Sábado, 15 de Maio de 2010

Raízes da Umbanda



As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas (Umbanda Omolokô, Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a “Umbanda popular”, onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos, é muito comum).
Não existe uma fonte única que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem as suas origens e história. Mais recentemente, na década de 1970, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda atraves do Caboclo das Sete Encruzilhadas (1908) em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religião. Porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc.) é bem anterior a Zélio.
Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.


Alguns exemplos:
  • Ogum - São Jorge;
    Oxóssi - São Sebastião;
    Xangô - São Jerônimo;Sã João Batista
    Iemanjá - Nª Sª dos Navegantes;
    Oxum - Nossa Senhora da Conceição;
    Iansã - Santa Bárbara;
    Omolu - São Lázaro.

Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, a essência dos próprios Orixas manifestada nos médiuns, pois sua força é a emanação pura dos Orixás (ou como alguns dizem: são a vibração virginal dos Orixás). Sendo assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus “cavalos”, e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá. Porém, são frágeis (o médium pode perder sua sintonia muito facilmente) e exigem muito dos médiuns, não podendo permanecer por muito tempo em Terra. Podemos utilizar como exemplos de falangeiros.
OS falangeiros se agrupam em linhas que podem variar de número. Geralmente entre 7 e 9 linhas. algumas delas, são:


  • Linha de Oxalá;
  • Linha de Yemanjá;
  • Linha de Oxossi;
  • Linha de Xangô;
  • Linha de Ogum;
  • Linha de Obaluayê;
  • Linha das Almas.
Outras linhas, são:
  • Linha de Yorimá;
  • Linha de Yori;
  • Linha do Oriente;
  • Linha do povo d’água.

Existem outras linhas, dependendo da vertente da Umbanda a ser trabalhada.
Na Umbanda branca,dita Umbanda popular, cada linha de orixá tem sete legiões, que correspondem a determinado guia espiritual. aqui temos exemplos de alguns:


  • Oxalá
    • Santa Catarina
    • Santo Antônio
    • São Cosme e Damião
    • Santa Rita
    • Santo Expedito
    • São Fransisco de Assis
    • São Benedito
  • Iemanjá
    • Ondinas - Nanã
    • Caboclas do Mar - Indaiá
    • Caboclas do Rio - Iara
    • Marinheiros - Tarimã
    • Calungas - Calunguinha
    • Sereias - Oxum
    • Estrela Guia - Maria Madalena
  • Povo do Oriente
    • Hindús - Zartur
    • Médicos e Cientistas - José de Arimatéia
    • Árabes e Marroquinos - Gimbaraí (ou Jimbaruê)
    • Japoneses, Chineses, Mongóis e Esquimós - Ori do Oriente
    • Egípcios, Astecas e Incas - Inhoariairi
    • Índios Caraíbas - Itaraici
    • Gauleses, Romanos e Povos Europeus - Marcos I
(qualquer povo que não esteja fundamentado na umbanda pode se apresentar aqui, exemplo espiritos que viverão em Cuba, EUA, etc.. , geralmente se apresentão como ciganos)


  • Oxóssi
    • Urubatão
    • Araribóia
    • Caboclo das Sete Encruzilhadas
    • Peles Vermelhas - Águia Branca
    • Tamoios - Grajaúna
    • Cabocla Jurema
    • Guaranis - Araúna
  • Xangô
    • Iansã
    • Caboclo do Sol e da Lua
    • Caboclo da Pedra Branca
    • Caboclo do Vento
    • Caboclo das Cachoeiras
    • Caboclo Treme-Terra
    • Pretos Guinguelê (ou Quenguelê)
  • Ogum
    • Praias - Ogum Beira-Mar
    • Matas - Ogum Rompe-Mata
    • Rios - Ogum Iara
    • Das almas - Ogum Megê
    • Encruzilhadas - Ogum Naruê
    • Malei - Ogum Malei
    • Povo de Canga - Ogum Nagô
  • Povo Africano (Pretos-Velhos)
    • Povo da Costa - Pai Cabinda
    • Povo de Congo - Rei Congo
    • Povo de Angola - Pai José
    • Povo de Benguela - Pai Benguela
    • Povo de Moçambique - Pai Jerônimo
    • Povo de Luanda - Pai Francisco
    • Povo de Guiné - Zum-Guiné

    • Guias são os espíritos que trabalham nas diversas ramificações da Umbanda e Omolokô. Esses espíritos incorporam nos médiuns para poder realizar seu trabalho caritativo, assim como, dar orientações, executarem trabalhos de contra-magia e outros. Sempre em benefício dos viventes e desencarnados, trabalhando para o bem.
      São também os colares usados pelos médiuns durante as giras, variando a cor conforme a falange:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = cristal azul e branco
      • Oxum = azul claro
      • Iansã = amarelo
      • Xangô = marrom
      • Oxóssi = verde
      • Ogum = vermelho
      • Preto Velho = xadrez preto e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Estas cores podem mudar conforme a região do Brasil que se encontra. No Rio Grande do Sul por exemplo temos abaixo:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo e branco
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = azul claro e branco
      • Oxum = amarelo e branco
      • Iansã = vermelho e branco
      • Xangô = marrom e branco
      • Oxóssi = verde e branco
      • Ogum = vermelho ou vermelho com verde e branco
      • Preto Velho = azul escuro e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Na Umbanda, ao contrário do Candomblé, não se incorporam os Orixás, mas sim os falangeiros, que são emanações dos Orixás, possíveis de serem captadas pelos médiuns e neles exercem influência em seus corpos e mentes. O Orixá Exu é diferente do Povo de Rua, conhecidos também com Compadre de Umbanda, pois o Orixá Exu ao contrário dos Compadre não incorporam.
      Os Guias têm diferentes grupamentos, formando falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens.



Paz Amor e Harmonia 
Emidio de Ogum
http://espadadeogum.blogspot.com
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publicado por espadadeogum às 19:21
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Raízes da Umbanda



As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas (Umbanda Omolokô, Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a “Umbanda popular”, onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos, é muito comum).
Não existe uma fonte única que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem as suas origens e história. Mais recentemente, na década de 1970, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda atraves do Caboclo das Sete Encruzilhadas (1908) em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religião. Porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc.) é bem anterior a Zélio.
Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.


Alguns exemplos:
  • Ogum - São Jorge;
    Oxóssi - São Sebastião;
    Xangô - São Jerônimo;Sã João Batista
    Iemanjá - Nª Sª dos Navegantes;
    Oxum - Nossa Senhora da Conceição;
    Iansã - Santa Bárbara;
    Omolu - São Lázaro.

Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, a essência dos próprios Orixas manifestada nos médiuns, pois sua força é a emanação pura dos Orixás (ou como alguns dizem: são a vibração virginal dos Orixás). Sendo assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus “cavalos”, e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá. Porém, são frágeis (o médium pode perder sua sintonia muito facilmente) e exigem muito dos médiuns, não podendo permanecer por muito tempo em Terra. Podemos utilizar como exemplos de falangeiros.
OS falangeiros se agrupam em linhas que podem variar de número. Geralmente entre 7 e 9 linhas. algumas delas, são:


  • Linha de Oxalá;
  • Linha de Yemanjá;
  • Linha de Oxossi;
  • Linha de Xangô;
  • Linha de Ogum;
  • Linha de Obaluayê;
  • Linha das Almas.
Outras linhas, são:
  • Linha de Yorimá;
  • Linha de Yori;
  • Linha do Oriente;
  • Linha do povo d’água.

Existem outras linhas, dependendo da vertente da Umbanda a ser trabalhada.
Na Umbanda branca,dita Umbanda popular, cada linha de orixá tem sete legiões, que correspondem a determinado guia espiritual. aqui temos exemplos de alguns:


  • Oxalá
    • Santa Catarina
    • Santo Antônio
    • São Cosme e Damião
    • Santa Rita
    • Santo Expedito
    • São Fransisco de Assis
    • São Benedito
  • Iemanjá
    • Ondinas - Nanã
    • Caboclas do Mar - Indaiá
    • Caboclas do Rio - Iara
    • Marinheiros - Tarimã
    • Calungas - Calunguinha
    • Sereias - Oxum
    • Estrela Guia - Maria Madalena
  • Povo do Oriente
    • Hindús - Zartur
    • Médicos e Cientistas - José de Arimatéia
    • Árabes e Marroquinos - Gimbaraí (ou Jimbaruê)
    • Japoneses, Chineses, Mongóis e Esquimós - Ori do Oriente
    • Egípcios, Astecas e Incas - Inhoariairi
    • Índios Caraíbas - Itaraici
    • Gauleses, Romanos e Povos Europeus - Marcos I
(qualquer povo que não esteja fundamentado na umbanda pode se apresentar aqui, exemplo espiritos que viverão em Cuba, EUA, etc.. , geralmente se apresentão como ciganos)


  • Oxóssi
    • Urubatão
    • Araribóia
    • Caboclo das Sete Encruzilhadas
    • Peles Vermelhas - Águia Branca
    • Tamoios - Grajaúna
    • Cabocla Jurema
    • Guaranis - Araúna
  • Xangô
    • Iansã
    • Caboclo do Sol e da Lua
    • Caboclo da Pedra Branca
    • Caboclo do Vento
    • Caboclo das Cachoeiras
    • Caboclo Treme-Terra
    • Pretos Guinguelê (ou Quenguelê)
  • Ogum
    • Praias - Ogum Beira-Mar
    • Matas - Ogum Rompe-Mata
    • Rios - Ogum Iara
    • Das almas - Ogum Megê
    • Encruzilhadas - Ogum Naruê
    • Malei - Ogum Malei
    • Povo de Canga - Ogum Nagô
  • Povo Africano (Pretos-Velhos)
    • Povo da Costa - Pai Cabinda
    • Povo de Congo - Rei Congo
    • Povo de Angola - Pai José
    • Povo de Benguela - Pai Benguela
    • Povo de Moçambique - Pai Jerônimo
    • Povo de Luanda - Pai Francisco
    • Povo de Guiné - Zum-Guiné

    • Guias são os espíritos que trabalham nas diversas ramificações da Umbanda e Omolokô. Esses espíritos incorporam nos médiuns para poder realizar seu trabalho caritativo, assim como, dar orientações, executarem trabalhos de contra-magia e outros. Sempre em benefício dos viventes e desencarnados, trabalhando para o bem.
      São também os colares usados pelos médiuns durante as giras, variando a cor conforme a falange:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = cristal azul e branco
      • Oxum = azul claro
      • Iansã = amarelo
      • Xangô = marrom
      • Oxóssi = verde
      • Ogum = vermelho
      • Preto Velho = xadrez preto e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Estas cores podem mudar conforme a região do Brasil que se encontra. No Rio Grande do Sul por exemplo temos abaixo:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo e branco
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = azul claro e branco
      • Oxum = amarelo e branco
      • Iansã = vermelho e branco
      • Xangô = marrom e branco
      • Oxóssi = verde e branco
      • Ogum = vermelho ou vermelho com verde e branco
      • Preto Velho = azul escuro e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Na Umbanda, ao contrário do Candomblé, não se incorporam os Orixás, mas sim os falangeiros, que são emanações dos Orixás, possíveis de serem captadas pelos médiuns e neles exercem influência em seus corpos e mentes. O Orixá Exu é diferente do Povo de Rua, conhecidos também com Compadre de Umbanda, pois o Orixá Exu ao contrário dos Compadre não incorporam.
      Os Guias têm diferentes grupamentos, formando falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens.



Paz Amor e Harmonia 
Emidio de Ogum
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Raízes da Umbanda



As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas (Umbanda Omolokô, Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a “Umbanda popular”, onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos, é muito comum).
Não existe uma fonte única que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem as suas origens e história. Mais recentemente, na década de 1970, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda atraves do Caboclo das Sete Encruzilhadas (1908) em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religião. Porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc.) é bem anterior a Zélio.
Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.


Alguns exemplos:
  • Ogum - São Jorge;
    Oxóssi - São Sebastião;
    Xangô - São Jerônimo;Sã João Batista
    Iemanjá - Nª Sª dos Navegantes;
    Oxum - Nossa Senhora da Conceição;
    Iansã - Santa Bárbara;
    Omolu - São Lázaro.

Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, a essência dos próprios Orixas manifestada nos médiuns, pois sua força é a emanação pura dos Orixás (ou como alguns dizem: são a vibração virginal dos Orixás). Sendo assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus “cavalos”, e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá. Porém, são frágeis (o médium pode perder sua sintonia muito facilmente) e exigem muito dos médiuns, não podendo permanecer por muito tempo em Terra. Podemos utilizar como exemplos de falangeiros.
OS falangeiros se agrupam em linhas que podem variar de número. Geralmente entre 7 e 9 linhas. algumas delas, são:


  • Linha de Oxalá;
  • Linha de Yemanjá;
  • Linha de Oxossi;
  • Linha de Xangô;
  • Linha de Ogum;
  • Linha de Obaluayê;
  • Linha das Almas.
Outras linhas, são:
  • Linha de Yorimá;
  • Linha de Yori;
  • Linha do Oriente;
  • Linha do povo d’água.

Existem outras linhas, dependendo da vertente da Umbanda a ser trabalhada.
Na Umbanda branca,dita Umbanda popular, cada linha de orixá tem sete legiões, que correspondem a determinado guia espiritual. aqui temos exemplos de alguns:


  • Oxalá
    • Santa Catarina
    • Santo Antônio
    • São Cosme e Damião
    • Santa Rita
    • Santo Expedito
    • São Fransisco de Assis
    • São Benedito
  • Iemanjá
    • Ondinas - Nanã
    • Caboclas do Mar - Indaiá
    • Caboclas do Rio - Iara
    • Marinheiros - Tarimã
    • Calungas - Calunguinha
    • Sereias - Oxum
    • Estrela Guia - Maria Madalena
  • Povo do Oriente
    • Hindús - Zartur
    • Médicos e Cientistas - José de Arimatéia
    • Árabes e Marroquinos - Gimbaraí (ou Jimbaruê)
    • Japoneses, Chineses, Mongóis e Esquimós - Ori do Oriente
    • Egípcios, Astecas e Incas - Inhoariairi
    • Índios Caraíbas - Itaraici
    • Gauleses, Romanos e Povos Europeus - Marcos I
(qualquer povo que não esteja fundamentado na umbanda pode se apresentar aqui, exemplo espiritos que viverão em Cuba, EUA, etc.. , geralmente se apresentão como ciganos)


  • Oxóssi
    • Urubatão
    • Araribóia
    • Caboclo das Sete Encruzilhadas
    • Peles Vermelhas - Águia Branca
    • Tamoios - Grajaúna
    • Cabocla Jurema
    • Guaranis - Araúna
  • Xangô
    • Iansã
    • Caboclo do Sol e da Lua
    • Caboclo da Pedra Branca
    • Caboclo do Vento
    • Caboclo das Cachoeiras
    • Caboclo Treme-Terra
    • Pretos Guinguelê (ou Quenguelê)
  • Ogum
    • Praias - Ogum Beira-Mar
    • Matas - Ogum Rompe-Mata
    • Rios - Ogum Iara
    • Das almas - Ogum Megê
    • Encruzilhadas - Ogum Naruê
    • Malei - Ogum Malei
    • Povo de Canga - Ogum Nagô
  • Povo Africano (Pretos-Velhos)
    • Povo da Costa - Pai Cabinda
    • Povo de Congo - Rei Congo
    • Povo de Angola - Pai José
    • Povo de Benguela - Pai Benguela
    • Povo de Moçambique - Pai Jerônimo
    • Povo de Luanda - Pai Francisco
    • Povo de Guiné - Zum-Guiné

    • Guias são os espíritos que trabalham nas diversas ramificações da Umbanda e Omolokô. Esses espíritos incorporam nos médiuns para poder realizar seu trabalho caritativo, assim como, dar orientações, executarem trabalhos de contra-magia e outros. Sempre em benefício dos viventes e desencarnados, trabalhando para o bem.
      São também os colares usados pelos médiuns durante as giras, variando a cor conforme a falange:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = cristal azul e branco
      • Oxum = azul claro
      • Iansã = amarelo
      • Xangô = marrom
      • Oxóssi = verde
      • Ogum = vermelho
      • Preto Velho = xadrez preto e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Estas cores podem mudar conforme a região do Brasil que se encontra. No Rio Grande do Sul por exemplo temos abaixo:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo e branco
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = azul claro e branco
      • Oxum = amarelo e branco
      • Iansã = vermelho e branco
      • Xangô = marrom e branco
      • Oxóssi = verde e branco
      • Ogum = vermelho ou vermelho com verde e branco
      • Preto Velho = azul escuro e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Na Umbanda, ao contrário do Candomblé, não se incorporam os Orixás, mas sim os falangeiros, que são emanações dos Orixás, possíveis de serem captadas pelos médiuns e neles exercem influência em seus corpos e mentes. O Orixá Exu é diferente do Povo de Rua, conhecidos também com Compadre de Umbanda, pois o Orixá Exu ao contrário dos Compadre não incorporam.
      Os Guias têm diferentes grupamentos, formando falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens.



Paz Amor e Harmonia 
Emidio de Ogum
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Raízes da Umbanda



As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas (Umbanda Omolokô, Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a “Umbanda popular”, onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos, é muito comum).
Não existe uma fonte única que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem as suas origens e história. Mais recentemente, na década de 1970, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda atraves do Caboclo das Sete Encruzilhadas (1908) em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religião. Porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc.) é bem anterior a Zélio.
Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.


Alguns exemplos:
  • Ogum - São Jorge;
    Oxóssi - São Sebastião;
    Xangô - São Jerônimo;Sã João Batista
    Iemanjá - Nª Sª dos Navegantes;
    Oxum - Nossa Senhora da Conceição;
    Iansã - Santa Bárbara;
    Omolu - São Lázaro.

Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, a essência dos próprios Orixas manifestada nos médiuns, pois sua força é a emanação pura dos Orixás (ou como alguns dizem: são a vibração virginal dos Orixás). Sendo assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus “cavalos”, e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá. Porém, são frágeis (o médium pode perder sua sintonia muito facilmente) e exigem muito dos médiuns, não podendo permanecer por muito tempo em Terra. Podemos utilizar como exemplos de falangeiros.
OS falangeiros se agrupam em linhas que podem variar de número. Geralmente entre 7 e 9 linhas. algumas delas, são:


  • Linha de Oxalá;
  • Linha de Yemanjá;
  • Linha de Oxossi;
  • Linha de Xangô;
  • Linha de Ogum;
  • Linha de Obaluayê;
  • Linha das Almas.
Outras linhas, são:
  • Linha de Yorimá;
  • Linha de Yori;
  • Linha do Oriente;
  • Linha do povo d’água.

Existem outras linhas, dependendo da vertente da Umbanda a ser trabalhada.
Na Umbanda branca,dita Umbanda popular, cada linha de orixá tem sete legiões, que correspondem a determinado guia espiritual. aqui temos exemplos de alguns:


  • Oxalá
    • Santa Catarina
    • Santo Antônio
    • São Cosme e Damião
    • Santa Rita
    • Santo Expedito
    • São Fransisco de Assis
    • São Benedito
  • Iemanjá
    • Ondinas - Nanã
    • Caboclas do Mar - Indaiá
    • Caboclas do Rio - Iara
    • Marinheiros - Tarimã
    • Calungas - Calunguinha
    • Sereias - Oxum
    • Estrela Guia - Maria Madalena
  • Povo do Oriente
    • Hindús - Zartur
    • Médicos e Cientistas - José de Arimatéia
    • Árabes e Marroquinos - Gimbaraí (ou Jimbaruê)
    • Japoneses, Chineses, Mongóis e Esquimós - Ori do Oriente
    • Egípcios, Astecas e Incas - Inhoariairi
    • Índios Caraíbas - Itaraici
    • Gauleses, Romanos e Povos Europeus - Marcos I
(qualquer povo que não esteja fundamentado na umbanda pode se apresentar aqui, exemplo espiritos que viverão em Cuba, EUA, etc.. , geralmente se apresentão como ciganos)


  • Oxóssi
    • Urubatão
    • Araribóia
    • Caboclo das Sete Encruzilhadas
    • Peles Vermelhas - Águia Branca
    • Tamoios - Grajaúna
    • Cabocla Jurema
    • Guaranis - Araúna
  • Xangô
    • Iansã
    • Caboclo do Sol e da Lua
    • Caboclo da Pedra Branca
    • Caboclo do Vento
    • Caboclo das Cachoeiras
    • Caboclo Treme-Terra
    • Pretos Guinguelê (ou Quenguelê)
  • Ogum
    • Praias - Ogum Beira-Mar
    • Matas - Ogum Rompe-Mata
    • Rios - Ogum Iara
    • Das almas - Ogum Megê
    • Encruzilhadas - Ogum Naruê
    • Malei - Ogum Malei
    • Povo de Canga - Ogum Nagô
  • Povo Africano (Pretos-Velhos)
    • Povo da Costa - Pai Cabinda
    • Povo de Congo - Rei Congo
    • Povo de Angola - Pai José
    • Povo de Benguela - Pai Benguela
    • Povo de Moçambique - Pai Jerônimo
    • Povo de Luanda - Pai Francisco
    • Povo de Guiné - Zum-Guiné

    • Guias são os espíritos que trabalham nas diversas ramificações da Umbanda e Omolokô. Esses espíritos incorporam nos médiuns para poder realizar seu trabalho caritativo, assim como, dar orientações, executarem trabalhos de contra-magia e outros. Sempre em benefício dos viventes e desencarnados, trabalhando para o bem.
      São também os colares usados pelos médiuns durante as giras, variando a cor conforme a falange:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = cristal azul e branco
      • Oxum = azul claro
      • Iansã = amarelo
      • Xangô = marrom
      • Oxóssi = verde
      • Ogum = vermelho
      • Preto Velho = xadrez preto e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Estas cores podem mudar conforme a região do Brasil que se encontra. No Rio Grande do Sul por exemplo temos abaixo:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo e branco
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = azul claro e branco
      • Oxum = amarelo e branco
      • Iansã = vermelho e branco
      • Xangô = marrom e branco
      • Oxóssi = verde e branco
      • Ogum = vermelho ou vermelho com verde e branco
      • Preto Velho = azul escuro e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Na Umbanda, ao contrário do Candomblé, não se incorporam os Orixás, mas sim os falangeiros, que são emanações dos Orixás, possíveis de serem captadas pelos médiuns e neles exercem influência em seus corpos e mentes. O Orixá Exu é diferente do Povo de Rua, conhecidos também com Compadre de Umbanda, pois o Orixá Exu ao contrário dos Compadre não incorporam.
      Os Guias têm diferentes grupamentos, formando falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens.



Paz Amor e Harmonia 
Emidio de Ogum
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Raízes da Umbanda



As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas (Umbanda Omolokô, Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a “Umbanda popular”, onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos, é muito comum).
Não existe uma fonte única que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem as suas origens e história. Mais recentemente, na década de 1970, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda atraves do Caboclo das Sete Encruzilhadas (1908) em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religião. Porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc.) é bem anterior a Zélio.
Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.


Alguns exemplos:
  • Ogum - São Jorge;
    Oxóssi - São Sebastião;
    Xangô - São Jerônimo;Sã João Batista
    Iemanjá - Nª Sª dos Navegantes;
    Oxum - Nossa Senhora da Conceição;
    Iansã - Santa Bárbara;
    Omolu - São Lázaro.

Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, a essência dos próprios Orixas manifestada nos médiuns, pois sua força é a emanação pura dos Orixás (ou como alguns dizem: são a vibração virginal dos Orixás). Sendo assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus “cavalos”, e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá. Porém, são frágeis (o médium pode perder sua sintonia muito facilmente) e exigem muito dos médiuns, não podendo permanecer por muito tempo em Terra. Podemos utilizar como exemplos de falangeiros.
OS falangeiros se agrupam em linhas que podem variar de número. Geralmente entre 7 e 9 linhas. algumas delas, são:


  • Linha de Oxalá;
  • Linha de Yemanjá;
  • Linha de Oxossi;
  • Linha de Xangô;
  • Linha de Ogum;
  • Linha de Obaluayê;
  • Linha das Almas.
Outras linhas, são:
  • Linha de Yorimá;
  • Linha de Yori;
  • Linha do Oriente;
  • Linha do povo d’água.

Existem outras linhas, dependendo da vertente da Umbanda a ser trabalhada.
Na Umbanda branca,dita Umbanda popular, cada linha de orixá tem sete legiões, que correspondem a determinado guia espiritual. aqui temos exemplos de alguns:


  • Oxalá
    • Santa Catarina
    • Santo Antônio
    • São Cosme e Damião
    • Santa Rita
    • Santo Expedito
    • São Fransisco de Assis
    • São Benedito
  • Iemanjá
    • Ondinas - Nanã
    • Caboclas do Mar - Indaiá
    • Caboclas do Rio - Iara
    • Marinheiros - Tarimã
    • Calungas - Calunguinha
    • Sereias - Oxum
    • Estrela Guia - Maria Madalena
  • Povo do Oriente
    • Hindús - Zartur
    • Médicos e Cientistas - José de Arimatéia
    • Árabes e Marroquinos - Gimbaraí (ou Jimbaruê)
    • Japoneses, Chineses, Mongóis e Esquimós - Ori do Oriente
    • Egípcios, Astecas e Incas - Inhoariairi
    • Índios Caraíbas - Itaraici
    • Gauleses, Romanos e Povos Europeus - Marcos I
(qualquer povo que não esteja fundamentado na umbanda pode se apresentar aqui, exemplo espiritos que viverão em Cuba, EUA, etc.. , geralmente se apresentão como ciganos)


  • Oxóssi
    • Urubatão
    • Araribóia
    • Caboclo das Sete Encruzilhadas
    • Peles Vermelhas - Águia Branca
    • Tamoios - Grajaúna
    • Cabocla Jurema
    • Guaranis - Araúna
  • Xangô
    • Iansã
    • Caboclo do Sol e da Lua
    • Caboclo da Pedra Branca
    • Caboclo do Vento
    • Caboclo das Cachoeiras
    • Caboclo Treme-Terra
    • Pretos Guinguelê (ou Quenguelê)
  • Ogum
    • Praias - Ogum Beira-Mar
    • Matas - Ogum Rompe-Mata
    • Rios - Ogum Iara
    • Das almas - Ogum Megê
    • Encruzilhadas - Ogum Naruê
    • Malei - Ogum Malei
    • Povo de Canga - Ogum Nagô
  • Povo Africano (Pretos-Velhos)
    • Povo da Costa - Pai Cabinda
    • Povo de Congo - Rei Congo
    • Povo de Angola - Pai José
    • Povo de Benguela - Pai Benguela
    • Povo de Moçambique - Pai Jerônimo
    • Povo de Luanda - Pai Francisco
    • Povo de Guiné - Zum-Guiné

    • Guias são os espíritos que trabalham nas diversas ramificações da Umbanda e Omolokô. Esses espíritos incorporam nos médiuns para poder realizar seu trabalho caritativo, assim como, dar orientações, executarem trabalhos de contra-magia e outros. Sempre em benefício dos viventes e desencarnados, trabalhando para o bem.
      São também os colares usados pelos médiuns durante as giras, variando a cor conforme a falange:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = cristal azul e branco
      • Oxum = azul claro
      • Iansã = amarelo
      • Xangô = marrom
      • Oxóssi = verde
      • Ogum = vermelho
      • Preto Velho = xadrez preto e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Estas cores podem mudar conforme a região do Brasil que se encontra. No Rio Grande do Sul por exemplo temos abaixo:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo e branco
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = azul claro e branco
      • Oxum = amarelo e branco
      • Iansã = vermelho e branco
      • Xangô = marrom e branco
      • Oxóssi = verde e branco
      • Ogum = vermelho ou vermelho com verde e branco
      • Preto Velho = azul escuro e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Na Umbanda, ao contrário do Candomblé, não se incorporam os Orixás, mas sim os falangeiros, que são emanações dos Orixás, possíveis de serem captadas pelos médiuns e neles exercem influência em seus corpos e mentes. O Orixá Exu é diferente do Povo de Rua, conhecidos também com Compadre de Umbanda, pois o Orixá Exu ao contrário dos Compadre não incorporam.
      Os Guias têm diferentes grupamentos, formando falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens.



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Raízes da Umbanda



As raízes da Umbanda são difusas. Existem diversas ramificações onde podemos encontrar influências indígenas (Umbanda de Caboclo), Africanas (Umbanda Omolokô, Umbandomblé, Umbanda traçada) e diversas outras de cunho esotérico (Umbanda Esotérica, Umbanda Iniciática). Existe também a “Umbanda popular”, onde encontraremos um pouco de cada coisa ou um cadinho de cada ancestralidade, onde o sincretismo (associação de Santos Católicos aos Orixás Africanos, é muito comum).
Não existe uma fonte única que reflita a origem da Umbanda. Cada vertente tem as suas origens e história. Mais recentemente, na década de 1970, aceitou-se que Zélio Fernandino de Moraes teria sido o anunciador da Umbanda atraves do Caboclo das Sete Encruzilhadas (1908) em determinados moldes, fazendo com que ela pudesse ser institucionalizada como religião. Porém, o trabalho dos guias (pretos velhos, caboclos, crianças, exus, etc.) é bem anterior a Zélio.
Mantém-se na Umbanda o sincretismo religioso com o catolicismo e os seus santos, assim como no antigo Candomblé dos escravos, por uma questão de tradição, pois antigamente fazia-se necessário como uma forma de tornar aceito o culto afro-brasileiro sem que fosse visto como algo estranho e desconhecido, e, portanto, perseguido e combatido.


Alguns exemplos:
  • Ogum - São Jorge;
    Oxóssi - São Sebastião;
    Xangô - São Jerônimo;Sã João Batista
    Iemanjá - Nª Sª dos Navegantes;
    Oxum - Nossa Senhora da Conceição;
    Iansã - Santa Bárbara;
    Omolu - São Lázaro.

Os Falangeiros são os representantes dos Orixás, e, em muitos casos, a essência dos próprios Orixas manifestada nos médiuns, pois sua força é a emanação pura dos Orixás (ou como alguns dizem: são a vibração virginal dos Orixás). Sendo assim, eles podem incorporar nos médiuns, em seus “cavalos”, e mostram sua presença e sua força em nome de um Orixá. Porém, são frágeis (o médium pode perder sua sintonia muito facilmente) e exigem muito dos médiuns, não podendo permanecer por muito tempo em Terra. Podemos utilizar como exemplos de falangeiros.
OS falangeiros se agrupam em linhas que podem variar de número. Geralmente entre 7 e 9 linhas. algumas delas, são:


  • Linha de Oxalá;
  • Linha de Yemanjá;
  • Linha de Oxossi;
  • Linha de Xangô;
  • Linha de Ogum;
  • Linha de Obaluayê;
  • Linha das Almas.
Outras linhas, são:
  • Linha de Yorimá;
  • Linha de Yori;
  • Linha do Oriente;
  • Linha do povo d’água.

Existem outras linhas, dependendo da vertente da Umbanda a ser trabalhada.
Na Umbanda branca,dita Umbanda popular, cada linha de orixá tem sete legiões, que correspondem a determinado guia espiritual. aqui temos exemplos de alguns:


  • Oxalá
    • Santa Catarina
    • Santo Antônio
    • São Cosme e Damião
    • Santa Rita
    • Santo Expedito
    • São Fransisco de Assis
    • São Benedito
  • Iemanjá
    • Ondinas - Nanã
    • Caboclas do Mar - Indaiá
    • Caboclas do Rio - Iara
    • Marinheiros - Tarimã
    • Calungas - Calunguinha
    • Sereias - Oxum
    • Estrela Guia - Maria Madalena
  • Povo do Oriente
    • Hindús - Zartur
    • Médicos e Cientistas - José de Arimatéia
    • Árabes e Marroquinos - Gimbaraí (ou Jimbaruê)
    • Japoneses, Chineses, Mongóis e Esquimós - Ori do Oriente
    • Egípcios, Astecas e Incas - Inhoariairi
    • Índios Caraíbas - Itaraici
    • Gauleses, Romanos e Povos Europeus - Marcos I
(qualquer povo que não esteja fundamentado na umbanda pode se apresentar aqui, exemplo espiritos que viverão em Cuba, EUA, etc.. , geralmente se apresentão como ciganos)


  • Oxóssi
    • Urubatão
    • Araribóia
    • Caboclo das Sete Encruzilhadas
    • Peles Vermelhas - Águia Branca
    • Tamoios - Grajaúna
    • Cabocla Jurema
    • Guaranis - Araúna
  • Xangô
    • Iansã
    • Caboclo do Sol e da Lua
    • Caboclo da Pedra Branca
    • Caboclo do Vento
    • Caboclo das Cachoeiras
    • Caboclo Treme-Terra
    • Pretos Guinguelê (ou Quenguelê)
  • Ogum
    • Praias - Ogum Beira-Mar
    • Matas - Ogum Rompe-Mata
    • Rios - Ogum Iara
    • Das almas - Ogum Megê
    • Encruzilhadas - Ogum Naruê
    • Malei - Ogum Malei
    • Povo de Canga - Ogum Nagô
  • Povo Africano (Pretos-Velhos)
    • Povo da Costa - Pai Cabinda
    • Povo de Congo - Rei Congo
    • Povo de Angola - Pai José
    • Povo de Benguela - Pai Benguela
    • Povo de Moçambique - Pai Jerônimo
    • Povo de Luanda - Pai Francisco
    • Povo de Guiné - Zum-Guiné

    • Guias são os espíritos que trabalham nas diversas ramificações da Umbanda e Omolokô. Esses espíritos incorporam nos médiuns para poder realizar seu trabalho caritativo, assim como, dar orientações, executarem trabalhos de contra-magia e outros. Sempre em benefício dos viventes e desencarnados, trabalhando para o bem.
      São também os colares usados pelos médiuns durante as giras, variando a cor conforme a falange:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = cristal azul e branco
      • Oxum = azul claro
      • Iansã = amarelo
      • Xangô = marrom
      • Oxóssi = verde
      • Ogum = vermelho
      • Preto Velho = xadrez preto e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Estas cores podem mudar conforme a região do Brasil que se encontra. No Rio Grande do Sul por exemplo temos abaixo:


      • Oxalá = branco
      • Nanã = roxo e branco
      • Omolu e Obaluaê = preto e branco
      • Iemanjá = azul claro e branco
      • Oxum = amarelo e branco
      • Iansã = vermelho e branco
      • Xangô = marrom e branco
      • Oxóssi = verde e branco
      • Ogum = vermelho ou vermelho com verde e branco
      • Preto Velho = azul escuro e branco
      • Exú = preto e vermelho

      Na Umbanda, ao contrário do Candomblé, não se incorporam os Orixás, mas sim os falangeiros, que são emanações dos Orixás, possíveis de serem captadas pelos médiuns e neles exercem influência em seus corpos e mentes. O Orixá Exu é diferente do Povo de Rua, conhecidos também com Compadre de Umbanda, pois o Orixá Exu ao contrário dos Compadre não incorporam.
      Os Guias têm diferentes grupamentos, formando falanges de entidades afins, de mesma característica e roupagens.



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Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Raizes da Umbanda como tudo começou





Para se falar de Umbanda, temos que pensar primeiro o que ela representa, quais fundamentos, suas origens, e o que ele representa para a comunidade umbandista. Mais o que é Umbanda? Umbanda e uma mistura de várias religiões, mais com raízes africanas, ou seja um sincretismo religioso. As primeiras manifestações umbandistas sugiram no Quilombo dos palmares, e outros Quilombos espalhados pelo país, quando os negros e alguns índios fugindo de seus senhores, se refugiaram em terras distantes para poder viver livres, mais alguns negros já tinham se convertido para o catolicismo, e outros que vieram do Norte da África, tinha como sua religião Muçulmana, esses eram os Malês, e os índios com suas crenças, misturaram tudo e ai começou á nascer a Umbanda, Alguns Arqueólogos e historiadores encontraram no antigo Quilombo dos Palmares em Alagoas, imagens de Orixás e santos Católicos em um único lugar, onde seria um terreiro de Umbanda, mais o que o branco não sabia é que a escravidão fazia que negros até então inimigos lutassem pela á mesma situação, pois todos eram irmãos do mesmo sofrimento e causa.
            Como tudo começou.
Não existem registros precisos dos primeiros escravos negros que chegaram ao Brasil. A tese mais aceita é a de que em 1538, Jorge Lopes Bixorda, arrendatário de pau-brasil, teria traficado para a Bahia os primeiros escravos africanos.
Eles eram capturados nas terras onde viviam na África e trazidos à força para a América, em grandes navios, em condições miseráveis e desumanas. Muitos morriam durante a viagem através do oceano Atlântico, vítimas de doenças, de maus tratos e da fome.
Os escravos que sobreviviam à travessia, ao chegar ao Brasil, eram logo separados do seu grupo lingüístico e cultural africano e misturados com outros de tribos diversas para que não pudessem se comunicar. Seu papel de agora em diante seria servir de mão-de-obra para seus senhores, fazendo tudo o que lhes ordenassem, sob pena de castigos violentos. Além de terem sido trazidos de sua terra natal, de não terem nenhum direito, os escravos tinham que conviver com a violência e a humilhação em seu dia-a-dia.
A minoria branca, a classe dominante socialmente, justificava essa condição através de idéias religiosas e racistas que afirmavam a sua superioridade e os seus privilégios. As diferenças étnicas funcionavam como barreiras sociais.
O escravo tornou-se a mão-de-obra fundamental nas plantações de cana-de-açúcar, de tabaco e de algodão, nos engenhos, e mais tarde, nas vilas e cidades, nas minas e nas fazendas de gado.
Além de mão-de-obra, o escravo representava riqueza: era uma mercadoria, que, em caso de necessidade, podia ser vendida, alugada, doada e leiloada. O escravo era visto na sociedade colonial também como símbolo do poder e do prestígio dos senhores, cuja importância social era avalizada pelo número de escravos que possuíam.
A escravidão negra foi implantada durante o século XVII e se intensificou entre os anos de 1700 e 1822, sobretudo pelo grande crescimento do tráfico negreiro. O comércio de escravos entre a África e o Brasil tornou-se um negócio muito lucrativo. O apogeu do afluxo de escravos negros pode ser situado entre 1701 e 1810, quando 1.891.400 africanos foram desembarcados nos portos coloniais.
O "quilombo" mais famoso pela sua duração e resistência, foi o de Palmares, estabelecido no interior do atual estado de Alagoas, na Serra da Barriga, sítio arqueológico tombado recentemente. Este "quilombo" se organizou em diferentes aldeias interligadas, sendo constituído por vários milhares de habitantes e possuindo forte organização político-militar.
        Como eram tratados os escravos?
Antes de romper o sol, os negros eram despertados através das badaladas de um sino e formados em fila no terreiro para serem contados pelo feitor e seus ajudantes, que após a contagem rezavam uma oração que era repetida por todos os negros.
Após ingerirem um gole de cachaça e uma xícara de café como alimentação da manhã, os negros eram encaminhados pelo feitor para os penosos labor nas roças, e as oito horas da manhã o almoço era trazido por um dos camaradas do sitio em um grande balaio que continha a panela de feijão que era cozido com gordura e misturado com farinha de mandioca, o angu esparramado em largas folhas de bananeiras, abóbora moranga, couve rasgada e raramente um pedaço de carne de porco fresca ou salgada que era colocada no chão, onde os negros acocoravam-se para encher as suas cuias e iam comer em silêncio, após se saciarem os negros cortavam o fumo de rolo e preparavam sem pressa o seus cigarros feitos com palha de milho, e após o descanso de meia hora os negros continuavam a labuta até às duas horas quando vinha o jantar, e ao por do sol eram conduzidos de volta à fazenda onde todos eram passados em revista pelo feitor e recebiam um prato de canjica adoçada com rapadura como ceia e eram recolhidos a senzala.
E em suas jornadas diárias, os negros também sofriam os mais variados tipos de castigo (, nas cidades o principal castigo era os açoites que eram feitos publicamente nos pelourinhos que constituíam-se em colunas de pedras erguidas em praças pública e que continha na parte superior algumas pontas recurvadas de ferro onde se prendiam os infelizes escravos.
E cujas condenação à pena dos açoites eram anunciados pelos rufos dos tambores para uma grande multidão que se reunia para assistir ao látego do carrasco abater-se sobre o corpo do negro escravo condenado para delírio da multidão excitada que aplaudia, enquanto o chicote abria estrias de sangue no dorso nu do negro escravo que ficava à execração pública.
E um outro método de punição dado aos negros foi o castigo dos bolos que consistia em dar pancada com a palmatória nas palmas das mãos estendidas dos negros, e que provocavam violentas equimoses e ferimentos no apitélio delicado das mãos.
Em algumas fazendas e engenhos, as crueldades dos senhores de engenho e feitores atingiram a extremas e incríveis métodos de castigos ao empregarem no negro o anavalhamento do corpo seguido de salmoura, marcas de ferro em brasa, mutilações, estupros de negras escravas, castração, fraturas dos dentes a marteladas e uma longa e infinita teoria de sadismo requintado. No sul do Brasil, os senhores de engenhos costumavam mandar atar os punhos dos escravos e os penduravam em uma trava horizontal com a cabeça para baixo, e sobre os corpos inteiramente nus, eles untavam de mel ou salmoura para que os negros fossem picados por insetos.
E através de uma série de instrumentos de suplícios que desafiava a imaginação das consciências mais duras para a contenção do negro escravo que houvesse cometido qualquer falha, e no tronco que era um grande pedaço de madeira retangular aberta em duas metades com buracos maiores para a cabeça e menores para os pés e as mãos dos escravos, e para colocar-se o negro no tronco abriam-se as suas duas metades e se colocavam nos buracos o pescoço, os tornozelos ou os pulsos do escravo e se fechava as extremidades com um grande cadeado, o vira mundo era um instrumento de ferro de tamanho menor que o tronco, porém com o mesmo mecanismo e as mesmas finalidades de prender os pés e as mãos dos escravos, o cepo era um instrumento que consistia num grosso tronco de madeira que o escravo carregava à cabeça, preso por uma longa corrente a uma argola que trazia ao tornozelo.
O libanto era um instrumento que prendia o pescoço do escravo numa argola de ferro de onde saía uma haste longa.
Que poderia terminar com um chocalho em sua extremidade e que servia para dar o sinal quando o negro quando o negro andava, ou com as pontas retorcidas com a finalidade de prender-se aos galhos das árvores para dificultar a fuga do negro pelas matas, as gargalheiras eram colocadas no pescoço dos escravos e dela partiam uma corrente que prendiam os membros do negro ao corpo ou serviam para atrelar os escravos uns aos outros quando transportados dos mercados de escravos para as fazendas, e através das algemas, machos e peias os negros eram presos pelas mãos aos tornozelos o que impedia do escravo de correr ou andar depressa, com isto dificultava a fuga dos negros, e para os que furtavam e comiam cana ou rapadura escondido era utilizado a mascara, que era feita de folhas de flandes e tomava todo o rosto e possuía alguns orifícios para a respiração do negro, com isto o escravo não podia comer nem beber sem a permissão do feitor, os anjinhos eram um instrumento de suplicio que se prendiam os dedos polegares da vitima em dois anéis que eram comprimidos gradualmente para se obter à força a confissão do escravo incriminado por uma falta grave.

Quais foram as primeiras etnias africanas a vir para o Brasil?

No brasil, angolanos e congoleses foram misturasdos e vendidos genericamente como escravos. Para os senhores de engenho e mercadores, eles eles não passavam de uma só coisa eram negociados como negros bantos, denominação geral da etnia.
   Dessa forma, os escravos desses dois países africanos passavam a conviver em senzalas como filhos da mesma terra, com idioma, rituais e costumes bem parecidos. Em maior número, angolanos fizeram predominar seus fundamentos religiosos e mesmo seu dialeto mais conhecido o quimbundo-e, com o passar dos tempos, angolanos e congoleses não eram mais diferenciados, bem como seus rituais religiosos. Em linhas gerais, tudo que se refereia aos negros bantos eram conhecido como parte do ritual Angola. Por isso a primeira etnia a vir no Brasil foram os Bantos.
  Depois com a chegada dos iorubanos os rituais africanos sofreram mais uma mistura ritualista, foram com essa etnia que conhecemos hoje o nome Orixá, pois os bantos se referem aos Orixás de Inquice.



Axé a todos Irmãos de Fé
Emidio de Ogum
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Raizes da Umbanda como tudo começou





Para se falar de Umbanda, temos que pensar primeiro o que ela representa, quais fundamentos, suas origens, e o que ele representa para a comunidade umbandista. Mais o que é Umbanda? Umbanda e uma mistura de várias religiões, mais com raízes africanas, ou seja um sincretismo religioso. As primeiras manifestações umbandistas sugiram no Quilombo dos palmares, e outros Quilombos espalhados pelo país, quando os negros e alguns índios fugindo de seus senhores, se refugiaram em terras distantes para poder viver livres, mais alguns negros já tinham se convertido para o catolicismo, e outros que vieram do Norte da África, tinha como sua religião Muçulmana, esses eram os Malês, e os índios com suas crenças, misturaram tudo e ai começou á nascer a Umbanda, Alguns Arqueólogos e historiadores encontraram no antigo Quilombo dos Palmares em Alagoas, imagens de Orixás e santos Católicos em um único lugar, onde seria um terreiro de Umbanda, mais o que o branco não sabia é que a escravidão fazia que negros até então inimigos lutassem pela á mesma situação, pois todos eram irmãos do mesmo sofrimento e causa.
            Como tudo começou.
Não existem registros precisos dos primeiros escravos negros que chegaram ao Brasil. A tese mais aceita é a de que em 1538, Jorge Lopes Bixorda, arrendatário de pau-brasil, teria traficado para a Bahia os primeiros escravos africanos.
Eles eram capturados nas terras onde viviam na África e trazidos à força para a América, em grandes navios, em condições miseráveis e desumanas. Muitos morriam durante a viagem através do oceano Atlântico, vítimas de doenças, de maus tratos e da fome.
Os escravos que sobreviviam à travessia, ao chegar ao Brasil, eram logo separados do seu grupo lingüístico e cultural africano e misturados com outros de tribos diversas para que não pudessem se comunicar. Seu papel de agora em diante seria servir de mão-de-obra para seus senhores, fazendo tudo o que lhes ordenassem, sob pena de castigos violentos. Além de terem sido trazidos de sua terra natal, de não terem nenhum direito, os escravos tinham que conviver com a violência e a humilhação em seu dia-a-dia.
A minoria branca, a classe dominante socialmente, justificava essa condição através de idéias religiosas e racistas que afirmavam a sua superioridade e os seus privilégios. As diferenças étnicas funcionavam como barreiras sociais.
O escravo tornou-se a mão-de-obra fundamental nas plantações de cana-de-açúcar, de tabaco e de algodão, nos engenhos, e mais tarde, nas vilas e cidades, nas minas e nas fazendas de gado.
Além de mão-de-obra, o escravo representava riqueza: era uma mercadoria, que, em caso de necessidade, podia ser vendida, alugada, doada e leiloada. O escravo era visto na sociedade colonial também como símbolo do poder e do prestígio dos senhores, cuja importância social era avalizada pelo número de escravos que possuíam.
A escravidão negra foi implantada durante o século XVII e se intensificou entre os anos de 1700 e 1822, sobretudo pelo grande crescimento do tráfico negreiro. O comércio de escravos entre a África e o Brasil tornou-se um negócio muito lucrativo. O apogeu do afluxo de escravos negros pode ser situado entre 1701 e 1810, quando 1.891.400 africanos foram desembarcados nos portos coloniais.
O "quilombo" mais famoso pela sua duração e resistência, foi o de Palmares, estabelecido no interior do atual estado de Alagoas, na Serra da Barriga, sítio arqueológico tombado recentemente. Este "quilombo" se organizou em diferentes aldeias interligadas, sendo constituído por vários milhares de habitantes e possuindo forte organização político-militar.
        Como eram tratados os escravos?
Antes de romper o sol, os negros eram despertados através das badaladas de um sino e formados em fila no terreiro para serem contados pelo feitor e seus ajudantes, que após a contagem rezavam uma oração que era repetida por todos os negros.
Após ingerirem um gole de cachaça e uma xícara de café como alimentação da manhã, os negros eram encaminhados pelo feitor para os penosos labor nas roças, e as oito horas da manhã o almoço era trazido por um dos camaradas do sitio em um grande balaio que continha a panela de feijão que era cozido com gordura e misturado com farinha de mandioca, o angu esparramado em largas folhas de bananeiras, abóbora moranga, couve rasgada e raramente um pedaço de carne de porco fresca ou salgada que era colocada no chão, onde os negros acocoravam-se para encher as suas cuias e iam comer em silêncio, após se saciarem os negros cortavam o fumo de rolo e preparavam sem pressa o seus cigarros feitos com palha de milho, e após o descanso de meia hora os negros continuavam a labuta até às duas horas quando vinha o jantar, e ao por do sol eram conduzidos de volta à fazenda onde todos eram passados em revista pelo feitor e recebiam um prato de canjica adoçada com rapadura como ceia e eram recolhidos a senzala.
E em suas jornadas diárias, os negros também sofriam os mais variados tipos de castigo (, nas cidades o principal castigo era os açoites que eram feitos publicamente nos pelourinhos que constituíam-se em colunas de pedras erguidas em praças pública e que continha na parte superior algumas pontas recurvadas de ferro onde se prendiam os infelizes escravos.
E cujas condenação à pena dos açoites eram anunciados pelos rufos dos tambores para uma grande multidão que se reunia para assistir ao látego do carrasco abater-se sobre o corpo do negro escravo condenado para delírio da multidão excitada que aplaudia, enquanto o chicote abria estrias de sangue no dorso nu do negro escravo que ficava à execração pública.
E um outro método de punição dado aos negros foi o castigo dos bolos que consistia em dar pancada com a palmatória nas palmas das mãos estendidas dos negros, e que provocavam violentas equimoses e ferimentos no apitélio delicado das mãos.
Em algumas fazendas e engenhos, as crueldades dos senhores de engenho e feitores atingiram a extremas e incríveis métodos de castigos ao empregarem no negro o anavalhamento do corpo seguido de salmoura, marcas de ferro em brasa, mutilações, estupros de negras escravas, castração, fraturas dos dentes a marteladas e uma longa e infinita teoria de sadismo requintado. No sul do Brasil, os senhores de engenhos costumavam mandar atar os punhos dos escravos e os penduravam em uma trava horizontal com a cabeça para baixo, e sobre os corpos inteiramente nus, eles untavam de mel ou salmoura para que os negros fossem picados por insetos.
E através de uma série de instrumentos de suplícios que desafiava a imaginação das consciências mais duras para a contenção do negro escravo que houvesse cometido qualquer falha, e no tronco que era um grande pedaço de madeira retangular aberta em duas metades com buracos maiores para a cabeça e menores para os pés e as mãos dos escravos, e para colocar-se o negro no tronco abriam-se as suas duas metades e se colocavam nos buracos o pescoço, os tornozelos ou os pulsos do escravo e se fechava as extremidades com um grande cadeado, o vira mundo era um instrumento de ferro de tamanho menor que o tronco, porém com o mesmo mecanismo e as mesmas finalidades de prender os pés e as mãos dos escravos, o cepo era um instrumento que consistia num grosso tronco de madeira que o escravo carregava à cabeça, preso por uma longa corrente a uma argola que trazia ao tornozelo.
O libanto era um instrumento que prendia o pescoço do escravo numa argola de ferro de onde saía uma haste longa.
Que poderia terminar com um chocalho em sua extremidade e que servia para dar o sinal quando o negro quando o negro andava, ou com as pontas retorcidas com a finalidade de prender-se aos galhos das árvores para dificultar a fuga do negro pelas matas, as gargalheiras eram colocadas no pescoço dos escravos e dela partiam uma corrente que prendiam os membros do negro ao corpo ou serviam para atrelar os escravos uns aos outros quando transportados dos mercados de escravos para as fazendas, e através das algemas, machos e peias os negros eram presos pelas mãos aos tornozelos o que impedia do escravo de correr ou andar depressa, com isto dificultava a fuga dos negros, e para os que furtavam e comiam cana ou rapadura escondido era utilizado a mascara, que era feita de folhas de flandes e tomava todo o rosto e possuía alguns orifícios para a respiração do negro, com isto o escravo não podia comer nem beber sem a permissão do feitor, os anjinhos eram um instrumento de suplicio que se prendiam os dedos polegares da vitima em dois anéis que eram comprimidos gradualmente para se obter à força a confissão do escravo incriminado por uma falta grave.

Quais foram as primeiras etnias africanas a vir para o Brasil?

No brasil, angolanos e congoleses foram misturasdos e vendidos genericamente como escravos. Para os senhores de engenho e mercadores, eles eles não passavam de uma só coisa eram negociados como negros bantos, denominação geral da etnia.
   Dessa forma, os escravos desses dois países africanos passavam a conviver em senzalas como filhos da mesma terra, com idioma, rituais e costumes bem parecidos. Em maior número, angolanos fizeram predominar seus fundamentos religiosos e mesmo seu dialeto mais conhecido o quimbundo-e, com o passar dos tempos, angolanos e congoleses não eram mais diferenciados, bem como seus rituais religiosos. Em linhas gerais, tudo que se refereia aos negros bantos eram conhecido como parte do ritual Angola. Por isso a primeira etnia a vir no Brasil foram os Bantos.
  Depois com a chegada dos iorubanos os rituais africanos sofreram mais uma mistura ritualista, foram com essa etnia que conhecemos hoje o nome Orixá, pois os bantos se referem aos Orixás de Inquice.



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Para se falar de Umbanda, temos que pensar primeiro o que ela representa, quais fundamentos, suas origens, e o que ele representa para a comunidade umbandista. Mais o que é Umbanda? Umbanda e uma mistura de várias religiões, mais com raízes africanas, ou seja um sincretismo religioso. As primeiras manifestações umbandistas sugiram no Quilombo dos palmares, e outros Quilombos espalhados pelo país, quando os negros e alguns índios fugindo de seus senhores, se refugiaram em terras distantes para poder viver livres, mais alguns negros já tinham se convertido para o catolicismo, e outros que vieram do Norte da África, tinha como sua religião Muçulmana, esses eram os Malês, e os índios com suas crenças, misturaram tudo e ai começou á nascer a Umbanda, Alguns Arqueólogos e historiadores encontraram no antigo Quilombo dos Palmares em Alagoas, imagens de Orixás e santos Católicos em um único lugar, onde seria um terreiro de Umbanda, mais o que o branco não sabia é que a escravidão fazia que negros até então inimigos lutassem pela á mesma situação, pois todos eram irmãos do mesmo sofrimento e causa.
            Como tudo começou.
Não existem registros precisos dos primeiros escravos negros que chegaram ao Brasil. A tese mais aceita é a de que em 1538, Jorge Lopes Bixorda, arrendatário de pau-brasil, teria traficado para a Bahia os primeiros escravos africanos.
Eles eram capturados nas terras onde viviam na África e trazidos à força para a América, em grandes navios, em condições miseráveis e desumanas. Muitos morriam durante a viagem através do oceano Atlântico, vítimas de doenças, de maus tratos e da fome.
Os escravos que sobreviviam à travessia, ao chegar ao Brasil, eram logo separados do seu grupo lingüístico e cultural africano e misturados com outros de tribos diversas para que não pudessem se comunicar. Seu papel de agora em diante seria servir de mão-de-obra para seus senhores, fazendo tudo o que lhes ordenassem, sob pena de castigos violentos. Além de terem sido trazidos de sua terra natal, de não terem nenhum direito, os escravos tinham que conviver com a violência e a humilhação em seu dia-a-dia.
A minoria branca, a classe dominante socialmente, justificava essa condição através de idéias religiosas e racistas que afirmavam a sua superioridade e os seus privilégios. As diferenças étnicas funcionavam como barreiras sociais.
O escravo tornou-se a mão-de-obra fundamental nas plantações de cana-de-açúcar, de tabaco e de algodão, nos engenhos, e mais tarde, nas vilas e cidades, nas minas e nas fazendas de gado.
Além de mão-de-obra, o escravo representava riqueza: era uma mercadoria, que, em caso de necessidade, podia ser vendida, alugada, doada e leiloada. O escravo era visto na sociedade colonial também como símbolo do poder e do prestígio dos senhores, cuja importância social era avalizada pelo número de escravos que possuíam.
A escravidão negra foi implantada durante o século XVII e se intensificou entre os anos de 1700 e 1822, sobretudo pelo grande crescimento do tráfico negreiro. O comércio de escravos entre a África e o Brasil tornou-se um negócio muito lucrativo. O apogeu do afluxo de escravos negros pode ser situado entre 1701 e 1810, quando 1.891.400 africanos foram desembarcados nos portos coloniais.
O "quilombo" mais famoso pela sua duração e resistência, foi o de Palmares, estabelecido no interior do atual estado de Alagoas, na Serra da Barriga, sítio arqueológico tombado recentemente. Este "quilombo" se organizou em diferentes aldeias interligadas, sendo constituído por vários milhares de habitantes e possuindo forte organização político-militar.
        Como eram tratados os escravos?
Antes de romper o sol, os negros eram despertados através das badaladas de um sino e formados em fila no terreiro para serem contados pelo feitor e seus ajudantes, que após a contagem rezavam uma oração que era repetida por todos os negros.
Após ingerirem um gole de cachaça e uma xícara de café como alimentação da manhã, os negros eram encaminhados pelo feitor para os penosos labor nas roças, e as oito horas da manhã o almoço era trazido por um dos camaradas do sitio em um grande balaio que continha a panela de feijão que era cozido com gordura e misturado com farinha de mandioca, o angu esparramado em largas folhas de bananeiras, abóbora moranga, couve rasgada e raramente um pedaço de carne de porco fresca ou salgada que era colocada no chão, onde os negros acocoravam-se para encher as suas cuias e iam comer em silêncio, após se saciarem os negros cortavam o fumo de rolo e preparavam sem pressa o seus cigarros feitos com palha de milho, e após o descanso de meia hora os negros continuavam a labuta até às duas horas quando vinha o jantar, e ao por do sol eram conduzidos de volta à fazenda onde todos eram passados em revista pelo feitor e recebiam um prato de canjica adoçada com rapadura como ceia e eram recolhidos a senzala.
E em suas jornadas diárias, os negros também sofriam os mais variados tipos de castigo (, nas cidades o principal castigo era os açoites que eram feitos publicamente nos pelourinhos que constituíam-se em colunas de pedras erguidas em praças pública e que continha na parte superior algumas pontas recurvadas de ferro onde se prendiam os infelizes escravos.
E cujas condenação à pena dos açoites eram anunciados pelos rufos dos tambores para uma grande multidão que se reunia para assistir ao látego do carrasco abater-se sobre o corpo do negro escravo condenado para delírio da multidão excitada que aplaudia, enquanto o chicote abria estrias de sangue no dorso nu do negro escravo que ficava à execração pública.
E um outro método de punição dado aos negros foi o castigo dos bolos que consistia em dar pancada com a palmatória nas palmas das mãos estendidas dos negros, e que provocavam violentas equimoses e ferimentos no apitélio delicado das mãos.
Em algumas fazendas e engenhos, as crueldades dos senhores de engenho e feitores atingiram a extremas e incríveis métodos de castigos ao empregarem no negro o anavalhamento do corpo seguido de salmoura, marcas de ferro em brasa, mutilações, estupros de negras escravas, castração, fraturas dos dentes a marteladas e uma longa e infinita teoria de sadismo requintado. No sul do Brasil, os senhores de engenhos costumavam mandar atar os punhos dos escravos e os penduravam em uma trava horizontal com a cabeça para baixo, e sobre os corpos inteiramente nus, eles untavam de mel ou salmoura para que os negros fossem picados por insetos.
E através de uma série de instrumentos de suplícios que desafiava a imaginação das consciências mais duras para a contenção do negro escravo que houvesse cometido qualquer falha, e no tronco que era um grande pedaço de madeira retangular aberta em duas metades com buracos maiores para a cabeça e menores para os pés e as mãos dos escravos, e para colocar-se o negro no tronco abriam-se as suas duas metades e se colocavam nos buracos o pescoço, os tornozelos ou os pulsos do escravo e se fechava as extremidades com um grande cadeado, o vira mundo era um instrumento de ferro de tamanho menor que o tronco, porém com o mesmo mecanismo e as mesmas finalidades de prender os pés e as mãos dos escravos, o cepo era um instrumento que consistia num grosso tronco de madeira que o escravo carregava à cabeça, preso por uma longa corrente a uma argola que trazia ao tornozelo.
O libanto era um instrumento que prendia o pescoço do escravo numa argola de ferro de onde saía uma haste longa.
Que poderia terminar com um chocalho em sua extremidade e que servia para dar o sinal quando o negro quando o negro andava, ou com as pontas retorcidas com a finalidade de prender-se aos galhos das árvores para dificultar a fuga do negro pelas matas, as gargalheiras eram colocadas no pescoço dos escravos e dela partiam uma corrente que prendiam os membros do negro ao corpo ou serviam para atrelar os escravos uns aos outros quando transportados dos mercados de escravos para as fazendas, e através das algemas, machos e peias os negros eram presos pelas mãos aos tornozelos o que impedia do escravo de correr ou andar depressa, com isto dificultava a fuga dos negros, e para os que furtavam e comiam cana ou rapadura escondido era utilizado a mascara, que era feita de folhas de flandes e tomava todo o rosto e possuía alguns orifícios para a respiração do negro, com isto o escravo não podia comer nem beber sem a permissão do feitor, os anjinhos eram um instrumento de suplicio que se prendiam os dedos polegares da vitima em dois anéis que eram comprimidos gradualmente para se obter à força a confissão do escravo incriminado por uma falta grave.

Quais foram as primeiras etnias africanas a vir para o Brasil?

No brasil, angolanos e congoleses foram misturasdos e vendidos genericamente como escravos. Para os senhores de engenho e mercadores, eles eles não passavam de uma só coisa eram negociados como negros bantos, denominação geral da etnia.
   Dessa forma, os escravos desses dois países africanos passavam a conviver em senzalas como filhos da mesma terra, com idioma, rituais e costumes bem parecidos. Em maior número, angolanos fizeram predominar seus fundamentos religiosos e mesmo seu dialeto mais conhecido o quimbundo-e, com o passar dos tempos, angolanos e congoleses não eram mais diferenciados, bem como seus rituais religiosos. Em linhas gerais, tudo que se refereia aos negros bantos eram conhecido como parte do ritual Angola. Por isso a primeira etnia a vir no Brasil foram os Bantos.
  Depois com a chegada dos iorubanos os rituais africanos sofreram mais uma mistura ritualista, foram com essa etnia que conhecemos hoje o nome Orixá, pois os bantos se referem aos Orixás de Inquice.



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Raizes da Umbanda como tudo começou





Para se falar de Umbanda, temos que pensar primeiro o que ela representa, quais fundamentos, suas origens, e o que ele representa para a comunidade umbandista. Mais o que é Umbanda? Umbanda e uma mistura de várias religiões, mais com raízes africanas, ou seja um sincretismo religioso. As primeiras manifestações umbandistas sugiram no Quilombo dos palmares, e outros Quilombos espalhados pelo país, quando os negros e alguns índios fugindo de seus senhores, se refugiaram em terras distantes para poder viver livres, mais alguns negros já tinham se convertido para o catolicismo, e outros que vieram do Norte da África, tinha como sua religião Muçulmana, esses eram os Malês, e os índios com suas crenças, misturaram tudo e ai começou á nascer a Umbanda, Alguns Arqueólogos e historiadores encontraram no antigo Quilombo dos Palmares em Alagoas, imagens de Orixás e santos Católicos em um único lugar, onde seria um terreiro de Umbanda, mais o que o branco não sabia é que a escravidão fazia que negros até então inimigos lutassem pela á mesma situação, pois todos eram irmãos do mesmo sofrimento e causa.
            Como tudo começou.
Não existem registros precisos dos primeiros escravos negros que chegaram ao Brasil. A tese mais aceita é a de que em 1538, Jorge Lopes Bixorda, arrendatário de pau-brasil, teria traficado para a Bahia os primeiros escravos africanos.
Eles eram capturados nas terras onde viviam na África e trazidos à força para a América, em grandes navios, em condições miseráveis e desumanas. Muitos morriam durante a viagem através do oceano Atlântico, vítimas de doenças, de maus tratos e da fome.
Os escravos que sobreviviam à travessia, ao chegar ao Brasil, eram logo separados do seu grupo lingüístico e cultural africano e misturados com outros de tribos diversas para que não pudessem se comunicar. Seu papel de agora em diante seria servir de mão-de-obra para seus senhores, fazendo tudo o que lhes ordenassem, sob pena de castigos violentos. Além de terem sido trazidos de sua terra natal, de não terem nenhum direito, os escravos tinham que conviver com a violência e a humilhação em seu dia-a-dia.
A minoria branca, a classe dominante socialmente, justificava essa condição através de idéias religiosas e racistas que afirmavam a sua superioridade e os seus privilégios. As diferenças étnicas funcionavam como barreiras sociais.
O escravo tornou-se a mão-de-obra fundamental nas plantações de cana-de-açúcar, de tabaco e de algodão, nos engenhos, e mais tarde, nas vilas e cidades, nas minas e nas fazendas de gado.
Além de mão-de-obra, o escravo representava riqueza: era uma mercadoria, que, em caso de necessidade, podia ser vendida, alugada, doada e leiloada. O escravo era visto na sociedade colonial também como símbolo do poder e do prestígio dos senhores, cuja importância social era avalizada pelo número de escravos que possuíam.
A escravidão negra foi implantada durante o século XVII e se intensificou entre os anos de 1700 e 1822, sobretudo pelo grande crescimento do tráfico negreiro. O comércio de escravos entre a África e o Brasil tornou-se um negócio muito lucrativo. O apogeu do afluxo de escravos negros pode ser situado entre 1701 e 1810, quando 1.891.400 africanos foram desembarcados nos portos coloniais.
O "quilombo" mais famoso pela sua duração e resistência, foi o de Palmares, estabelecido no interior do atual estado de Alagoas, na Serra da Barriga, sítio arqueológico tombado recentemente. Este "quilombo" se organizou em diferentes aldeias interligadas, sendo constituído por vários milhares de habitantes e possuindo forte organização político-militar.
        Como eram tratados os escravos?
Antes de romper o sol, os negros eram despertados através das badaladas de um sino e formados em fila no terreiro para serem contados pelo feitor e seus ajudantes, que após a contagem rezavam uma oração que era repetida por todos os negros.
Após ingerirem um gole de cachaça e uma xícara de café como alimentação da manhã, os negros eram encaminhados pelo feitor para os penosos labor nas roças, e as oito horas da manhã o almoço era trazido por um dos camaradas do sitio em um grande balaio que continha a panela de feijão que era cozido com gordura e misturado com farinha de mandioca, o angu esparramado em largas folhas de bananeiras, abóbora moranga, couve rasgada e raramente um pedaço de carne de porco fresca ou salgada que era colocada no chão, onde os negros acocoravam-se para encher as suas cuias e iam comer em silêncio, após se saciarem os negros cortavam o fumo de rolo e preparavam sem pressa o seus cigarros feitos com palha de milho, e após o descanso de meia hora os negros continuavam a labuta até às duas horas quando vinha o jantar, e ao por do sol eram conduzidos de volta à fazenda onde todos eram passados em revista pelo feitor e recebiam um prato de canjica adoçada com rapadura como ceia e eram recolhidos a senzala.
E em suas jornadas diárias, os negros também sofriam os mais variados tipos de castigo (, nas cidades o principal castigo era os açoites que eram feitos publicamente nos pelourinhos que constituíam-se em colunas de pedras erguidas em praças pública e que continha na parte superior algumas pontas recurvadas de ferro onde se prendiam os infelizes escravos.
E cujas condenação à pena dos açoites eram anunciados pelos rufos dos tambores para uma grande multidão que se reunia para assistir ao látego do carrasco abater-se sobre o corpo do negro escravo condenado para delírio da multidão excitada que aplaudia, enquanto o chicote abria estrias de sangue no dorso nu do negro escravo que ficava à execração pública.
E um outro método de punição dado aos negros foi o castigo dos bolos que consistia em dar pancada com a palmatória nas palmas das mãos estendidas dos negros, e que provocavam violentas equimoses e ferimentos no apitélio delicado das mãos.
Em algumas fazendas e engenhos, as crueldades dos senhores de engenho e feitores atingiram a extremas e incríveis métodos de castigos ao empregarem no negro o anavalhamento do corpo seguido de salmoura, marcas de ferro em brasa, mutilações, estupros de negras escravas, castração, fraturas dos dentes a marteladas e uma longa e infinita teoria de sadismo requintado. No sul do Brasil, os senhores de engenhos costumavam mandar atar os punhos dos escravos e os penduravam em uma trava horizontal com a cabeça para baixo, e sobre os corpos inteiramente nus, eles untavam de mel ou salmoura para que os negros fossem picados por insetos.
E através de uma série de instrumentos de suplícios que desafiava a imaginação das consciências mais duras para a contenção do negro escravo que houvesse cometido qualquer falha, e no tronco que era um grande pedaço de madeira retangular aberta em duas metades com buracos maiores para a cabeça e menores para os pés e as mãos dos escravos, e para colocar-se o negro no tronco abriam-se as suas duas metades e se colocavam nos buracos o pescoço, os tornozelos ou os pulsos do escravo e se fechava as extremidades com um grande cadeado, o vira mundo era um instrumento de ferro de tamanho menor que o tronco, porém com o mesmo mecanismo e as mesmas finalidades de prender os pés e as mãos dos escravos, o cepo era um instrumento que consistia num grosso tronco de madeira que o escravo carregava à cabeça, preso por uma longa corrente a uma argola que trazia ao tornozelo.
O libanto era um instrumento que prendia o pescoço do escravo numa argola de ferro de onde saía uma haste longa.
Que poderia terminar com um chocalho em sua extremidade e que servia para dar o sinal quando o negro quando o negro andava, ou com as pontas retorcidas com a finalidade de prender-se aos galhos das árvores para dificultar a fuga do negro pelas matas, as gargalheiras eram colocadas no pescoço dos escravos e dela partiam uma corrente que prendiam os membros do negro ao corpo ou serviam para atrelar os escravos uns aos outros quando transportados dos mercados de escravos para as fazendas, e através das algemas, machos e peias os negros eram presos pelas mãos aos tornozelos o que impedia do escravo de correr ou andar depressa, com isto dificultava a fuga dos negros, e para os que furtavam e comiam cana ou rapadura escondido era utilizado a mascara, que era feita de folhas de flandes e tomava todo o rosto e possuía alguns orifícios para a respiração do negro, com isto o escravo não podia comer nem beber sem a permissão do feitor, os anjinhos eram um instrumento de suplicio que se prendiam os dedos polegares da vitima em dois anéis que eram comprimidos gradualmente para se obter à força a confissão do escravo incriminado por uma falta grave.

Quais foram as primeiras etnias africanas a vir para o Brasil?

No brasil, angolanos e congoleses foram misturasdos e vendidos genericamente como escravos. Para os senhores de engenho e mercadores, eles eles não passavam de uma só coisa eram negociados como negros bantos, denominação geral da etnia.
   Dessa forma, os escravos desses dois países africanos passavam a conviver em senzalas como filhos da mesma terra, com idioma, rituais e costumes bem parecidos. Em maior número, angolanos fizeram predominar seus fundamentos religiosos e mesmo seu dialeto mais conhecido o quimbundo-e, com o passar dos tempos, angolanos e congoleses não eram mais diferenciados, bem como seus rituais religiosos. Em linhas gerais, tudo que se refereia aos negros bantos eram conhecido como parte do ritual Angola. Por isso a primeira etnia a vir no Brasil foram os Bantos.
  Depois com a chegada dos iorubanos os rituais africanos sofreram mais uma mistura ritualista, foram com essa etnia que conhecemos hoje o nome Orixá, pois os bantos se referem aos Orixás de Inquice.



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