OFUN MEJI
Regente: Oxalufam com influências de Xangô e Oxum
Elemento: Ar
Pessoas com esse ODU são inteligentes, fiéis e honestas, capazes de dedicar atenção total ao seu amor. Têm amigos sinceros e elevada espiritualidade. Em contrapartida, mostram-se muito teimosas e tendem a sofrer perseguições e desilusões amorosas. Seus pontos vulneráveis são o estomago e a pressão arterial.

11. OWRYN MEJI
Regente: Iansã com influências de Exu, Oçanhe e Egum
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm imaginação fértil, boa saúde e vida longa, mas as más influências e a falta de fé as levam a enfrentar dificuldades materiais e a só alcançar o sucesso depois de grandes sacrifícios. São muito volúveis no amor. As mulheres geralmente fracassam no primeiro casamento, mas acabam encontrando a felicidade. Devem evitar a bebida e outros vícios. Seus pontos vulneráveis são a garganta, o sistema reprodutor e o aparelho digestivo.

12. EJI-LAXEBARÁ
Regente: Xangô com influências de Logunedê e Iemanjá
Elemento: Fogo
Pessoas com esse ODU têm o dom de convencer os outros. Dotadas de grandes qualidades espirituais, são bondosas, justas e prestativas, embora às vezes se mostrem arrogantes. Apaixonam-se com facilidade e são muito ciumentas. Devem evitar bebida e podem ter problemas judiciais ou relacionados à perda de bens. Seu ponto vulnerável é a circulação sanguínea.

13. EJIOLIGIBAN MEJI
Regente: Nanã com influência de Obaluaê
Elemento: Terra
Pessoas com esse ODU aceitam com resignação os sofrimentos físicos, emocionais e espirituais, conscientes de que todas as situações da vida são transitórias. Além disso, sua profunda fé termina por lhes assegurar vitória. Não têm muita sorte no amor. Dotadas de mão de cura, se destacam nos serviços médicos e de assistência psicológica e nas terapias alternativas. Seus pontos vulneráveis são o baço e o pâncreas.

14. IKÁ MEJI
Regente: Oxumarê com influências de Oçanhe e Nanã
Elemento: Água
Belas e sensuais, as pessoas com esse ODU têm aparência juvenil e forte poder de sedução. Vivem paixões arrebatadoras mas passageiras e estão sempre em busca de novos amores. Possuem talento para a magia e enorme força espiritual, que se manifesta através do olhar. Enriquecem com facilidade e se destacam na vida profissional e social, mas são desconfiadas e propensas a ter conflitos psíquicos. Seu ponto vulnerável são as articulações que podem lhes causar problemas de locomoção.

15. OGBEOGUNDÁ MEJI
Regente: Oba com influências de Eua
Elemento: Água
Pessoas com esse ODU são valorosas, combativas e imparciais, mas costumam sofrer desilusões amorosas, o que acentua sua agressividade e seu sentimento de rejeição. Têm saúde frágil: estão sujeitas a problemas nos olhos, ouvidos e pernas e a distúrbios do sistema neurovegetativo.

16. ALÁFIA ONAN
Regente: Ifá
Elemento: Ar
Calmas, racionais e espiritualizadas, as pessoas com esse ODU têm domínio sobre suas paixões. São excelentes nas áreas de vendas e de artesanato, mas desistem facilmente dos seus projetos e perdem o interesse por aquilo que já conquistaram. Estão sujeitas a problemas cardiovasculares, psíquicos e de visão.

Os Odus e os Elementos:

Terra
Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará.
Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza.

Água
Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé.
Representam o caminho da dúvida ao triunfo.

Ar
Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia.
Representam o caminho da indecisão até a paz.

Fogo
Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá.
Representam o caminho da insubordinação até a guerra.

Há muitos questionamentos sobre os Odús, em especial, sobre como se soma. Mas, como vemos no post, é muito simples. No entanto, os odús revelados pelos numeros da data de nascimento, são mais referentes as regencias de areas de nossa vida. Na verdade o nosso Orixá pessoal, Pai de Cabeça ou os protetores e guias mais proximos, não são mostrados nessa soma.

Pra se fazer uma analise de uma pessoa é preciso bem mais que isso. Mas, esses odús nos dão um norte muito importante. Por exemplo, o Odú da testa rege nossa vida material, como se fosse nosso Ascendente na Astrologia. Já o da nuca, rege nosso campo espiritual. Ele nos mostra vibrações que nos cobrem. Porém não quer dizer que nele esteja revelado nosso pai de cabeça e linhas atuantes. Veja que os Odús mostram além do Regente, os orixás influenciadores. Assim você poderá ter um orixá regente à nível cosmico e um dos influenciadores ser o orixá de cabeça agindo sobre comando cosmico de tal regente.

Entretanto, e porque tantas vezes aqui, as pessoas pretendem saber quais são os seus Orixás através da sua data de nascimento, uma vez mais recordo que o Orixá que domina os Odús/Caminhos da pessoa, não é necessariamente o Orixá dono da Cabeça desta pessoa, esta resposta só pode ser obtida CORRETAMENTE através do Jogo de Búzios Consagrados. Ou no Mapa de Umbanda Astrologica, pois, vai olhar as configurações gerais como um todo. Levando em conta o céu do momento, percebemos as vibrações em ação e quais se sobreponham no nosso destino.

Ifá é o Orixá da adivinhação e para tudo e deve ser consultado. Existem alguns tipos de jogo: o de Opelé Ifá, o rosário de Ifá, o jogo de búzios, etc. No jogo de búzios (Erindilogun) quem fala é Exu. São dezesseis búzios que podem ser jogados também pelos Babalorixás e Ialorixás. A consulta a Ifá é uma atividade exclusivamente masculina, mas as mulheres passaram a poder pegar nos búzios porque oxum fez um trato com exu, conseguindo dele permissão para jogar. O jogo de Opelé Ifá baseia-se num sistema matemático, em que se estabelece 256 combinações resultantes dos 16 odus usados no jogo de búzios multiplicado por 16. Nada se faz sem que antes se consulte o oráculo, quanto mais séria a questão a ser resolvida, maior a responsabilidade da pessoa que faz o jogo.

Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, isso nós dizemos que a mesma está com o odu negativo, ou seja: seu destino sua conduta foge as regras siderais (seguiu um caminho negativo dentro do estabelecido). Nós quando nascemos, somos regidos por um odu de ori (cabeça), que representa nosso "eu" assim como odu de destino, etc. O destino das pessoas e tudo o que existe podem ser desvendados por meio da consulta a Ifá, o oráculo, que se manifesta pelo jogo. Ifá tem seu culto específico e o mais alto cargo do culto de Ifá é o de Oluwô, título concebido a alguns Babalaôs.

Os Orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se alimentar, o odu é o caminho, a existência do destino o qual o Orixá e todos os seres estão inseridos.

Odus são presságios, destinos, predestinação. Os odus são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odu de origem e cada orixá é governado por um ou mais odus. Cada odu possui um nome e características próprias e divide-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como Itàn Ifá. Os odus são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca.

Os Odús sintetizam o potencial de cada indivíduo, seus talentos, suas limitações, a forma de agir e reagir com o seu meio. São eles que indicam traços fortes e pontos vulneráveis, conhecendo-os, podos lidar , melhor com ele e viver bem com a gente e com os outros, pois um Odú, não pode ser trocado, apenas lapidado.

Prega-se que só os odús da testa e do centro da cabeça são importantes, mas, não é bem assim. Os da nuca e das frontes laterais tem funções importantes que são demonstradas numa analise aprofundada.

Calcula-se o seu Odu de placenta somando todos os números da data de nascimento. O resultado desta soma tem a vibração de elementos e orixás determinados, com lendas e arquétipos.

Por exemplo: uma pessoa que nasceu no dia 18 de dezembro de 1983.

1+8+1+2+1+9+8+3=33 = 03 OBARÁ MEJI

Há ainda a necessidade de se observar os numeros individuais, ou seja, o dia 18, traz a força do Odú 09, este diz como a pessoa se porta na vida. Esse é o orixá influenciador agindo por ordem dos orixás espirituais.

É por isso, que ao consultar os buzios, você pode se deparar com resultados diferentes dos apresentados pela data de nascimento. Até porque a hora que tambem é importante fica de fora aqui.

Mas, voltando a raciocinio, vemos que o Odú 3 mostrado pela soma total, regente do lado espiritual, é o comandante do Odú 9 mostrando no numero do dia. Então essa pessoa se for mulher terá uma vida amorosa ruim e se for homem, trocará os bens materias pela vida amorosa!


Paz Amor e Harmonia
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
publicado por espadadeogum às 22:24
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